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Actualidades

Brasil: Mensagem dos bispos sobre as eleições 2018

20 de Abril de 2018

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou na quinta-feira, 19 de abril, o documento “Eleições 2018: compromisso e esperança”, onde os religiosos afirmam olhar para a realidade brasileira “com o coração de pastores e preocupados com a defesa integral da vida”.


Do Evangelho nos vem a consciência de que “todos os cristãos, incluindo os Pastores, são chamados a preocupar-se com a construção de um mundo melhor” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 183), sinal do Reino de Deus, lê-se na mensagem.


De acordo com o documento, “o Brasil vive um momento complexo, alimentado por uma aguda crise que abala fortemente suas estruturas democráticas e compromete a construção do bem comum, razão da verdadeira política”.


Para os bispos, a atual situação do País exige discernimento e compromisso de todos os cidadãos e das instituições e organizações responsáveis pela justiça e pela construção do bem comum.


“Ao abdicarem da ética e da busca do bem comum, muitos agentes públicos e privados tornaram-se protagonistas de um cenário desolador, no qual a corrupção ganha destaque, ao revelar raízes cada vez mais alastradas e profundas”, afirma os bispos.


E prosseguem: “Cresce, por isso, na população, um perigoso descrédito com a política”.


A esse respeito, adverte-nos o Papa Francisco que, “muitas vezes, a própria política é responsável pelo seu descrédito, devido à corrupção e à falta de boas políticas públicas” (Laudato Sì, 197).


“De facto, a carência de políticas públicas consistentes, no país, está na raiz de graves questões sociais, como o aumento do desemprego e da violência que, no campo e na cidade, vitima milhares de pessoas, sobretudo, mulheres, pobres, jovens, negros e indígenas”, explicam.


“Nesse contexto, as eleições de 2018 têm sentido particularmente importante e promissor. Elas devem garantir o fortalecimento da democracia e o exercício da cidadania da população brasileira”, afirmam.


“É imperativo assegurar que as eleições sejam realizadas dentro dos princípios democráticos e éticos para que se restabeleçam a confiança e a esperança tão abaladas do povo brasileiro”, acrescentam.


“É fundamental, portanto, conhecer e avaliar as propostas e a vida dos candidatos, procurando identificar com clareza os interesses subjacentes a cada candidatura… Não merecem ser eleitos ou reeleitos candidatos que se rendem a uma economia que coloca o lucro acima de tudo e não assumem o bem comum como sua meta, nem os que propõem e defendem reformas que atentam contra a vida dos pobres e sua dignidade”, recomendam os bispos.


Para concluir, os bispos exortam a população “a fazer desse momento difícil uma oportunidade de crescimento, abandonando os caminhos da intolerância, do desânimo e do desencanto”.


E também alertam “para o cuidado com fake news, já presentes nesse período pré-eleitoral, com tendência a se proliferarem, em ocasião das eleições, causando graves prejuízos à democracia”.


O Senhor “nos conceda mais políticos, que tenham verdadeiramente a peito a sociedade, o povo, a vida dos pobres” (Papa Francisco – Evangelii Gaudium, 205).

Vocações: Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor

19 de Abril de 2018

«Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor» é o tema da Mensagem do Papa para o Dia Mundial das Vocações 2018, que se celebrará no domingo, dia 22 de abril.


“Não estamos submersos no acaso, nem à mercê duma série de eventos caóticos; pelo contrário, a nossa vida e a nossa presença no mundo são fruto duma vocação divina”, diz o Santo Padre. A partir de três verbos, Francisco desenvolve o tema escolhido para este ano “Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor”. Estes três aspectos – escuta, discernimento e vida – servem de moldura também ao início da missão de Jesus: passados os quarenta dias de oração e luta no deserto, visita a sua sinagoga de Nazaré e, aqui, põe-Se à escuta da Palavra, discerne o conteúdo da missão que o Pai Lhe confia e anuncia que veio realizá-la «hoje» (cf. Lc  4, 16-21).


Aqui a mensagem completa e em português.


 

Síria: Ataque com armas químicas não foi confirmado

19 de Abril de 2018

Comunicado da Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) informa que os peritos ainda não tiveram acesso à região onde supostamente ocorreu o ataque com armas químicas na Síria.


Uma equipa de peritos da Missão de Investigação da Opaq foi enviada para Damasco e aguarda que haja garantia de segurança para poderem avançar com a investigação.


No dia 7 de abril de 2018, sob as ordens do Presidente Bashar al-Assad, o exército sírio teria lançado um ataque com armas químicas contra civis na região de Goutha.


Diante desse suposto ataque, a coligação feita por Estados Unidos, França e Reino Unido lançou um ataque com mísseis contra pelo menos três alvos militares em território sírio.


No entanto, dois religiosos que vivem na Síria dizem que não houve ataque com armas químicas por parte do regime de Bashar al-Assad.


“Uma história inventada” e mais “uma desculpa para poderem atacar”, refere Maria de Lúcia Ferreira, conhecida como Irmã Myri, uma jovem portuguesa que pertence à Congregação das Monjas da Unidade de Antioquia e que vive no Mosteiro de São Tiago Mutilado, em Qara.


A Irmã Myri, que deu declarações à Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), diz que não houve nenhum “eco” de armas químicas no país: “Não se ouviu dizer nada. Se tivesse havido algum massacre com armas químicas seguramente que teria havido alguém da parte do exército ou das famílias ou dos refugiados que saíram de Douma, e que são milhares… Mas não houve eco nenhum no país da utilização de armas químicas. É pois, para a população, mais uma história inventada, mais uma desculpa para poderem atacar.”


Outro que nega o ataque com armas químicas é o padre Bahjat Elia Karakach, franciscano da Custódia da Terra Santa, superior do convento dedicado à conversão de São Paulo, a principal paróquia de rito latino na capital, Damasco.


Em declarações colhidas pela Aleteia, o padre Bahjat denuncia que o governo sírio está a ser alvo de uma mentira alimentada pelos Estados Unidos e pelos seus aliados na Europa, no Golfo Pérsico e no Oriente Próximo.


“A quem me pergunta sobre o uso de armas químicas pelo governo, eu gostaria de lembrar que, em 2003, o Iraque foi atacado pelos Estados Unidos e seus aliados com a justificativa de combater um regime que tinha armas químicas. E era mentira”, diz o padre.


“Toda vez que o exército sírio consegue reconquistar uma área que tinha sido tomada pelos rebeldes terroristas, acontece uma armação para convencer a opinião mundial de que o regime sanguinário precisa ser combatido. Tudo isso é uma grande mentira porque o nosso governo não é estúpido de fazer uma coisa que daria margem para um ataque ocidental. O exército não precisa usar armas químicas, elas já foram desmanteladas sob o controle dos russos, já faz alguns anos. Hoje se avança sem o uso desses métodos para vencer a guerra contra o terrorismo”, afirma o religioso.

Evangelho do dia: Quinta, 19 de abril de 2018

Evangelho segundo S. João 6,44-51

19 de Abril de 2018

«E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo»


 


Comentário do dia: Concílio Vaticano II


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia.


Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim.


Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai.


Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna.


Eu sou o pão da vida.


No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram.


Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer.


Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei de dar é a minha carne, que Eu darei pela vida do mundo».


 


Santo do dia: Santo Expedito, mártir, séc. III, S. Leão IX, papa, +1054, Santa Maria da Encarnação, viúva, religiosa, +1613.

Comunicado Final da XXVI Assembleia da CIRP

18 de Abril de 2018

A XXVI Assembleia da CIRP decorreu em Fátima, a 16 e 17 de Abril de 2018.


D. Pedro Casaldáliga, Bispo Claretiano do Brasil, inspirou a oração inicial com um poema orante ao Espírito Santo que a Assembleia rezou em uníssono. Seguiram-se as palavras de Abertura do P. José Vieira, Presidente da CIRP, que lançou o grande tema de reflexão desta Assembleia, evocando as exigências fiscais da nossa cidadania e das nossas Instituições.


O primeiro dia foi dedicado à Formação. O Auditório das Irmãs Concepcionistas acolheu os Superiores(as) Maiores e outros membros dos nossos Institutos para um melhor conhecimento dos direitos e deveres que os Consagrados/as têm perante o Estado, enquanto cidadãos.


A BDO, empresa acreditada nas áreas da Fiscalidade e Auditoria, assegurou a animação de boa parte do dia. Esta empresa, que tem apoiado, fiscalmente, muitas das Instituições das Congregações Religiosas, também aprofunda e trabalha as implicações fiscais que resultam da Concordata de 2004, celebrada entre o Estado Português e a Santa Sé. Se a Concordata de 1940 dava isenção total à Igreja Católica, a de 2004 põe fim a essa isenção total, pois os rendimentos de actividades e bens dos Religiosos passaram a cair no mundo da fiscalidade normal, excepto o que é exclusivamente religioso.


Os técnicos da BDO foram apresentando a evolução da legislação decorrente da nova Concordata, bem como os passos da sua regulamentação. E foram percorrendo os diversos impostos, desde o IRS ao IS, passando pelo IRC, o IVA, o IMI e o IMT, isto para usar as siglas que todos têm a obrigação de conhecer de cor.


Momento importante foi o da partilha sobre o Regulamento Geral da Protecção de Dados, da União Europeia, a entrar em vigor a 25 de Maio de 2018. São muitas as implicações para a vida e missão dos nossos Institutos e seus membros, como bem explica o texto do Dr. Pedro Vaz Patto, Juiz Conselheiro, presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz. O P. Manuel Barbosa, Secretário-Geral e Porta-Voz da CEP, apresentou as grandes linhas deste regulamento.


D. António Montes Moreira, membro da Comissão Paritária, criada pelo Governo Português e pela Santa Sé para acompanhar a regulamentação da Concordata, falou do trabalho desta Comissão que tem apenas funções consultivas.


O segundo dia aprovou a Acta da Assembleia anterior, bem como o Relatório de Contas da CIRP relativo ao ano 2017. Houve um tempo de partilha da 18ª Assembleia Geral da UCESM (5-10 de Março, na Roménia), do Relatório apresentado pelo Presidente da CIRP na Plenária da CEP, bem como de um extracto do Comunicado Final desta 194ª Plenária dos Bispos de Portugal, onde está anunciado o Ano Missionário de Outubro de 2018 a Outubro de 2019 e a nova Nota Pastoral sobre Imigrantes e Refugiados. A CEP preparou um desdobrável sobre a Eutanásia e os Institutos da CIRP comprometeram-se a divulga-lo, distribuindo-o. O P. Manuel Barbosa apresentou a síntese do documento ‘Economia ao Serviço do Carisma e da Missão’, publicado a 6 de janeiro pela Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica. Houve ainda um espaço de partilha fraterna sobre a forma como apoiamos e tratamos membros dos nossos Institutos atingidos por doenças que geram demência e dependências profundas.


A Assembleia aprovou o Acordo de Cooperação entre a CIRP e o Instituto de Estudos Avançados em Catolicismo e Globalização (IEAC-GO), havendo ainda tempo para uma partilha fraterna de acontecimentos, celebrações e efemérides que marcam a vida dos Institutos da CIRP.


As Eucaristias, em pleno tempo pascal, foram celebrações de Ressurreição com um grande apelo ao compromisso missionário que caracteriza a radicalidade da nossa Consagração Religiosa. Damos graças a Deus pelos 800 anos de presença da Família Franciscana em Portugal e 75 anos da presença Paulista e da Consolata. Ficamos gratos pelo reconhecimento, pela Igreja, das virtudes heróicas da Madre Luiza Andaluz e do Cónego Formigão.


A próxima Assembleia da CIRP vai realizar-se em Fátima, a 19 e 20 de Novembro de 2018.

Vaticano: Inclusão financeira para promover a vida dos mais pobres

18 de Abril de 2018

O Papa Francisco apelou a um trabalho de “inclusão financeira”, dirigindo-se aos responsáveis internacionais que participam, em Washington (EUA), nas reuniões de primavera do Banco Mundial.


“Encorajo os esforços que, através da inclusão financeira, procuram promover a vida dos mais pobres, favorecendo um verdadeiro desenvolvimento integral, que respeite a dignidade humana”, declarou, no final da audiência desta quarta-feira, 18 de abril.


O Banco Mundial, instituição financeira internacional, efetua empréstimos a países em desenvolvimento.


Na reforma que tem promovido na Cúria Romana, o Papa criou em 2016 o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral


Francisco tem deixado várias críticas à excessiva atenção dada à banca, pelos responsáveis internacionais, mais preocupados, segundo o pontífice, em “salvar os bancos” do que em salvar “a dignidade dos homens e mulheres de hoje”.


No seu vídeo mensal para o mês de abril, o Papa convidou os católicos a rezar para que os responsáveis pelo planeamento e gestão da economia “tenham a coragem de rejeitar uma economia de exclusão e saibam abrir novos caminhos”.


O Papa sustenta que a economia “deve seguir o caminho dos empresários, políticos, pensadores e agentes sociais que colocam em primeiro lugar a pessoa humana e fazem todos os possíveis para assegurar que haja oportunidades de trabalho digno”.


Com informações da Agência Ecclesia.

O Batismo é o princípio de um processo que nos permite viver unidos a Cristo na Igreja

18 de Abril de 2018

Dando continuidade às catequeses sobre o Batismo, a homilia do Papa nesta quarta-feira, 18 de abril, nos apresentou os gestos e palavras iniciais da celebração deste sacramento que nos ajudam a compreender o seu significado.


“O Batismo é o princípio dum processo que nos permite viver unidos a Cristo na Igreja”, afirmou o Papa, e prosseguiu: “Assim, voltar à fonte da vida cristã faz-nos compreender melhor o dom lá recebido e ajuda-nos a renovar o compromisso de lhe corresponder na condição em que hoje nos encontramos”.


Francisco seguiu dizendo que no rito de acolhimento, começa-se por perguntar o nome da pessoa que vai receber o Batismo.


“O nome indica a sua identidade original, mesmo na vida cristã. De facto, Deus chama cada um pelo seu nome, amando-nos singularmente; ao longo dos anos, Ele continuará a pronunciar o nosso nome, de inúmeras maneiras, chamando-nos a ser cada vez mais parecidos com Cristo”, destacou.


“Expressão disto é o sinal da cruz que o celebrante e os pais traçam na fronte da criança: é a marca de Cristo impressa nesta pessoa que passa a pertencer-Lhe e significa a graça da redenção que Cristo nos adquiriu pela sua cruz. A cruz é o distintivo que manifesta quem somos: o nosso modo de falar, pensar, ver, agir estão sob o signo da cruz, ou seja, do amor de Cristo até ao fim. Por isso, somos convidados a repetir este sinal nas mais variadas circunstâncias da nossa vida, bem como a persignar-nos com um pouco de água benta, que nos recorda o nosso Batismo”, explicou o Papa.

Síria é a ameaça mais séria à paz mundial

17 de Abril de 2018

Em declarações durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, António Guterres afirmou que a Síria é hoje a ameaça mais séria à paz e à segurança internacionais.


No passado final de semana, uma coalizão dos Estados Unidos, França e Reino Unido efetuou um ataque contra três alvos militares dentro da Síria incluindo um suposto armazém de armas químicas, na cidade de Homs.


Segundo os Estados Unidos e a Rússia, o ataque teria ocorrido sem feridos ou mortos civis.


O chefe da ONU deixou claro, no entanto, que as Nações Unidas não têm como verificar, de forma independente, os detalhes das operações.


António Guterres voltou a afirmar que o Conselho de Segurança tem obrigações, de acordo com a Carta da ONU, de zelar pela paz e segurança internacionais. E pediu aos membros do Conselho que cumpram com suas obrigações e demonstrem união.


Para o chefe da ONU, o que ocorre são violações sistemáticas da lei internacional e de direitos humanos e um desrespeito ao espírito da Carta das Nações Unidas.

Assuntos Indígenas debatidos em fórum da ONU

17 de Abril de 2018

Teve início na segunda-feira, 16 de abril, a 17ª. Sessão do Fórum Permanente sobre Assuntos Indígenas. Evento acontece na sede das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, até o dia 27 de abril e fornecerá recomendações sobre os temas indígenas ao Conselho Económico e Social da ONU (Ecosoc).


«Povos indígenas, direitos coletivos à terra, territórios e recursos» é o tema escolhido para este ano. Objetivo é debater sobre o desenvolvimento socioeconômico e cultural, além de avanços na área da educação, meio ambiente, saúde e direitos humanos. 


No primeiro Fórum, realizado em 2002, as Nações Unidas declararam que esses povos tinham “esperanças, direitos e aspirações que devem ser tratados pela Organização”.

A globalização e o seu impacto na vida de povos e culturas

16 de Abril de 2018

Comunicado final do encontro dos bispos de África e da Europa diz que a globalização é um processo dinâmico com o poder de oferecer solidariedade, servir a justiça e a paz, mas também pode dar frutos amargos.


“A globalização é um processo dinâmico, polivalente, e toca todos os aspetos da vida individual, familiar e social, incluindo a economia, a política, a cultura e a religião. É ambivalente. Por um lado, oferece solidariedade entre nações e povos; pode servir a justiça e a paz; pode levar à partilha das riquezas espirituais e materiais a nível local e mundial; pode difundir ideias e valores nobres e construtivos”, lê-se no comunicado.


“Por outro lado, a globalização, quando marcada pelo pecado como hoje em dia acontece frequentemente, tende a gerar um fosso entre ricos e pobres, entre os poderosos e os mais débeis; reforça a luta pelo poder, por um sempre maior lucro e pelo hedonismo; destrói o legado de alta cultura, da espiritualidade e da dignidade humana, desencadeando uma desconstrução dos fundamentos da existência tais como o direito incondicional à vida (aborto, eutanásia, eugenismo)… Tanto a multiplicação de muitos conflitos armados, como o actual drama dos refugiados e dos migrantes são também frutos amargos da globalização”, acrescenta a nota.


“A Igreja pede respeito pela criação, pela ecologia humana, pelo humanismo integral, do homem criado à imagem e semelhança de Deus e dotado de uma intrínseca dignidade”, escrevem os bispos.


“Aqui emerge a importância decisiva do culto: o culto a Deus acontece na relação do homem com o Princípio e o Fim da história e de todo o universo. É graças à relação com Deus que o homem encontra o significado último da sua caminhada terrena, uma caminhada que se torna uma peregrinação em direcção ao Fim: isso não é dissolução, mas realização completa e plenitude de vida. Na adoração, o homem encontra - juntamente com o sentido da vida - a orientação moral, o caminho de viver no Bem e, portanto, de viver bem, da vida boa. Sem a afeição a Deus, o homem - e a cultura que daí decorre - permanece prisioneira do tempo, da imanência: a cultura é exposta ao relativo, sujeita a mudanças contínuas”, concluem.

Presidente da RD Congo acusado de financiar grupos armados

13 de Abril de 2018

Político congolês presente em Bruxelas acusa o presidente Joseph Kabila Kabange de financiar e armar a maioria dos 120 grupos armados presentes na República Democrática do Congo (RDC).


De acordo com Moïse Katumbi Chapwe, a ligação entre o Presidente Kabila e os mais de 100 grupos armados visa a criar condições de caos para adiar infinitamente a realização das eleições gerais, as quais ele é um dos candidatos presidencial.


O opositor político qualificou também de “cínico absoluto” o chefe de Estado congolês, por este utilizar a fome para subjugar o seu povo.


Essa última acusação deve-se ao facto de o governo congolês recusar-se em participar na conferência sobre a crise humanitária na RDC, que tem lugar sábado, 14 de Abril, em Genebra, sob a iniciativa da ONU, da União Europeia e dos Países Baixos.


“Boicotar uma conferência que visa a mobilização de 1.3 mil milhões de Euros em prol de mais de quatro milhões de deslocados internos e de 500 mil refugiados, é de um “cinismo absoluto”, e é criminoso, disse.


Recorde-se que o governo congolês não digeriu o facto da RDC ter sido classificada L3, uma situação idêntica a que se vive na Síria, no Iémen e na Líbia.

Conselho de Segurança sem acordo sobre a Síria

13 de Abril de 2018

Reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre a situação da Síria terminou sem a adoção de resolução. A reunião ocorreu após um suposto ataque com armas químicas realizado contra civis na cidade de Duma, em Ghouta Oriental, localizada nos arredores da capital síria, Damasco.


O chefe das Nações Unidas, António Guterres, lamentou que o Conselho de Segurança não tenha conseguido alcançar um acordo sobre a situação e demonstrou “profunda preocupação” com os riscos do impasse sobre a Síria.


Para o secretário-geral da ONU, é preciso lembrar que os esforços de todos devem ser para acabar com o que ele chamou de “terrível sofrimento do povo sírio.”


Segundo a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 500 pessoas procuraram atendimento com sintomas de exposição a elementos químicos e tóxicos. O número de mortos pode chegar a 70. Metade das vítimas apresentava sinais de contaminação por armas químicas.

Portugal: País recebe encontro dos bispos da Europa e de África

12 de Abril de 2018

O Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SECAM) reúnem-se em Portugal, de 12 a 15 de abril, para discutir os efeitos da globalização.


Da Agência Ecclesia.


“Os bispos irão olhar para o impacto da globalização nos jovens, na migração e na chamada ecologia humana, ou seja, a compreensão do que é ser humano e a relação com a natureza criada”, indica um comunicado do CCEE.


Os responsáveis católicos dos dois continentes reúnem-se em Fátima para quatro dias de trabalhos dedicados ao tema ‘O significado da globalização para a Igreja e para as culturas na Europa e na África’.


“Com o desejo de promover a colaboração pastoral entre os episcopados católicos dos dois continentes, há mais de uma década que os dois organismos continentais têm organizado uma série de simpósios e seminários para fortalecer essa a comunhão e a partilha da reflexão sobre alguns dos grandes desafios para a Igreja”, acrescenta a nota.


O tema dos trabalhos vai ser apresentado por Lívia Franco, do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa.


No final do Seminário, os bispos adotarão uma mensagem final como síntese dos trabalhos, que decorrem à porta fechada.


Está prevista uma conferência de imprensa, no Santuário de Fátima, pelas 14h30 desta sexta-feira.


A reunião será presidida pelo cardeal italiano D. Angelo Bagnasco, presidente do CCEE, e pelo arcebispo angolano D. Gabriel Mbilingi, presidente do SECAM.


A sessão de abertura, esta tarde, a partir das 18h00, está marcada para o Seminário dos Olivais, em Lisboa, antes da partida para Fátima.


O encontro tem lugar em Portugal a convite do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, o cardeal-patriarca D. Manuel Clemente, que também estará presente no encontro.


O bispo de Leira-Fátima, D. António Marto dirigirá aos participantes uma saudação em nome da diocese local.


Entre os participantes contam-se ainda D. António Vitalino, bispo emérito de Beja, e D. Lúcio Andrice Muandula, bispo de Xai Xai, Moçambique.

Missão Jovem está de volta

12 de Abril de 2018

O Missão Jovem está de volta com a 11ª edição marcada para os dias 7 e 8 de julho de 2018.


Este ano, subimos ainda mais a fasquia, para tornar este fim de semana fora de série e inesquecível. Distinguido com o tema “Sai do sofá… Agarra a Missão”, convidamos todos os jovens a conhecer o mundo lá fora, os seus costumes, a cultura, a dança e a música.


Missão Jovem é o encontro anual dos jovens JIM (Jovens e Missão) e outros grupos de jovens que desejam passar um fim de semana voltados para a Missão. O objectivo é viver um tempo de amizade e comunhão com a espiritualidade missionária.


É uma maneira simples de tomarmos consciência da nossa vocação cristã e compromisso paroquial missionário, encontrando-nos para conviver, partilhar, rezar e celebrar juntos a nossa fé, vocação e Missão.

Com os jovens no coração

11 de Abril de 2018

A Comissão da Família Comboniana propôs o tema «São Daniel Comboni: desafio para os jovens de hoje» para o ano pastoral de 2017-2018 em sintonia com a Igreja universal que, liderada pelo Papa Francisco, prepara a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional».


O Sínodo dos jovens, que decorre no Vaticano de 3 a 28 de outubro, está a ser preparado de uma maneira inovadora usando o espaço digital.


O Papa Francisco apresentou o Documento Preparatório com uma carta aos jovens, escrita a 13 de janeiro de 2017. «Eu quis que vós estivésseis no centro da atenção, porque vos trago no coração», escreveu logo no início da missiva, convidando os jovens a «saírem» ao jeito de Abraão.


E continuou: «Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre. Também a Igreja deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores.»


O Papa argentino confiou os jovens a Maria de Nazaré, «uma jovem como vós, à qual Deus dirigiu o seu olhar amoroso, a fim de que vos tome pela mão e vos guie para a alegria de um “Eis-me!” pleno e generoso.»


A preparação do Sínodo incluiu dois questionários: um sobre a pastoral vocacional juvenil e outro, na internet, disponível para quem o quiser preencher.


O Papa também organizou uma reunião pré-sinodal com mais de 300 jovens de todo o mundo no Vaticano de 19 a 24 de março que contou com a participação de outros 15 mil jovens em fóruns nas redes sociais.


Que provocações nos coloca o tema «São Daniel Comboni: desafio para os jovens de hoje»?


Os jovens tinham um lugar especial no coração de São Daniel Comboni. A palavra jovens aparece 321 vezes nos Escritos, jovem 191 vezes e juventude 43 vezes. Ao todo são pelo menos 555 registos se o localizador do Word não me trocou as voltas!


E o que escreve Comboni? Muitas e variadas coisas sobre os jovens africanos, os jovens missionários e a sua própria juventude.


Nota que os primeiros convertidos eram quase todos jovens (E 207); alegra-se com o progresso dos jovens (E 450); resgatou cinco jovens Oromos (chama-lhes Galla) no mercado de escravos de Adem (E 597); nota com alegria que as jovens africanas bordaram um paramento valioso para o Papa (E 678, 690); inclui no Plano o trabalho dos jovens catequistas (E 831-835); denuncia o tráfico de jovens africanos (E 865-866); procurou «por todos os meios ganhar o coração dos jovens» (E 871). Encomenda-se à oração das jovens do Instituto (E 1027); e quer que apressem a preparação «de jovens corajosos, habituados a toda a espécie de agruras, mortificações e sacrifícios: tal deve ser o apóstolo da África, o qual deve pôr-se inteiramente nas mãos da Providência» (E 1215).


Comboni também se preocupa com «a libertinagem e corrupção da juventude moderna» (E 140-141, 316), mas escreve: «a juventude está sujeita a certas crises inevitáveis, não nos devemos admirar; chegado o tempo da maturidade, as coisas acalmam-se» (E 783); e proclama: «mas a juventude é sempre juventude» (E 1755).


Sublinho esta mensagem de esperança: «Esta juventude, na qual depositamos as maiores esperanças, representa um conforto para o coração do missionário, que a rodeia de amorosos cuidados» (E 4966).


Tanto Comboni como Francisco trazem a juventude no coração: ambos acreditam nos jovens. Este é o nosso grande desafio: continuar a acreditar nos jovens em tempo de grande carestia vocacional, acolhê-los em casa e no coração e cuidar deles.


Os jovens continuam a ser generosos e a responder às grandes causas ao seu jeito que é diferente do nosso.


Em fevereiro de 2017 havia 745 candidatos ao presbitério diocesano nos pré-seminários, seminários menores, propedêutico, seminários maiores e no ano pastoral. Os dados são da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios.


Por outro lado, segundo a FEC, 389 jovens e adultos estão empenhados em projetos de voluntariado missionário de curto, médio e longo prazo no estrangeiro e 1014 desenvolvem atividades de voluntariado/missão em Portugal no ano passado.


A Missão País 2018 contou com cerca de 3000 universitários que participaram em 52 missões organizadas por 43 faculdades durante a semana de férias do Carnaval.


Os testemunhos dos oito jovens do «Fé e Missão» que no verão de 2017 estiveram um mês em Carapira (Moçambique) vão nesta linha: fiquei encantado pelo modo como responderam e continuam a responder aos desafios que a missão lhes coloca.


Resta-nos encher o coração dos jovens, dar-lhes o nosso coração, vez e espaço, e acreditar neles!


E continuar a rezar pelas vocações, a primeira empresa dos enviados de Jesus: «A colheita é muita, mas os trabalhadores são poucos. Pedi, pois, ao Senhor da colheita que envie trabalhadores para a sua colheita. Ide» (Lucas 10, 2-3a).


Por José da Silva Vieira - Jirenna

Lista suja do trabalho escravo no Brasil

11 de Abril de 2018

O Ministério do Trabalho brasileiro atualizou a «lista suja» que responsabiliza empresas por manter trabalhadores em situação análoga à escravidão.


Da lista contam 165 empregadores, responsáveis por 2.264 trabalhadores escravos. O mais incrível é que 128 desses relacionados já faziam parte da lista.


“Pela primeira vez, a lista traz nove pastelarias e lanchonetes cariocas onde trabalhadores chineses estavam em condições que aviltavam a dignidade humana”, refere o «Repórter Brasil». Nesta página, é possível descarregar a lista suja completa e atualizada.


A lista suja atualizada foi divulgada na terça-feira, 10 de abril, pela Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (DETRAE) do Ministério do Trabalho. Todos os nomes que constam na lista foram autuados por trabalho análogo ao de escravo por auditores fiscais, e tiveram o direito de recorrer em duas instâncias administrativas dentro do órgão.

Venezuela: Extrativismo destrói povos e florestas

10 de Abril de 2018

A Conferência Episcopal Venezuelana apresentou o documento “Amazónia venezuelana: o grito da terra e dos povos exige respeito”, assinado pela Rede Eclesial Pan-amazónica (REPAM) com o apoio dos bispos venezuelanos e da Caritas Venezuela: uma denúncia firme contra o aumento da atividade extrativa da mineração e a destruição e saque da floresta.


O documento faz um apelo à sociedade civil e às instituições para unirem esforços e serem a voz dos povos indígenas vítimas do incremento da atividade extrativa, que viola as regras da mineração e depreda a natureza na Amazónia.


É denunciado o modelo de exploração aplicado na Venezuela e em muitos países da América Latina e do mundo, cujas consequências são um desenvolvimento insustentável, uma aceleração do empobrecimento e uma forte dependência das variações do mercado –administrado por corporações transnacionais.


“As atividades extrativas fazem parte de um modelo económico dominante, que separou a humanidade da natureza”, destaca o relatório.


O documento recorda os clamores de organizações indígenas e ambientalistas contra a atual destruição na Amazônia, “que até agora receberam como resposta apenas silêncio e represálias”, como massacres e execuções devidas a “poderosos interesses” no campo.


Dom José Angel Divasson, presidente da Repam Venezuela, observou que a questão socioambiental é apenas um dos muitos problemas das comunidades indígenas: “Eu sou testemunha da dor do povo que morre intoxicado pelas águas contaminadas pelo mercúrio”, disse, acrescentando que “a exploração minerária não pode ser a solução dos problemas econômicos da Venezuela”.


Também o geógrafo Hector Escandel, coordenador da REPAM na comunidade de Puerto Ayacucho, definiu esta exploração como “parte de um modelo predatório de desenvolvimento que não produz bem-estar, mas pobreza e exclusão”. Por isso, a REPAM pede uma reflexão sobre estes temas e o respeito dos direitos dos povos indígenas e do meio ambiente, assim como reza a Encíclica do Papa Francisco, Laudato si.

Alegrai-vos e exultai – Sobre a chamada à santidade no mundo atual

09 de Abril de 2018

A Santa Sé publicou hoje, segunda-feira, 9 de abril, a nova exortação apostólica do Papa Francisco, dedicada à santidade. No documento, «Gaudete et Exsultate» (Alegrai-vos e exultai), o Santo Padre apresenta um modelo cristão sobre como viver a santidade em um mundo que apresenta tantos desafios à fé.


Destacamos aqui alguns pontos da exortação «Gaudete et Exsultate». A exortação completa está disponível na página da Santa Sé.


Os santos ao pé da porta


Não pensemos apenas em quantos já estão beatificados ou canonizados. O Espírito Santo derrama a santidade, por toda a parte, no santo povo fiel de Deus, porque «aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente». O Senhor, na história da salvação, salvou um povo. Não há identidade plena, sem pertença a um povo. Por isso, ninguém se salva sozinho, como indivíduo isolado, mas Deus atrai-nos tendo em conta a complexa rede de relações interpessoais que se estabelecem na comunidade humana: Deus quis entrar numa dinâmica popular, na dinâmica dum povo.


Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nos pais que criam os seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham a fim de trazer o pão para casa, nos doentes, nas consagradas idosas que continuam a sorrir. Nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. Esta é muitas vezes a santidade «ao pé da porta», daqueles que vivem perto de nós e são um reflexo da presença de Deus, ou – por outras palavras – da «classe média da santidade».


A santidade é o rosto mais belo da Igreja. Mas, mesmo fora da Igreja Católica e em áreas muito diferentes, o Espírito suscita «sinais da sua presença, que ajudam os próprios discípulos de Cristo». Por outro lado, São João Paulo II lembrou-nos que o «testemunho, dado por Cristo até ao derramamento do sangue, tornou-se património comum de católicos, ortodoxos, anglicanos e protestantes». Na sugestiva comemoração ecuménica, que ele quis celebrar no Coliseu durante o Jubileu do ano 2000, defendeu que os mártires são «uma herança que fala com uma voz mais alta do que os fatores de divisão».


O Senhor chama


Tudo isto é importante. Mas, o que quero recordar com esta Exortação é sobretudo a chamada à santidade que o Senhor faz a cada um de nós, a chamada que dirige também a ti: «sede santos, porque Eu sou santo» (Lv 11, 45; cf. 1 Ped 1, 16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: «munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho».


«Cada um por seu caminho», diz o Concílio. Por isso, uma pessoa não deve desanimar, quando contempla modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis. Há testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar, mas não para procurarmos copiá-los, porque isso poderia até afastar-nos do caminho, único e específico, que o Senhor predispôs para nós. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal (cf. 1 Cor 12, 7), e não se esgote procurando imitar algo que não foi pensado para ele. Todos estamos chamados a ser testemunhas, mas há muitas formas existenciais de testemunho.


A propósito de tais formas distintas, quero assinalar que também o «génio feminino» se manifesta em estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo. E precisamente em períodos nos quais as mulheres estiveram mais excluídas, o Espírito Santo suscitou santas, cujo fascínio provocou novos dinamismos espirituais e reformas importantes na Igreja. Podemos citar Santa Hildegarda de Bingen, Santa Brígida, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Lisieux; mas interessa-me sobretudo lembrar tantas mulheres desconhecidas ou esquecidas que sustentaram e transformaram, cada uma a seu modo, famílias e comunidades com a força do seu testemunho.


Isto deveria entusiasmar e animar cada um a dar o melhor de si mesmo para crescer rumo àquele projeto, único e irrepetível, que Deus quis, desde toda a eternidade, para ele: «antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei» (Jer 1, 5).


A ti também


Para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso. Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade esteja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. És uma consagrada ou um consagrado? Sê santo, vivendo com alegria a tua doação. Estás casado? Sê santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És um trabalhador? Sê santo, cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho ao serviço dos irmãos. És progenitor, avó ou avô? Sê santo, ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus. Estás investido em autoridade? Sê santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais.


Esta santidade, a que o Senhor te chama, irá crescendo com pequenos gestos. Por exemplo, uma senhora vai ao mercado fazer as compras, encontra uma vizinha, começam a falar e… surgem as críticas. Mas esta mulher diz para consigo: «Não! Não falarei mal de ninguém». Isto é um passo rumo à santidade. Depois, em casa, o seu filho reclama a atenção dela para falar das suas fantasias e ela, embora cansada, senta-se ao seu lado e escuta com paciência e carinho. Trata-se doutra oferta que santifica. Ou então atravessa um momento de angústia, mas lembra-se do amor da Virgem Maria, pega no terço e reza com fé. Este é outro caminho de santidade. Noutra ocasião, segue pela estrada fora, encontra um pobre e detém-se a conversar carinhosamente com ele. É mais um passo.


Sucede, às vezes, que a vida apresenta desafios maiores e, através deles, o Senhor convida-nos a novas conversões que permitam à sua graça manifestar-se melhor na nossa existência, «para nos fazer participantes da sua santidade» (Heb 12, 10). Outras vezes trata-se apenas de encontrar uma forma mais perfeita de viver o que já fazemos: «há inspirações que nos fazem apenas tender para uma perfeição extraordinária das práticas ordinárias da vida cristã».


Deste modo, sob o impulso da graça divina, com muitos gestos vamos construindo aquela figura de santidade que Deus quis para nós: não como seres autossuficientes, mas «como bons administradores das várias graças de Deus» (1 Ped 4, 10).


A tua missão em Cristo


Para um cristão, não é possível imaginar a própria missão na terra, sem a conceber como um caminho de santidade, porque «esta é, na verdade, a vontade de Deus: a [nossa] santificação» (1 Ts 4, 3). Cada santo é uma missão; é um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho.


Esta missão tem o seu sentido pleno em Cristo e só se compreende a partir d’Ele. No fundo, a santidade é viver em união com Ele os mistérios da sua vida; consiste em associar-se duma maneira única e pessoal à morte e ressurreição do Senhor, em morrer e ressuscitar continuamente com Ele. Mas pode também envolver a reprodução na própria existência de diferentes aspetos da vida terrena de Jesus: a vida oculta, a vida comunitária, a proximidade aos últimos, a pobreza e outras manifestações da sua doação por amor. A contemplação destes mistérios, como propunha Santo Inácio de Loyola, leva-nos a encarná-los nas nossas opções e atitudes. Porque «tudo, na vida de Jesus, é sinal do seu mistério», «toda a vida de Cristo é revelação do Pai», «toda a vida de Cristo é mistério de redenção», «toda a vida de Cristo é mistério de recapitulação», e «tudo o que Cristo viveu, Ele próprio faz com que o possamos viver n’Ele e Ele vivê-lo em nós».


O desígnio do Pai é Cristo, e nós n’Ele. Em última análise, é Cristo que ama em nós, porque a santidade «mais não é do que a caridade plenamente vivida». Por conseguinte, «a medida da santidade é dada pela estatura que Cristo alcança em nós, desde quando, com a força do Espírito Santo, modelamos toda a nossa vida sobre a Sua». Assim, cada santo é uma mensagem que o Espírito Santo extrai da riqueza de Jesus Cristo e dá ao seu povo.


Mais vivos, mais humanos


Não tenhas medo da santidade. Não te tirará forças, nem vida nem alegria. Muito pelo contrário, porque chegarás a ser o que o Pai pensou quando te criou e serás fiel ao teu próprio ser. Depender d’Ele liberta-nos das escravidões e leva-nos a reconhecer a nossa dignidade. Isto vê-se em Santa Josefina Bakhita, que, «escravizada e vendida como escrava com apenas sete anos de idade, sofreu muito nas mãos de patrões cruéis. Apesar disso compreendeu a verdade profunda que Deus, e não o homem, é o verdadeiro Patrão de todos os seres humanos, de cada vida humana. Esta experiência torna-se fonte de grande sabedoria para esta humilde filha da África».


Cada cristão, quanto mais se santifica, tanto mais fecundo se torna para o mundo. Assim nos ensinaram os Bispos da África ocidental: «Somos chamados, no espírito da nova evangelização, a ser evangelizados e a evangelizar através da promoção de todos os batizados para que assumam as suas tarefas como sal da terra e luz do mundo, onde quer que se encontrem».


Não tenhas medo de apontar para mais alto, de te deixares amar e libertar por Deus. Não tenhas medo de te deixares guiar pelo Espírito Santo. A santidade não te torna menos humano, porque é o encontro da tua fragilidade com a força da graça. No fundo, como dizia León Bloy, na vida «existe apenas uma tristeza: a de não ser santo».


Dois inimigos subtis da santidade


Neste contexto, desejo chamar a atenção para duas falsificações da santidade que poderiam extraviar-nos: o gnosticismo e o pelagianismo. São duas heresias que surgiram nos primeiros séculos do cristianismo, mas continuam a ser de alarmante atualidade. Ainda hoje os corações de muitos cristãos, talvez inconscientemente, deixam-se seduzir por estas propostas enganadoras. Nelas aparece expresso um imanentismo antropocêntrico, disfarçado de verdade católica. Vejamos estas duas formas de segurança doutrinária ou disciplinar, que dão origem «a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias a controlar. Em ambos os casos, nem Jesus Cristo nem os outros interessam verdadeiramente».


O gnosticismo atual


O gnosticismo supõe «uma fé fechada no subjetivismo, onde apenas interessa uma determinada experiência ou uma série de raciocínios e conhecimentos que supostamente confortam e iluminam, mas, em última instância, a pessoa fica enclausurada na imanência da sua própria razão ou dos seus sentimentos».


O pelagianismo atual


O gnosticismo deu lugar a outra heresia antiga, que está presente também hoje. Com o passar do tempo, muitos começaram a reconhecer que não é o conhecimento que nos torna melhores ou santos, mas a vida que levamos. O problema é que isto foi subtilmente degenerando, de modo que o mesmo erro dos gnósticos foi simplesmente transformado, mas não superado.


Com efeito, o poder que os gnósticos atribuíam à inteligência, alguns começaram a atribuí-lo à vontade humana, ao esforço pessoal. Surgiram, assim, os pelagianos e os semipelagianos. Já não era a inteligência que ocupava o lugar do mistério e da graça, mas a vontade. Esquecia-se que «isto não depende daquele que quer nem daquele que se esfoça por alcançá-lo, mas de Deus que é misericordioso» (Rm 9, 16) e que Ele «nos amou primeiro» (1 Jo 4, 19).

CELAM promove campanha contra a violência infantil

06 de Abril de 2018

Campanha «Pegadas de Ternura» percorrerá toda a América Latina com o objectivo de conscientizar as famílias, as escolas e paróquias sobre as consequências da violência infantil.


A iniciativa é promovida pelo Departamento de Justiça e Solidariedade (DEJUSOL) do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) através do programa “Centralidade da Infância”.


A marcha terá a duração de um ano, com início em junho de 2018 no México e encerramento em junho de 2019 na Argentina.


“Atravessará toda a América Latina e as Caraíbas, a passar por todos os países e a denunciar as diferentes formas de violência exercida contra rapazes e raparigas e a propor a ternura como forma de promover a vida e a dignidade dos mais pequenos”, lê-se no informativo.


A caminhada é ecumênica, uma ação social que emergiu nos últimos meses no âmbito da campanha regional “Violência zero, 100% ternura”, apresentada pela presidência do CELAM durante o encontro com o Papa Francisco, em maio de 2017.


De acordo com os organizadores, “cada um de nós deve se comprometer pessoalmente contra a violência infantil”. A esse propósito, em agosto do ano passado, presidentes e secretários executivos de 22 Caritas da América Latina assinaram o “Pacto da Ternura”, comprometendo-se a impedir a violência contra as crianças, sobretudo no âmbito doméstico.

Recusar uma economia de exclusão e abrir novos caminhos

06 de Abril de 2018

O Vídeo do Papa que apresenta a intenção de oração para o mês de abril é dirigido aos responsáveis pelo planeamento e pela gestão da economia para que tenham a coragem de rejeitar uma economia da exclusão e saibam abrir novos caminhos.


A economia não pode pretender apenas aumentar a rentabilidade, reduzindo o mercado de trabalho e criando assim novos excluídos.


Deve seguir o caminho dos empresários, políticos, pensadores e agentes sociais que colocam em primeiro lugar a pessoa humana e fazem todo o possível para assegurar que haja oportunidades de trabalho digno.


Vamos juntos levantar a voz para que os responsáveis pelo planejamento e pela gestão da economia tenham a coragem de rejeitar uma economia de exclusão e saibam abrir novos caminhos.


Papa Francisco - Abril 2018


 

Adeus, sacos de plástico

06 de Abril de 2018

Quénia interdita fabrico e uso de sacos de polietileno.


À terceira foi de vez: depois das falsas partidas em 2007 e 2011, o Quénia baniu o fabrico e uso de sacos de plástico (polietileno) em 28 de Agosto de 2017. A lei, saída do Ministério do Ambiente e dos Recursos Naturais e da Autoridade Nacional da Gestão do Ambiente, é das mais pesadas do globo: fabricantes e comerciantes do artigo proibido ficam sujeitos a uma multa de dois a quatro milhões de xelins (entre 16 mil a 32 mil euros) ou a pena de prisão de dois a quatro anos.


A interdição do uso dos sacos de polietileno foi comunicada via SMS e por meio de anúncios que aconselhavam as pessoas a usarem embalagens próprias ou bolsas recicláveis para levar as compras. Os sacos amontoados em casa tinham de ser entregues em pontos indicados para reciclagem.


O Quénia junta-se a mais de uma dúzia de países africanos que proibiram total ou parcialmente os sacos de plástico leves ou taxam o seu uso como a Eritreia (que os baniu em 2005), Ruanda (fê-lo em 2008), Guiné-Bissau, Cabo Verde, Tunísia, Camarões, Mauritânia, Senegal, Zanzibar, Marrocos, África do Sul, Maláui e Uganda. Namíbia e Tanzânia devem juntar-se-lhes em breve.


A indústria queniana dos sacos de polietileno opôs-se à proibição, que – diz – custa 60 mil postos de trabalho nas 176 fábricas que vão ter de fechar. O Quénia era um dos maiores fabricantes de sacos de plástico na região. Um industrial do ramo está mesmo a exigir em tribunal uma compensação pela perda do investimento.


Lylian Naswa, funcionária pública que mora no Quénia profundo, saudou a medida: «Sacos de plástico? É certo acabar com eles. É uma barafunda total com os sacos de plástico atirados por todo o lado. É o adeus aos sacos de plástico.»


O saco de plástico, além de ser uma fonte enorme de lixo e sujeira nos espaços públicos – fez-me impressão ver as pequenas acácias do antigo aeroporto de Cartum «decoradas» com sacos coloridos levados pelo vento, quais árvores de Natal fora de lugar e de tempo –, entope sistemas de drenagem e provoca inundações.


Sobretudo, afecta seriamente a vida na terra e nos oceanos: um saco de polietileno leva até 1000 anos a decompor-se e, segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente, com sede em Nairobi, só os supermercados distribuem mais de 100 milhões de sacos por ano no Quénia. O país usa 288 milhões de sacos por ano. Muitos animais marinhos confundem o plástico com comida e introduzem-no na cadeia alimentar ou morrem devido à sua ingestão como também acontece a algum gado, sobretudo cabras e vacas.


A interdição já reduziu em 80 por cento o uso de sacos de polietileno, embora continuem a entrar ilegalmente no país através dos vizinhos Uganda e Tanzânia. O braço pesado da lei também já se faz sentir: em Fevereiro, um juiz de Mombaça condenou 29 pessoas a uma multa de 50 mil xelins (cerca de 400 euros) cada ou a um ano de prisão pelo uso do artigo proibido.


Entretanto, enquanto na Europa se tenta reduzir o uso de sacos de plástico leves para 40 unidades por ano por cabeça até 2025, as autoridades quenianas já têm um novo alvo na mira: as garrafas de plástico.


José da Silva Vieira (MCCJ) - Revista Além-Mar, abril de 2018

Conferência Episcopal do Congo condena rapto de padre

05 de Abril de 2018

A Conferência Episcopal da República Democrática do Congo (CENCO) condenou o rapto, a 01 de abril, do padre da Paróquia Saint Paul de Karambi, Célestin Nganfo, na diocese de Goma, no Kivu-Norte, e exigiu a sua libertação imediata.


Em um comunicado, o padre Donatien Nshole, secretário-geral da CENCO, lembra que "os bispos são pessoas consagradas a Deus para estar ao serviço dos outros. Por isso, impedi-los de trabalhar, é privar muitos dos nossos compatriotas de numerosos bens”.


A CENCO apelou às autoridades competentes para assumir as suas responsabilidades e garantir a proteção dos cidadãos e dos seus bens em todo o território nacional, particularmente nas províncias do Kivu-Norte, Kivu-Sul e de Ituri.


Segundo a CENCO, o padre Célestin Ngango acabava de celebrar a missa pascal num anexo da sua Paróquia, quando homens armados não identificados o fizeram entrar numa viatura onde havia outros passageiros e obrigaram-no a segui-los para a floresta.


Os seus raptores entraram em contacto com a Paróquia Saint Paul de Karambi para exigir 500 mil dólares de resgate para a sua libertação.


A CENCO recorda ainda que, desde os raptos dos padres de Assunção Jean-Pierre Ndulani, Edmond Kisughi e Anselme Wasukundi, a 19 de outubro de 2012, na localidade de Béni, bem como dos padres Jean-Pierre e AKilimani e Charles Kipasa, a 17 de julho de 2017, nunca obteve notícias deles até ao presente.

Fórum Mundial Social: Manter a esperança

05 de Abril de 2018

Os cristãos, na esperança de outro mundo possível, estamos chamados a ser sementes de fé e esperança.


O Fórum Mundial Social (FSM) surgiu no ano de 2001 sob o lema “Outro mundo é possível” e configurou-se como um espaço de debate planetário, que visava favorecer os processos de convergência social, sonhar com novos horizontes e projectar iniciativas que ajudassem na construção de um mundo melhor.


Cada uma das treze edições, na sua diversidade e complexidade, foram uma grande ágora de convergência de organizações e pessoas comprometidas na transformação da sociedade. O último FSM, realizado em Salvador da Bahia, no Brasil, sob o lema “Resistir é criar, resistir é transformar”, revelou a força da resistência dos mais pobres e dos movimentos sociais alternativos. No nosso mundo, como recorda o teólogo Jung Mo Sung (Mercado, Religião e Desejo, Suhae Munjip, 2014), continua a triunfar o “deus mercado” e a “religião do capitalismo”. Há uma crescente concentração da riqueza, cresce a mercantilização da vida e a exploração selvagem dos recursos da Terra, os direitos humanos não são respeitados, a violência não cessa e persiste um estilo de vida consumista. Nestas condições, cresce o clamor dos pobres e o clamor da Terra, nega-se o desenvolvimento humano integral e a inclusão social, como refere Francisco na encíclica Louvado Sejas.


Perante a actual crise ética, social e económica, reafirma-se o valor do FSM – e outras iniciativas cidadãs – como espaços de encontro, discussão e acção concertada. Eventos que possibilitam convocar a sociedade civil internacional, debater temas vitais e criar estratégias e iniciativas que possam ser relevantes e ajudar a transformar sistemas sociais, políticos e económicos que produzem exclusão.


Como nos lembra o Papa Francisco, a actual conjuntura «põe-nos perante a urgência de avançar numa corajosa revolução cultural». A família humana necessita assumir uma espiritualidade ecológica, recorda o Santo Padre, que alente e «oponha resistência ao avanço do paradigma tecnocrático». Os cristãos, na esperança de outro mundo possível, estamos chamados a ser sementes de fé e esperança, colaboradores activos e criativos na construção de uma humanidade mais justa, solidária e pacífica. Jesus Cristo, Senhor da Vida, primícia da nova humanidade, dá-nos a força para continuar a sonhar com um novo céu e uma nova terra. Os seguidores do Ressuscitado, cuja vitória sobre a morte estamos a celebrar neste tempo de Páscoa, queremos ser testemunhas alegres da Vida e vozes proféticas que, sem temor, denunciam a cultura da morte e anunciam a Boa Notícia do Reino de Deus.


Bernardino Frutuoso – Editorial Além-Mar, Abril de 2018

Comboniano de ouro

05 de Abril de 2018

Hoje faz 25 anos que em Muatala, província de Nampula, Moçambique, eu consagrei a minha vida para sempre em vista da missão segundo o Carisma de São Daniel Comboni.


Nessa terra africana aprendi a coragem do testemunho cristão, onde o povo em situação de extrema pobreza e debaixo de uma guerra civil devastadora não deixava a fé enfrentando o perigo, o confronto com as autoridades governamentais e as distâncias enormes para se reunir, celebrar e formar.


Agradeço a Deus o tempo que passei em Moçambique, os primeiros seis anos de missão em Coimbra, Portugal, ao serviço da animação missionária, do trabalho de promoção vocacional e trabalho de animação juvenil.


Chegado no Brasil, fui destinado à missão comboniana da paróquia São Pedro e São Paulo de Tibiri 2 em Santa Rita, Paraíba.


Depois de dois anos para formação pessoal no México e na Itália vim destinado à missão comboniana do Parque Alvorada em Timon à frente da paróquia Menino Jesus de Praga e administrador do Projeto Juvenil do Centro da Juventude para a Paz (CEJUPAZ).


Com a intensão da unificação das duas províncias Combonianas do Brasil fui escolhido para fazer esta integração em Manaus. Aí me dediquei sobretudo às comunidades cristãs da Área Missionária do Monte das Oliveiras e assessorando a pastoral da juventude a nível da forania e integrando a equipe da arquidiocese!


Que pena que foi só um ano, mas os ventos do espírito inspiraram o conselho provincial a enviar-me para Salvador da Bahia, onde cheguei no dia 15 de dezembro de 2013, assumindo a liderança da paróquia São Daniel Comboni até os dias de hoje.


São 25 anos de muitas coisas boas e também de muitas fragilidades como é próprio de cada ser humano. Agradeço a Deus por estes 25 anos de consagração em vista da Missão de acordo ao carisma de Comboni e dos Combonianos.


P. José Manuel Brites

Brasil: Promover igualdade para superar preconceitos

04 de Abril de 2018

O Vatican News apresentou em reportagem o depoimento de diversas figuras da Associação de Bispos, Presbíteros, e Diáconos Negros sobre o espaço que os negros ocupam na sociedade e na Igreja no Brasil.


Em 1963, uma campanha lançada por Martin Luther King, pedia ao governo dos Estados Unidos ajuda económica para as camadas mais vulneráveis. Na chamada «Marcha sobre Washington», 55 anos atrás, 250 mil pessoas pobres (afro-americanos, indianos, porto-riquenhos e de outras nacionalidades) desfilaram, clamaram, discursaram, rezaram e cantaram por liberdade, trabalho, justiça social e pelo fim da segregação racial contra a população negra dos Estados Unidos.


Não adianta fechar os olhos. O racismo existe e está presente em toda a sociedade. Segundo o Padre Jorge Rodrigues Pereira, Presidente do Instituto Mariama, Associação de Bispos, Presbíteros, e Diáconos Negros do Brasil, do racismo “velado” de tempos atrás, hoje o racismo em nosso país é “descarado”.


Para o Secretário-Executivo do Instituto Mariama, Padre Guanair da Silva Santos, até dentro da própria Igreja Católica o clero negro tem pouco espaço. “Um dos maiores desafios para os presbíteros negros no Brasil é a consideração das origens do vocacionado. A Igreja deve – como pede o Documento de Aparecida – assumir plenamente a causa do povo negro”.


Nesta quarta-feira, 4 de abril, recorda-se 50 anos do assassinato de Martin Luther King.


 

Vaticano: Devemos sair da missa melhores do que quando entramos

04 de Abril de 2018

“Se saímos da missa conversando, falando dos outros, com a língua comprida, significa que a missa não entrou no meu coração, porque não somos capazes de dar testemunho cristão. Devo sair melhor de como entrei, com mais vida, com mais força, com mais vontade de dar testemunho cristão”, afirmou o Papa Francisco durante a audiência geral desta quarta-feira, 4 de abril.


Concluindo o ciclo de catequeses sobre a Santa Missa, a atenção foi dirigida aos ritos de conclusão.


“Rezada a oração depois da comunhão, a Missa se conclui com a bênção e a despedida do povo, invocando-se, como no início da celebração, a Santíssima Trindade”, explicou o Papa.


“Com a conclusão da Missa, tem início o compromisso do testemunho cristão no mundo, através da luta contra o pecado, a vida comunitária e o empenho com os pobres. Isso significa converter-nos em homens e mulheres eucarísticos, ou seja, deixar que Cristo atue em nossas vidas: que suas palavras, sentimentos e escolhas sejam também os nossos, de tal modo que, como São Paulo, possamos dizer: “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Por outro lado, a fé na Presença Real de Cristo, faz com que se reserve a Eucaristia nos Sacrários, para ser distribuída aos doentes e ser adorada pelos fiéis, de tal modo que possa crescer a nossa união com Cristo e seja atualizada a graça que nos foi dada no Batismo e na Crisma”, acrescentou.


 

RCA: Um coração rendido por Mongoumba

04 de Abril de 2018

Faz dois meses que cheguei a República Centro-Africana (RCA), ainda não desfiz a mala, mas o meu coração está completamente rendido por Mongoumba.


As emoções aqui são de uma intensidade que nos transcendem.


Nos momentos que penso “vou embora” sinto que a minha vida ganha raiz aqui.


Não é fácil gerir o desconhecido, não é fácil aceitar o diferente, não é fácil controlar a impotência a revolta… Mas é na dificuldade que deixamos de ser cegos, surdos, mudos…


O processo de adaptação tem sido “yeke, yeke” (como se diz em sango), faço desta expressão “palavra de ordem” no meu pensamento.


Num só dia o meu coração bate de várias maneiras, de manhã chora, à tarde ri e à noite, talvez as duas coisas.


Já comecei as aulas de sango. O Simone diz que o prof. monsieur Dominique já começou a falar muito bem o português. Apesar de tudo isto, tenho um segredo a revelar: estou completamente apaixonada por cinco pequenos pigmeus – Paul, Dimanche, Albert, Pauline e François. Ao virem para a escola tomam o pequeno-almoço e almoçam em nossa casa. São o meu balão de oxigénio, onde respiro e alimento o meu corpo e alma. Brincamos, rezamos e conversamos (É verdade! Conversamos.). Já me perguntaram como nós comunicamos! Gosto muito quando passo a ser objeto de estudo. Sou investigada ao pormenor: mãos, veias, marca do elástico no braço, fazem autênticas reuniões à volta da minha cabeça e o meu cabelo é assunto de muita discussão. Pauline neste último dia descobriu um buraco na minha barriga – o meu umbigo. Tem sido grande tema de conversa!


Como não me apaixonar?!


Assim termino, desejando a todos uma boa Páscoa.


Que a Quaresma seja um momento de grande reflexão e conversão, mas principalmente de acção “humanitária” e que esta acção seja o reflexo das nossas orações.


Beijinhos de todos nós na RCA.


Que Jesus nos proteja e Ilumine a todos, em particular aos meninos da RCA que são os verdadeiros diamantes de África.


Cristina Sousa LMC


yeke, yeke – “devagar, devagarinho”

Brasil: Padre Amaro, incansável defensor dos direitos humanos

03 de Abril de 2018

Bispo do Xingu divulgou um comunicado a manifestar solidariedade ao Padre José Amaro Lopes de Sousa, que foi preso no passado 27 de março, no Estado do Pará (Brasil).


“Manifestamos nossa fraterna solidariedade a esse incansável defensor dos direitos humanos, defensor da regularização fundiária, da reforma agrária e dos assentamentos de sem-terra”, afirma a nota.


O comunicado afirma que “há anos alvo de ameaças, Padre Amaro agora é vítima de difamação para deslegitimar todo o seu empenho em favor dos menos favorecidos”.


O padre Amaro é acusado de promover invasões de terras que são reconhecidas pela justiça como terras públicas, destinadas à reforma agrária, mas que ainda estão nas mãos de pessoas ricas e influentes.


De acordo com a prelazia do Xingu, Padre Amaro atua desde 1998 na Paróquia Santa Luzia. É líder comunitário e coordenador da Pastoral da Terra (CPT). O assassinato da Irmã Dorothy em 12 de fevereiro de 2005 no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) “Esperança”, não mais o deixou quieto e o fez continuar a missão daquela Irmã mártir.


O Padre Amaro e as Irmãs de Notre Dame de Namur (Congregação a qual Irmã Dorothy pertencia) continuaram a apoiar as comunidades que lutam pela terra. Durante estes 13 anos após a morte de Dorothy, já sofreram vários tipos de ataques e ameaças.


“Acompanhamos apreensivos a investigação e elucidação dos factos e insistimos que a verdade seja apurada com justiça e total transparência”, concluí a nota assinada por Dom João Muniz Alves, bispo do Xingu e Dom Erwin Kräutler, bispo emérito do Xingu.

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12 de Março de 2018

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