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Notícias da Missão

Missão ao longo do rio Aripuanã

A vida normal de um missionário permanece para muita gente um puro exercício da fantasia. Assim, pensamos em acompanhar a vida real de P. Massimo Ramundo, comboniano italiano, numa das suas viagens pelas comunidades cristãs do interior brasileiro transamazónico, ao longo do rio Aripuanã, um dos muitos da região. Mas o missionário não anda sozinho. “Nós combonianos e combonianas – disse o P. Massimo – trabalhamos juntos. Além das actividades de formação das comunidades eclesiais de base e de animação missionária, desenvolvemos também um trabalho de consciencialização social e ambiental.”


O missionário comboniano P. Massimo Ramundo, 44 anos, nasceu em Neviano (LE), na Itália. Estudou Teologiaem São Paulo. Terminadoo curso, foi ordenado sacerdote em Julho de 2003. Logo a seguir foi destinado ao Brasil, onde permanece até ao presente. De momento, trabalha na paróquia de Santa Luzia, diocese de Humaitá e município de Manicoré, província da Rondónia. A paróquia tem uma superfície de300 quilómetrosquadrados e foi fundada no final do ano passado. É constituída por 24 comunidades de pequenos agricultores e populações ribeirinhas, e mais 14 comunidades entre os indígenas Tenharim e Parintintins.


Segundo o P. Massimo, “a região é a porta de entrada dos madeireiros para o Estado da Amazónia. É uma região de muitos conflitos devido à presença de madeireiros, grileiros e garimpeiros que tentam expulsar os indígenas e as populações ribeirinhas da sua própria terra. Para se fazer uma ideia, só aqui na região temos cerca de 50 serrações que funcionam dia e noite derrubando as árvores, cortando a madeira, e destruindo a floresta”.


As Missionárias Combonianas também trabalham na paróquia. “Nós combonianos e combonianas – afirmou o P. Massimo – trabalhamos juntos. Além das actividades de formação das comunidades eclesiais de base e de animação missionária, desenvolvemos também um trabalho de consciencialização social e ambiental.”


A Palavra de Deus exige resposta a nível social

O comboniano, Pe. Alex Zanotelli, revela como a sua experiência de missão nos bairros de Korogocho, em Nairobi, no Quénia, provocou nele uma profunda conversão a Jesus Cristo

“A minha profunda conversão a Jesus de Nazaré chegou quando escolhi descer aos submundos da história, aos bairros de lata de Korogocho. Os doze anos vividos nos bairros de lata de Korogocho mudaram profundamente a minha leitura das Escrituras. Em Korogocho compreendi uma coisa fundamental: o contexto em que se lê um texto é tão importante como o próprio texto. Um trecho do Evangelho de Marcos lido numa vila de Roma ou lido num bairro de lata de Korogocho, assume significados bem diferentes!”


Pe. Alex Zanotelli.

Missionária dá aulas de inglês no Sudão do Sul

A Irmã Sandra, missionária comboniana brasileira, manda suas impressões sobre a missão em Agok, na fronteira entre o Sudão do Sul e o Sudão.


Aqui somos três: a Irmã Bety Ryan, o Joseph Alak e eu. Viemos para dar uma formação básica de inglês para os professores primários da região. Abyei sofreu bombardamentos e destruição pelos grupos militares do norte já faz mais de um ano e continuam no perigo constante, agora ainda mais porque é território disputado.


Agok está há uns30 quilómetrosde Abyei. Todo o povo que conseguiu escapar no ano passado vive aqui numa situação de pobreza extrema. O padre Biong, estava nos esperando na pista dos aviões das Nações Unidas. Estava duvidando que chegaríamos por causa das notícias de guerra! Mas viemos e estão todos contentes.


Mais de 60 professores vieram no primeiro dia do curso. Todos querem aprender ou melhorar o nível de inglês porque aqui no Sudão do Sul, inglês é língua franca para a educação. Estamos debaixo de umas salas cobertas de palha e com paredes de bambus. Dividimos o grupo em três. Na minha sala tenho quatro mulheres todas admiradas com a nossa presença.


Ensinamos depois do horário escolar e damos duas horas de aulas: das 16h às 18h. Aqui faz um calor terrível; a chuva está ameaçando cair mas ainda não veio. Fomos recebidos nas palhoças da igreja onde os dois padres Dinkas nos acolheram. Estamos dormindo em tendas no quintal do Mercy Corps.


 


Sandra Amado, missionária Comboniana


 

Caminhos de Páscoa

O Senhor Jesus continua hoje a exortar os cristãos da África a pregarem, em seu Nome, «a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos». Por isso, são chamados a ser testemunhas do Senhor ressuscitado (Bento XVI Africae Munus, 163).


Pelos ecos do encerramento do Ano Vocacional foi tudo em grande. Parabéns a todos. Continuai a sonhar e inventar novos caminhos de presença e paixão missionária comboniana em Portugal.


Aproxima-se a Páscoa e, como cada ano, o Senhor nos mete em caminhos de vida nova. Esta brota, para todos nós, do sepulcro vazio e da experiência de Cristo ressuscitado na nossa vida, na vida dos outros e no nosso mundo.


Partilho convosco um pequeno texto do meu diário, sempre e só, numa linha de comunhão na fé que nos une, e como sinal de gratidão e amizade.


Pouco depois das 12h chegou uma mamã. Era Corantina Chipanque. É viúva desde 2007. Tinha feito todo o catecumenado até à celebração da eleição. Porém o marido nunca queria entrar na Igreja. Quando ficou viúva abandonou a catequese.


Agora, como ontem ouviu falar na Missa sobre a importância da catequese, encheu-se de coragem e veio falar. Quer ser batizada. Seus filhos andam na Igreja. Alguns já foram batizados. Ela deseja então retomar o caminho da fé pois, disse, «venho sempre à Igreja». Amanhã volta com o ancião do seu núcleo e vamos acertar. Uma mulher de fé como ela bem merece chegar á alegria do batismo.


Foi essa coragem que ontem trouxe, logo no fim da Missa, outra mamã: Graciete Tomé. O marido o ano passado prometeu ao padre entrar na catequese para que pudessem chegar juntos ao batismo e celebrar o matrimónio. «Mas padre, ele disse que sim mas nunca veio e eu nem pude fazer a passagem de etapa e quero continuar até ao batismo. Que posso fazer? Eu estou casada com ele há já 10 anos!»


São estes os sinais humanos de que Cristo está a tocar o coração das pessoas. Ontem a Igreja estava muito cheia de gente. Aproximamo-nos da Páscoa e, no coração das pessoas vê-se, com a fé manifestada, que o Espírito de Deus está atuando. Viva a Missão!


P. Alberto Vieira – Moçambique, 28 de março de 2012

Do deserto de Lima à selva amazónica peruana

O P. Manuel Alves Pinheiro de Carvalho, missionário comboniano de 60 anos, celebrados há dois dias, nasceu em Vila da Feira e cresceu em Espinho, Portugal. Hoje, encontra-se a trabalhar no Escolasticado de Lima, capital do Peru, onde ele e o seu colega, P. Agustoni Sergio, acompanham o processo formativo dos jovens estudantes combonianos, na fase que antecede a ordenação sacerdotal. Estes jovens escolásticos estão a terminar nestes dias o período de experiência missionária de verão nas paróquias do interior. O P. Pinheiro foi visitá-los na profundidade da floresta peruana.


O Escolasticado é um centro internacional onde os jovens combonianos, vindos dos vários continentes, fazem os últimos quatro anos de estudo teológico, antes de serem ordenados. No ano passado, eram 16 escolásticos. Com os dois formadores, 18. “A casa estava repleta,” diz consolado o P. Pinheiro. E em tom positivo acrescenta: “Uma Babel das nações: 4 do Togo, 2 do Quénia, 1 da Etiópia, 1 do Congo, 1 da República Centro-Africana, 1 do Uganda, 1 da Zâmbia, 1 do Brasil, 1 da Colômbia, 1 do Peru, e 2 da Guatemala.” Dos 16 seminaristas, quatro concluíram os estudos.


O ano escolar começa em Março e termina em Dezembro. Em 2012, vão iniciar o ano com doze, mas acolherão mais quatro novos escolásticosem Julho. “Esta comunidade – comenta o P. Pinheiro – funciona um bocado em acordeão, devido às diferenças do calendário académico dos diversos países de proveniência.”


Nos dois meses de verão, Janeiro e Fevereiro, todos vão para as paróquias combonianas das montanhas e da selva, para fazerem uma experiência da vida missionária real. Por estes dias, os estudantes estarão de regresso para se prepararem para o reinício tranquilo de mais um novo ano lectivo que os espera. “A roda não para,” acrescenta o P. Pinheiro.


No Peru, para distinguirem os índios das montanhas (descendentes dos Incas) e os índios da selva, chamam aos das montanhas ‘indígenas’ e aos da selva ‘nativos’. Os nativos vivem em pequenas comunidades espalhados na selva amazónica. Actualmente, estes são protegidos pela lei que lhes garante direito ao território onde habitam. A guerra do ‘Sendero Luminoso’ tinha devastado estas comunidades e as suas gentes tinham-se dispersado pela selva profunda. Começaram a regressar há uns quinze anos e a reagrupar-se em pequenas comunidades.


As comunidades, onde foi oP. Pinheiro, para se encontrar com os estudantes, pertencem à tribo dos Nomachigengas. “São gente afável com os conhecidos – descreve o formador – e muito reservados com os forasteiros. Chamam ‘colonos’ aos indígenas das montanhas que vivem nos seus territórios, porque se sentem invadidos por eles. De facto ‘os colonos’ têm um estilo de vida completamente diferente, são autênticos ‘invasores’ em busca de terras férteis. Numa das comunidades onde se encontravam dois dos nossos estudantes a viver, aproveitei a assembleia que estavam a realizar para lhes pedir que aceitassem outro estudante. Depois de deliberarem sobre o meu pedido o chefe falou: eu, chefe desta comunidade e a comunidade acolhemo-lo como um irmão nosso. Seja bem-vindo.”


Mas, como em todo o lado, por ali também não faltam os conflitos. E sobretudo por causa da tão cobiçada coca. Conta o P. Pinheiro: “É outro mundo, um mundo estanho para nós, mas que é preciso defender e preservar da cobiça humana. Infelizmente, embora a guerrilha tenha quase desaparecido, é nesta zona que continuam os conflitos por causa da coca. Como se sabe, o Peru é o maior produtor de coca do mundo. Os indígenas e os nativos mastigam a folha de coca para ter mais energia e poder enfrentar o trabalho e o cansaço. Mastiguei umas folhas que me ofereceram, mas não me atraiu de modo particular.”


“Foi para mim uma experiência muito bonita – conclui o missionário – passar do deserto de Lima para a selva que me fez recordar a minha querida África com a vegetação luxuriante, os rios, a chuva torrencial, as estradas esburacadas e enlameadas, as crianças descalças… e, sobretudo o encontro com gente que orienta a própria vida não segundo os critérios individualistas e egoístas da nossa sociedade ocidental, mas de acordo com os valores da solidariedade e da comunhão. É outro mundo, outra forma de ver a realidade e de viver a vida.”


Do Congo com alegria

Do Congo, o P. Marcelo vai enviando algumas notícias. As últimas chegaram no domingo, 19 de fevereiro.

Mais uma semana que passa e o tempo que voa.


Pouco a pouco, continuo a descobrir os cantos da casa, da paróquia e das aldeias.


Uma semana bela no conhecimento da realidade do trabalho com os jovens. A pastoral juvenil aqui funciona toda junta desde os grupos de adolescentes até aos jovens e até mesmo aqueles que embora já tendo filhos ainda não estão casados religiosamente.


Tive ainda a oportunidade de hoje visitar uma capela que é o centro de um dos 6 sectores que a paróquia tem.


Chama-se Isiro Moke (isiro pequeno), fica a1 1 Km do centro.


Pelas fotos podeis ver a capela que é bastante boa, já construída em tijolos. Uma comunidade bastante grande. São 9h30 e começamos a confessar, às 10h inicia a celebração da Eucaristia que também tive a alegria de presidir e às 12h acabava.


Depois da missa algumas fotos, conversa e uma refeição breve e ligeira. De seguida esperam os responsáveis da capela para a conversa acerca dos problemas e da vida cristã da comunidade.


Por fim o regresso. Nas fotos podeis apreciar os caminhos (belas auto-estradas) e até o antigo caminho de ferro que hoje não funciona.


O menino vai crescendo e pouco a pouco já fala e em breve começo a ir sozinho visitar as capelas.


Estou feliz, sou feliz pois posso gastar a vida que o Senhor me dá ao serviço deste povo que me acolhe com alegria.


Cada visita, cada encontro é reflexo da alegria e da felicidade deste povo que nos acolhe.


Um grande abraço e a minha oração por cada um de vós


P. Marcelo




Paz e alegria!

O Sudão do Sul viveu momentos especiais em 2011. No início do ano, os sul-sudaneses votaram em massa pela independência num referendo de autodeterminação e a 9 de Julho celebraram a independência com uma festa que varreu o país de lés a lés.


A independência representou o fim de uma luta de mais de 50 anos pelo direito à autodeterminação com custos humanos tremendos: mais de 2,5 milhões de pessoas morreram em duas guerras civis e mais de quarto milhões foram deslocadas pela guerra de 1983 até 2005. Mas a fé e a força de vontade das gentes do Sudão do Sul venceram!


A lua-de-mel pós independência foi curta e os cidadãos e o governo depressa tiveram que confrontar a trindade do demónio que afecta o país: corrupção, tribalismo e nepotismo que gera violência e impede o desenvolvimento.


O Sudão do Sul apesar de estar na cauda dos índices de desenvolvimento humano, é um país rico em gente, petróleo, solos, água, florestas, minerais... Necessita de uma liderança que se preocupe com o bem comum e motive as pessoas a trabalhar os campos para além da agricultura de subsistência e a comercializar o gado.


A Rede Católica de Rádios do Sudão também viveu um ano especial em 2011 com as nove emissoras no ar. Um trabalho árduo que levou cinco anos de muita paciência, recursos e teimosia por parte da equipa comboniana, dos directores diocesanos e dos muitos colaboradores das estações. A cadeia tem também uma redacção central – a meu cargo – e um centro de produção que faz sobretudo programas de educação cívica.


A nível dos Combonianos, desde Janeiro que temos uma liderança nova e continuamos a fazer preparações para passar algumas obras que atingiram a maturidade à igreja local para ficarmos livres para outros trabalhos de fronteira. Em 2012, o Colégio de Lomin – com quase 300 alunas e alunos internos do ensino secundário – deve passar para a administração da diocese de Yei e a paróquia um ano mais tarde. Em final de 2013, os bispos devem nomear um jornalista para assumir o meu trabalho e um director para substituir a Irmã Paola na coordenação da cadeia.


Para o ano devemos abrir uma comunidade na periferia de Juba para a formação de sul-sudaneses que queiram ser combonianos, apostolado bíblico e assuntos de justiça e paz.


Este trabalho foi uma surpresa agradável. Eu seguia o projecto mas nunca imaginei acabar em Juba a fazer parte da equipa fundadora da cadeia. Tem sido um privilégio viver e trabalhar com esta gente, partilhar das alegrias da independência e das dores do parto da nova nação. Até porque o Sudão do Sul, juntamente com o Sudão, são a Terra Santa da família comboniana.


Um abraço cheio de amizade


José da Silva Vieira

Uma casa que dure

Lapia lesi!

“Hoje” fui celebrar a eucaristia de bênção da primeira “pedra” da capela de Danmadjia. Já lá vão 10 anos desde que esta comunidade se prepara para construir a sua capela. Ao ver a relação das contas desta comunidade pude constatar que não foi fácil! Houve momentos em que a caixa comunitária esteve quase a zero… o trabalho dos campos, a perseverança de um pequeno grupo não deixou cair por terra o “sonho”!


Ainda recordo o entusiasmo da comunidade quando, há dois anos, começou a preparar o barro para fazer os tijolos. Nesse momento na caixa já havia o correspondente a 1.000 Euros fruto do depósito destes anos de trabalho comunitário. O ano passado investimos estes 1.000 Euros em sacos de amendoins. Compramos o saco a 13.000 FCFA no momento das colheitas em que o amendoim é vendido muito barato e conseguimos vender quatro meses depois a 25.000 FCFA. Com os tijolos feitos pela comunidade conseguimos chegar aos 3.000 Euros. Com o apoio de alguns amigos chegamos aos 4.500 Euros. Mas mais que os números, tem-me acompanhado as imagens desta comunidade unida por um ideal: construir a sua capela… “uma capela que dure”, dizia-me um dos conselheiros da comunidade. Estão cansados de ter que “re-construir” todos os anos a capelita feita de palha!


Natal é celebrar este acontecimento! Deus quis construir a sua “Casa” no meio de nós! Uma “Casa que dure”! Sim, a nossa Humanidade é esta casa que dura e transporta esta mensagem de Vida! Mesmo se Jesus quis nascer numa “casa de palha”, Ele habita para sempre a nossa Humanidade, “a casa que dura”… e como é bom contemplar a Sua presença, o Seu nascimento no esforça de cada um par construir hoje o seu Reino. Um Santo e Feliz Natal para cada um de vós queridos amigos e amigas!


Não nos cansemos de “sujar as mãos”, transportar tijolos, construir… um lugar aonde cada um perceba a beleza de ser esta “casa que dura… a casa de DEUS!


Um prospero Ano 2012


Com amizade


 


P. João Rodrigues da Costa - Chade


 




Feliz e Santo Natal a todos os familiares e amigos

Olá queridos familiares e amigos, mais uma vez nos encontramos neste tempo maravilhoso que é o Natal.


Desde que cheguei de férias no passado mês de Setembro quase não falei nem escrevi a ninguém devido à grande “maratona” que tem sido a minha vida.


Quando cheguei aqui a Porto Velho, capital da Rondónia onde temos a paróquia que funciona como centro de apoio para irmos para a área ribeirinha, encontrei a nossa casa paroquial, onde tenho o meu quarto, roubada por três vezes. Menos mal que não fizeram mal ao padre idoso que tinha ficado aqui na casa.


«Estes constantes roubos são o reflexo muito claro do crescimento rápido que tem tido esta cidade devido à construção de duas enormes hidroeléctricas que tem dado trabalho a milhares de pessoas vindas de todos os cantos do Brasil.


Esta cidade, que é a capital do estado de Rondónia, no último ano teve aumento de 40.000 carros e de várias dezenas de milhares de pessoas que vêm atrás de trabalho nas hidroeléctricas e na construção civil que está crescendo muitíssimo. As condições de saúde, são miseráveis. Basta dizer que o hospital desta cidade é o pior de todo o Brasil, onde não há espaço para mais ninguém em canto nenhum. As escolas são também poucas para tantos alunos que se querem inscrever e não encontram vaga. As prisões são um outro problema muito grave nesta cidade. Fala-se de mais de 7.000 jovens presos, cujo motivo de prisão é um tráfico de droga, devido à proximidade com a Bolívia.


Roubos e muitas mortes são o pão nosso de cada dia! Ainda ontem o coordenador de uma das nossas capelas foi assaltado no seu mercado. Os ladrões levaram todo o dinheiro e no final deram-lhe dois tiros no coração morrendo imediatamente.


Enfim, muitas situações difíceis que fazem deste povo um povo que vive o dia a dia amedrontado devido à enorme violência.


Aí em Portugal, quando estive de férias, e me perguntavam sobre as minhas maiores dificuldades na Missão eu dizia que inicialmente eram as viroses e malárias e a praga de toda a espécie de insectos junto aos rios. Mas agora que já estou familiarizado com todas essas doenças e bichinhos a maior dificuldade é conseguir dormir em paz quando venho na cidade!


Sobre o meu trabalho pastoral junto aos ribeirinhos está tudo a correr muito bem. Depois de três anos já passados com eles, agora tudo é mais fácil. As comunidades vão caminhando devagar como é próprio da cultura deste povo. Uns dias caminha quatro passos em frente, no outro dia a seguir anda dois passos atrás… mas o importante é acreditar que Deus vai trabalhando através destes seus instrumentos tão frágeis que somos nós os missionários.


As grandes alegrias para mim hoje aqui no meio destes povos é o estar com eles visitando-os, pescando e comendo com eles, rezando nas casas nos grupos de reflexão, fazendo passeios com os jovens e crianças… é sentir-me mais um ribeirinho no meio deles com a missão de ser presença deste menino Deus que tento imitar no dia a dia.


Aproveito mais uma vez para agradecer a todos os familiares e amigos pela dedicação e muita generosidade que revelaram em ajudar esta Missão Ribeirinha aqui na Amazónia quando apoiaram o projecto da compra do barco “PADRE EZEQUIEL” e as ofertas que me deram durante as minhas férias. A todos um muito obrigado.


Um Feliz e Santo Natal para todos. Um ano de 2012 cheio das Bênçãos de Deus Menino. Estarei sempre presente recordando-vos nas minhas orações.


Um abraço a todos deste vosso irmão e amigo,


P. Jorge Brites, Comboniano


 

Testemunho missionário vindo de Moçambique

O P. Alberto Vieira, missionário comboniano em Moçambique, conta-nos um episódio vivido por ele recentemente.


Esta manhã como cada dia fui caminhar logo cedo. Tenho encontrado muitas vezes uma criança que vem cedo para a escola. Sempre me diz ou bom dia ou boa tarde. Ás vezes diz boa tarde mesmo sendo de manhã. A confusão temporal vem da preocupação de falar em português e para o padre. Trazia os cadernos e uma garrafa de água e, sozinho, caminhava devagar até á escola. Num destes dias vinha mesmo com o ranho a cair pelo nariz, mas mesmo assim, com o sobe e desce do ranho no nariz, sempre me saúda: “Bom dia padre”. E sempre o faz com alegria pois cada vez que o realiza é uma conquista para ele. Hoje encheu-se de coragem e acrescentou: “Tenho um lápis novo”. E mostrou-mo. Não estava ainda afiado. Disse-lhe que era bonito e precisava de ser afiado. Se o desejasse, ao chegar junto da escola, podia ir a casa do padre que eu o afiava. Aceitou com alegria. Quando chegou á casa do padre encheu-se de novo de coragem e disse-me: “tens uma casa muito rica e bonita. Quando crescer também quero ser assim como tu: ter um cinto, sapatos e óculos com um relógio”. Dei-lhe os parabéns e disse-lhe que crescendo vai ter muitas outras coisas. Fui buscar a afia. Chamei-o e afiei-lhe o lápis. Depois dei-lhe a afia. Ele estava muito ocupado com os cadernos, o lápis e a garrafa da água nas mãos. Aí acrescentou: “tenho aqui o meu dinheiro”. “Afinal?, perguntei eu, e para quê?” “Para o meu lanche”, concluiu. Tirou a moeda e tinha um metical para comprar uma bajia. A bajia é um pouco de feijão moído e frito. Todas as outras crianças que estavam com ele ficaram admiradas pela amizade que tinha com padre e correram para junto dele. Não sei o nome da criança. Encontra-se na primeira classe o que significa que tem apenas 7 anos. É o futuro deste país que todos os dias, e em dois turnos, rodeia a Igreja e a casa paroquial frequentando a escola primária. Á noite são os jovens e os adultos que, nas mesmas salas, tentam fazer os anos escolares da secundária. Assim estamos sempre rodeados de gente, pelo menos ao longo do ano escolar.


P. Alberto Vieira

Missionário comboniano faleceu em Moçambique

Faleceu na cidade da Beira (Moçambique) o missionário comboniano P. Emilio Franzolin. O padre, de 74 anos, nascido em Padova, na Itália, foi vítima de um enfarte cardíaco na quarta-feira, 26 de Outubro de 2011.


Padre Emilio será enterrado no cemitério dos Missionários Combonianos na missão de Carapira, em Nampula.


Publicamos aqui o comunicado divulgado pelo P. José Luis Rodríguez López, Superior Provincial de Moçambique.


Caríssimos Confrades:


“Sabemos que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos ressuscitará com Jesus e nos colocará ao lado d`Ele juntamente convosco… É por isso que nós não perdemos a coragem. Pelo contrário: embora o nosso físico se vá desfazendo, o nosso homem interior vai-se renovando a cada dia…” (2Cor 2, 14-16)


Com estas palavras de São Paulo, quero expressar os meus sentimentos cheios de esperança e coragem para todos nós que vivemos a experiência da morte e ressurreição do nosso querido P. Emilio Franzolin.


O homem sorridente que provocava simpatia e animava com entusiasmo as pessoas que se aproximavam a ele. Com os seus 74 anos soube transmitir sempre a paixão pela missão. Incansavelmente chegou a muitos lugares para animar e partilhar com a sua peculiar alegria, os múltiplos conhecimentos catequéticos, pastorais, vocacionais e missionários.


O homem humano e expressivo que se aproximava a todos com um abraço e um apertão de mãos manifestando o seu carinho e respeito pelas pessoas. Não posso esquecer a expressão dos seus olhos que todo mundo gostava ver, porque no abrir e fechar os olhos soube transmitir o grande amor por este povo. Ser sincero e dizer as coisas como são, eram as suas características pessoais que alimentavam o seu ser humano e simples. Na sua maneira de falar expressava o desejo que todos, sobre tudo os jovens, vivessem e participassem da alegria de ser cristãos, de ser Igreja, de ser missionários e de ser Combonianos.


Dos seus 48 anos de Padre, 2 passou na Itália, 17 em Portugal e 29 nas missões de Moçambique, vivendo com este povo todos os momentos históricos e dramáticos que marcaram a vida desta nação. Partilhando as esperanças e as ilusões “de um novo céu e uma nova terra”.


O pouco tempo que estive junto com ele pude dar-me conta que o P. Emilio tinha um grande coração, para amar, para partilhar, para se reconhecer como pessoa e se arrepender dos erros, para gritar em alta voz a alegria de ser consagrado e para lutar com esperança das adversidades da vida.


Que o nosso querido Emilio descanse na paz de Deus e interceda por nós para dar continuidade, com alegria e esperança, os sonhos e a entrega total pela missão com a simplicidade e a paixão de Comboni.


Juntosem Cristo Jesus


P. José Luis Rodríguez López


Superior Provincial (Moçambique)


Mccj

Moçambique: Retalhos da Missão

Em vésperas da celebração do Dia Missionário Mundial, o comboniano Pe. Alberto Vieira partilha um pequeno episódio do seu trabalho numa comunidade cristã em Moçambique.


Estamos às portas da celebração do Dia Missionário Mundial e creio ser oportuno dizer-vos uma palavra: obrigado pela vossa comunhão com a Missão.


Todos estamos em Missão, quer na vanguarda quer na retaguarda. É o baptismo que nos lança na aventura do testemunho da fé que procuramos viver sempre e por isso também nestes tempos difíceis de crise e cortes económicos sempre maiores e mais dolorosos.


Como sinal de respiro com outras experiências de modo a não vivermos só com a crise económica, aqui vos envio mais um relato vivida em Missão.


S. Paulo de Tanheia é a comunidade que hoje visitei. Está muito fraca. Há já alguns anos que não têm catequese e faltam muito aos encontros de formação e programação a nível zonal e paroquial. Cada ano tenho-os visitado e sempre prometem melhorar e retomar a catequese e depois não realizam e falham. Assim a catequese está morta tanto para catecúmenos jovens e casais como para crianças filhas de cristãos ou não. No fim soube mesmo pelo professor local que o mesmo mal se vive na escola onde o número de alunos é demasiado diminuto.


Na celebração penitencial, onde participaram muitos cristãos de várias comunidades, foram mais de 20 os que eram de Tanheia. Vi no encontro com os ministérios que nem o ancião tem as contas em dia a nível da contribuição do dízimo. O mesmo acontece com muitos outros ministérios como os catequistas. Falou-se como proceder já que é costume que quem não está em dia não pode comungar. Como iam viver a festa assim? Pediram para ao menos os deixar confessar. Expliquei-lhes que não valia a pena já que não comungavam.


Porém depois cedi. Nesse momento um catequista disse e muito bem: “ninguém lava as mãos se não vai comer e depois de as lavar tem de comer pois lavou-as para isso”. Nesta cultura sempre se lavam as mãos antes de iniciar a comer visto que comem com as mãos. O catequista tinha razão! Cedi. Todos comungaram e assim a festa foi mais sentida com a bênção e inauguração da nova capela que até tinham pintado. Foi pintada com um tipo de cal que tiraram da montanha aqui em Ribaué.

Liliana não teme os desafios da missão

Testemunho de LMC em Moçambique

Liliana Ferreira, portuguesa de Miranda do Corvo, 30 anos, está a trabalhar como leiga missionária comboniana na paróquia de Benfica, na periferia de Maputo, cidade capital de Moçambique. Liliana sente que está a crescer em confiança e não teme os desafios da missão.


«Nunca pensei vir a gostar tanto de ensinar – escreve Liliana – mas Deus sabe o que temos para dar e prepara-nos o caminho. A mim conduziu-me ao ensino e, assim, me tem ajudado a crescer na confiança e a ultrapassar o medo de falar diante de um grupo, por isso vou continuar a entregar-me aos desafios que Ele me propõe, abraçando a Cruz como força divina que edifica a minha fé e me leva a caminhar.»


Liliana Ferreira escreveu para os seus amigos «Leigos Missionários Combonianos» (LMC) a contar como Moçambique e o seu trabalho missionário lhe estão a encher o coração. Liliana conta:


«Estou a dar aulas de informática desde Janeiro de 2011. Neste mês, estou a iniciar a formação do 3º grupo de 2 turmas de 10 alunos cada. Estes alunos, na maioria, são estudantes ou desempregados que aproveitam o tempo livre para reforçar a sua formação, num meio onde o mercado de trabalho é reduzido. Além disso, olhando às necessidades do tempo actual, é sempre uma mais valia possuir conhecimentos informáticos.


Foi e está a ser um grande desafio este curso de informática: organizá-lo, prepará-lo e dar a formação. É uma experiência nova, mas aceitei de coração aberto. De início, tive algumas dificuldades em me adaptar, porque não estava habituada a passar tanto tempo fechada numa sala. O meu trabalho sempre foi ao ar livre. Dar aulas é algo que nunca tinha feito, por isso, como só sabia o básico, tive de estudar muito para poder ensinar bem. Estou a empenhar-me e a dedicar-me para obter bons resultados. É interessante poder comprovar em pessoa que, na missão, não só se ensina como também se aprende.


Quando iniciei, tinha algum receio em expor-me em público, na aula, mas com o tempo a confiança foi crescendo e hoje já me sinto à vontade à frente dos meus alunos. Procuro tratá-los pelo nome, para criar uma boa relação. Ao longo destes meses, já passaram pela sala de aulas 41 alunos. Cada um deles, de uma ou outra forma, me marcou e marca pela sua história de vida, pelo seu empenho nas aulas ou mesmo pela sua dificuldade natural de concentração.


No final do curso, pedem sempre uma festa para a entrega dos certificados, mas isso deixo ao critério de cada turma. Trazem um bolo para partilhar e muita alegria para festejar. Fazem-se discursos num ambiente de muito carinho. Afinal de contas é também o momento da despedida.


Nunca pensei vir a gostar tanto de ensinar, mas Deus sabe o que temos para dar e prepara-nos o caminho. A mim conduziu-me ao ensino e, assim, me tem ajudado a crescer na confiança e a ultrapassar o medo de falar diante de um grupo, por isso vou continuar a entregar-me aos desafios que Ele propõe, abraçando a Cruz como força divina que edifica a minha fé e me leva a caminhar.»

Emergência no sul da Etiópia

Leigos missionários combonianos estão a ajudar

Mark Banga, Leigo Missionário Comboniano, trabalha com a sua esposa Maggie no Sul da Etiópia, e envia-nos uma actualização acerca dos programas de emergência que estão a ser implementados pelo Vicariato de Awassa, onde muitos missionários Combonianos estão presentes.


«Desde Julho – escreve Mark – temo-nos esforçado para avaliar a intensa crise humanitária da diocese. Felizmente, a situação não é tão desesperante como na Somália, mas está a deteriorar-se rapidamente. A área mais afectada no Vicariato é a do povo Borana, no sul do país.»


«Faço parte da equipa de emergência a quem foi pedido o planeamento da resposta da Igreja Católica através da Secretaria Católica de Awassa e do gabinete de coordenação principal para o Vicariato. Outra LMC, Tracy Doyle, chegou recentemente à província e também faz parte desta equipa. Concluímos três avaliações diferentes das necessidades, e agora temos finalizado o nosso plano para começar a implementar três programas de emergência a muito curto prazo.»


Mark continua: «Somos um pequeno grupo de três LMC’s aqui na Etiópia, e Deus tem-nos guiado de alguma forma (ou empurrado) para darmos resposta a esta crise. A minha esposa, Maggie, é profissional de saúde e vai para a zona de Borana nos próximos dois meses para ajudar no lançamento de programas de alimentação de emergência a crianças e mulheres grávidas através do centro de saúde de Dadim. As Irmãs da Caridade, religiosas que ali trabalham, são verdadeiramente maravilhosas e têm uma grande tarefa pela frente, pelo que pediram à Maggie para as ajudar. Quanto a mim e a Tracy, vamos continuar a trabalhar na parte administrativa e de gestão aqui de Awassa».


No seu relatório, o LMC exprime a sua gratidão pelas doações recebidas e agradece a todos os esforços feitos até agora para ajudar os nossos irmãos e irmãs necessitados. «Temos recebido apoio dos nossos benfeitores e doadores, e neste lado da Missão, sentimo-nos muito encorajados. Deus tem realmente vindo a dar os recursos necessários para alcançar aqueles que mais precisam.

Combonianos em Moçambique

O ano da memória da presença comboniana em terras moçambicanas terminará com a celebração do 20º aniversário do assassinato do Ir. Alfredo Fiorini

Os Missionários Combonianos de Moçambique iniciaram um ano de memória da sua presença missionária em terras moçambicanas. A conclusão deste ano será no dia 24 de Agosto de 2012, data do vigésimo aniversário da morte do Ir. Alfredo Fiorini, médico missionário comboniano. O P. José Luis Rodríguez López, Superior Provincial dos Combonianos em Moçambique, escreveu aos seus confrades pedindo-lhes para aproveitarem esta circunstância para consolidar o seu espírito missionário e fazer memória dos acontecimentos históricos da presença comboniana neste país do Índico.


Com estas palavras se dirige o P. José Luis aos seus missionários: “Cada momento que passamos em missão, vamos caminhando e fazendo história. Evidentemente estas experiências ficam gravadas nas nossas mentes e, particularmente, nos nossos corações… precisamos de remarcar a nossa comunhão Provincial com os acontecimentos que traçaram as linhas de trabalho da nossa presença missionária nesta Igreja de Moçambique desde o princípio.


Como já vinha falando nas minhas visitas canónicas às comunidades, no próximo ano (24-08-2012) celebraremos os 20 anos da morte (martírio) do Ir. Alfredo Fiorini. Queremos aproveitar este evento para consolidar o nosso espírito missionário e dar continuidade à memória histórica e carismática da nossa Circunscrição como meio de animação e formação (Documentos Capitulares 2009, n. 12.3). Por tal motivo, queremos dar início a um ano de oração e de comunhão Provincial, fazendo MEMÓRIA dos acontecimentos históricos da nossa presença missionária em Moçambique.”

Bodas de prata sacerdotais

O P. Avelino Gonçalves Maravilha celebrou no dia 21 de Agosto de 2011 a Eucaristia de acção de graças pelos seus 25 anos de sacerdócio missionário. O local escolhido foi a sua primeira paróquia de missão, Doba, no Chade, onde foi pároco de Outubro de1993 a Junho de 1996.


 


O P. Avelino Maravilha, natural de Penude, Portugal, escreveu aos amigos por ocasião dos seus 25 anos de vida sacerdotal e missionária, convidando-os a dar graças a Deus, juntos, pelo seu sacerdócio: “Foi no dia 30 de Agosto de 1986, na Sé Catedral de Lamego, que fui ordenado sacerdote. Já passaram 25 anos… o tempo passa! As belezas e as forças da juventude são menores, a barba está mais branca, quase toda branca, o cabelo mais fraquito e mais branco, porém, é ainda com mais alegria, força e entusiasmo que vivo e dou graças a Deus pelo dom do meu sacerdócio.”


Junto com o P. Avelino, foi ordenado sacerdote também ocomboniano P.Luís Filipe daCosta Dias que, neste momento, se encontra a trabalhar na animação missionária na comunidade de Famalicão,em Portugal. O P. LuísFilipe está a celebrar as suas bodas de prata hoje, dia 28 de Agosto,  na igreja paroquial de Gosende, Castro Daire (Portugal), sua terra natal.


 Também o P. Avelino poderia celebrar as bodas de prata junto da família e dos amigos, em Portugal, “porém – escreve o missionário – estando eu no Chade, festejarei com este ‘meu’ povo, a quem fui enviado em 1993, para viver e  partilhar com ele o meu ministério sacerdotal e missionário”.


 E assim aconteceu. O P. Avelino celebrou no dia 21 de Agosto passado a Missa de acção de graças, na primeira paróquia que lhe esteve confiada de Outubro de1993 aJunho de 1996. Desde essa data que lá não voltava. Falou com o actual pároco e pediu-lhe autorização para ali celebrar a santa Missa de acção de graças pelo seu 25° aniversário. O pároco disponibilizou-se de imediato para preparar tudo. Para a comunidade cristã, foi uma surpresa alegre voltar a ver o seu missionário e agradecer a Deus com ele tantas graças recebidas. “Ao longo destes 25 anos existiram alguns problemas, dificuldades, ‘tempestades’, … mas tudo foi superado… e tornou-se graça. A bondade de Deus é muito grande!” disse o missionário.


 Depois da Eucaristia, seguiu-se uma pequena refeição festiva, em que participaram os catequistas, os cristãos e alguns padres e religiosos amigos. “Um dia marcado pela grandeza da simplicidade, característica da realidade e do modo de ser deste povo”, concluiu o P. Avelino Maravilha.

A vida de uma leiga missionária

Testemunho de comboniana que regressa a Portugal após passagem por África

   

A Maria Augusta é uma leiga missionária comboniana com larga experiência de missão em África. Esteve em Moçambique e Republica Centro África, onde se dedicou ao ensino. De regresso a Portugal, partilha algo da sua vida missionária.

 

  

O meu nome é Maria Augusta, nasci numa linda aldeia do interior, nas margens do rio Zêzere, chamada Janeiro de Baixo.

 

 

  

Em 1994, ao participar na semana missionária em Fátima, ouvi os testemunhos de muitos missionários. Então, nasceu em mim um desejo irresistível de partir em missão, para anunciar Jesus Cristo, trabalhar pelos mais pobres.

 

  

E o dia da partida chegou em Dezembro de 1997, quando finalmente pude viajar até ao norte de Moçambique, à bela missão do Alua. O meu trabalho missionário consistiu no apoio à educação: dava aulas aos alunos de 6.ª e 7.ª classe, ajudava no lar feminino e era responsável pelas escolas comunitárias.

 

  

Em 2006, regressei a Portugal por motivos profissionais, e continuei a ser professora. Passados dois anos regressei a África, desta vez à República Centro-Africana, onde se fala francês e a língua sango. Fui logo destinada à missão de Mongumba, onde encontrei outra leiga comboniana, a Susana Vilas Boas, portuguesa.

 

  

Fui trabalhar com os Pigmeus, os nómadas da floresta, conhecidos como “os índios ou os ciganos da África”, por serem os mais pobres e desprezados. Mais tarde, pude também dedicar-me às seis escolas de integração, criadas para as crianças pigmeias. O meu trabalho era sobretudo de apoio pedagógico aos professores com reciclagens, e conteúdo pedagógico para que fossem professores eficientes.

 

  

Desde 2010 estou em Portugal a dar apoio à minha família e aos LMC (Leigos Missionários Combonianos).

 

 

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Documentário sobre a missão de Kacheliba (Quénia)

 

 

 

Após dois anos na missão de Kacheliba, o padre Filipe Resende concluiu o seu documentário sobre a comunidade local. Missionário comboniano a trabalhar no Quénia desde 2008, o padre Filipe espera que o material ajude a viver a Missão de uma forma mais próxima, mais empenhada e dedicada.