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Actualidades

Papa encontra os povos da Amazónia

19 de Janeiro de 2018

Nesta sexta-feira, 19 de janeiro, primeiro dia de visita ao Peru, o Papa Francisco terá um encontro com representantes dos povos da Amazónia (Brasil, Peru e Colômbia) em Puerto Maldonado.


O bispo local, Dom David Martínez Aguirre, disse esperar “que os povos indígenas sejam reconhecidos como protagonistas importantes que devem sentar-se nas mesas de negociação de nosso mundo, não somente para as políticas que afetam seus territórios, mas também para as políticas nacionais em nível mundial”.


O Papa Francisco deixará uma mensagem aos povos indígenas e não indígenas da Amazónia.

JIM: Retiro para jovens

18 de Janeiro de 2018

Jovem: Vem viver um momento de tranquilidade, onde podes meditar, refletir, rezar, partilhar e sobretudo, encontrar-te contigo mesmo, com Deus e com os outros. Tudo isto, num ambiente natural e convidativo ao silêncio e à contemplação.


O nosso movimento JIM está empenhado em seguir Jesus e marcar a diferença, num mundo, tantas vezes, marcado pela apatia.


Ao longo do ano, e no meio de tantas atividades, reservamos um espaço de meditação e tranquilidade, para uma visita ao primeiro amor que faz de cada um de nós o crente que somos hoje. Este momento importante é o Retiro, momento de paragem, reflexão e oração, habitualmente no tempo da Quaresma.


Longe do ruído, das preocupações e canseiras quotidianas, deixa-te conduzir pelo Senhor, ao deserto. Ele quer falar; no silêncio escuta-o e responde-lhe; no íntimo do teu coração deixa-te cativar por Ele.


Norte (Maia): De sexta-feira, 09/03, 21h30 a domingo, 11/03, 14h00.


Sul (Santarém): De sexta-feira, 16/03, 21h30 a domingo, 18/03, 14h00.


Mais informações na página do JIM.

Brasil: Conflitos no campo deixam 65 mortos em 2017

18 de Janeiro de 2018

Documento apresentado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta que 65 pessoas foram assassinadas em conflitos no campo no ano de 2017 – maioria dos casos envolve grande violência e crueldade.


“O ano de 2017 foi o da volta dos massacres no campo… uma chaga que nos vale o título do país mais violento do mundo para as populações rurais”, afirma a CPT.


De acordo com a CPT, “a ânsia do agronegócio pela exploração sem limites de nossas terras, águas e biodiversidade, com respaldo de sua expressão política – a bancada ruralista – está minando as condições mínimas de sobrevivência de pessoas, comunidades e outras espécies”.


Número de assassinatos em conflitos no campo:


2017 - 65


2016 - 61


2015 - 50


2014 - 36


2013 - 34


De acordo com a CPT, as mudanças na política governamental pós-golpe têm grande responsabilidade no aumento de assassinatos verificado nos últimos anos em conflitos no campo.


“No segundo ano após o golpe jurídico-parlamentar-midiático (impeachment de Dilma Rousseff), foi escancarada a verdadeira face de um projeto político de entrega e ainda maior concentração das riquezas nacionais, expansão da miséria e do desemprego e retrocessos na garantia dos direitos humanos, numa corrida sem fim para a aprovação de leis que impedem a maioria dos brasileiros e brasileiras de acessar políticas públicas e de ter segurança jurídica e constitucional. Na verdade, tal ação tem gerado uma violência tão grave que revela uma lógica de extermínio e redução da população pobre, do campo e da cidade”, lê-se na nota da CPT.


A direção da CPT destaca que “mesmo em um ano de perda de direitos, de aumento da violência no campo, que já vitimou até o momento 65 pessoas e de retrocessos em conquistas históricas dos trabalhadores e trabalhadoras, é nas ações de resistência dos povos que a Pastoral da Terra mantém sua esperança na conquista da terra sem males”.

Chile: Francisco visita Temuco e encontra povo Mapuche

17 de Janeiro de 2018

No segundo dia de visita ao Chile, o Papa Francisco viaja para Temuco, no sul do país, onde encontra os povos indígenas Mapuche, que há tempo reivindicam um maior reconhecimento de sua cultura e de seus direitos.


O Papa vai celebrar a Santa Missa no aeroporto de Maquehue, com a presença de uma ampla representação de grupos étnicos indígenas. Às 12h45, hora local, na casa “Mãe da Santa Cruz”, almoçará com 11 habitantes da região da Araucanía, entre os quais oito membros do povo mapuche.


Às 15h30, Francisco retornará de avião para a capital Santiago. Às 17h30 está previsto o encontro com os jovens no Santuário de Maipu. Às 19h, o Papa fará uma visita à Pontifícia Universidade Católica do Chile.

Chile: Papa leva mensagem de esperança a presidiárias

17 de Janeiro de 2018

Um dos momentos mais significativos do primeiro dia da visita do Papa ao Chile foi o encontro com as presidiárias do Centro penitenciário feminino de Santiago.


«Quem de vós estiver sem pecado, atire-lhe a primeira pedra» (Jo 8, 7)


“Todos sabemos que muitas vezes, infelizmente, a pena da prisão se reduz sobretudo a um castigo, sem oferecer meios adequados para gerar processos. É aquilo que eu dizia a propósito da esperança: olhar para a frente, gerar processos de reinserção. Este deve ser o vosso sonho: a reinserção. E se for longo o caminho a percorrer, faz o melhor possível para que seja mais breve. Mas sempre reinserção. A sociedade tem a obrigação – a obrigação! – de vos reinserir a todas vós. Quando digo «reinserir a todas vós», quero dizer reinserir cada uma de vós, cada uma com um processo pessoal de reinserção: uma com um caminho a fazer, outra com outro; uma durante um tempo mais longo, outra mais breve; mas uma pessoa que está a caminho da reinserção. Isto deveis mantê-lo fixo na mente e deveis exigi-lo. E é isto que significa gerar um processo, ativar um processo. E espaços como estes, que promovem programas de habilitação laboral e acompanhamento para recompor vínculos, são sinal de esperança e de futuro. Demos a nossa ajuda, para que cresçam. A segurança pública não se deve reduzir apenas a medidas de maior controle, mas sobretudo deve ser construída com medidas de prevenção, com trabalho, educação e mais vida comunitária.


Com estes pensamentos, quero abençoar-vos a vós todas e também saudar os agentes de pastoral, os voluntários, o pessoal, nomeadamente os funcionários da Gendarmaria e as suas famílias. Rezo por vós. Tendes uma tarefa delicada e complexa e, por isso, espero que as autoridades possam assegurar-vos também as condições necessárias para realizardes o vosso trabalho com dignidade. Dignidade, que gera dignidade. A dignidade é contagiosa, contagia-se mais do que a gripe; a dignidade contagia-se. A dignidade gera dignidade.


A Maria – Ela é Mãe e, para Ela, somos filhos: vós sois suas filhas –, pedimos-Lhe que interceda por vós, por cada um dos vossos filhos, pelas pessoas que trazeis no coração e vos cubra com o seu manto. E peço-vos, por favor, que rezeis por mim, porque preciso. Obrigado!”

Chile: Bem-aventuranças, o horizonte para o qual somos convidados e desafiados a caminhar

17 de Janeiro de 2018

Na homilia da Missa celebrada no Parque O’Higgins, em Santiago, o Papa falou sobre as Bem-aventuranças: “As Bem-aventuranças são aquele novo dia para quantos continuam a apostar no futuro, continuam a sonhar, continuam a deixar-se tocar e impelir pelo Espírito de Deus.


“Como nos faz bem pensar que Jesus nos vem dizer: «Bem-aventurados...» Sim, bem-aventurado tu… e tu…, cada um de nós. Bem-aventurados vós que vos deixais contagiar pelo Espírito de Deus, lutando e trabalhando por este novo dia, por este novo Chile, porque vosso será o reino do Céu. «Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9)”.


Foi o primeiro grande encontro de Francisco com os fiéis chilenos, cerca de 400 mil reunidos para a celebração.


A multidão que seguia Jesus, encontra em seu olhar “o eco das suas buscas e aspirações”, disse o Papa, e explicou: “De tal encontro, nasce este elenco de Bem-aventuranças, o horizonte para o qual somos convidados e desafiados a caminhar”.


Em seguida, Francisco explica que as “Bem-aventuranças não nascem de uma atitude passiva perante a realidade, nem podem nascer de um espectador que se limite a ser um triste autor de estatísticas do que acontece”.


“Não nascem dos profetas de desgraças, que se contentam em semear deceções; nem de miragens que nos prometem a felicidade com um «clique», num abrir e fechar de olhos. Pelo contrário, as Bem-aventuranças nascem do coração compassivo de Jesus, que se encontra com o coração compassivo e necessitado de compaixão de homens e mulheres que desejam e anseiam por uma vida feliz; de homens e mulheres que conhecem o sofrimento, que conhecem a frustração e a angústia geradas quando «o chão lhes treme debaixo dos pés» ou «os sonhos acabam submersos» e se arruína o trabalho duma vida inteira; mas conhecem ainda mais a tenacidade e a luta para continuar para diante; conhecem ainda mais o reconstruir e o recomeçar”.


E “como é perito o coração chileno em reconstruções e novos inícios!”, exclamou o Papa, “vocês são peritos em se levantar depois de tantas derrocadas! A este coração, faz apelo Jesus; para este coração são as Bem-aventuranças!”


“O obreiro de paz sabe que não basta dizer «não faço mal a ninguém», pois, como dizia Santo Alberto Hurtado: «Está muito bem não fazer o mal, mas está muito mal não fazer o bem», referiu o Papa.


“Construir a paz é um processo que nos congrega, estimulando a nossa criatividade para criar relações capazes de ver no meu vizinho, não um estranho ou um desconhecido, mas um filho desta terra”, concluiu.


Que a Virgem Imaculada “nos ajude a viver e a desejar o espírito das Bem-aventuranças, para que, em todos os cantos desta cidade, se ouça como um sussurro: «Bem-aventurados os obreiros de paz, porque serão chamados filhos de Deus».

Chile: Papa falou sobre democracia, povos nativos e meio ambiente

17 de Janeiro de 2018

Em seu primeiro discurso no Chile, falando às autoridades, o Papa Francisco falou sobre temas como democracia, povos nativos e meio ambiente.


O Papa se disse satisfeito por voltar à América Latina e a esta “amada terra chilena”, onde fez parte de sua formação juvenil.


O Santo Padre destacou o desenvolvimento da democracia chilena, que permitiu ao país alcançar “notável progresso” nas últimas décadas. Diante das situações de injustiça que ainda persistem, Francisco apontou para os chilenos um “desafio grande e apaixonante”: “continuar a trabalhar para que a democracia, o sonho de seus pais, não se limite aos aspetos formais, mas seja verdadeiramente um lugar de encontro para todos. Seja um lugar onde todos, sem exceção, se sintam chamados a construir casa, família e nação. Um lugar, uma casa, uma família chamada Chile”.


O Papa enalteceu a pluralidade étnica, cultural e histórica da nação, que exige ser protegida de qualquer tentativa feita de parcialidade ou supremacia. Para Francisco, é indispensável escutar os desempregados, os povos nativos, os migrantes, os jovens, os idosos, as crianças.


“E aqui não posso deixar de expressar o pesar e a vergonha que sinto perante o dano irreparável causado às crianças por ministros da Igreja. Desejo unir-me aos meus irmãos no episcopado, porque é justo pedir perdão e apoiar, com todas as forças, as vítimas, ao mesmo tempo que nos devemos empenhar para que isso não volte a repetir-se”, salientou.


Francisco convidou as autoridades a prestar uma atenção preferencial à nossa Casa Comum: “promover uma cultura que saiba cuidar da terra, não nos contentando com oferecer respostas pontuais aos graves problemas ecológicos e ambientais que se apresentem”.


Francisco pediu a ousadia de um novo estilo de vida, aprendendo com a sabedoria dos povos nativos: “Deles, podemos aprender que não existe verdadeiro desenvolvimento num povo que volta as costas à terra com tudo e todos os que nela se movem”.

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2018

16 de Janeiro de 2018

De 18 a 25 de janeiro, celebra-se a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2018. O tema de inspiração para este ano é: «A tua destra, Senhor, esplendorosa de poder (Ex 15,6)».


Os subsídios foram preparados e publicados em conjunto pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e a Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial de Igrejas.


 As Igrejas do Caribe foram escolhidas para preparar o material para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos de 2018. O Caribe atual está profundamente marcado pelo projeto pouco respeitoso da exploração colonial. Muito lamentavelmente, durante quinhentos anos de colonialismo e escravidão, a atividade missionária cristã na região, com exceção de uns poucos destacados exemplos, esteve muito ligada a esse sistema de cunho desumano e justificava-o e reforçava-o de muitas maneiras. Enquanto aqueles que levaram a Bíblia para essa região usavam as Escrituras para justificar a subjugação do povo dominado, nas mãos dos escravizados ela tornou-se uma inspiração, uma garantia de que Deus estava do lado deles e de que Deus os conduziria à liberdade.


Hoje os cristãos caribenhos de diferentes tradições veem a mão de Deus a agir para pôr fim à escravidão. É uma experiência de união em torno da ação salvadora de Deus que leva à liberdade. Por essa razão, foi considerada muito adequada a escolha do canto de Moisés e Miriam (Ex 15, 1-21) como motivação para a Semana de Oração.

Chile: Papa participa de missa e visita presídio feminino

16 de Janeiro de 2018

Após uma receção carinhosa por parte dos chilenos na segunda-feira, 15 de janeiro, o Papa Francisco segue hoje para o segundo dia de visita ao Chile com uma agenda preenchida com encontros com autoridades, missa campal, visita à prisão feminina e encontro com religiosos.


Ainda ontem, na paróquia San Luis Beltran, di Pudahuel, o Papa se deteve em oração diante do túmulo do bispo salesiano de Dom Enrique Alvear Urrutia que morreu em 1982. Dom Alvear foi Arcebispo de Santiago. O Papa João XXIII o criou cardeal em 1962. Entre 1962 e 1965 participou do Concílio Vaticano II. Durante o seu episcopado, foi incansável defensor dos direitos humanos violados sistematicamente no seu país depois de 1973.


Sob a sua inspiração e direção, nasceu em 1976 a “Vicaria de la Solidaridad”, um refúgio para as vítimas das violações dos direitos humanos, aos quais era oferecido proteção jurídica e assistência médica.

RD Congo: Missa recordou católicos mortos nos protestos de dezembro

15 de Janeiro de 2018

O cardeal arcebispo de Kinshasa, Dom Monsengwo Pasingya, celebrou uma Missa em memória das seis pessoas mortas em 31 de dezembro durante a repressão da polícia contra os manifestantes de um protesto organizado por leigos católicos, para pedir a demissão do presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, cujo segundo e último mandato expirou em 20 de dezembro de 2016.


"Perdemos um irmão, uma irmã, mas encontramos verdadeiros heróis, porque uniram o seu sangue ao de todos aqueles que foram mortos em favor da alternância no poder, garantia de democracia", disse o bispo auxiliar de Kinshasa, Dom Donatien Bafuidinsoni.


Durante a Missa ambém o porta-voz da Conferência Episcopal, padre Donatien Nschole, disse algumas palavras: “Assistimos a uma campanha de intoxicação, de desinformação, de difamação orquestrada por responsáveis das instituições da República contra a Igreja Católica e a sua hierarquia".


Uma nova marcha de protesto está convocada para o dia 21 de janeiro.

Visita do Papa ao Chile e ao Peru: Missionário português sublinha mensagem de respeito pelos povos indígenas

15 de Janeiro de 2018

Da Agência Ecclesia


O irmão Bernardino Frutuoso, missionário comboniano que viveu durante 10 anos no Peru, afirmou que o Papa leva a partir de hoje, no seu regresso à América Latina, uma mensagem de respeito pelos povos indígenas.


Francisco inicia esta segunda-feira, 15 de janeiro, a 22ª viagem internacional do pontificado, com sete dias de visita ao Chile e ao Peru.


Nesta última nação, refere o irmão Bernardino Frutuoso, o Papa e quem o acompanha vão ser confrontados com as desigualdades sociais de um país com “muitos recursos naturais, com potencialidades e possibilidades de desenvolvimento”, mas “desigual” e onde os povos indígenas são “as periferias existenciais e humanas” tantas vezes abordadas pelo pontífice.


O religioso acredita que o Papa deseja afirmar não só os direitos do povo indígena, mas a necessária participação desta população na construção do país.


“O centro não é apenas Lima e as empresas estrangeiras, mas o respeito por estes povos”, sublinha à Agência Ecclesia.


A 19 de janeiro, Francisco vai encontrar-se com 3500 representantes das comunidades indígenas da Amazónia, no Peru.


O missionário comboniano antevê um encontro de “muita fraternidade e alegria”, dominado pela esperança na construção futura do país.


“A cosmovisão de que não somos donos da natureza é o melhor que os povos indígenas nos podem dar. O bom viver, como eles nos dizem, mostra que a natureza é nossa mãe e com ela podemos relacionar-nos sem a destruir”, precisa o irmão Bernardino Frutuoso.


No Peru, Francisco vai ter um momento de oração junto das relíquias dos santos peruanos que, para o missionário, simbolizam a “inculturação do evangelho na cultura peruana”.


“O Evangelho é para todos, Jesus veio para todos independentemente da cor da pele, cultura e da sua geografia”, frisa.


O encontro que Papa Francisco vai ter com os povos indígenas do Perú, Brasil e Bolívia, durante a visita apostólica a dois países sul-americanos é visto pelo jornalista Octávio Carmo, da Agência Ecclesia, como o “pontapé de saída” para o Sínodo especial para a Amazónia, previsto para 2019.


O momento agendado para o dia 19 de janeiro, em Puerto Maldonado, em território peruano, é visto pelo vaticanista como um “gesto global”, que mostra uma “relação que se tem vindo a aprofundar entre a Igreja Católica e os povos indígenas”.


“A presença do Papa deve ajudar a perceber a realidade das populações indígenas, os seus direitos e o necessário respeito, que não podem ser esmagadas por quem tem valores e prioridades diferentes dos Direitos Humanos”, afirma.


O pontífice vai ainda almoçar com uma representação do povo mapuche na localidade de Temuco, Chile, a 17 de janeiro.


Esta é uma viagem que, pelos “gestos do programa e intenções do Papa”. pede uma leitura pática da encíclica ‘Laudato Si: Sobre o Cuidar da Casa comum’, escrita por Francisco em 2015.


“Todo o programa está em consonância com o que escreveu na ‘Laudato Si’, que é uma das reflexões mais interessantes de um líder internacional, no caso da Igreja Católica, com capacidade de chegar a interlocutores em todo o mundo sobre o que é a necessidade de respeitar as populações indígenas, hoje”, sustenta o vaticanista da Agência Ecclesia.


A viagem do Papa acontece numa altura em que se assinalam os 200 anos de independência dos países da América latina, com o Chile a celebrar esta data este ano e o Perú em 2021.


Para Octávio Carmo, esta é uma ocasião de “afirmação do catolicismo na esfera pública” e de aferir a relação entre a Igreja Católica e o Estado, numa região onde, em termos quantitativos de “encontra o coração do catolicismo”.


Até ao próximo domingo, Francisco vai visitar seis cidades numa visita em que estão previstos 21 discursos, percorrendo mais de 30 mil quilómetros.


O Chile recebe um Papa mais de 30 anos depois da visita de São João Paulo II, em 1987; o mesmo Papa esteve por duas vezes no Peru: em fevereiro de 1982 e maio de 1988.

Milhares de centro-africanos em fuga

12 de Janeiro de 2018

A Agência da ONU para Refugiados (UNHCR) alerta que milhares de centro-africanos estão a fugir da violência em seu país e a refugiarem-se em países vizinhos.


De acordo com o UNHCR, 545 mil centro-africanos estão refugiados em países vizinhos. O Chade abriga mais de 75 mil centro-africanos. Cerca de 6.000 deles chegaram ao país nas últimas semanas.


Os civis escapam de confrontos entre grupos armados do Movimento Nacional para a Libertação da República Centro-Africana (Mnlc) e da Revolução e Justiça (RJ). Conflito que se tornou mais intenso desde 27 de dezembro na cidade de Paoua, região que já possuía 20 mil deslocados internos.


Muitos que saem do país confirmam casos de violência e abusos de direitos humanos cometidos por grupos armados nos vilarejos que ficam na fronteira entre os dois países.


Apesar da fronteira estar fechada, a ONU saúda o gesto das autoridades chadianas em permitir a entrada de refugiados em busca de proteção.

Verbos criativos

12 de Janeiro de 2018

Para Francisco, a resposta à crise dos migrantes e refugiados faz-se através de quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar.


Celebramos no dia 14 de Janeiro o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. Uma realidade trágica, que afecta milhões de pessoas. Fogem da guerra, da fome, da miséria (só em 2017 houve mais de dois milhões de vítimas de deslocamento forçado). O Papa Francisco, na mensagem para esta jornada, expressa a solicitude da Igreja para com os migrantes, os desalojados, os refugiados e as vítimas de tráfico humano. O Santo Padre centra a sua reflexão e a resposta da comunidade eclesial por meio de quatro verbos: acolher, proteger, promover e integrar. São verbos activos e criativos que nos impulsam ao compromisso pessoal, eclesial e social.


Acolher significa, explica o papa, «oferecer a migrantes e refugiados possibilidades mais amplas de entrada segura e legal nos países de destino. Neste sentido, é desejável um empenho concreto para se incrementar e simplificar a concessão de vistos humanitários e para a reunificação familiar».


O segundo verbo, proteger, «conjuga-se numa ampla série de acções em defesa dos direitos e da dignidade dos migrantes e refugiados, independentemente da sua situação migratória».


Promover significa, fundamentalmente, «empenhar-se para que todos os migrantes e refugiados, bem como as comunidades que os acolhem, tenham condições para se realizar como pessoas em todas as dimensões que compõem a humanidade querida pelo Criador».


Integrar, situa-se «no plano das oportunidades de enriquecimento intercultural geradas pela presença de migrantes e refugiados».


De acordo com a sua tradição pastoral, afirma o Santo Padre, «a Igreja está disponível para se comprometer, em primeira pessoa, na realização de todas as iniciativas propostas acima, mas, para se obterem os resultados esperados, é indispensável a contribuição da comunidade política e da sociedade civil, cada qual segundo as próprias responsabilidades». A tradição judaico-cristã sempre afirmou que quem acolhe o estrangeiro, hospeda anonimamente a Deus. Por isso, sublinha o papa, «cada forasteiro que bate à nossa porta é ocasião de encontro com Jesus Cristo, que Se identifica com o forasteiro acolhido ou rejeitado de cada época (cf. Mt 25, 35.43)».


Francisco espera que estas acções acompanhem a definição e aprovação por parte das Nações Unidas dos pactos globais relativos aos migrantes e refugiados cujo processo decorrerá ao longo deste ano. Acordos que é necessário decidir e pôr em prática urgentemente, perante o drama de milhões de irmãos e irmãs que sofrem. A hospitalidade é um direito de todos, não podemos continuar a levantar muros. Nesta lógica, são pertinentes as ideias expressadas no livro QS – Inteligência Espiritual, da física quântica e filósofa anglo-americana Danah Zohar e do psiquiatra Ian Marshall. Os autores falam da existência de um terceiro quociente: a inteligência espiritual. É essa inteligência que nos possibilita ser criativos, ter valores e fé. Permite-nos lutar pelos nossos sonhos e dar significado à nossa existência. Os autores assinalam que nós e os outros somos um só, que não há separação, que nós e o «estranho» somos aspectos da única e mesma vida. Se a humanidade fosse espiritualmente inteligente, com certeza poderíamos transcender as dificuldades e mudar, com paixão e compaixão criativas, o trágico destino dos milhares de migrantes e refugiados que, sonhando com uma vida melhor, chegam à nossa porta.


Bernardino Frutuoso, Director da revista Além-Mar.

Dia Mundial do Migrante e do Refugiado

12 de Janeiro de 2018

Tema: Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados


No domingo, 14 de janeiro de 2018, celebra-se o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado. No Vaticano, a data será assinalada por uma celebração eucarística presidida pelo Papa Francisco.


«O estrangeiro que reside convosco será tratado como um dos vossos compatriotas e amá-lo-ás como a ti mesmo, porque foste estrangeiro na terra do Egito. Eu sou o Senhor, vosso Deus» (Lv 19, 34).


Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado


Repetidas vezes, durante estes meus primeiros anos de pontificado, expressei especial preocupação pela triste situação de tantos migrantes e refugiados que fogem das guerras, das perseguições, dos desastres naturais e da pobreza. Trata-se, sem dúvida, dum «sinal dos tempos» que, desde a minha visita a Lampedusa em 8 de julho de 2013, tenho procurado ler sob a luz do Espírito Santo. Quando instituí o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, quis que houvesse nele uma Secção especial (colocada temporariamente sob a minha guia direta) que expressasse a solicitude da Igreja para com os migrantes, os desalojados, os refugiados e as vítimas de tráfico humano.


Cada forasteiro que bate à nossa porta é ocasião de encontro com Jesus Cristo, que Se identifica com o forasteiro acolhido ou rejeitado de cada época (cf. Mt 25, 35.43). O Senhor confia ao amor materno da Igreja cada ser humano forçado a deixar a sua pátria à procura dum futuro melhor. Esta solicitude deve expressar-se, de maneira concreta, nas várias etapas da experiência migratória: desde a partida e a travessia até à chegada e ao regresso. Trata-se de uma grande responsabilidade que a Igreja deseja partilhar com todos os crentes e os homens e mulheres de boa vontade, que são chamados a dar resposta aos numerosos desafios colocados pelas migrações contemporâneas com generosidade, prontidão, sabedoria e clarividência, cada qual segundo as suas possibilidades.


A este respeito, desejo reafirmar que «a nossa resposta comum poderia articular-se à volta de quatro verbos fundados sobre os princípios da doutrina da Igreja: acolher, proteger, promover e integrar».


Leia AQUI a mensagem completa.

Comunidades afetadas por mineração enviam carta ao Papa

11 de Janeiro de 2018

A Rede MUQUI Peru e a Rede Igrejas e Mineração enviaram uma carta ao Papa Francisco, às vésperas de sua visita ao Peru e ao Chile. No documento, informam o Pontífice sobre a situação de violência e criminalização que as comunidades afetadas pela mineração no país sofrem por defender seus direitos.


As comunidades esperam do Papa “uma mensagem inspiradora e esperançosa, uma mensagem de denúncia da situação ambiental gerada por um modelo económico consumista que se reflete na depredação ambiental por parte da atividade minerária nos territórios dos povos indígenas”.


“A mineração e a extração de carvão pressionam mais de 50% das terras das comunidades campesinas e nativas, que pouco a pouco estão sendo condenadas ao desaparecimento.”


“Os povos indígenas não querem que lhes seja imposto um modo de vida; querem viver respeitando a natureza de que são e se sentem parte, vivendo de suas atividades econômicas ancestrais, como a agricultura familiar e a criação de gado”, escrevem os autores da carta dirigida ao Santo Padre.


A Rede MUQUI Peru é um coletivo de 29 instituições de 11 regiões do país. A Rede Igrejas e Mineração reúne organizações de Igrejas da América Latina com a missão de acompanhar os povos e comunidades na defesa de seus direitos e do meio ambiente.

215 milhões de cristãos perseguidos no mundo

11 de Janeiro de 2018

Relatório divulgado pela «Associação Portas Abertas» revela que continua a aumentar a perseguição contra os cristãos no mundo em termos absolutos. Hoje, são cerca de 215 milhões os cristãos perseguidos no mundo.


O relatório World Watch List 2018 apresenta os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos e sofrem com intimidações, prisão e até a morte.


De acordo com o relatório, no período entre novembro de 2016 e outubro de 2017, 3.066 cristãos foram mortos por causa de sua fé e 15.540 igrejas, casas e lojas de cristãos foram atacadas.


Os cristãos perseguidos no mundo se dividem da seguinte maneira: 113 milhões (53%) na Ásia e Médio Oriente; 81 milhões (38%) em África; 20 milhões (9%); e no resto do mundo (0,01%).


Veja a lista com os dez países onde há mais perseguição:


1 - Coreia do Norte (índice de perseguição 94/100)


2 – Afeganistão (índice de perseguição 93/100)


3 – Somália (índice de perseguição 91/100)


4 – Sudão (índice de perseguição 87/100)


5 – Paquistão (índice de perseguição 86/100)


6 – Eritreia (índice de perseguição 86/100)


7 – Líbia (índice de perseguição 86/100)


8 – Iraque (índice de perseguição 86/100)


9 – Iémen (índice de perseguição 85/100)


10 – Irão (índice de perseguição 85/100)


Melhorias na situação de perseguição aconteceram no Quénia e Etiópia, além de uma diminuição significativa da violência contra os cristãos na Síria.


 


 

Mensagem do Papa aos povos do Chile e Peru

11 de Janeiro de 2018

Em uma vídeo-mensagem dirigida aos povos do Chile e do Peru, a antecipar a sua viagem, o Papa Francisco afirma: “Quero ser partícipe de suas alegrias, tristezas, dificuldades e esperanças, e dizer-lhes que não estão sós, que o Papa está com vocês, que a Igreja inteira os acolhe e os guarda”.


A viagem apostólica do Santo Padre com passagem por esses dois países acontece entre os dias 15 e 22 de janeiro de 2018.


“Vou até vocês como peregrino da alegria do Evangelho, para compartilhar com todos a paz do Senhor e confirmá-los numa única esperança. Desejo encontrar-me com vocês, olhá-los nos olhos, ver seus rostos e, em meio a todos, sentir a proximidade de Deus, sua ternura e misericórdia que nos abraça e consola”, refere.


“Com vocês desejo experimentar a paz que vem de Deus... É o dom que Cristo nos fez a todos, fundamento de nossa convivência e da sociedade; a paz que se baseia na justiça... que traz alegria e nos impulsa a ser missionários, reavivando o dom da fé que nos conduz ao encontro, à comunhão compartilhada de uma mesma fé, celebrada e entregada”, prossegue a mensagem.


O encontro com Cristo ressuscitado nos confirma na esperança: “somente Ele nos dá a força para nos erguermos e prosseguir. Sentir esta proximidade de Deus nos faz comunidade viva, capaz de nos comovermos com quem está ao nosso lado e dar passos firmes de amizade e fraternidade. Somos irmãos que vamos ao encontro dos demais para nos confirmarmos na mesma fé e esperança”.


O Papa encerra a mensagem a colocar “nas mãos de Maria, Mãe da América, esta viagem apostólica e todas as intenções que temos em nossos corações, para que seja ela, como boa Mãe, nos acolha e nos ensine o caminho rumo a seu Filho”.


 

Vaticano: Rezar em silêncio

10 de Janeiro de 2018

Durante a audiência geral desta quarta-feira, 10 de janeiro, o Papa falou sobre o silêncio, mais especificamente sobre rezar em silêncio: “o silêncio nos ajuda no recolhimento, a pensarmos no porquê estamos ali; para invocar ajuda ao Senhor, pedir a sua proximidade nos momentos de fadiga, alegrias e dores; por familiares ou amigos doentes, ou ainda, para confiar a Deus o futuro da Igreja e do mundo”.


“A isto serve o breve silêncio antes que o sacerdote, reunindo as preces de cada um, expressa em voz alta em nome de todos a comum oração que conclui os ritos de introdução com a ‘coleta’ das intenções dos fiéis. Eu recomendo vivamente aos sacerdotes que observem este momento de silêncio e não terem pressa", explicou o Santo Padre.


“Que a liturgia possa se tornar para nós uma verdadeira escola de oração. Oremos para que se faça silêncio; sem este silêncio, corremos o risco de subestimar o recolhimento da alma”, sublinhou o Papa.

Um gesto de entendimento entre as Coreias do Norte e do Sul

09 de Janeiro de 2018

A Coreia do Norte propôs enviar uma delegação de alto nível, com dirigentes e atletas, aos Jogos Olímpicos de Inverno deste ano, que se realizam em Pyeongchang, na vizinha Coreia do Sul.


Este anúncio foi feito após uma reunião entre as duas Coreias, realizada nesta terça-feira, 9 de janeiro, em Panmunjom, uma aldeia em zona desmilitarizada.


“A parte norte-coreana propôs enviar uma delegação de alto nível” aos Jogos Olímpicos de Inverno, disse aos jornalistas o ministro-adjunto da Unificação da Coreia do Sul, Chun Hae-Sung.


“A Igreja coreana rezou e reza muito pelo diálogo entre as duas Coreias, e para que o encontro tenha sucesso. Estou feliz, muito feliz”, havia declarado ontem o bispo de Daejeon, Dom Lazzaro You Heung-sik.


No encontro desta terça-feira, as delegações coreanas falaram das Olimpíadas, mas Seul gostaria de falar também sobre a possibilidade de retomar os encontros entre as famílias divididas do sul e do norte.


Desde a divisão das duas Coreias em 1953, de facto, muitas famílias separadas não puderam mais encontrarem-se. Atualmente são cerca de 60 mil as pessoas, cada vez mais idosas, que esperam poder ver os seus parentes antes de morrer.


“O tema das famílias é desolador porque deixa evidente toda a história dos sofrimentos que existe nas duas Coreias”, disse Dom You.

Libertadas três religiosas sequestradas na Nigéria

09 de Janeiro de 2018

Seis pessoas sequestradas em novembro de 2017, incluindo três religiosas, foram libertadas pela polícia do Estado de Edo.


A notícia foi confirmada pela madre superiora do convento do Coração Eucarístico de Cristo, Agatha Osarekhoe.


“Estão bem. Encontram-se no hospital para uma avaliação médica”, declarou madre.


As três irmãs haviam sido sequestradas do convento em Iguoriakhi, na região de Ovia, sudeste da Nigéria.


Os sequestradores haviam pedido um resgate de cerca de 54 mil dólares para a libertação. Mas não foi pago qualquer valor.


O comissário de polícia Johnson Kokumo, afirmou que as seis pessoas foram libertadas durante uma operação das forças de segurança, afirmando que os sequestradores fugiram ao serem descobertos.


Em dezembro de 2017, o Papa Francisco havia lançado apelo pela libertação das religiosas.

Lisboa: Acolher, proteger, promover e integrar migrantes e refugiados

09 de Janeiro de 2018

A Igreja Católica vai promover um encontro nacional de agentes sociopastorais das migrações, de 12 a 14 deste mês, no Seminário de Alfragide (Lisboa) com o tema ‘Partilhar a viagem: Acolher, proteger, promover e integrar migrantes e refugiados’.


Entre os objetivos destacados deste encontro estão:


- Mapear as melhores práticas eclesiais, a nível nacional, no que respeita ao acolhimento, promoção, proteção e integração de migrantes e refugiados - Articular a resposta pastoral em torno dos quatro verbos - Refletir sobre a missão da Igreja e potencial da pastoral dirigida a pessoas em contexto de mobilidade, à luz dos testemunhos, da Palavra e do Magistério da Igreja


- Conhecer e analisar os 20 pontos de ação pastoral em torno dos quatro verbos propostos pela Seção Migrantes e Refugiados da Santa Sé


- Promover uma resposta articulada entre diferentes instituições


Agência Ecclesia, Cáritas Portuguesa e Obra Católica Portuguesa de Migrações são os organizadores do encontro.

Mais um indío assassinado no Brasil

08 de Janeiro de 2018

Um índio da etnia Xokleng foi assassinado a pauladas na cidade de Penha, no litoral norte de Santa Catarina. O crime ocorreu na madrugada de 1 de janeiro e as imagens foram gravadas por uma câmera de vigilância.


A vítima é Marcondes Namblá, um professor que dava aulas em uma escola indígena do município de José Boiteux, no Vale do Itajaí. Formado pelo curso de licenciatura intercultural indígena da Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc), Marcondes era identificado como uma das lideranças de sua comunidade, atuando para preservar a língua Laklãnõ-Xokleng.


O indígena chegou a ser levado para um hospital, mas não resistiu. Uma câmera de monitoramento filmou a agressão, praticada por um homem que estava acompanhado por um cachorro.


Para o presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) regional “mais uma vez, o Brasil aparece no mundo como um país que não respeita os direitos constitucionais de seus primeiros habitantes”.


Dom Roque Paloschi pediu agilidade na investigação e clama para que “o Deus da vida nos anime e encoraje a não ficar calados diante de tanta injustiça”. 

África: Continente de acolhimento

08 de Janeiro de 2018

A grande maioria dos refugiados da África são acolhidos na África.


O Papa Francisco dedica o Dia Mundial da Paz – que se celebra a 1 de Janeiro – aos «Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz» e propõe que «com espírito de misericórdia, abraçamos todos aqueles que fogem da guerra e da fome ou se vêem constrangidos a deixar a própria terra por causa de discriminações, perseguições, pobreza e degradação ambiental.»


Estamos habituados a ver a África como continente origem de emigrantes e refugiados, mas alguns dos seus países são espaços de acolhimento com práticas exemplares.


Há cerca de 250 milhões de migrantes e 22,5 milhões de refugiados espalhados por todo o mundo; metade tem menos de 18 anos. São gente que procura vida melhor e enfrenta riscos tremendos para a tentar. No ano passado, mais de 3000 morreram afogados no mar Mediterrâneo. Recentemente descobriu-se que algumas centenas foram vendidos como escravos em leilões na Líbia, o porto principal de embarque para a Europa, por menos de 400 euros para trabalhos forçados e prostituição.


O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugidos diz que a África Subsariana acolhe mais de seis milhões de refugiados, um quarto do mundo inteiro. A maioria escapou do Sudão do Sul, República Centro-Africana, Nigéria, Burundi e Iémen.


O Uganda e a Etiópia são os dois países que mais refugiados têm na África. O Uganda recebeu mais de um milhão de sul-sudaneses que fogem da guerra civil desde Dezembro de 2013, mais 215 mil refugiados da República Democrática do Congo, 50 mil do Burundi, 44 mil da Somália, 20 mil do Ruanda, 13 mil da Eritreia e 11 mil do Sudão. A Etiópia acolheu mais de 847 mil cidadãos do Sudão do Sul, Somália, Eritreia e Sudão.


Os Camarões, Chade e Níger dão guarida a cerca de 200 mil nigerianos que fugiram da violência do Boko Haram.


O Uganda e a Etiópia são apresentados como referência pelas políticas abertas de acolhimento aos refugiados. As autoridades ugandesas distribuem pequenas parcelas de terra aos refugidos para habitação e cultivo, embora a competição pelo domínio dos recursos naturais escassos gere alguma tensão com as populações locais.


António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, disse na última Cimeira de Solidariedade com os Refugiados que o Uganda é «o símbolo da integridade do regime de protecção aos refugiados» e propôs as suas políticas de portas abertas como exemplo a seguir no acolhimento dos refugiados.


Há países africanos onde há deslocamentos forçosos, mas que também recebem refugiados. Por exemplo, o Sudão do Sul acolhe pessoas do Sudão (mais de 276 mil), da República Democrática do Congo (14 900), da Etiópia (4500) e da República Centro-Africana (1800).


O papa deixa um recado importante na sua mensagem: «Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os seres humanos.» Um alerta que serve para a África e serve para a Europa!


Por José da Silva Vieira (MCCJ) – Jirenna

Prémio Mundo Negro para a Fraternidade 2017

05 de Janeiro de 2018

Uma jornalista espanhola, Helena Maleno, e um sacerdote eritreu, Mussie Zerai, são os eleitos para receber o Prémio Mundo Negro para a Fraternidade 2017 por seu trabalho com as comunidades migrantes que pretendem chegar à Europa através do Mediterrâneo.


O prémio será entregue durante o 30º Encontro África que se celebrará em Madrid de 2 a 4 de fevereiro de 2018, sobre o tema «Migrante - Pessoa».

Católicos prometem novas manifestações na RD Congo

05 de Janeiro de 2018

O Comité Laic de Coordination, que promoveu o protesto de 31 de dezembro duramente reprimido em algumas cidades na República Democrática do Congo, promete novas manifestações para evitar que o Presidente Joseph Kabila se perpetue no poder.


“Podemos nos sentir orgulhosos em ter participado do protesto de 31 de dezembro de 2017. Não podemos mais voltar atrás. Os nossos filhos nos olham, o mundo inteiro nos olha, a nossa consciência nos interpela”, refere o comité.


O Comité dos leigos promete novas iniciativas para os próximos dias, “depois de terem sepultado dignamente nossos compatriotas, mortos pela pátria, e de cuidar os feridos”, por pedir ao Presidente Joseph Kabila uma declaração na qual se comprometa em não candidatar-se à própria sucessão, em conformidade com a Constituição e a aplicação efetiva, integral, e em boa fé, do Acordo de São Silvestre, de 31 de dezembro de 2016 (que definiu a realização de eleições para dezembro de 2017 sem a participação do atual presidente)”.


Contrariando o acordo, a Comissão Eleitoral Nacional Independente (Ceni) apresentou um calendário eleitoral segundo o qual as eleições presidenciais deverão ser realizadas em 23 de dezembro de 2018.


A decisão unilateral da Ceni suscitou fortes críticas da oposição, que entendeu como uma tentativa de Kabila de reduzir as pressões.


O mandato de Kabila, no poder desde 2001, terminou em 2016. A Constituição o proíbe de concorrer novamente, mas lhe permite permanecer no cargo até a eleição de seu sucessor.


O texto da convocação original para as manifestações de 31 de dezembro de 2017 destacam os seguintes pontos: convida a população uma marcha pacífica e a não aceitar qualquer forma de manifestação violenta; não lançar pedras ou disparar com qualquer tipo de arma; não considerar os policiais militares ou de outros serviços de segurança como inimigos; e que os policiais façam o seu serviço profissionalmente.


O Comité destaca também que o povo congolês está a manifestar-se pelo respeito aos seus direitos humanos, pelo respeito à sua dignidade e prosperidade.

Papa pede orações pelas minorias religiosas na Ásia

05 de Janeiro de 2018

“Peçamos por todos eles para que, nos países asiáticos, os cristãos, bem como as outras minorias religiosas, possam viver sua fé com toda liberdade”, diz a mensagem de vídeo divulgada pela Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração).


No variado mundo cultural da Ásia, a Igreja enfrenta muitos riscos, e sua tarefa se torna ainda mais difícil pelo fato de ser uma minoria.


Esses riscos são compartilhados com outras tradições religiosas minoritárias, às quais nos une um desejo de sabedoria, verdade e santidade.


Quando pensamos naqueles que são perseguidos por sua religião, vamos mais além das distinções de rito ou de confissão: colocamo-nos ao lado dos homens e mulheres que lutam por não renunciar a sua identidade religiosa.


Peçamos por todos eles para que, nos países asiáticos, os cristãos, bem como as outras minorias religiosas, possam viver sua fé com toda liberdade.


A Ásia é o maior continente do mundo e abriga inúmeras minorias religiosas. Muitas delas convivem pacificamente, mas em algumas regiões existem enfrentamentos e perseguições religiosas.


 

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