PJuvenil Multimédia Palavra de Deus Oração em Missão Antigos Alunos

» Favoritos

» Recomendar

» Imprimir

» Fale Connosco

Revista Além-mar Revista Audácia Jornal Família Comboniana Exposição Missionária Virtual Facebook RSS
Indique o seu e-mail:
Utilizador:
Password:
 

Actualidades

Papa: Omissão e indiferença, o grande pecado contra os pobres

20 de Novembro de 2017

“A omissão é o grande pecado contra os pobres. Esta assume um nome preciso: indiferença”, alertou o Papa durante a missa do domingo, 19 de novembro, celebração do 1º Dia Mundial dos Pobres.


Esse posicionamento, explicou Francisco, esta é dizer: “Não me diz respeito, não é problema meu, é culpa da sociedade. É passar ao largo quando o irmão está em necessidade, é mudar de canal, logo que um problema sério nos indispõe, é também indignar-se com o mal mas sem fazer nada. Deus, porém, não nos perguntará se sentimos justa indignação, mas se fizemos o bem”.


“Lá, nos pobres, manifesta-se a presença de Jesus, que, sendo rico, Se fez pobre (cf. 2 Cor 8, 9). Por isso neles, na sua fragilidade, há uma «força salvífica». E, se aos olhos do mundo têm pouco valor, são eles que nos abrem o caminho para o Céu, são o nosso «passaporte para o paraíso». Para nós, é um dever evangélico cuidar deles, que são a nossa verdadeira riqueza; e fazê-lo não só dando pão, mas também repartindo com eles o pão da Palavra, do qual são os destinatários mais naturais. Amar o pobre significa lutar contra todas as pobrezas, espirituais e materiais”, disse o Santo Padre.


“E isto far-nos-á bem: abeirar-nos de quem é mais pobre do que nós, tocará a nossa vida. Lembrar-nos-á aquilo que conta verdadeiramente: amar a Deus e ao próximo. Só isto dura para sempre, tudo o resto passa; por isso, o que investimos em amor permanece, o resto desaparece. Hoje podemos perguntar-nos: «Para mim, o que conta na vida? Onde invisto?» Na riqueza que passa, da qual o mundo nunca se sacia, ou na riqueza de Deus, que dá a vida eterna? Diante de nós, está esta escolha: viver para ter na terra ou dar para ganhar o Céu. Com efeito, para o Céu, não vale o que se tem, mas o que se dá, e «quem amontoa para si não é rico em relação a Deus» (cf. Lc 12, 21). Então não busquemos o supérfluo para nós, mas o bem para os outros, e nada de precioso nos faltará. O Senhor, que tem compaixão das nossas pobrezas e nos reveste dos seus talentos, nos conceda a sabedoria de procurar o que conta e a coragem de amar, não com palavras, mas com obras”, concluiu.

1º Dia Mundial do Pobres

20 de Novembro de 2017

Celebrou-se no domingo, 19 de novembro, o 1º Dia Mundial dos Pobres por decisão do Papa Francisco que convidou a Igreja e todas as pessoas de boa vontade a prepará-lo particularmente durante a semana anterior, pedindo que “este novo Dia Mundial se torne, um forte apelo à nossa consciência crente, para ficarmos cada vez mais convictos de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda”.


Esta iniciativa do Papa e a Mensagem profunda e directa que a acompanhou deixou-me inquieto. A pobreza é global. Nós missionários temos andado por terras onde a pobreza material não se compara com a que nos rodeia. Mas há tantas pobrezas…aqui bem perto. Isto tem a ver comigo, com todos nós, reconheci também eu.


Durante a semana, com a comunidade religiosa a que pertenço, reflectimos e rezámos sobre o desafio que nos foi deixado. Com o tema: “Não amemos com palavras mas com obras (1 Jo, 3,18) decidimos nós também “Na base das múltiplas iniciativas concretas… pôr sempre a Oração” e em seguida assumir um acto concreto para “fixar o olhar nestes nossos irmãos e irmãs que pedem solidariedade” e estar junto com eles a exemplo de S. Francisco de Assis.


Assim, tivemos na 6ªfeira um dia de Adoração do SSmo à luz da Mensagem do Papa para o dia, e no domingo convidámos, através do CEPAC (Centro de apoio a Emigrantes), uma família de quatro pessoas para almoçar à nossa mesa e assim podermos conhecer-nos e apoiá-los nas suas maiores necessidades.


Ao mesmo tempo, foi bela a participação no programa organizado para o evento em Lisboa, pela Santa Casa da Misericórdia, Cáritas e várias outras instituições que trabalham a nível social na cidade. A Missa na Igreja de S. Roque e o convívio na Ribeira das Naus, com o lançamento do projecto Cáritas 2017 «Um milhão de estrelas» foram muito simbólicos e deram espaços de oração e convívio a todos os participantes.


O Papa terminou a sua mensagem afirmando que “os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do Evangelho”.


Nós somos a Igreja chamada a viver esta verdade. Cada um e todos nós que queremos formar a “Igreja em saída, acolhedora, solidária e missionária” que Jesus e o Papa querem. Ninguém se pode demitir ou pensar que já fez o suficiente alimentando a indiferença. Eu e nós, como missionários para servir “os mais pobres e abandonados” no dizer de S. Daniel Comboni, queremos ser parte daqueles que atendem o pobre em nome do Senhor, seguindo o que diz o Sl.34: “Quando o pobre invoca o Senhor, Ele atende-o”! Tu que leste até aqui… estás também convocado: Olha para o pobre a teu lado e ama-o com Obras!”


P. Carlos Alberto Nunes, mccj

Cadeia de fornecimento de cobalto envolve trabalho infantil

17 de Novembro de 2017

Novo relatório da Amnistia Internacional revela que baterias usadas pelas gigantes mundiais podem estar ligadas à exploração de trabalho infantil na República Democrática do Congo (RDC).


O estudo Time to Recharge (Hora de recarregar) aponta que grandes empresas de produtos eletrônicos e de veículos elétricos não fazerem o esforço necessário para impedir que abusos de direitos humanos ocorram em suas cadeias de fornecimento de cobalto.


Apesar de algumas das empresas avaliadas terem feito progressos, outras continuam a fracassar na tomada até das medidas mais básicas, como investigar sua cadeia de fornecedores na República Democrática do Congo (RDC).


“Nossas investigações iniciais descobriram que cobalto minerado por crianças e adultos na RDC, em condições horríveis, está entrando nas cadeias de fornecedores de algumas das maiores marcas mundiais. Quando abordamos estas empresas, nos chamou a atenção perceber que algumas não faziam sequer as perguntas mais básicas sobre a origem do cobalto que usam nos seus produtos”, recorda a chefe do departamento de Empresas e Direitos Humanos da Anistia Internacional, Seema Joshi.


A pesquisadora frisa que “ao fim de quase dois anos, algumas das mais ricas e poderosas empresas do mundo continuam a dar desculpas por não investigarem suas cadeias de fornecedores”. “E até aquelas que já começaram a investigar, não revelam os riscos e abusos de direitos humanos que detectaram. Se as empresas não sabem de onde vem o cobalto que usam, seus clientes também não saberão”, critica.


“Este é um momento de mudança crucial. Com o aumento da procura por baterias recarregáveis, as empresas têm a responsabilidade de provar que não estão lucrando com a miséria de mineiros trabalhando em condições terríveis na República Democrática do Congo. As soluções de energia do futuro não podem ser construídas em cima de abusos de direitos humanos”, prossegue Seema Joshi.


“As soluções da energia do futuro não podem ser construídas em cima de abusos de direitos humanos”, destaca Seema Joshi.


Mais da metade do cobalto produzido no mundo inteiro vem da RDC e 20% dele é minerado à mão. Este minério é um componente chave das baterias de iões de lítio.


Nenhuma das empresas identificadas no relatório está tomando medidas adequadas para cumprir os padrões internacionais – ainda que todas as 29 empresas analisadas tenham conhecimento que riscos e abusos de direitos humanos estão intrinsecamente ligados à mineração de cobalto na RDC.

Jesús Ruiz Molina foi ordenado bispo auxiliar de Bangassou

17 de Novembro de 2017

O missionário comboniano de Burgos, Jesús Ruiz Molina, foi ordenado bispo auxiliar de Bangassou, no passado dia 12 de novembro, na República Centro-Africana. A celebração ocorreu em Bangui, porque à sua nova cidade só se pode chegar de helicóptero.


Na verdade, as autoridades políticas e outros convidados não queriam deslocar-se a Bangassou, devido ao ambiente de insegurança que se vive na região.


Depois de ter passado pelo Chade e pela cidade centro-africana de Mongoumba, Jesús Molina aceitou ser destinado a um lugar marcado seriamente pela violência de uma guerrilha sem fim para colaborar com o bispo titular D. Juan José Aguirre Muñoz, outro comboniano espanhol, a encontrar caminhos para a paz, a reconciliação e a servir os mais pobres.


Fonte: Comboni.org

Fórum Social Mundial: Mudanças necessárias

16 de Novembro de 2017

“Não basta ser um espaço de reflexões, é preciso tomar decisões políticas concretas”, propõe o sociólogo português, Boaventura de Sousa Santos, um ativista do Fórum Social Mundial (FSM) desde a primeira hora, membro do Conselho Internacional (CI) em representação da Universidade Popular dos Movimentos Sociais, e autor do livro “Fórum Social Mundial: Manual de Uso”, da Editora Cortez.


“O FSM era simultaneamente um sintoma e um potenciador da esperança dos grupos sociais oprimidos – diz Boaventura –. (...) Quais as mudanças necessárias? Na assembleia plenária de Salvador será aprovada uma nova Carta de Princípios. Nos termos dessa carta, o FSM declara-se um órgão de defesa e de aprofundamento da democracia, com competências para tomar decisões políticas sempre que a democracia estiver em perigo."


A crise no FSM atingiu o seu ponto máximo na reunião do Conselho Internacional (CI), em Montreal, em que esse órgão se recusou a tomar posição contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no Brasil. Saí da reunião com a sensação de que o FSM estava numa bifurcação: ou mudava ou morria.


Durante os últimos meses, pensei que morreria. Nos últimos tempos, com a dinâmica que vejo surgir na preparação do FSM de Salvador (13 a 17 de março de 2018, no Brasil), concluí que haveria a possibilidade de mudar, adaptando-se às dramáticas condições e desafios do presente.


Quais as mudanças necessárias? Na assembleia plenária de Salvador será aprovada uma nova Carta de Princípios. Nos termos dessa carta, o FSM declara-se um órgão de defesa e de aprofundamento da democracia, com competências para tomar decisões políticas sempre que a democracia estiver em perigo.


As decisões políticas concretas são tomadas pelos movimentos e organizações que promovem cada encontro do FSM, qualquer que seja o seu âmbito geográfico ou temático. As decisões políticas são válidas no âmbito geográfico e temático em que forem tomadas.


O atual CI autodissolve-se na sua próxima reunião e será reconstruído de raiz na assembleia plenária de Salvador, segundo critérios que o evento definirá. O FSM de Salvador é, talvez, hoje mais necessário do que foi o de Porto Alegre (primeiro encontro do FSM). Haverá condições para não desperdiçar esta (última?) oportunidade?


Boaventura de Sousa Santos

África: A informação é a primeira forma de solidariedade

16 de Novembro de 2017

Os missionários desmontam fake news e preconceitos que acompanham a versão mediática sobre os africanos: das migrações, aos conflitos, ao tráfico de pessoas, à economia


Um encontro com a comunicação social para começar a inverter os termos de um relato negativo sobre a África, muitas vezes deliberadamente instrumental, não raro alimentado por estereótipos xenófobos e racistas e por movimentos políticos que fazem do ódio aos estrangeiros o seu principal tema de propaganda.


É esta a iniciativa tomada pelos missionários combonianos num esforço para "romper o muro de silêncio cúmplice sobre os fatos que ocorrem nas periferias geográficas do nosso tempo". Foi com estas palavras que o padre Giulio Albanese, diretor da revista Popoli e Missione, se expressou na abertura de uma conferência de imprensa realizada na Rádio Vaticano na terça-feira, 14 de novembro.


Uma oportunidade para dar voz a quem, nas realidades dramáticas e complexas do nosso tempo, vive e trabalha há muitos anos quase sempre longe dos refletores dos médias, do fluxo quotidiano das informações. Para isso participaram do encontro o padre Domenico Guarino, comboniano, da comunidade de Palermo (envolvido no acolhimento aos migrantes), a irmã Gabriella Bottani (comboniana, coordenadora de Talitha Kum, rede mundial da vida consagrada contra o tráfico de seres humanos), o padre Elias Sindjalim (comboniano togolês, que atua na República do Congo), Luciano Ardesi (africanista, colaborador da revista Nigrizia). Com eles também o padre Rogelio Bustos, do Conselho Geral do Instituto.


Aliás o evento faz parte das celebrações do 150º aniversário da fundação da Congregação por Daniel Comboni, o grande missionário italiano que, na segunda metade do século XIX (os Combonianos foram fundados em 1867) dedicou a sua vida ao continente africano seguindo uma orientação bem clara: "Salvar a África com a África". Neste contexto, intervieram as várias realidades missionárias, cada uma consciente de que o fenómeno migratório está se tornando um detonador de ondas crescentes de medo e desinformação.


"As verdadeiras razões desse êxodo são muitas vezes esquecidas – disse o padre Albanese – por isso o mundo missionário precisa veicular informações, pois a informação é, de facto, a primeira forma de solidariedade". Nesse sentido, foi lembrado mais uma vez que a grande maioria dos deslocamentos de população, no que se refere à África, são internos, dentro do continente, e só uma pequena parte destas migrações afeta a Europa ou a Itália.


Amanhã, 17 de novembro, será realizado na aula magna da Pontifícia Universidade Urbaniana (via Urbano VIII 16, Roma), das 15:30 às 19 horas, um simpósio dedicado a Daniel Comboni intitulado "Regenerar a África com a África".


Texto original em italiano: Jornal Il Secolo XIX


PUBLICADO EM 14/11/2017


FRANCESCO PELOSO


CIDADE DO VATICANO

Dia Mundial dos Pobres: Amar com obras

16 de Novembro de 2017

A mensagem do Papa Francisco para o primeiro Dia Mundial dos Pobres sublinha que o atual cenário de desigualdades e pobreza não pode deixar ninguém «resignado».


O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Papa Francisco na carta apostólica Misericordia et misera, publicada no encerramento do Jubileu da Misericórdia (novembro de 2016). Esta iniciativa da Igreja Católica assinala-se no penúltimo domingo do ano litúrgico (19 de novembro, em 2017). Com esta data o Santo Padre pretende «estimular, em primeiro lugar, os crentes.


Pede que reajam à cultura do descarte e do desperdício, assumindo a cultura do encontro» e a estar mais perto dos «últimos e os mais carenciados», como consequência da «predileção de Jesus pelos pobres». Mas também quer que «todos, independentemente da sua pertença religiosa», se abram «à partilha com os pobres em todas as formas de solidariedade, como sinal concreto de fraternidade». E acrescenta: «Deus criou o céu e a terra para todos; foram os homens que, infelizmente, ergueram fronteiras, muros e recintos, traindo o dom originário destinado à humanidade sem qualquer exclusão.»


Na mensagem para este ano – intitulada «Não amemos com palavras, mas com obras» – o papa insiste no «escândalo» da pobreza. «Infelizmente, nos nossos dias – enquanto sobressai cada vez mais a riqueza descarada que se acumula nas mãos de poucos privilegiados, frequentemente acompanhada pela ilegalidade e a exploração ofensiva da dignidade humana –, causa escândalo a extensão da pobreza a grandes sectores da sociedade no mundo inteiro», escreve Francisco.


A mensagem pontifícia sublinha que o atual cenário de desigualdades e pobreza não pode deixar ninguém «resignado». «À pobreza que inibe o espírito de iniciativa de tantos jovens, impedindo-os de encontrar um trabalho, à pobreza que anestesia o sentido de responsabilidade, induzindo a preferir a abdicação e a busca de favoritismos, à pobreza que envenena os poços da participação e restringe os espaços do profissionalismo, humilhando assim o mérito de quem trabalha e produz: a tudo isso é preciso responder com uma nova visão da vida e da sociedade», sublinha o papa.


Francisco afirma que «o amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres». O pontífice pede uma «nova visão da vida e da sociedade» e afirma que os pobres «não são um problema», mas antes um recurso para «acolher e viver a essência do Evangelho».


O Santo Padre apresenta o pai-nosso como uma oração que implica «partilha, comparticipação e responsabilidade comum» e aponta sugestões concretas para viver o Dia Mundial dos Pobres. Pede às comunidades católicas que se empenhem na criação de «momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta», além de sugerir que se convidem para as Missas deste domingo «os pobres e os voluntários» que os ajudam.


Ir. Bernardino Frutuoso

Lisboa acolhe Dia Mundial dos Pobres

15 de Novembro de 2017

A Cáritas Portuguesa associou-se a várias instituições para assinalar, no domingo, 19 de novembro, em Lisboa, o primeiro Dia Mundial dos Pobres, instituído pelo Papa Francisco.


A iniciativa, que começa com uma eucaristia na igreja de São Roque em Lisboa, a partir das 11h00, pretende ser uma oportunidade para estar com as pessoas mais carenciadas e afirmar o seu direito a uma vida digna e a uma cidadania plena.


O presidente da Cáritas Portuguesa recorda o evento que há precisamente um ano deu origem a este dia, um encontro do Papa com os pobres no Festival da Alegria em Roma, no encerramento do Jubileu da Misericórdia.


“O Papa ficou muito sensibilizado e percebeu que é possível estar com os pobres e não falar só dos pobres e fazer coisas para os pobres, porque encontrou-se com eles. Eu também tive a graça de estar presente e senti isso mesmo, e sobretudo senti a alegria dos mais fragilizados da sociedade”, recorda Eugénio Fonseca.


O ponto de encontro para o Dia Mundial dos Pobres, no próximo domingo a 19 de novembro, é o Largo da Trindade em Lisboa, pelas 10h15.


Depois da missa, às 11h00 na igreja de São Roque, os participantes são desafiados a seguir em cortejo até à Ribeira das Naus, vestindo a camisola da iniciativa “Partilhar a Viagem”, também associada aos mais necessitados.


Pelas 13h30, na Casa da Balança, cedida pelo Estado-maior da Marinha, decorre um almoço com todos os intervenientes e para as 15h00 está previsto o arranque da festa e animação, na Ribeira das Naus.


Momento que será aproveitado pela Cáritas Portuguesa para lançar a campanha solidária «10 milhões de Estrelas», que este ano vai permitir também ajudar as vítimas dos incêndios em todo o país.


Na organização deste primeiro Dia Mundial dos Pobres estão envolvidas também instituições como a Casa Pia de Lisboa, o Centro Maximiliano Kolbe, a Comunidade Vida e Paz, as Irmãs Oblatas, as obras 'O Companheiro' e 'O Ninho' e a Santa Casa da Misericórdia.


Com informações da Agência Ecclesia.

Etiópia, onde as combonianas dão uma nova vida às jovens mães

15 de Novembro de 2017

Amina (o nome é de fantasia, ndr) é uma das mães que encontrou uma nova vida na "Casa Refúgio Emmaús" de Addis Abeba. Como ela, muitas outras mulheres que fugiam da violência familiar renasceram graças ao trabalho das combonianas. Missionárias como a irmã Angela Mantini, que está na Etiópia desde 1974 primeiro como professora e depois na gestão econômica. A irmã Mantini vive numa comunidade com três outras religiosas: duas freiras nativas, Manna e Lidia, e Purificación de origem espanhola.


A capital, como todos os grandes centros urbanos, tem de lidar com uma imigração maciça de jovens provenientes das áreas rurais. "Procuram trabalho e bem-estar, mas correm o risco de entrar nas redes da droga, da prostituição e da exploração". A "Casa Refúgio Emmaús" é a resposta a duas perguntas: "O que podemos fazer pelas mulheres em dificuldades? O que podemos fazer para evitar a emigração para os países árabes e para a Europa?" "Em 2012 – conta a irmã Angela – começámos a colaborar com o projeto Nigat, administrado pelos voluntários leigos salesianos que fizeram um acordo com o governo. Na prática, acolhemos as jovens mães por três ou quatro meses. Depois elas são incluídas no Nigat onde são formadas para alcançar uma autonomia total após deixar o ‘Shelter’ (a fase do abrigo).


A cada ano, são cerca de 20 mães que vivem em estreito contato com as irmãs "em um ambiente sereno e protegido, onde não se sentem nem ameaçadas nem muito menos julgadas". Caminham com a certeza de ter um companheiro de viagem, Jesus, que não as abandonou e não as abandona. Assim conseguem superar "o choque sofrido devido a violências de todo tipo e à rejeição do parceiro, da família e da sociedade". Em Emmaús encontram uma estrutura, reconhecida pela realidade local, que lhes oferece uma segunda oportunidade. As irmãs também estão pensando em acolher outras jovens, utilizando outras estruturas e envolvendo pessoal qualificado.


A Congregação, que segue os passos de São Daniel Comboni, é muito ativa no país. Além da experiência da "Casa Refúgio", as combonianas mantêm uma escola de ensino médio e promovem cursos de hotelaria em Hawassa. A Igreja desempenha um papel importante no campo social; em particular "está empenhada na educação e na saúde com escolas, hospitais e outros projetos reservados às mulheres". A par disso, há todo o trabalho dedicado à paz e ao desenvolvimento social, que encontra também uma boa colaboração por parte dos ortodoxos, dos protestantes e dos muçulmanos. "Os líderes das diferentes religiões não deixam de fazer ouvir a sua voz em favor da justiça e da não-violência numa nação que reúne no seu interior etnias, culturas e línguas diversas".


Tendencialmente, como salienta a irmã Angela, as relações diárias e concretas com as outras religiões são boas: "Todos compartilham as mesmas estruturas educacionais e de saúde e colaboram em nível social. Todos os líderes religiosos se empenham por uma convivência pacífica, mas este deve ser um compromisso que diz respeito a todos, não apenas às Igrejas, se a Etiópia quer continuar a viver sem conflitos". Num Estado "muito complexo e com profundas diversidades internas (basta pensar que se falam 80 línguas diferentes)", a Igreja continua a proclamar o Evangelho e a testemunhar a paz.


PUBLICADO EM 12/11/2017


LUCIANO ZANARDINI


ADDIS ABEBA


Traduzido por Orlando Almeida

Viagem do Papa ao Chile e Peru

14 de Novembro de 2017

A viagem do Papa Francisco ao Chile e ao Peru, de 15 a 22 de janeiro de 2018, já tem um programa detalhado que foi divulgado pelo Vaticano. Em seis dias, Francisco visitará seis cidades.


No dia 15, de Roma, o Papa voa direto para Santiago, no Chile, onde chega à noite.


As atividades começam no dia 16, com um encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático no Palácio de La Moneda, onde está previsto o primeiro pronunciamento do Santo Padre. A seguir, haverá um encontro de cortesia com o presidente, no Salão Azul do Palácio.


No mesmo dia, o Francisco presidirá a missa no Parque O’Higgins e fará uma breve visita ao Centro Penitenciário Feminino Santiago.


Depois o Papa irá à Catedral de Santiago para o encontro com sacerdotes, religiosos, consagrados e seminaristas. Na sacristia, sucessivamente, o Papa se reunirá com os bispos. A programação do dia 16 se encerra com uma visita ao Santuário de San Alberto Hurtado e um encontro a portas fechadas com os sacerdotes da Companhia de Jesus.


Na quarta-feira, 17 de janeiro, Francisco pega um coo para Temuco, onde presidirá a Santa Missa no aeroporto de Maquehue e almoçará com moradores de Aracaunia na casa Madre de la Santa Cruz.


Na volta a Santiago, os jovens o esperam no Santuário de Maipu e enfim, fechando o dia, irá à Pontifícia Universidade Católica do Chile, último compromisso na capital chilena.


A terceira cidade a ser visitada no Chile será Iquique. No dia 18 de janeiro, o Papa preside uma missa no Campus Lobito. Em seguida almoça na casa de retiros dos padres oblatos no Santuário Nossa Senhora de Lourdes. Após a cerimônia de despedida, o Papa segue para Lima, capital do Peru.


Na sexta-feira, tem um encontro com as autoridades, a sociedade civil e o corpo diplomático, seguido da visita de cortesia ao presidente do país. Mais tarde, um dos eventos mais aguardados da viagem: o encontro no Coliseu Regional Madre de Dios com os povos da Amazónia, na cidade fronteiriça de Puerto Maldonado e com a população local, além de uma visita à casa infantil Principito. Retornando a Lima, Francisco terá um encontro privado com os membros da Companhia de Jesus na Igreja de São Pedro.


No sábado, 20 de janeiro, Francisco segue para a cidade de Trujillo, onde preside a missa na esplanada costeira de Huanchaco, faz uma volta em papamóvel pelo bairro “Buenos Aires” e visita a Catedral. Estão previstos ainda um encontro com os sacerdotes, religiosos e seminaristas no Colégio Seminário SS. Carlos y Marcelo e uma celebração mariana na Praça das Armas, antes de retornar para a capital.


No domingo, último dia com atividades, o Papa rezará a oração da Hora Média com religiosas de vida contemplativa no Santuário do Senhor dos Milagres  na catedral de Lima, fará uma oração junto às relíquias dos santos peruanos. No final da manhã terá um encontro com os bispos no Palácio Arquiepiscopal e rezará o Angelus na Praça das Armas. O almoço com a comitiva será na Nunciatura.


À tarde, a última missa do Papa no Peru, na Base Aérea “Las Palmas”, de onde segue para o aeroporto e parte para Roma.

Oração com o Papa Francisco pela paz no Sudão do Sul e no Congo

14 de Novembro de 2017

Construamos juntos a paz. Vamos rezar com o Papa Francisco, na Basílica de São Pedro, pela paz no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo.


O encontro, organizado pelo grupo de Solidariedade com o Sudão do Sul e pela comissão de JPIC dos religiosos e religiosas, em Roma, realizar-se-á das no próximo dia 23 de novembro das 17h30 às 18:30.


Também está já marcada uma mesa redonda sobre o tema “Vamos Construir a Paz”, que se realizará no dia 18 de janeiro de 2018, às 16h, na Universidade Urbaniana, e será presidida pelo Card. Turkson, com a participação de oradores internacionais, alguns do Sudão do Sul e outros do Congo, com o objetivo de se construir uma paz duradoura nestes dois países.


No início desta semana, o Papa Francisco doou 25 mil euros para famílias sul-sudanesas. A doação foi entregue à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o valor utilizado para comprar kits e sementes para plantação de legumes. Cerca de 5.000 famílias (mais de 30 mil pessoas) da região de Yei, na província de Equatória Central devem ser beneficiadas.

Eritreia: Uma “Coreia do Norte africana”

14 de Novembro de 2017

“A Eritreia é o país com menos liberdade no mundo”. E quem o diz não é um opositor ao presidente Isayas Afeworki e muito menos uma declaração do odiado governo etíope, mas um documento oficial das Nações Unidas.


O relatório, resultado do trabalho de uma Comissão de investigação sobre os direitos humanos que examinou os depoimentos de 550 eritreus e analisou 160 documentos (e que foi impedida de entrar no País), acusa o governo da Eritreia de “sistemáticas, difusas e graves violações dos direitos humanos”, incluindo tortura, violência sexual, desaparecimentos e trabalhos forçados.


A Eritreia é definida como uma “Coreia do Norte africana” na qual não existem instituições e processos democráticos, não há liberdade de imprensa, o serviço militar é a tempo indefinido e as relações com os países vizinhos são péssimas.


Mas como se chegou a esta realidade? A situação actual tem as suas origens na história do país.


A reportagem é da Fides e está disponível em italiano, inglês, francês e espanhol.


Fonte: Comboni.org


 

Brasil: Comboniano vence Prémio Empreendedor Social por trabalho em prisão humanizada

14 de Novembro de 2017

Valdeci António Ferreira, Diretor Executivo da «Fraternidade Brasileira de Assistência aos Encarcerados» (FBAC), é o vencedor da 13ª edição do «Prêmio Empreendedor Social».


Voluntário há mais de 30 anos, Valdeci Ferreira é fundador dos Leigos Missionários Combonianos do Brasil e fundador da «Assistência de Proteção aos Encarcerados» (APAC) de Itaúna, em Minas Gerais.


O projeto APAC visa disseminar metodologia inovadora de ressocialização de prisioneiros, que se propõe a recuperar o preso, proteger a sociedade, socorrer as vítimas e promover a justiça restaurativa.


Ao receber o troféu, o empreendedor disse que jamais imaginaria há 34 anos, quando visitou pela primeira vez uma prisão, ter a honra de receber o prêmio principal da noite.


“A vida não colocou tapetes para eu pisar, ela colocou degraus e hoje é mais um degrau que estamos subindo”, disse, emocionado. “Preciso dividir esse momento com todos os recuperandos que passaram pela APAC e os que continuam lá e são a razão de ser da nossa obra e da renúncia que fiz na minha vida.”


Como reconhecimento de seu trabalho, Ferreira foi escolhido como Empreendedor Social do Ano entre 160 inscritos no maior concurso da área na América Latina, realizado pelo jornal Folha de São Paulo, em parceria com a Fundação Schwab.


As APACs são unidades prisionais humanizadas, sem armas, nem guardas, por onde já passaram mais de 33 mil condenados pela justiça brasileira. O sistema alternativo hoje abriga 3.500 presos espalhados em 48 unidades pelo Brasil. O método também está a ser aplicado em 19 países.


A entidade desenvolveu, em 1972, uma metodologia de 12 elementos, como trabalho, valorização humana, assistência jurídica, família, mérito e o princípio de recuperando.


Método este que resulta em 20% a 28% de reincidência – contra 85% no sistema prisional comum – ao custo de um terço do preço.


 

Terras da discórdia

14 de Novembro de 2017

O negócio da terra afecta comunidades africanas que se vêem privadas de recursos vitais.


Os bispos de Moçambique publicaram em Abril uma carta pastoral muito robusta e corajosa intitulada À tua descendência darei esta terra. Nela denunciam que «a terra em Moçambique está em agonia profunda!». E mais enfaticamente a dado passo: «Chega até nós, cada dia, a preocupação e o desencanto de tantas comunidades cristãs e não cristãs que enfrentam conflitos de terra pondo em perigo a própria segurança alimentar e a estabilidade familiar e social.»


É uma tensão transversal a muitas comunidades africanas. Governos estrangeiros e investidores arrendam ou compram vastas extensões com a cumplicidade das autoridades que lucram com os enormes negócios da indústria agro-alimentar. Desde 2006 mais de 30 milhões de hectares – mais de três vezes a área de Portugal – de solo africano foram arrendados ou vendidos em Madagáscar, Moçambique, Etiópia, República Democrática do Congo, Sudão, Camarões, Gana, Mali, Somália, Tanzânia e Zâmbia. Entre os alugadores destacam-se a China, os países árabes, a Índia e a Coreia do Sul.


Governos estrangeiros e investidores privados usam a África para produzir cereais, frutas, legumes e gado para exportação e culturas para fazer biocombustíveis à custa das comunidades locais que ou são deslocadas violentamente pelas autoridades (como aconteceu no Sul da Etiópia) ou trocam os seus terrenos por promessas vagas.


Em Moçambique, o ProSavana, um megaprojecto para 11 milhões de hectares nas províncias de Nampula, Niassa e Zambézia com dinheiros brasileiros e da cooperação japonesa, está a provocar uma grande oposição local: os residentes temem perder as suas terras. Também se fala de um projecto de plantio extenso de eucaliptos por uma indústria de celulose estrangeira.


Esta nova onda colonizadora da África afecta os pequenos agricultores e as comunidades locais: porque vêem os meios de subsistência a minguar e porque sofrem as consequências de um investimento que não os beneficia, incluindo a escassez de solos e de água e a sua poluição.


Este fenómeno é possível devido à corrupção endémica e ao modo como a gestão dos solos é feita no continente. Desde os tempos coloniais que a terra é considerada propriedade do Estado. E assim se mantém. A Constituição da Eritreia, por exemplo, estipula no n.º 2 do artigo 23 que «toda a terra e todos os recursos naturais sob e sobre a superfície do território da Eritreia pertence ao Estado». Uma percepção que contrasta com o direito tradicional, que considera suas as terras ancestrais. Além da ligação à terra, há a ligação aos antepassados nela sepultados.


Quando construímos a missão de Haro Wato, fizemos um contrato com o Estado etíope que cedeu o espaço por 99 anos: os edifícios são da diocese, mas o terreno não. O que está abaixo dos oito metros da superfície pertence integralmente ao Estado. Os mineiros artesanais de ouro fazem poços até oito metros de profundidade e depois abrem galerias para o Governo não expropriar o ouro que garimpam.


Os bispos moçambicanos terminam a carta pastoral advogando «uma efectiva Reforma Agrária para corrigir os impactos negativos que as políticas económicas agrárias actuais estão a causar nas comunidades rurais em todo o país». E, acrescento eu, para o continente também!


José da Silva Vieira (MCCJ) – Revista Além-Mar, Novembro de 2017.

Santa Sé pede ações concretas para limitar o aquecimento global

10 de Novembro de 2017

Durante participação da Santa Sé na COP23, representante católico disse que é preciso passar da intenção moral às decisões políticas para se limitar o aquecimento global.


“Estamos em um momento crucial, muito importante, entre a intenção moral do Acordo de Paris de mudar nosso modo de nos desenvolvermos e especialmente a economia internacional e os efeitos sobre o ambiente e o modo de cuidar do planeta. É um momento importante entre esta decisão moral e o ato político”, declarou o Padre Bruno-Marie Duffé, Secretário do Pontifício Conselho para o Desenvolvimento Humano Integral.


O desafio é grande, explica o representante católico: “Devemos repensar nosso modo de vida e nosso modelo econômico. Neste sentido, a educação deve desempenhar um papel importante e permitir que todos compreendam os problemas a serem resolvidos de outra forma. Apesar da retirada anunciada dos Estados Unidos do acordo de Paris, há um ímpeto de solidariedade entre as nações para que as coisas realmente mudem. É a essa conversão ecológica integral que a Igreja chama cada um de nós”.


A COP23 acontece de 6 a 17 de novembro em Bonn, na Alemanha e reúne estadistas de todo o mundo, cientistas e ONGs para encontrar os caminhos para implementar o Acordo de Paris de 2015, assinado no final da COP21.

Combater a pobreza com obras concretas

10 de Novembro de 2017

«Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 Jo 3, 18), assim o Papa Francisco inicia a sua mensagem para o Dia Mundial dos Pobres, a ser celebrado pela primeira vez em 19 de novembro de 2017.


De acordo com o Papa, “estas palavras do apóstolo João exprimem um imperativo de que nenhum cristão pode prescindir: contrapor as palavras vazias, que frequentemente se encontram na nossa boca, às obras concretas, as únicas capazes de medir verdadeiramente o que valemos”.


“O amor não admite álibis: quem pretende amar como Jesus amou, deve assumir o seu exemplo, sobretudo quando somos chamados a amar os pobres… Isto é possível, se a graça de Deus, a sua caridade misericordiosa, for acolhida no nosso coração a pontos de mover a nossa vontade e os nossos afetos para o amor ao próprio Deus e ao próximo. Deste modo a misericórdia, que brota por assim dizer do coração da Trindade, pode chegar a pôr em movimento a nossa vida e gerar compaixão e obras de misericórdia em prol dos irmãos e irmãs que se encontram em necessidade”, prossegue o Santo Padre.


De acordo com o último estudo divulgado pelo Banco Mundial em 2013, há 767 milhões de pessoas no mundo a viverem na pobreza extrema (cerca de 11% da população do planeta).


No entanto, houve progressos desde 1999 quando a estimativa apontava para 1,7 mil milhões de pobres no mundo (ou 28% da população mundial). As regiões Oriental e Sudeste de Ásia fizeram progressos significativos e reduziram a taxa de pobreza de 35% para 3%. Em contraste, a África Subsariana continua a ter 42% dos habitantes a viver em pobreza extrema.


O Dia Mundial dos Pobres foi instituído pelo Papa Francisco na carta apostólica Misericordia et misera, publicada no encerramento do Jubileu da Misericórdia (novembro de 2016). Esta iniciativa da Igreja Católica assinala-se no penúltimo domingo do ano litúrgico (19 de novembro, em 2017). Com esta data o Santo Padre pretende «estimular», em primeiro lugar, os crentes.

Vaticano: Corações ao alto, não os telemóveis

09 de Novembro de 2017

Durante a audiência geral de quarta-feira, 8 de novembro, o Papa Francisco deixou um alerta aos que costumam utilizar os telemóveis na missa.


“Fico triste quando celebro e vejo muitos fiéis com os telemóveis levantados. Não só os fiéis, mas também sacerdotes e até bispos. A Missa não é um espetáculo: é ir ao encontro da Paixão e da Ressurreição do Senhor. Por este motivo é que o sacerdote diz «corações ao alto». O que é que isso quer dizer? Lembrem-se: nada de telemóveis”, disse o Papa.


Na quarta-feira, o Santo Padre iniciou um novo ciclo de reflexões no Vaticano, dedicado à Eucaristia, prometendo responder a “perguntas importantes” sobre este sacramento, que apresentou como “coração” da Igreja.


“Participar na Missa é voltar a viver a paixão e morte redentora do Senhor. A exigência posta pelo Apóstolo São Tomé para crer em Jesus ressuscitado – ou seja, ver e tocar as chagas no corpo de Jesus – nasce do nosso desejo de poder, de algum modo, «tocar» Deus para crer n’Ele… Para viver cada vez mais plenamente a nossa relação com Deus é fundamental compreender bem o valor e o significado da Santa Missa”, salientou o Papa.


O Pontífice fez algumas perguntas às quais pretende responder como, por exemplo: por que se faz o sinal da cruz e o ato penitencial no início da missa?


"Já viram como as crianças fazem o sinal da cruz? Não sabemos o que estão a fazer, se é o sinal da cruz ou um desenho. Precisamos de ensiná-las a benzer-se bem. Assim começa a Missa, assim começa a vida, assim começa o dia", exemplificou.


 

Moçambique: Declaração dos povos “Não ao ProSavana”

09 de Novembro de 2017

Cerca de 200 pessoas de entre as quais camponeses, camponesas, representantes de movimentos sociais, organizações não-governamentais, organizações eclesiais, académicos, estudantes, activistas, pessoas de boa-fé e membros da Campanha Não ao ProSavana de três países (Moçambique, Brasil e Japão) estiveram reunidos nos dias 24 e 25 de Outubro de 2017, na cidade de Maputo, na III Conferência Triangular dos Povos, organizada pela campanha Não ao ProSavana – um megaprojecto de agronegócio, que implica o açambarcamento das terras dos pequenos e médios agricultores –, com o objectivo de reflectir de forma profunda e democrática o modelo de desenvolvimento de Moçambique.


A conferência decorre num contexto em que o governo de Moçambique tem priorizado o modelo de desenvolvimento assente no sector privado particularmente “parcerias público-privadas” que, consequentemente, tem suscitado a entrada e implementação de grandes investimentos, nacionais e estrangeiros nos sectores de agricultura com foco para o agronegócio, mineração e hidrocarbonetos nos principais corredores de desenvolvimento.


No encerramento do encontro, os apoiadores da campanha Não ao ProSavana divulgaram o documento «Declaração dos Povos – Não ao ProSavana», onde criticam o projecto em vários pontos e fazem exigências de mudanças.

Vaticano recebe Congresso por um mundo livre das armas nucleares

08 de Novembro de 2017

Congresso Internacional «Perspetivas por um mundo livre das armas nucleares e por um desarmamento integral» marcado para 10 e 11 de novembro no Vaticano.


Trata-se do primeiro encontro global sobre o desarmamento atómico após a aprovação do “Tratado sobre o banimento das armas nucleares”, assinado por 122 países da comunidade internacional (entre os quais a Santa Sé), em Nova York, em 7 de julho de 2017, após anos de intensas e árduas negociações.


O prefeito do Dicastério vaticano para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, Cardeal Peter Turkson, observa que “o evento responde às prioridades do Papa Francisco para a paz e pelo uso dos bens da criação em favor do desenvolvimento e uma justa qualidade de vida para todos, indivíduos e povos, sem distinção”.


Em mensagem publicada na rede social Twitter no dia 26 de setembro de 2017, o Papa escreveu: “Comprometamo-nos por um mundo sem armas nucleares, aplicando o Tratado de não-proliferação para abolir estes instrumentos de morte”.


O Congresso contará com a participação de 11 Prémios Nobel da Paz, de expoentes da ONU e da Otan, de diplomatas representantes dos Estados entre os quais a Rússia, EUA, Coreia do Sul e Irão, bem como dos máximos especialistas no campo dos armamentos e expoentes de fundações, organizações e da sociedade civil.


Estarão igualmente presentes, além de representantes das Conferências episcopais e de Igrejas, a nível ecumênico e de outros credos, também delegações de docentes e estudantes provenientes de Universidades dos EUA, Rússia e União Europeia.


Será particularmente significativo o testemunho de Masako Wada – secretário geral assistente da Nihon Hidankyo –, um dos últimos sobreviventes do bombardeio de Hiroshima, que se pronunciará representando as vítimas das armas atómicas, e todas as vítimas dos outros experimentos nucleares.

Testemunhar o Evangelho na Ásia

08 de Novembro de 2017

O Vídeo do Papa para o mês de novembro pede Testemunhar o Evangelho na Ásia.


“Peçamos pelos cristãos da Ásia, para que favoreçam o diálogo, a paz e a compreensão mútua, especialmente com aqueles que pertencem a outras religiões.


O que mais me impressiona da Ásia é a variedade de seus povos, herdeiros de antigas culturas, religiões e tradições.


Neste continente onde a Igreja é uma minoria, o desafio é apaixonante.


Devemos promover o diálogo entre religiões e culturas.


O diálogo é uma parte essencial da missão da Igreja na Ásia.


Peçamos pelos cristãos da Ásia, para que favoreçam o diálogo, a paz e a compreensão mútua, especialmente com aqueles que pertencem a outras religiões”.


Papa Francisco - Novembro 2017


 

Plataforma digital de oração na Web Summit de Lisboa

07 de Novembro de 2017

«Click to Pray», plataforma digital de oração criada pelo Apostolado de Oração em Portugal, vai estar presente na Web Summit, conferência de tecnologia que se realiza em Lisboa de 6 a 9 de novembro.


“A oportunidade de ter poucos minutos num palco como este é algo incrível”, frisa o padre António Valério, coordenador do projeto «Click to Pray».


Em entrevista à Agência Ecclesia, o diretor nacional da Rede Mundial de Oração do Papa destaca a presença nesta iniciativa tecnológica mundial como mais um passo no desenvolvimento desta ferramenta, “na dimensão internacional que começa a ter”.


O responsável espera que este seja um momento de “motivação” para todos os “comunicadores católicos”, para que “percebam que é possível fazer coisas muito bem-feitas, como modo de evangelizar bem”.


“Se as ferramentas de que dispomos é a tecnologia e é o mundo digital, o estarmos nestes eventos também faz perceber que o caminho tem que ser por aqui”, disse o sacerdote.


Criado em 2014, o projeto «Click to Pray» permite aceder através da internet e em vários formatos (windows, android ou ios) a três momentos de oração diária, de manhã, à tarde e à noite.


Atualmente está integrado na Rede Mundial de Oração do Papa e conta com cerca de “620 mil utilizadores”, com uma média de “6 milhões de utilizações por semana”.

Filipinas: World Mission vence prémio para melhor revista para famílias

07 de Novembro de 2017

A revista missionária comboniana «World Mission», editada nas Filipinas, recebeu o prémio de melhor revista para as famílias.


É a quarta vez que a «Catholic Mass Media Awards» (CMMA) premeia a «World Mission», distinguindo-a entre os vários meios de comunicação católicos nas Filipinas.


“Não tenhas medo, que Eu estou contigo (Isaías 43:5): comunicar a esperança e confiança em nosso tempo” foi tema do CMMA para este ano, com base na mensagem do Papa para a Comunicação Social 2017.

Moçambique: Missionárias contra os ladrões das terras

06 de Novembro de 2017

Chegamos a Nataleia guiados pela Irmã Rita Zaninelli, missionária comboniana, uma activista do movimento católico Justiça e Paz, que procura defender as terras dos camponeses, ameaçadas pela avidez das grandes multinacionais. A primeira etapa de uma longa viagem seguindo as pegadas dos “ladrões das terras”, em um País cada vez mais prejudicado pelo land grabbing, o açambarcamento das terras.


“Aqui no Norte de Moçambique, as multinacionais estão a transformar milhares de hectares de terra comunitária em monoculturas de soja, girassol e jatropha curcas”, explica a missionária. Exactamente o contrário do que a Irmã Izolde tem vindo a ensinar há tantos anos.


Os campos de cebola da Irmã Izolde, floridos em Agosto e já mais verdes em Setembro, tornaram-se quase uma lenda em Nataleia, na fronteira entre as cidades moçambicanas de Nampula e Niassa. A alface, a papaia e o maracujá ressaltam como explosões de cor na savana áspera e intensa. Estamos no nordeste do Moçambique rural, onde a terra é tão preciosa – ou mais – quanto o ouro. A Irmã Izolde Forigo, brasileira, da Congregação da Imaculada Conceição, como engenheira agrónoma, vive nesta vila desde 1997.


Em 2007, a Irmã Izolde Forigo fundou uma escola profissional agrícola, com 38 alunos, para promover a agricultura familiar. “O sucesso do método é devido à pedagogia da alternância”, explica a religiosa.


Os alunos alternam entre duas semanas de trabalho nos campos (a machamba familiar) e duas semanas de formação nas salas de aulas. Assim, aprendem a transformar a savana dura e fértil em terrenos de feijão, mandioca e milho. E fazem-no mantendo uma relação estreita com a família alargada. Na escola, aprendem também como comercializar os produtos. “O método nasceu na França em 1935 e foi desenvolvido no Brasil: cultivar a terra faz parte do criar comunidade”, esclarece a Irmã Izolde.


Para ler o artigo completo, no jornal italiano “Avvenire”, clique aqui.


Ilaria De Bonis


Comboni.org

Galeria


Comentários

Mostrar comentários | Escrever um comentário