Santarém
AGENDA
Domingo, 7 de Março - Tarde de espiritualidade
De 19 a 21 de Março - Retiro de colaboradores(as) e amigos(as) na casa comboniana de Coimbra
Domingo, 28 de Março - Encontro geral de jovens
Domingo, 4 de Abril - Páscoa
Domingo, 2 de Maio - Tarde de espiritualidade
Domingo, 16 de Maio - Festa missionária
Sábado, 31 de Julho - Peregrinação da Família Comboniana a Fátima
ADEUS... FILIPINAS
ADEUS... FILIPINAS
O P.e Victor Dias volta a Santarém, deixando as Filipinas. Tal acontecimento desperta nele muitos sentimentos: «O ano de 2009 foi muito importante para mim, pois marcou uma nova etapa na minha vida: foi o fim da minha segunda missão nas Filipinas.
Deixei Santarém em 1992 e parti para as Filipinas pela primeira vez. Fiquei encarregado de iniciar o programa de animação missionária. Lá encontrei mais dois missionários portugueses que tinham partido antes de mim - os padres Alberto Silva e Manuel Augusto. Fui cheio de entusiasmo na força dos meus 32 anos. Nesta minha primeira missão estive na capital, Manila, até ao ano 2000. Gostei imenso do meu trabalho durante estes anos. Visitei muitas paróquias, e encontrei-me com muita gente. Colaborei na difusão da revista «World Mission» e começámos um grupo de benfeitores e amigos. Em Dezembro de 1993, tivemos a primeira festa missionária na nossa casa, e desde então tem-se feito todos os anos.
Aprendi muito com o povo filipino, especialmente a sua alegria contagiosa e o gosto de fazer festas e celebrações para tudo! Também me impressionou muito a sua capacidade de fazer frente ao sofrimento. Foi uma experiência muito positiva, e sinto que Deus abençoou abundantemente a minha actividade. Para o trabalho de animação missionária, levava comigo os seminaristas filipinos. Agora, graças a Deus, já temos 15 padres missionários filipinos e dois irmãos.
Em Dezembro de 2000, regressei a Portugal, para depois começar os meus estudos na Itália, a fim de ser padre-mestre no noviciado de Santarém. Este projecto nunca se concretizou, pois o noviciado em Santarém teve de ser fechado por falta de noviços, em Maio de 2003. Era padre-mestre o saudoso P.e Ivo do Vale, e havia apenas três noviços. Eu voltei para Itália para terminar os estudos, e, em 2004, retornei às Filipinas, para ser padre-mestre lá.
Esta segunda etapa nas Filipinas foi muito rica, mas nada fácil. Tive de fazer de padre-mestre e de formador dos postulantes ao mesmo tempo. Postulantado e noviciado estavam na mesma casa, e eu tinha de fazer as duas coisas, ajudado pelo P.e Renzo Carraro, que ainda actualmente se encontra lá. Em 2007, graças a Deus, construímos uma casa separada para o noviciado, e quando a casa estava pronta... faltaram os noviços! É verdade... só tivemos um grupinho de noviços até 2009. Agora o único noviço está a preparar-se para ir fazer o noviciado no México.
Estávamos em Maio de 2009, e eu vim para Portugal em Julho, pois tinha sido escolhido para representar a Ásia no XVII Capítulo Geral dos Combonianos, realizado em Roma nos meses de Setembro e Outubro. No fim do capítulo, os superiores pediram-me para ficar em Portugal, pois já não havia noviciado nas Filipinas. E assim aqui estou de novo em Santarém, apesar de também não termos noviços neste momento, mas esperamos ter um grupinho para Setembro.
Estou aqui com alegria, e dou graças a Deus pelos muitos amigos e amigas que tenho nestes lados, onde vivi as primícias do meu sacerdócio missionário.
Ponho o futuro nas mãos de Deus, e desde já agradeço tanta manifestação de carinho que tenho recebido pelos lados do Ribatejo e Oeste. Aos amigos e colaboradores que já faleceram... incluindo o P.e Ivo... peço a Deus que os receba no Seu Reino, e a todos nós que ainda continuamos neste mundo, que Jesus, o Missionário do Pai, nos continue a guiar com esperança no futuro à nossa frente.
O P.e Victor Dias volta a Santarém, deixando as Filipinas. Tal acontecimento desperta nele muitos sentimentos: «O ano de 2009 foi muito importante para mim, pois marcou uma nova etapa na minha vida: foi o fim da minha segunda missão nas Filipinas.
Deixei Santarém em 1992 e parti para as Filipinas pela primeira vez. Fiquei encarregado de iniciar o programa de animação missionária. Lá encontrei mais dois missionários portugueses que tinham partido antes de mim - os padres Alberto Silva e Manuel Augusto. Fui cheio de entusiasmo na força dos meus 32 anos. Nesta minha primeira missão estive na capital, Manila, até ao ano 2000. Gostei imenso do meu trabalho durante estes anos. Visitei muitas paróquias, e encontrei-me com muita gente. Colaborei na difusão da revista «World Mission» e começámos um grupo de benfeitores e amigos. Em Dezembro de 1993, tivemos a primeira festa missionária na nossa casa, e desde então tem-se feito todos os anos.
Aprendi muito com o povo filipino, especialmente a sua alegria contagiosa e o gosto de fazer festas e celebrações para tudo! Também me impressionou muito a sua capacidade de fazer frente ao sofrimento. Foi uma experiência muito positiva, e sinto que Deus abençoou abundantemente a minha actividade. Para o trabalho de animação missionária, levava comigo os seminaristas filipinos. Agora, graças a Deus, já temos 15 padres missionários filipinos e dois irmãos.
Em Dezembro de 2000, regressei a Portugal, para depois começar os meus estudos na Itália, a fim de ser padre-mestre no noviciado de Santarém. Este projecto nunca se concretizou, pois o noviciado em Santarém teve de ser fechado por falta de noviços, em Maio de 2003. Era padre-mestre o saudoso P.e Ivo do Vale, e havia apenas três noviços. Eu voltei para Itália para terminar os estudos, e, em 2004, retornei às Filipinas, para ser padre-mestre lá.
Esta segunda etapa nas Filipinas foi muito rica, mas nada fácil. Tive de fazer de padre-mestre e de formador dos postulantes ao mesmo tempo. Postulantado e noviciado estavam na mesma casa, e eu tinha de fazer as duas coisas, ajudado pelo P.e Renzo Carraro, que ainda actualmente se encontra lá. Em 2007, graças a Deus, construímos uma casa separada para o noviciado, e quando a casa estava pronta... faltaram os noviços! É verdade... só tivemos um grupinho de noviços até 2009. Agora o único noviço está a preparar-se para ir fazer o noviciado no México.
Estávamos em Maio de 2009, e eu vim para Portugal em Julho, pois tinha sido escolhido para representar a Ásia no XVII Capítulo Geral dos Combonianos, realizado em Roma nos meses de Setembro e Outubro. No fim do capítulo, os superiores pediram-me para ficar em Portugal, pois já não havia noviciado nas Filipinas. E assim aqui estou de novo em Santarém, apesar de também não termos noviços neste momento, mas esperamos ter um grupinho para Setembro.
Estou aqui com alegria, e dou graças a Deus pelos muitos amigos e amigas que tenho nestes lados, onde vivi as primícias do meu sacerdócio missionário.
Ponho o futuro nas mãos de Deus, e desde já agradeço tanta manifestação de carinho que tenho recebido pelos lados do Ribatejo e Oeste. Aos amigos e colaboradores que já faleceram... incluindo o P.e Ivo... peço a Deus que os receba no Seu Reino, e a todos nós que ainda continuamos neste mundo, que Jesus, o Missionário do Pai, nos continue a guiar com esperança no futuro à nossa frente.
Memórias do passdo
Entrevista à dona Regina
A D. Regina Piedade Duarte conhece os missionários combonianos desde a sua chegada a Santarém, no Verão de 1972. Todos os missionários que por aqui passaram tiveram de se encontrar com ela. Neste início do ano, o P.e José Tavares fez-lhe algumas perguntas:
D. Regina, como conheceu os Missionários Combonianos?
Foi quando os missionários compraram a quinta, em 1972. O seu proprietário era amigo da minha família e, passando lá por casa, disse-nos que tinha vendido a quinta a uns padres. Fiquei com a "pulga atrás da orelha" e procurei saber quem eram esses padres. Alguns dias depois, entrei na quinta, encontrei o P.e António Ino de chapéu de palha na cabeça, todo empoeirado a lavrar a quinta. Disse para comigo mesma: estes não são padres. Estava para me ir embora quando o P.e Ino me viu e veio ao meu encontro. Perguntei-lhe se era padre. Ele respondeu que sim. Então celebra missa na capela? Respondeu que não o poderia fazer todos os domingos, porque naquela altura estava sozinho, mas que quando fosse possível daria um toque no sino. E assim foi. Ao início éramos só três pessoas na Eucaristia, mas com o passar dos tempos foram aparecendo mais pessoas.
Como era o relacionamento dos missionários com as pessoas?
Como os missionários cumprimentavam toda a gente e trabalhavam na quinta, e até os cânticos da missa eram diferentes, espalhou-se a notícia de que eram protestantes. Com a chegada do P.e Carmelo Casile, começaram a visitar as famílias aqui à volta e as dúvidas dissiparam-se. Muitos casais fizeram o matrimónio cristão, e a vida de fé de muitas pessoas começou a ser mais intensa. Passámos a ter missa dominical. Organizou-se a catequese, eu própria fui catequista durante 16 anos. Hoje já somos uma comunidade muito grande e, dentro em breve, penso, seremos uma paróquia.
Como vê os missionários?
São a minha segunda família. Preocupo-me com todos os que por aqui passaram, e já são muitos, e continuo a colaborar naquilo que posso.
Quando aqui chegaram os missionários, já havia uma capela na quinta?
Já. Foi o Sr. Perdigão, primeiro dono e homem rico, que a mandou construir. Ele dizia-se ateu, mas a esposa, profundamente católica e devota de S. José, adoeceu. Então prometeram construir uma capela a S. José se ela se curasse. Por isso esta quinta e capela são intituladas a S. José. Chegaram a celebrar missa nesta capela, mas muito raramente.
D. Regina ajudou e continua a ajudar os missionários. O que recebeu deles?
Os missionários ajudaram-me muito no caminho da fé. Com eles, aprendi a conhecer Deus e a amar o ideal missionário.
Combonianos em Santarém
Inaugurada a 18 de Outubro de 1972 como noviciado;
É dedicada a São José;
A comunidade dedica-se à animação missionária e vocacional;
Promove encontros de espiritualidade missionária mensais;
A missa dominical é pública;
Serve de apoio à comunidade católica do Jardim de Cima.
Organiza encontros vocacionais e retiros para jovens e adolescentes;
Acolhe grupos para retiros e encontros.
Missionários Combonianos
Rua Teófilo Braga Jardim de Cima
2005 - 438 SANTARÉM
Telefone 243 351 331
Localização









