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Actualidades

Papa recorda vítimas da guerra no Iraque

29 de Março de 2017

O Papa recordou nesta quarta-feira, 29 de março, as vítimas da guerra no Iraque, em particular na cidade de Mossul, e pediu respeito pelas minorias étnicas e religiosas no país.


“O meu pensamento vai para as populações aprisionadas nos bairros ocidentais de Mossul e aos deslocados por causa da guerra, aos quais me sinto unido no sofrimento, através da oração e da proximidade espiritual”, disse Francisco durante a audiência geral.


O Papa também convidou todos a rezar para que o Iraque “encontre na reconciliação e na harmonia entre as suas várias partes, étnicas e religiosas, a paz, a unidade e a prosperidade”.


“Ao exprimir profunda dor pelas vítimas do sangrento conflito, renovo a todos o apelo para que se empenhem com todas as suas forças na proteção dos civis, como obrigação imperativa e urgente”, concluiu.


As forças iraquianas lançaram uma ofensiva sobre a parte ocidental de Mossul no último mês; segundo testemunhos recolhidos pela ONU, os jihadistas do autoproclamado ‘Estado Islâmico’ (EI) estão a obrigar os civis a permanecer em suas casas.


A estação britânica de televisão Sky noticiou a descoberta de uma vala comum, nos arredores da cidade de Mossul, alegadamente com mais de seis mil corpos de pessoas mortas pelo EI.


Com informações da «Agência Ecclesia».

Sudão do Sul: Uma nova experiência

29 de Março de 2017

Ser refugiados é uma nova experiência que estamos a viver como comunidade. Saímos da missão de Lomin, in Kajo Keji, a 6 de fevereiro para tratar dos documentos necessários para podermos fazer o nosso apostolado com as pessoas da nossa paróquia nos campos de refugiados onde se encontram no norte do Uganda.


Assim pensámos, mas a situação complicou-se tão depressa que em poucos dias a nossa zona se converteu num campo de batalha e já não pudemos regressar à nossa comunidade.


Foi doloroso não poder regressar à nossa missão e fazer parte dos refugiados, mas esta é a nossa situação e a de milhares de pessoas.


Neste mês e meio em que deixámos a comunidade de Lomin, temos rodado por algumas comunidades combonianas e casas de alojamento porque ainda não temos um lugar própria para estabelecer a comunidade.


Quando recebermos os documentos para viver no norte do Uganda vamos arrendar uma casa num lugar perto dos campos.


Os irmãos da nossa comunidade no princípio do mês arriscaram ir com alguns trabalhadores à nossa missão e o que encontraram foi destruição e solidão.


A nossa casa foi saqueada, as portas dos nossos quartos arrombadas. Os vândalos deixaram pelo chão livros e outras coisas sem valor, tudo atirado e espalhado nos quartos, corredores e quintal.


Na capela da casa, o cálice da missa estava por terra com alguns adornos.


Durante este tempo de espera pelos documentos não estivemos de braços cruzados. Visitámos alguns campos de refugiados para planearmos as nossas actividades no futuro e celebrámos a Eucaristia e os sacramentos.


Já temos um programa intenso para a Semana Santa. Como será? Não sabemos, mas nas celebrações que fizemos havia muitos fiéis.


Darei outras novidades depois da Páscoa.


Por isso, desde já: Uma Páscoa Feliz da ressurreição do Senhor Jesus nos vossos corações e famílias.


Não vos preocupeis se não vos escrevo. Por cá não é fácil ligar-se à Internet em todos os lugares e a todas as horas, especialmente no norte. Quando posso ler as vossas mensagens, alegro-me e sinto-me muito unido a vocês.


Para terminar, não se esqueçam que são parte da minha missão. Por isso não se esqueçam de ter-nos nas vossas orações e na vossa ajuda à nossa gente.


Abuna Jesús, missionário comboniano

Assalto à residência dos missionários no Sudão do Sul

28 de Março de 2017

A residência dos missionários e uma oficina usada como centro de formação profissional foram saqueadas na semana passada, em Kajo-Keji, no Sudão do Sul.


Este Centro foi construído para treinar os estudantes a desenvolverem habilidades e para aprenderem diferentes profissões como carpinteiros, serralheiros, construtores civis, tecelões e padeiros. O Centro produzia mobiliário de boa qualidade para escolas, igrejas e escritórios.


Fonte: Comboni.org

Sou mais livre então na solidão do meu degredo

28 de Março de 2017

A comunidade internacional acompanhou com inquietação o processo de 17 jovens activistas angolanos presos em junho de 2015 enquanto liam e comentavam um livro sobre a mudança não-violenta do regime. Foram condenados em março de 2016 a penas de prisão por rebelião e associação de malfeitores e libertados a 29 de junho por ordem do Tribunal Supremo para aguardarem o desfecho do processo em liberdade.


O «raptivista» Luaty Beirão (n. 1981) foi a figura mais mediática do grupo, porque foi quem levou mais longe a greve de fome colectiva em protesto pela prisão preventiva prolongada: 36 dias.


Os acontecimentos foram seguidos de fora, através da comunicação social. Agora, há um relato a partir de dentro. Luaty publicou «Sou Eu mais Livre, então – Diário de um preso político angolano», com as notas que escreveu para preencher a solidão do isolamento na prisão de Calomboloca, a uns 70 quilómetros de Luanda.


A obra reproduz dois dos três cadernos de apontamentos clandestinos que Luaty escreveu. O primeiro – um diário – cobre o período de 3 a 16 de julho de 2015, as primeiras duas semanas de prisão e foi passado para o exterior. As autoridades prisionais confiscaram o segundo. O terceiro, breve, contém uma reflexão longa sobre o perdão, algumas notas e uma entrada de 24 de agosto.


Os textos são um registo da banda sonora da vida em Calomboloca seguida da cela 21. Luaty estava em isolamento, sem luz natural. O que ele escreve é o que sente e vive. E o que ouve. Tinha um tempo de banhos de sol e recebia visitas em alguns dias. Restava a solidão.


O activista utilizou a leitura e escrita como espaço de liberdade em confinamento solitário. «Sou mais livre então na solidão do meu degredo do que tu que vives preso à escuridão do medo» – escreve numa rima.


Luaty escreveu muito, intensamente, sobre quase tudo: o dia-a-dia da prisão, os sonhos, as saudades, as lutas com as autoridades prisionais, listas de lembretes e livros, listas de víveres, esboços de letras, esquissos das paredes da cela e da prisão, a compaixão e respeito dos guardas e as arbitrariedades e caprichos da direcção, notas sobre leituras… «Posso ler e escrever... Sem dúvida dois dos maiores prazeres que um preso pode ter», escreve no primeiro parágrafo do diário.


O terceiro caderno tem um texto intitulado «Tratado sobre o perdão». Luaty passa em revista os anos de guerra, a corrupção endémica e institucionalizada, a «complexa teia de interesses» à volta da cúpula do poder.


«Parece-nos sensato que, ao invés de vingança e perseguições, se promova e cultive doravante a ideia do perdão e da amnistia como forma de pacificar os corações e se poder começar da estaca zero» – propõe.


Angola é «um barco enferrujado», mas a mudança necessária passa pelo perdão: «Perdoar é uma demonstração de coragem» porque «a violência é sempre uma estupidez» – diz.


Com uma condição: os infractores têm de se retractar. «É preciso saber o que se perdoa e isso pressupõe confissão», um acto «nobre e patriótico».


E conclui: «E para se atingir a verdadeira paz é preciso, necessário, essencial, purgar os rancores que carregamos nos nossos corações.»


Um roteiro possível para uma Angola democrática e de direito.


José Vieira (MCCJ) - Além-Mar, Março de 2017

Europa: Discurso do Papa aos chefes de estado e de governo da UE

27 de Março de 2017

O Papa Francisco recebeu os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia por ocasião do 60° aniversário dos Tratados da Comunidade Económica Europeia e da Comunidade Europeia da Energia Atómica.


“O regresso a Roma sessenta anos depois não se pode limitar a uma viagem de recordações, mas deve ser motivado sobretudo pelo desejo de redescobrir a memória viva daquele evento para compreender o seu alcance na hora presente. É preciso compenetrar-se dos desafios de então, para se enfrentar os de hoje e de amanhã. A Bíblia, com as suas narrações repletas de evocações, oferece-nos um método pedagógico fundamental: não se pode compreender o tempo que vivemos sem o passado, entendido não como um conjunto de acontecimentos distantes, mas como a seiva vital que rega o presente. Sem esta consciência, a realidade perde a sua unidade, a história o seu fio lógico, e a humanidade o sentido das suas ações e a direção do seu porvir”, disse o Santo Padre.


“Se estava claro, desde o princípio, que o coração pulsante do projeto político europeu só podia ser o homem, evidente era igualmente o risco de que os Tratados permanecessem letra morta. Estes deviam ser preenchidos de espírito vital. E o primeiro elemento da vitalidade europeia é a solidariedade. «A Comunidade Económica Europeia – afirmava Bech, Primeiro-Ministro luxemburguês – só viverá e terá sucesso se, durante a sua existência, permanecer fiel ao espírito de solidariedade europeia que a criou, e se a vontade comum da Europa em gestação for mais forte do que as vontades nacionais».[6] Este espírito é ainda mais necessário hoje, face aos ímpetos centrífugos, bem como à tentação de reduzir os ideais fundantes da União às necessidades produtivas, económicas e financeiras”, destacou o Papa.


“Da solidariedade nasce a capacidade de se abrir aos outros. «Os nossos planos não são de natureza egoísta»,[7] disse o Chanceler alemão Adenauer. «Sem dúvida, os países que estão para se unir (...) não pretendem isolar-se do resto do mundo nem erigir à sua volta barreiras intransponíveis»,[8] rebateu Pineau, Ministro dos Negócios Estrangeiros francês. Num mundo que conhecia bem o drama de muros e divisões, sentia-se claramente a importância de trabalhar por uma Europa unida e aberta e a vontade comum de se esforçar por remover aquela barreira antinatural que dividia o continente do Mar Báltico ao Adriático. Quanta fadiga para fazer cair aquele muro! E todavia hoje perdeu-se a memória daquela fadiga. Perdeu-se também a consciência do drama de famílias separadas, da pobreza e da miséria que aquela divisão provocou. Lá onde gerações anelavam por ver cair os sinais duma inimizade forçada, agora discute-se como deixar fora os «perigos» do nosso tempo, a começar pela longa fila de mulheres, homens e crianças, em fuga de guerra e pobreza, que pedem apenas a possibilidade dum futuro para si e para os seus entes queridos.


No vazio de memória que carateriza os nossos dias, esquece-se muitas vezes também outra grande conquista, fruto da solidariedade sancionada em 25 de março de 1957: o período mais longo de paz dos últimos séculos. «Povos que muitas vezes, no decurso dos tempos, se encontraram em campos opostos, combatendo uns contra os outros, (...) agora, ao contrário, estão unidos através da riqueza das suas peculiaridades nacionais».[9] A paz edifica-se sempre com a contribuição livre e consciente de cada um. Todavia, «para muitos, [ela] aparece hoje de certo modo como um bem indiscutido»[10] e, por isso, é fácil acabar por a considerar supérflua. Ao contrário, a paz é um bem precioso e essencial, pois sem ela não se é capaz de construir um futuro para ninguém e acaba-se por «viver dia após dia»”, recordou Francisco.


Leia aqui a mensagem completa.

Francisco e Jacinta serão declarados santos em breve

27 de Março de 2017

O Papa Francisco aprovou o milagre que permite proceder a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, videntes de Fátima. A data e local para a cerimónia de canonização vai ser decidida num próximo consistório.


O Santuário de Fátima “alegrou-se” com a assinatura do decreto que confirma o milagre que permitirá a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto. A assinatura do decreto que confirma o milagre atribuído à intercessão dos beatos Francisco e Jacinta Marto, falecidos em 1919 e 1920, respetivamente, foi anunciado no boletim diário da Sala de Imprensa do Vaticano, após uma reunião do Papa com o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação da Causa dos Santos.


“Alegramo-nos com este passo decisivo para a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto. Aguardamos agora com serenidade a decisão do Papa Francisco relativamente ao anuncio da data e do lugar para essa canonização”, referiu o reitor do Santuário de Fátima.


A canonização é a confirmação, por parte da Igreja, que alguém é digno de culto público universal (no caso dos beatos, o culto é diocesano) e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.


Francisco e Jacinta Marto são os dois irmãos que, segundo o testemunho reconhecido pela Igreja Católica, presenciaram as aparições da Virgem Maria na Cova da Iria e arredores, entre maio e outubro de 1917. São, igualmente os mais jovens beatos não-mártires da história da Igreja Católica.

P. Ezequiel Ramin mártir

27 de Março de 2017

A paróquia da Sagrada Família de Cacoal e os Missionários Combonianos encerraram a etapa brasileira do processo de martírio do Servo de Deus, P. Ezequiel Ramin.


A documentação foi encaminhada para Roma, para se dar continuidade às etapas seguintes do processo, a fim de que o P. Ezequiel venha a ser reconhecido como mártir, por parte da Igreja.


No Brasil, o testemunho profético do jovem missionário P. Ezequiel Ramin é recordado pelos pobres da zona rural do interior da Rondónia e do Mato Grosso, como um padre alegre e simples, que gostava de visitar as famílias e de estar com o povo. Um dos seus gestos característicos era, quando avistava as pessoas, abrir os braços com a palma da mão para cima e seguir ao seu encontro para as abraçar. As pessoas testemunham ainda hoje que a alegria do Evangelho estava sempre presente no seu coração e na sua vida. Dizem que o missionário Ezequiel lutava pela justiça e pela dignidade dos indígenas e dos pequenos trabalhadores rurais. E que via nos rostos dos mais pobres, o rosto de Cristo.


 


«O que nos ensina a figura do Ezequiel».


Evangelizar, levar Boa Nova, tem o seu preço e só o pode fazer quem aceita de amar sem condições e colocar o bem do outro acima do seu próprio bem.


Não se evangeliza, se não se ama.


Não se ama, sem a vontade de participar numa obra comum «Apesar de algumas divergências, dizia D. Antônio do pe. Ezequiel, chegávamos sempre a boas conclusões».


Não se ama, se não se valoriza a cada um, segundo o seu dom e a sua competência.


Não se ama, sem uma espiritualidade (o que Pe. Ezequiel escrevia, afirmava e pregava vinha de uma Palavra de Deus aprofundada na oração e mergulhada nos desafios da vida).


Não se ama, se não se levam a protagonismo as pessoas.


Não se ama, se não se arrisca e não se é capaz de fazer a opção pelos mais pobres e injustiçados para se poder chegar a dialogar com todos, sem hipocrisias.


Não se ama, sem um espirito positivo e de esperança (o Pe. Ezequiel era o seu sorriso).


Não se ama, se não se entra num projeto eclesial comum (Ezequiel, jovem missionário, inserido no mais vivo do programa eclesial da Igreja do Brasil dos anos 70-90).


Não se ama, se não se conhece a fundo a realidade.


Não se ama, se não se age.


Não se ama, se não se está disponível a ir até o fim, até o dom da própria vida, se Deus e o bem do povo o requerem.


Amém.


Cacoal, 4 de Março de 2017


 



Francisco pede orações em favor dos cristãos perseguidos

03 de Março de 2017

Neste mês de março, o Papa Francisco pede a oração de todos os fiéis em prol das vítimas das perseguições. No vídeo divulgado pelo Apostolado da Oração, o Pontífice recorda que muitas pessoas “são perseguidas por causa de sua fé, obrigadas a abandonar suas casas, seus locais de culto, suas terras, seus afetos”.


“Quantos de vocês rezam pelos cristãos que são perseguidos?”, pergunta Francisco, exortando os fiéis a se unirem em oração para que as vítimas “experimentem o apoio de todas as Igrejas e comunidades, por meio da oração e da ajuda material”.


"Quantas pessoas são perseguidas por causa de sua fé, obrigadas a abandonar suas casas, seus locais de culto, suas terras, seus afetos. São perseguidas e executadas por serem cristãs, sem que os perseguidores façam distinção entre as confissões às quais pertencem. Eu lhes faço uma pergunta, quantos de vocês rezam pelos cristãos que são perseguidos? Animem-se a fazer isso comigo, para que experimentem o apoio de todas as Igrejas e comunidades, por meio da oração e da ajuda material."


 

Brasil: Campanha da Fraternidade em defesa da vida

03 de Março de 2017

Com o tema "Fraternidade: biomas brasileiros e a defesa da vida", a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) abriu oficialmente, na Quarta-feira de Cinzas, a Campanha da Fraternidade 2017 (CF 2017).


A campanha, que tem como lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), alerta para o cuidado da Casa Comum, de modo especial dos biomas brasileiros. Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase à diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem, sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.


Ainda de acordo com o bispo, a CF deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. "Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.


O Papa Francisco enviou uma mensagem por ocasião da abertura da CF 2017, a dizer que "O criador foi pródigo com o Brasil".


“Desejo me unir a vocês na Campanha da Fraternidade… lhes animando a ampliar a consciência de que o desafio global, pelo qual toda a humanidade passa, exige o envolvimento de cada pessoa juntamente com a atuação de cada comunidade local”, lê-se na mensagem.


“O criador foi pródigo com o Brasil”, prossegue o Santo Padre, “concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes”.


O Papa destaca que, “entre vocês, a Igreja tem sido uma voz profética no respeito e no cuidado com o meio ambiente e com os pobres. Não apenas tem chamado a atenção para os desafios e problemas ecológicos, como tem apontado suas causas e, principalmente, tem apontado caminhos para a sua superação.


O pontífice recorda ainda que “os povos originários de cada bioma ou que tradicionalmente neles vivem nos oferecem um exemplo claro de como a convivência com a criação pode ser respeitosa, portadora de plenitude e misericordiosa. Por isso, é necessário conhecer e aprender com esses povos e suas relações com a natureza. Assim, será possível encontrar um modelo de sustentabilidade que possa ser uma alternativa ao afã desenfreado pelo lucro que exaure os recursos naturais e agride a dignidade dos pobres”.


“Desejo a todos uma fecunda caminhada quaresmal e peço a Deus que a Campanha da Fraternidade 2017 atinja seus objetivos. Invocando a companhia e a proteção de Nossa Senhora Aparecida sobre todo o povo brasileiro, particularmente neste Ano mariano, concedo uma especial Bênção Apostólica e peço que não deixem de rezar por mim”, conclui a mensagem do Papa.

Dioceses portuguesas solidárias com o Sudão do Sul

03 de Março de 2017

Quatro dioceses portuguesas expressaram solidariedade com os povos do Sudão do Sul ao decidir partilhar com eles o produto da renúncia quaresmal.


Os bispos de Aveiro, Santarém, Funchal e Portalegre-Castelo Branco anunciaram nas suas mensagens da quaresma que o produto da renúncia quaresmal todo ou em parte vai ser destinado à população do Sudão do Sul.


Os católicos são convidados a preparar a Páscoa através de sacrifícios pessoais em favor de terceiros.


«Para pôr em prática a misericórdia para com os mais vulneráveis vamos destinar a renúncia quaresmal à população do Sudão do Sul a viver uma situação aflitiva onde falta tudo: casas (tendas), comida, água, medicamentos e outras necessidades urgentes», escreveu D. Manuel Pelino, bispo de Santarém.


«Temos um canal seguro para chegar à realidade concreta: o Superior Provincial dos missionários combonianos que orienta a missão nesse país», acrescentou.


Dom António, Bispo de Aveiro, destinou metade da renúncia quaresmal para as crianças sul-sudanesas através do superior provincial dos combonianos no país mais jovem do mundo.


Dom António Carrilho, bispo do Funchal, e Dom Antonino Dias, prelado de Portalegre-Castelo Branco, também dividem o produto da solidariedade dos fiéis com a população do Sudão do Sul.


Os bispos responderam ao apelo que o Papa Francisco lançou a 22 de fevereiro em favor do «martirizado» Sudão do Sul.


«Neste momento, é mais necessário do que nunca o empenho de todos a não ficar somente nas declarações, mas a tornar concretas as ajudas alimentares e a permitir que possam chegar às populações sofredoras. Que o Senhor ampare esses nossos irmãos e os que atuam para ajudá-los», apelou o Papa argentino.


Mas há outros povos em necessidade que vão beneficiar da solidariedade quaresmal dos católicos portugueses: Angola e Iraque (Porto), crianças de São Salvador da Bahia-Brasil (Viana do Castelo), Síria (Beja e Guarda), Moçambique e Bolívia (Lamego), Timor-Leste (Forças Armadas e Segurança), Iraque (Guarda) e refugiados na Turquia (Viseu).


Outros destinatários da partilha da Quaresma são crianças em pobreza extrema (Angra), crianças e jovens desprotegidos (Coimbra), centro de apoio à vida (Vila Real), refugiados (Setúbal e Leiria), grávida em risco (Leiria) e militares e polícias em situações graves (Forças Armadas e Segurança).


Lisboa e Évora vão usar o dinheiro nos respectivos seminários.


O Papa Francisco escreve na mensagem para a Quaresma que a partilha da renúncia quaresmal promove a unidade da família humana, abrindo as portas ao frágil e ao pobre.


«Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana», sublinha o Papa.


É bonito ver a Igreja Portuguesa cada vez mais atenta e solidária com quem mais sofre aquém e além-fronteiras.


José Vieira (MCCJ) – Jirenna

A paz em perigo no Congo

02 de Março de 2017

O P. José Arieira envia-nos uma mensagem desde o Congo a desejar um bom início de Quaresma e a apresentar suas preocupações com a paz no país.


“Desde do Congo quero desejar-vos um bom início de Quaresma com aquele espírito que sempre vos anima. Em Kisangani, onde me encontro, vive-se uma relativa calma, mas o mesmo não acontece noutras províncias do Congo”, escreve.


O P. Arieira também nos envia alguns extratos da mensagem da Conferência episcopal do Congo (CENCO), face ao bloqueio do processo eleitoral.


“A situação é preocupante e torna-se cada vez mais preocupante, correndo o risco de mergulhar o país numa desordem incontrolável. A este propósito dirigimos ao povo congolês um apelo ao patriotismo e exortamos a que não perca a coragem. Temos vindo a observar com muita preocupação as divergências no seio da classe política, assim como o reacender-se de tensões que poderão levar o país ao caos, se não se tomarem as devidas precauções”, lê-se na mensagem.


O texto relata ainda a perda de vidas e materiais: “lamentamos milhares de mortos, a instrumentalização de menores duplamente vítimas do seu envolvimento pelas milícias e da repressão das forças da ordem; a interrupção da escolarização, a falta da assistência humanitária, o risco eminente da fome. Nós lamentamos os importantes danos materiais”.


“Disso são testemunha a destruição de instituições do estado, de escolas, de hospitais, de casas religiosas, e recentemente a pilhagem e estragos do Seminário Maior de Malole e de várias igrejas paroquiais… É uma verdadeira tragédia!”


“Nada é impossível a Deus” (Lc 1, 37).


No final desta mensagem, em comunhão com o Papa Francisco, que não cessa de rezar pela República Democrátrica do Congo, convidamos todos os cristãos bem como todas a pessoas de boa vontade a rezar pela paz e a mostrar, em favor dos mais necessitados, gestos de misericórdia durante este período pré-eleitoral.


Para este efeito, no dia 26 de março 2017, 4ºdomingo da quaresma, pedimos-vos para celebrar a Santa Eucaristia por esta intenção. Por intercessão de Nossa Senhora da Esperança, que o Senhor lance um olhar de paz e de misericórdia sobre a Rep. Dem. Co Congo.


“Diante das tribulações do mundo atual, tende coragem porque Cristo venceu o mundo


(Cf. Jo. 16,33)”.


Um abraço amigo e boa caminhada quaresmal,


P. José Arieira

Encerra-se no Brasil o processo de martírio do P. Ezequiel Ramin

02 de Março de 2017

A paróquia da Sagrada Família de Cacoal e os Missionários Combonianos encerrarão a etapa do Brasil do processo de martírio do Servo de Deus, P. Ezequiel Ramin, às 19 horas do próximo sábado, dia 4 de março.


Após esta celebração, a documentação será encaminhada para Roma, para se dar continuidade às etapas seguintes do processo, a fim de que o P. Ezequiel venha a ser reconhecido como mártir, por parte da Igreja.


No Brasil, o testemunho profético do jovem missionário P. Ezequiel Ramin é recordado pelos pobres da zona rural do interior da Rondónia e do Mato Grosso, como um padre alegre e simples, que gostava de visitar as famílias e de estar com o povo. Um dos seus gestos característicos era, quando avistava as pessoas, abrir os braços com a palma da mão para cima e seguir ao seu encontro para as abraçar. As pessoas testemunham ainda hoje que a alegria do Evangelho estava sempre presente no seu coração e na sua vida. Dizem que o missionário Ezequiel lutava pela justiça e pela dignidade dos indígenas e dos pequenos trabalhadores rurais. E que via nos rostos dos mais pobres, o rosto de Cristo.

Quaresma: mais uma chance que o bom Deus nos dá

02 de Março de 2017

Penitência, oração, caridade: inicia a Quaresma. Ontem, dia 1 de Março de 2017, iniciamos o tempo da Quaresma. Um tempo para meditar mais intensamente e entrar num processo sério de conversão, com o objectivo de superar tudo aquilo que na minha vida não está bem, nem para mim mesmo nem para os que vivem comigo. Um tempo para imitar o que Jesus viveu e ensinou.


O rito das cinzas, o gesto mais significativo deste dia, Quarta-feira de Cinzas, recorda-nos que somos pó e que ao pó havemos de voltar; e que sem a presença de Deus, nada podemos ser nem fazer de bom. A Quaresma é para mim e para todos nós mais uma chance que o bom Deus nos dá para mudarmos de vida, criando relações mais dignas e mais fraternas entre nós, seres humanos, com Deus, e com a nossa Mãe Terra.


Boa Quaresma!


Arlindo Pinto (MCCJ)


 

Quaresma: Tempo de esperança por natureza

01 de Março de 2017

Nesta Quarta-feira de Cinzas, 1 de março, a homilia do Papa Francisco foi sobre “Quaresma, caminho de esperança”.


O Santo Padre recordou que a Quaresma é um tempo de preparação para a Páscoa. “Nestes quarenta dias, o Senhor nos chama a sair de nossas trevas e a encaminharmos rumo a Ele, que é a Luz. Quaresma é período de penitência finalizado a nos renovarmos em Cristo, a renascermos ‘do alto’, do amor de Deus. E é por isso – explicou – que a Quaresma é, por natureza, tempo de esperança”.


Neste sentido, é preciso olhar para a experiência do Êxodo do povo de Israel, que Deus libertou da escravidão do Egito por meio de Moisés, e guiou durante quarenta anos no deserto até entrar na Terra da liberdade.


Foi um período longo e conturbado, cheio de obstáculos, disse Francisco: “Simbolicamente dura 40 anos, ou seja, o tempo de vida de uma geração. Muitas vezes, o povo, diante das provações do caminho, sente a tentação de voltar ao Egito. Mas o Senhor permanece fiel e guiado por Moisés, chega à Terra prometida: venceu a esperança. É precisamente um ‘êxodo’, uma saída da escravidão para a liberdade. Cada passo, cada fadiga, cada provação, cada queda e cada reinício... tudo tem sentido no âmbito do desígnio de salvação de Deus, que quer para seu povo a vida e não a morte; a alegria e não a dor”. 


“A Páscoa de Jesus é também um êxodo. Ele nos abriu o caminho e para fazê-lo, teve que se humilhar, despojar-se de sua glória, fazendo-se obediente até a morte na Cruz, libertando-nos, assim, da escravidão do pecado. Mas isto não quer dizer que Ele fez tudo e nós não precisamos fazer nada; que Ele passou através da cruz e nós vamos ‘ao paraíso de carroça’... não”.


Jesus nos indica o caminho da nossa peregrinação pelo deserto da vida, um caminho exigente, mas cheio de esperança. Reafirmando o sentido da Quaresma como “sinal sacramental de nossa conversão”.


“O êxodo quaresmal é o caminho no qual a própria esperança se forma. É um caminho dificultoso, como é justo que seja, mas um caminho pleno de esperança. Como o percorrido por Maria, que em meio ás trevas da Paixão e Morte de seu Filho, continuou a crer em sua ressurreição, na vitória do amor de Deus”, concluiu o Papa.


Leia aqui a mensagem do Papa para a Quaresma 2017.

Renuncia quaresmal da diocese de Santarém destina-se ao Sudão do Sul

01 de Março de 2017

Crescer na vida espiritual e no amor fraterno


Mensagem quaresmal 2017 de D. Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santarém, realça cinco propostas para viver esta época do ano litúrgico.


1. Aprofundar a identidade cristã.


2. Trabalhar pelo alimento espiritual.


3. Renovar a mente e o coração.


4. Acompanhar e apoiar as famílias.


5. Cultivar a misericórdia.


Leia aqui as propostas detalhadas.


 


Para pôr em prática a misericórdia para com os mais vulneráveis vamos destinar a renúncia quaresmal à população do Sudão do Sul a viver uma situação aflitiva onde falta tudo: casas (tendas), comida, água, medicamentos e outras necessidades urgentes. Temos um canal seguro para chegar à realidade concreta: o Superior Provincial dos missionários combonianos que orienta a missão nesse país. Entreguemos quanto antes a nossa ajuda pois as necessidades são de grande urgência. No ano passado a renúncia rendeu 17.131.50 Euros e foi destinado à Caritas Diocesana


As propostas da quaresma são muito atuais e muito necessárias pois respondem a carências e a anseios profundos de todas as pessoas. Os exercícios quaresmais educam-nos para o desprendimento de nós mesmos, na liberdade face a vários apegos e dependências, na solidariedade, na fidelidade à missão de semear mais generosamente a paz e alegria. Ajudam-nos a caminhar para a plenitude em Cristo que celebramos na Páscoa. Feliz Páscoa a todos.


 


Manuel Pelino Domingues, Bispo de Santarém

50 anos da Revista Audácia

27 de Fevereiro de 2017

Entrevista ao irmão Bernardino Frutuoso, Director da Audácia, sobre os 50 anos da revista missionária infanto-juvenil publicada pelos Missionários Combonianos.


 

Papa confirma desejo de visitar o Sudão do Sul

27 de Fevereiro de 2017

De acordo com o que publicamos aqui na sexta-feira, 24 de fevereiro, o Papa Francisco confirmou sua intenção de visitar o Sudão do Sul.


“Estou a estudar, com os meus colaboradores, a possibilidade de uma viagem ao Sudão do Sul”, disse o Santo Padre, no domingo, durante visita inédita à igreja anglicana de Todos os Santos.


Em outubro, Francisco se encontrou com os principais líderes cristãos do Sudão do Sul, com quem debateu o cenário de guerra civil no mais jovem país africano.


D. Paulino Lukudu Loro, arcebispo de Juba (Igreja Católica); Daniel Deng Bul Yak, arcebispo da Igreja Episcopal (Anglicana); e Peter Gai Lual Marrow, da Igreja Presbiteriana, convidaram o Papa a visitar o país africano, juntamente com o primaz da Igreja Anglicana, Justin Welby.


Francisco sublinhou que estes responsáveis cristãos “querem a paz, trabalham juntos pela paz” no mais jovem país africano.


“Estamos a pensar se [a viagem] se pode fazer, a situação é muita feia, lá, mas temos de fazer”, adiantou, esta tarde.


Na última quarta-feira, Francisco tinha lançado um alerta para a grave situação da nação africana que vive um “conflito fratricida”, ao qual se junta a fome que afeta muitas pessoas, especialmente as crianças.


Os superiores dos Missionários Combonianos de todo o mundo também divulgaram uma mensagem de esperança e encorajamento para os “irmãos e irmãs do Sudão do Sul”, dizendo que rezam pela paz, pelos líderes políticos sul-sudaneses para que “vão além dos interesses pessoais ou de grupo, e entrem num diálogo nacional profundo de perdão, reconciliação e reparação”, e pelos líderes religiosos para que possam animar e guiar o povo por caminhos de perdão e de paz.

Carta aos sul-sudaneses

27 de Fevereiro de 2017

Os superiores dos Missionários Combonianos de todo o mundo estiveram reunidos de 5 a 25 de Fevereiro, em Roma. Os missionários enviaram uma mensagem de esperança e encorajamento para os “irmãos e irmãs do Sudão do Sul”, dizendo que rezam pela paz, pelos líderes políticos sul-sudaneses para que “vão além dos interesses pessoais ou de grupo, e entrem num diálogo nacional profundo de perdão, reconciliação e reparação”, e pelos líderes religiosos para que possam animar e guiar o povo por caminhos de perdão e de paz.


«DOU-VOS A MINHA PAZ» (João 14, 27)


Queridas irmãs e irmãos no Sudão do Sul,


Saudamos-vos no nome de Jesus.


São Daniel Comboni tinha um grande amor por vós, «o primeiro amor» da sua juventude.


Nós, os líderes dos Missionários Combonianos no mundo inteiro, temos o mesmo amor a bater nos nossos corações. Sofremos convosco nestes tempos indizíveis de miséria e morte, e seguimos a vossa situação com grande preocupação.


O sonho venturoso do Dia da Independência foi estilhaçado pela guerra que rebentou em Juba e, como um fogo na floresta, alastrou-se lentamente a todo o país.


O sangue de milhares de civis e militares mortos grita pela paz; os feridos e as mulheres violadas precisam de tratamento, conforto e justiça.


Rezamos sinceramente para que a paz regresse ao Sudão do Sul!


Rezamos pelos vossos líderes políticos: que eles vão além dos interesses pessoais ou de grupo, e entrem num diálogo nacional profundo de perdão, reconciliação e reparação!


Rezamos pelos vossos líderes religiosos: que eles vos guiem pelos caminhos do perdão às pastagens de paz!


Suplicamos que os cristãos tornem para Jesus; «Ele é a nossa paz, Ele que, dos dois povos, fez um só e destruiu o muro de separação, a inimizade: na sua carne» (Efésios 2, 14).


O Papa Francisco fez um forte apelo em nome do Sudão do Sul a 22 de fevereiro de 2017. Ele está preocupado «com as dolorosas notícias que chegam do martirizado Sudão do Sul» onde «um conflito fratricida» e uma severa crise alimentar «condenam à morte de fome milhões de pessoas, entre elas muitas crianças.»


«Neste momento, é mais do que nunca necessário o empenho de todos a não se limitar apenas em declarações, mas a tornar concretas as ajudas alimentares e a permitir que elas possam chegar às populações que sofrem. Que o Senhor sustente estes nossos irmãos e aqueles que trabalham para ajudá-los» – disse o Papa.


Seguindo a iniciativa do Papa, rogamos à comunidade internacional que vos continue a assistir com comida e medidas práticas de segurança para alivar o vosso grande sofrimento.


Pedimos as bênçãos de Deus para cada um de vós através da intercessão de Santa Josefina Bakhita e de São Daniel Comboni.


Os superiores provinciais e de delegação e os membros da administração geral


dos Missionários Combonianos reunidos em Roma.

Missão em contexto de violência extrema

27 de Fevereiro de 2017

O P. José Vieira, Provincial dos Combonianos em Portugal, fala sobre a Missão no Sudão do Sul, em entrevista a Ação Missionária.


O P. José Vieira, Comboniano, começou a sua Missão na Etiópia. Depois dirigiu as revistas ‘Além-Mar’ e ‘Audácia’ em Portugal. Enviado para o Sudão do Sul, foi ‘forçado’ a regressar a Portugal como Provincial. É o Presidente da Conferência dos Religiosos de Portugal (CIRP).


Entrevista para ler AQUI.

Papa quer visitar o Sudão do Sul ainda este ano

24 de Fevereiro de 2017

O Papa quer visitar o Sudão do Sul antes do fim do ano para chamar a atenção para a crise que o país vive e estar próximo do povo que sofre os horrores da guerra civil desde dezembro de 2013.


A notícia foi tornada pública pelos líderes católicos do país numa mensagem pastoral no final de um encontro de três dia que terminou na quinta-feira, 23 de fevereiro, em Juba.


«Com grande alegria, queremos informar-vos que o Santo Padre Papa Francisco espera visitar o Sudão do Sul ainda este ano», os líderes das sete dioceses do Sudão do Sul anunciaram.


«O Santo Padre está profundamente preocupado com os sofrimentos do povo do Sudão do Sul».


A mensagem diz que os sul-sudaneses estão sempre presentes nas orações do Papa.


«A sua vinda aqui seria um símbolo concreto da sua preocupação paternal e da sua solidariedade com os vossos sofrimentos», sublinham os clérigos.


A visita do Papa também vai atrair a atenção do mundo para a situação crítica do país.


Os líderes católicos propõem um programa de oração para que a visita se concretize.


«Usemos os próximos meses com fruto para começar a transformação da nossa nação», concluem a mensagem pastoral.


Na audiência geral de quarta-feira o Papa Francisco fez um forte apelo em favor das vítimas da fome no Sudão do Sul.


«Suscitam particular preocupação as dolorosas notícias que chegam do martirizado Sudão do Sul, onde ao conflito fratricida se junta agora a uma grave crise alimentar que condena à morte de fome milhões de pessoas, entre elas muitas crianças», disse.


O papa pediu o empenho de todos para irem além das palavras e «tornar concretas as ajudas alimentares e a permitir que elas possam chegar às populações que sofrem.»


O Governo do Sudão do Sul declarou a 20 de fevereiro o estado de fome em dois condados do antigo estado de Unity, afetando cerca de 100 mil pessoas.


Dados a UNICEF indicam que mais de um milhão de crianças sofrem de malnutrição aguda.


135 organismos humanitários afirmaram que necessitam de mais de 1,5 mil milhões de euros para assistir e proteger 7,5 milhões de pessoas afetadas pelo conflito, crise económica e choque climático.


Os líderes católicos dizem que o país está atado por uma crise humanitária de fome, insegurança e dificuldades económicas.


«Não há dúvida que esta fome é provocada pelo homem por causa da insegurança e por uma administração económica pobre», escrevem.


Os líderes denunciam «mortes, violações, pilhagens, deslocamentos, ataques a igrejas e destruição de propriedades continuam em todo o país.»


Acusam tanto as forças do governo como as da oposição de executarem políticas de terra queimada e de atacarem os civis com punições coletivas.


«Há uma grande falta de respeito pela vida humana», denunciam.


Os líderes religiosos sublinham que a igreja tem sido particularmente afetada.


«Padres, irmãs e outras pessoas têm sido molestadas. Alguns dos programas da nossa rede de rádios foram removidos. Igrejas foram queimadas. Há menos de duas semanas, a 14 de fevereiro, oficiais de segurança tentaram fechar a nossa libraria católica. Molestaram o nosso pessoal e confiscaram vários livros», denunciam.


A mensagem pastoral conclui com um apelo: «Pedimos que vos mantenhais fortes espiritualmente e exerciteis moderação, tolerância, perdão e amor. Trabalhai pela justiça e paz; rejeitai violência e vingança»


Três bispos residenciais, dois eméritos, dois administradores apostólicos, um coordenador diocesano e um vigário geral reuniram-se em Juba de 21 a 23 de fevereiro com o núncio apostólico para o Quénia e o Sudão do Sul.


José Vieira (MCCJ) – Jirenna

O Congo de novo em chamas

24 de Fevereiro de 2017

O país no caos após o fracasso do acordo de 05 de dezembro que previa a extensão do mandato de Kabila por um ano em troca da nomeação de um novo primeiro-ministro. Conversa com o provincial dos Combonianos do Congo


Luca Attanasio


Roma


 


Foi o próprio Papa, à margem do Angelus de domingo, 19 de fevereiro, que lançou o alarme sobre as persistentes "notícias de confrontos violentos e brutais" que vêm de todos os cantos da República Democrática do Congo. Na semana passada 25 civis hutus foram decapitados numa emboscada realizada pela milícia Mai-Mai Mazembe na martirizada província de Kivu Norte, e seriam mais de 100 as vítimas dos confrontos desencadeados na região de Kasai Central de onde, o bispo de Luiza, fala de "atrocidades inimagináveis contra cidadãos pacíficos". A própria Kinshasa é teatro de violências e assaltos.


Na origem destes novos focos de violência, em muitas regiões do grande país africano, está a profunda instabilidade política em que o Congo mergulhou devido à recusa de Joseph Kabila a deixar o poder. O seu mandato, de acordo com a norma constitucional, teria expirado em dezembro passado. No entanto Kabila, que chegou ao poder após o assassinato do seu pai Laurent-Désiré (presidente de 1997 a 2001), aduzindo razões de segurança, primeiro declarou querer mudar a Constituição e depois entrincheirou-se no palácio presidencial, rejeitando qualquer negociação.


No clima turbulento que se instalou surgiram com sempre maior força grupos e facções que se tornaram protagonistas de violências generalizadas ou de confrontos com as forças do governo. Entre eles destacam-se o Bundu dia Kongo (uma espécie de seita militar em ação principalmente na área da capital, em cujo topo está o líder carismático Ne Muanda Nsemi) ou a milícia Kamuina Nsapu (do nome do seu falecido líder) muito ativa em Kasai. Portanto o acordo pré-natalino, que fazia vislumbrar uma nova fase de paz, parece perder cada vez mais o seu impulso. Neste clima de vazio institucional, chega a funesta notícia da morte de Etienne Tshisekedi (01 de fevereiro), figura histórica da política congolesa e referência de grande parte da oposição.


Estando em Roma para uma reunião dos superiores Combonianos, Joseph Mumbere, provincial do Congo, oferece a Vatican Insider a sua visão dos eventos, entre esperanças de pacificação e temores de queda no abismo da guerra civil. "O problema geral é institucional. Kabila, em todos estes longos anos criou muito mal-estar e o mal-estar gera reações. Grupos armados surgem por a parte. Existem dois tipos de luta atualmente: a levada adiante por quem ainda acredita numa saída política e está lutando por um Congo com instituições fortes que respeitem a Constituição, e a dos movimentos que usam armas e violência. Os terríveis conflitos que estão ocorrendo na província de Kasai têm várias origens. Entre elas está a reivindicação de um partido político que participou das negociações para o acordo de 5 de dezembro, que esperava poder desempenhar imediatamente um papel político. Agora, ao grito de "Kabila não é congolês" estão incentivando a violência em toda a região. Além disso, em especial no leste do país, existem grupos que lutam por meros interesses geopolíticos e econômicos, ou outros ainda que têm origens externas ao país, como o ADF/Nalu [Forças Aliadas Democráticas/ Exército Nacional para a Libertação de Uganda], que é apoiado por forças de Uganda e rebeldes ruandeses que vieram durante o genocídio. O país está numa situação caótica devido ao falecimento de Etienne Tshisekedi, o símbolo da oposição a Kabila, pai e filho, capaz de obter um consenso transversal dos grupos. No momento não há nenhum verdadeiro líder capaz de tomar as rédeas da luta anti-Kabila".


E no entanto, no final do ano, surgiram novas esperanças. "O acordo – explica Mumbere – era um sinal de esperança. A assinatura levou a uma trégua e à proposta de um roteiro que previa o fim do mandato de Kabila em dezembro de 2017 e uma série de medidas práticas: a nomeação de um novo primeiro-ministro, uma comissão que deveria supervisionar o cumprimento do acordo. Mas não se consegue chegar a um consenso sobre os nomes, e sobre a natureza da comissão. E, entretanto, morreu o único líder capaz de impor respeito e manter juntos os grupos da oposição. O acordo deu esperanças, mas no momento está tudo bloqueado".


A Igreja sempre teve um papel decisivo no país. Assumiu um perfil político, para todos os efeitos. "A Igreja sempre esteve muito ativa no âmbito social e político, é a única instituição que tem presença no país inteiro, em todos os cantos" – afirma o provincial. "O próprio Kabila – acrescenta – após o fracasso das negociações conduzidas pelo togolês Edem Kodjo, se dirigiu ao então presidente da Cenco (Conferência Episcopal) Marcel Utembi para dialogar com as oposições. Até àquela data nenhum partido anti-Kabila tinha tomado parte nas negociações. Graças à mediação da Igreja abriu-se a temporada do diálogo e atingiu-se o único acordo que fez com que todos se sentassem ao redor da mesa".


 "Os missionários Combonianos estão nas áreas mais críticas do Congo, por exemplo em Butembo, no Kivu, ou na região do Uele no Nordeste, ou em outras áreas onde as comunidades estão sob pressão constante. Estamos bem no meio deles: a escolha é de ficar entre as pessoas, onde a população talvez quisesse fugir, ficar lá e ajudá-la a ficar. É um compromisso que assumimos, especialmente nas regiões de difícil acesso, onde não existem estradas, a infra-estrutura não existe: mantemos escolas, hospitais, ou estamos simplesmente presentes ao lado de pessoas".


À pergunta sobre quais são os seus medos e as suas esperanças, o padre Joseph afirma: "A primeira esperança é na juventude. Muitos jovens tomaram consciência da luta pela mudança. Se chegámos ao ponto de Kabila concordar em não mudar a Constituição e marcar, embora após um ano, novas eleições, foi também graças a eles. Alguns desses jovens perderam até suas vidas pelos seus ideais. Mas temo que estes mesmos jovens possam ser manipulados: o desemprego é muito elevado, há muitos problemas, há risco de mais violência. O perigo de uma guerra civil é real".


Texto publicado originalmente em Vatican Insider.

Vaticano: Papa lança apelo pelo Sudão do Sul

23 de Fevereiro de 2017

Na audiência geral de quarta-feira, 22 de fevereiro, o Papa Francisco deixou um forte apelo em favor do Sudão do Sul, onde “um conflito fratricida se junta a uma grave crise alimentar”.


«Particularmente preocupantes são as notícias dolorosas vindas do martirizado Sudão do Sul onde um conflito fratricida se junta a uma grave crise alimentar na região do Corno de África, condenando à fome milhões de pessoas, incluindo muitas crianças. Neste momento, é mais necessário do que nunca o empenho de todos para não se ficar só pelas declarações, mas tornar concretas as ajudas alimentares e permitir que possam chegar às populações sofredoras. Que o Senhor ampare esses nossos irmãos e os que trabalham para ajudá-los.»


No início da semana, o Governo do Sudão do Sul declarou “estado de fome” em algumas regiões.


Segundo as Nações Unidas, mais de um milhão de pessoas estão à beira de passar fome devido à combinação da guerra civil e do colapso económico.


O quadro integrado de classificação da segurança alimentar indica que 4,9 milhões de pessoas precisam de alimentos no país. O alerta das agências humanitárias é de que a crise pode espalhar-se se não houver ajuda.

Indonésia tem primeiro canal de TV católico

23 de Fevereiro de 2017

A Indonésia tem o seu primeiro canal televisivo católico, que se chama “Hidup TV”, do termo “hidup”, que significa “vida”.


A TV foi apresentada durante a reunião anual de "Signis Indonésia", realizada em Java Central.


O projeto é visto pela Comissão para as Comunicações Sociais da Arquidiocese de Jacarta como uma "oportunidade pastoral".


A ideia é dar à TV um rosto particularmente pastoral, tornando-se um apoio à pregação e catequese. Trata-se de um projeto que nasceu já como interdiocesano e que poderá fornecer notícias e experiências específicas de cada diocese.


“Uma iniciativa criativa para responder às necessidades dos fiéis, num mundo marcado pelo desenvolvimento da tecnologia de informação”, considerou o Pe. Sete Lalu, diretor da Comissão para as Comunicações Sociais da Diocese de Manado.

Papa: Mudar de atitude em relação aos migrantes

22 de Fevereiro de 2017

“Urge uma mudança de atitude para ultrapassar a indiferença em relação aos migrantes”, disse o Papa Francisco durante audiência com os participantes do Fórum Internacional sobre Migrações, que acontece em Roma.


No seu amplo discurso sobre um assunto que lhe está particularmente a peito – as migrações -  o Santo Padre disse que não é possível ler os actuais desafios dos movimentos migratórios contemporâneos sem incluir o binómio “desenvolvimento e integração”, que é o tema deste encontro.


O Papa disse ainda que foi para este fim que quis instituir o Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Integral com uma secção sobre migrantes, refugiados e vítimas.


Francisco recordou que as migrações marcaram desde sempre a humanidade e que não são, portanto, um fenómeno de hoje: Hoje, infelizmente, estamos a viver uma época fortemente caracterizada por migrações, de pessoas, para não dizer de povos. Trata-se, de facto, em grande parte dos casos, de deslocações forçadas, causadas por conflitos, desastres naturais, perseguições, mudanças climáticas, violências, pobreza extrema e condições de vida indignas.


Um cenário que interpela políticos, sociedade civil, Igreja, e pede respostas ainda mais urgentes, coordenadas e eficazes. Preocupado, Francisco sugere respostas articuladas entorno de quatro verbos: acolher, proteger, promover, integrar.  E desenvolveu cada um deles:


“Urge uma mudança de atitude para ultrapassar a indiferença em relação a esses irmãos e antepor ao temor uma generosa atitude de acolhimento em relação a quem bate à nossa porta. Há também que abrir canais humanitários acessíveis e seguros para os que fogem de guerras. Um acolhimento responsável e digno começa por uma colocação desses irmãos e irmãs em espaços adequados e decorosos, não grandes aglomerados, cujo resultado tem sido o surgir de outras vulnerabilidades e mal-estares, mas sim programas de acolhimento mais capilares que parecem ter facilitado o encontro pessoal, uma melhor qualidade dos serviços, e maiores garantias de sucesso”.

Sudão do Sul: Governo declara estado de fome

21 de Fevereiro de 2017

O governo do Sudão do Sul declarou na segunda-feira, 20 de fevereiro, situação de fome em algumas regiões do estado de Unidade, no centro-norte do país.


A declaração formal da situação de fome em áreas de Unidade indica que já começam a morrer pessoas na que é considerada "a pior catástrofe" desde o início do conflito há mais de três anos.


Segundo as Nações Unidas, mais de um milhão de pessoas estão à beira de passar fome devido à combinação da guerra civil e do colapso económico.


O quadro integrado de classificação da segurança alimentar indica que 4,9 milhões de pessoas precisam de alimentos no país. O alerta das agências humanitárias é de que a crise pode espalhar-se se não houver ajuda.


“A principal tragédia do relatório apresentado hoje (…) é que se trata de um problema provocado pelo homem”, denunciou Eugene Owusu, coordenador humanitário das Nações Unidas para o Sudão do Sul.


Owusu afirmou que o conflito e a insegurança vivida pelos trabalhadores humanitários, que foram atacados durante o exercício de sua profissão, assim como o saque de “bens humanitários” agravaram a crise.


“Gostaria de aproveitar esta ocasião para convocar o governo, as partes beligerantes e todos os atores a apoiar os trabalhadores humanitários a fornecer o acesso necessário e que sigam fazendo nossos serviços de socorro chegarem às pessoas necessitadas”, declarou.


A guerra no Sudão do Sul, rico em petróleo, explodiu em 2013, dois anos após sua independência, depois que o presidente Salva Kiir acusou seu ex-deputado Riek Mashar de planejar um golpe de Estado.


O acordo de paz assinado em agosto de 2015, que facilitou a formação de um governo de unidade, foi por água abaixo devido aos combates que explodiram em Juba em julho do ano passado.

Papa assinala violência na RDC e pede orações

21 de Fevereiro de 2017

O Papa Francisco lembrou no domingo, 19 de fevereiro, as tristes notícias de violência que continuam a chegar da República Democrática do Congo (RDC), especificamente da região do Kasai Central. O Santo Padre assegurou sua proximidade e oração e pediu aos fiéis que rezem pelas pessoas envolvidas nessa situação e por outras atingidas pela violência e a guerra em outras partes do mundo.


«Infelizmente, continuam a chegar notícias de confrontos violentos e brutais na região do Kasai Central, na República Democrática do Congo. Sinto uma dor forte pelas vítimas, especialmente por tantas crianças arrancadas às famílias e à escola para serem usadas como soldados. Esta é uma tragédia, as crianças-soldados. Asseguro a minha proximidade e a minha oração, também pelo pessoal religioso e humanitário que trabalha nesta região difícil; e renovo um apelo do coração à consciência e à responsabilidade das autoridades nacionais e da comunidade internacional para que se tomem decisões adequadas e imediatas para socorrer estes nossos irmãos e irmãs. Rezemos por eles e por todas as populações que noutras partes do continente africano e do mundo sofrem por causa da violência e da guerra.»

Três olhares para um jubileu

20 de Fevereiro de 2017

Na Carta por ocasião do 150.º aniversário do Instituto Comboniano o Conselho Geral (CG) propõe-nos três olhares:


Um olhar sobre o passado: recordando os primeiros passos;


Um olhar realista sobre o presente: chamados a testemunhar o Reino de Deus;


Um olhar de esperança para o futuro.


Três formas do verbo olhar que nos dão uma panorâmica geral do Instituto que nasceu qual um grão de mostarda, cresceu e hoje abriga nos seus ramos (Mt 13, 31-32) pessoas mais que pássaros.


 


1. Recordando os primeiros passos: um olhar sobre o passado


1. Comboni foi pai à força: o Plano para a Regeneração da África previa o concerto das forças eclesiais em favor da África Central. Só os Camilianos e as Irmãs francesas de São José da Aparição e alguns leigos aderiram a essa sinergia.


O Cardeal Barnabó foi taxativo: «Meu caro Comboni, de duas uma: ou me garantes por escrito que vais viver por mais 35 anos, ou me estabeleces solidamente esse colégio de Verona, de modo que dê bons missionários para a África. Tanto num como noutro caso, tens possibilidade de desenvolver uma grande actividade missionária na África Central. Porém, se não me não organizas e pões em andamento o colégio de Verona ou se te acontece algum acidente que te leve para o outro mundo, talvez a tua bela obra acabe por se desfazer em fumo!» (E 2568).


2. Nigrícia: o organismo fundado a 1 de junho de 1867 em Verona chamava-se Instituto para as Missões da Nigrícia. A 1 de janeiro de 1872 funda o Instituto das Pias Madres da Nigrícia.


Comboni usa Nigrícia em vez de África: mais que uma geografia é uma antropologia – «os povos mais abandonados e infelizes do universo» como Comboni descreve os habitantes da África interior (E 2591).


Ligar o Instituto exclusivamente à África – como queriam alguns missionários da África oriental no Capítulo de 2003 com a junção do ad nigriziam aos outros ad – é redutor da visão de Comboni. Os mais abandonados e infelizes são os destinatários do Instituto (a RV 5 fala da inseparabilidade do Instituto com a África. Eu prefiro falar do «vínculo inseparável» com os «mais necessitados e abandonados»).


Um cuidado a ter ao falar-se das situações de nigrícia como o lugar carismático dos combonianos: alguns confrades e consorores africanas levaram a mal tal linguagem: com razão.


3. Na origem do Instituto há o encontro: a vocação missionária de Comboni começa no encontro com os Mártires do Japão (via Santo Afonso Mª de Ligório) aos 15 anos; dois anos mais tarde encontra o Sudão do Sul através do P. Ângelo Vinco, missionário de Don Mazza (o Don Congo) entre os Baris de Gondokoro, à frente da Juba de hoje: «Foi em Janeiro de 1849, quando, sendo estudante de Filosofia, jurei aos pés do meu venerado superior, P. Nicolau Mazza, consagrar toda a minha vida ao apostolado da África Central – juramento a que, graças a Deus, nunca faltei nas mais variadas circunstâncias – e desde aquele momento só pensei em preparar-me para tão santa empresa. Assim, em 1857, quando estava no auge o primeiro período da missão, fui enviado com outros companheiros sacerdotes a Cartum e às estações do Nilo Branco, onde entre as mais duras provas me encontrei mais de uma vez à beira do túmulo» (E 4083).


Comboni recorda a origem da sua vocação «nigriciana» 27 anos depois no Relatório Geral sobre o Vicariato Apostólico da África Central ao cardeal Alexandre Franchi, escrito em Roma a 15 de Abril de 1876.


A 1ª experiência missionária entre os Kich ou Ciec (um subgrupo dinca) de Santa Cruz (em Yirol Este de hoje) durou apenas 11 meses (fora as viagens de ida e volta). Um fracasso que Comboni transforma numa nova visão para a evangelização da África – o Plano.


Recordamos o início da homilia de 11 de maio de 1873 em Cartum: «Estou muito contente de finalmente me encontrar de novo entre vós, depois de tantas vicissitudes penosas e de tantos ansiosos suspiros. O primeiro amor da minha juventude foi para a infeliz Nigrícia e, deixando tudo o que me era mais querido no mundo, vim, faz agora dezasseis anos, a estas terras para oferecer o meu trabalho como alívio para as suas seculares desgraças. Depois, a obediência fez-me voltar para a Europa, dada a minha enfraquecida saúde, que os miasmas do Nilo Branco em Santa Cruz e em Gondokoro tinham incapacitado para a acção apostólica. Parti para obedecer; porém, entre vós deixei o meu coração e, tendo-me recomposto como Deus quis, os meus pensamentos e os meus actos foram sempre para convosco».


Este é o primeiro olhar: «Esta sua experiência recorda-nos a importância de manter-nos fiéis a um ideal, lembrando que como os marinheiros se deixavam guiar pelas estrelas se queriam chegar ao porto, nós temos de deixar-nos guiar pelos ensinamentos do Evangelho se queremos ser pessoas coerentes e fiéis. A vocação missionária e a pertença a uma família missionária são um dom, não são mérito nosso. Somos missionários porque Deus foi bom e quis servir-se de nós para mostrar o seu rosto paterno a tantos irmãos e irmãs que ainda não o conhecem», escreve o CG.


 


2. Olhamos com realismo o presente: chamados a testemunhar o Reino de Deus


Quando Comboni morreu o Instituto estava muito reduzido. A mahdia deu-lhe mais uma machadada. Século e meio depois continuamos a ser um instituto pequeno e a diminuir. Vamos desanimar e deitar a toalha no chão? Acho que não. A história do Instituto empurra-nos para a frente, para a missão e não para a sobrevivência do homo combonianus!


A Síntese Temática para Discernimento preparada pela Comissão Pré-capitular dizia no n.º 92: «Esta diminuição faz-nos tomar consciência de que a reorganização do Instituto é necessária sobretudo em vista de um serviço de qualidade à missão. O desafio maior é viver esta situação não como sinal de declínio, mas como uma experiência de debilidade evangélica (kenosis) e uma chamada do Espírito para uma requalificação essencial e criativa, sob o signo da alegria».


Esta é uma visão de fé que «deve estimular-nos a ser testemunhas fiéis da bondade e da misericórdia de Deus entre os últimos, aqueles que a sociedade esqueceu» fazendo memória dos missionários, «“parábolas existenciais”, pontos de referência nas diversas actividades que desempenhamos» (DC’ 15, 14).


O que nos leva ao «versículo perdido» que fecha a evocação de Elias no livro de Ben Sira: «Felizes os que te viram e os que morreram no amor; pois, nós também viveremos certamente» (48, 11).


É fundamental fazer memória dessas «parábolas existenciais»: os processos de beatificação do P. Ezequiel Ramin e do Ir. Josué dei Cás juntamente com os dos padres Bernardo Sartori e Giuseppe Ambrosoli, do bispo Antonio Maria Roveggio e da irmã Giuseppina Scàndola (que deu a vida para salvar o P. Giuseppe Beduschi) recordam-nos que vivemos por eles.


O CG desafia-nos a «a ser testemunhas do Reino de Deus onde quer que somos mandados. Por isso é necessário ser sempre fiéis à Palavra e seguir um programa sério de uma renovação contínua no nosso caminho de discipulado» baseado na conversão – metanóia (ir além da mente, da razão até ao coração de Deus). Um convite à conversão que está sempre connosco! Não somos obra-prima acabada, somos peças em construção. Sempre!


As cruzes – o viveiro das obras de Deus – são os sinais de Deus ao longo do caminho: «Eu sou feliz na cruz, que levada de boa vontade por amor de Deus gera o triunfo e a vida eterna» (E 7246). Isto não é uma visão pietista das dificuldades, mas uma mística missionária muito forte.


As dificuldades – e a falta de trabalhadores – levaram Comboni a descobrir a força da intercongregacionalidade, a necessidade de trabalhar em rede como resposta à mentalidade fradesca… Este é outro caminho indicado pelo Capítulo (DC ’15, 46.5).


 


3. Olhamos para o futuro com esperança


«Coragem para o presente e sobretudo para o futuro!». O desafio de Comboni no leito de morte é-o hoje no leito da vida eterna!


Mudança precisa-se – passar do fazer missão ao ser missão: «Devemos “tornar-nos missão” anunciando a alegria do Evangelho em solidariedade com os povos, fazendo-nos promotores de reconciliação e de diálogo, redescobrindo a espiritualidade das relações a nível pessoal, institucional, social e ambiental (DC ’15, n.º 20)».


Este é um roteiro missionário exigente: tornar-se missão é alegria, solidariedade, promoção de diálogo e reconciliação através da mística do encontro com Deus, com as pessoas, com a natureza e connosco próprios…


Vivemos em tempos de grande recessão e depressão vocacional. Temos duas alternativas: recitar o Nunc demittis e reclinar-nos placidamente no leito da morte ou continuar a viver a nossa vocação de discípulos missionários combonianos chamados a viver a alegria do Evangelho no Portugal de hoje segunda as forças e as capacidades de cada um. A idade média dos missionários combonianos em Portugal é de 67,74 anos...


Comboni descreveu o Instituto como opus dei (obra de Deus)  muito antes de o P. Josemaría Escrivá de Balaguer se apossar do termo: «Creio que é obra de Deus e que nela está verdadeiramente a mão de Deus» (E 1567)! Mais tarde acrescenta: «A nossa santa obra é obra de Deus, embora se realize entre aflições, angústias e espinhos. Os caminhos da divina Providência são surpreendentes, mas salutares, sobretudo quando se trata da salvação das almas e do chamamento à fé» (E 5308). Deixemos que Deus faça a sua parte. Nós temos que fazer a nossa: «Ai de mim se eu não evangelizar» (1Cor 9, 16)!


O desafio definitivo: viver o ano jubilar «como uma oportunidade para aprofundar e estender as nossas raízes, revigorar o nosso tronco e continuar a ser uma árvore que dá bons frutos, frutos de justiça, de paz e de caridade, para contribuir para o crescimento do Reino de Deus» (Carta do CG).


Fonte: Jirenna

O padre Paulino Twesigye recebeu o Prémio da Paz

17 de Fevereiro de 2017

O P. Paulino Twesigye Mondo, missionário comboniano ugandês, recebeu do Governo do Uganda, há poucos dias, uma medalha de ouro e o Prémio da Paz.


“Parece que o Comité para o Prémio Nacional e a fraternidade militar seguiram as minhas actividades, durante os dois últimos anos. Agradeço a Deus pela nossa Família missionária comboniana e aos Santos Mártires do Uganda que nos permitem permanecer testemunhas do Evangelho em tantos países do mundo”, disse o P. Paulino.


É o primeiro comboniano, em vida, a obter este Prémio, no Uganda. O P. Paulino trabalha na capital do País, Campala, nomeadamente na paróquia de Nossa Senhora da África, em Mbuya, e no Secretariado Católico Ugandês, da Conferência Episcopal.


Fonte: Comboni.org

Mundo: Maioria dos países não reduz analfabetismo

16 de Fevereiro de 2017

A maioria dos países descumpriu a meta de reduzir analfabetismo, diz a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Relatório divulgado na quarta-feira, 15 de fevereiro, revela que 100 de 139 países não cumpriram a meta.


De 139 países participantes de um estudo da Unesco, apenas 39 comprovaram ter cumprido a meta 4 do programa Educação para Todos, que previa a redução de 50 por cento nos índices de analfabetismo até 2015. O Brasil está no grupo de 100 países que descumpriram a meta.


Na terceira edição do Relatório Global sobre Aprendizagem de Adultos e Educação (Grale III, na sigla em inglês), a Unesco afirma que, segundo as informações enviadas pelos países, o mundo tinha, em 2015, 758 milhões de adultos analfabetos, sem capacidade de ler e escrever uma simples frase. Desses, 115 milhões são jovens, ou seja, tinham entre 15 e 24 anos de idade.


A desigualdade na forma de financiar e valorizar a educação e a qualificação de mulheres continua a ser uma questão dominante. A maioria dos excluídos das escolas é formada por meninas: 9,7 por cento das raparigas de todo o mundo estão fora da escola, comparado a 8,3 por cento dos rapazes. Da mesma forma, a maioria (63 por cento) dos adultos com baixas habilidades de alfabetização é composta por mulheres. No entanto, existem alguns sinais de esperança: em 44 por cento dos países participantes, as mulheres participaram mais da aprendizagem e da educação de adultos do que os homens”.

RCA é o país mais perigoso para trabalhadores humanitários

16 de Fevereiro de 2017

As Nações Unidas consideram a República Centro-Africana o "ambiente mais perigoso para os trabalhadores humanitários". Em 2016, o país teve 31 por cento dos incidentes de segurança a nível mundial que afetaram pessoal humanitário.


O subsecretário-geral para as Operações de Paz disse na quarta-feira, 15 de fevereiro, ao Conselho de Segurança que deve ser rapidamente cumprida a promessa internacional de mais de 2,2 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros) da conferência de Bruxelas de novembro.


Hervé Ladsous destacou os cerca de 2,2 milhões de pessoas necessitadas ou estão a enfrentar insegurança alimentar. O número corresponde a mais de metade da população da República Centro-Africana.

Vaticano: A esperança cristã é sólida, não dececiona

15 de Fevereiro de 2017

A esperança não dececiona: este foi o tema da catequese do Papa Francisco, na Audiência Geral desta quarta-feira, 15 de fevereiro, na Sala Paulo VI, no Vaticano.


Na catequese baseada na Carta de São Paulo aos Romanos, o Pontífice ressaltou que “desde pequenos nos é ensinado que vangloria-se não é uma coisa bonita. Está certo, pois gabar-se do que se é ou do que se tem, além de uma certa soberbia, traz consigo uma falta de respeito pelos outros, especialmente pelas pessoas desfavorecidas”.


Nessa passagem da Carta aos Romanos, o Apóstolo Paulo nos surpreende, pois por duas vezes nos exorta a vangloriar-nos. Mas, do que é justo nos vangloriar? Como é possível fazer isso sem ofender, sem excluir ninguém?, perguntou o Papa.


Segundo Francisco, no primeiro caso, somos convidados a nos vangloriar da abundância da graça de Deus que recebemos de Jesus Cristo.


“Paulo quer nos fazer entender que, se aprendemos a ver os acontecimentos à luz do Espírito Santo, percebemos que tudo é graça! Se prestarmos atenção, quem age na história assim como em nossa vida, não somos nós, sozinhos, mas é sobretudo Deus. Ele é o protagonista absoluto que cria todas as coisas como um dom de amor, que tece a trama de seu desígnio de salvação, levado à plenitude em Jesus. Quando acolhemos com gratidão essa manifestação do amor de Deus, experimentamos uma paz que se estende a todas as dimensões de nossa vida: Estamos em paz com nós mesmos, estamos em paz na família, em nossa comunidade, no trabalho e com as pessoas que encontramos a cada dia em nosso caminho”, disse ainda o Papa.


“O Apóstolo nos convida também a nos ufanar de nossas tribulações. Isso não é fácil de entender. Trata-se de algo mais difícil e pode parecer que não tenha nada a ver com a condição de paz que acabamos de descrever. Contudo, devemos pensar que a paz que Deus nos oferece não significa ausência de dificuldades, preocupações, desilusões e sofrimentos, mas é um dom que nasce da experiência de sabermos que somos amados por Ele, que sempre nos acompanha e nunca nos abandona. Isso faz com que sejamos pacientes nas tribulações, pois a misericórdia de Deus é maior do que tudo”.


“Por isso, a esperança cristã é sólida, não dececiona. O seu fundamento não está no que nós podemos ou não fazer, e nem no que podemos crer. O seu fundamento é o que de mais fiel e seguro possa existir, ou seja, o amor de Deus por nós. É fácil dizer: Deus nos ama. Todos dizemos isso. Mas pensem um pouco: cada um de nós é capaz de dizer: Estou certo de que Deus me ama? Não é muito fácil dizer isso. É um bom exercício dizer a si mesmo: Deus me ama. Esta é a raiz de nossa segurança, a raiz da esperança”, sublinhou Francisco.


“O Senhor infundiu abundantemente em nossos corações o Espírito, que é o amor de Deus, como artífice, como garante, para que possa alimentar dentro de nós a fé e manter vida essa esperança. Deus me ama! Mas neste momento difícil? Deus me ama. E eu que fiz coisas feias e más? Deus me ama. Esta certeza ninguém pode nos tirar e devemos repeti-la como uma oração: Deus me ama. Estou certo de que Deus me ama.”


Agora, compreendemos porque o Apóstolo Paulo nos exorta a nos vangloriar sempre de tudo isso. “Vanglorio-me do amor de Deus, porque Ele me ama. A esperança que nos foi dada não nos separa dos outros, e muito menos me leva a desacreditá-los ou marginalizá-los. Trata-se de um dom extraordinário do qual somos chamados a ser ‘canais’ para todos, com humildade e simplicidade. Então, a nossa maior glória será a de ter como Pai um Deus que não tem preferências, que não exclui ninguém, mas que abre a sua casa a todos os seres humanos, começando pelos marginalizados e distantes, para que como seus filhos aprendamos a nos consolar e nos ajudar reciprocamente”.

Bispo convida namorados a «marcar a diferença» nesta fase da vida

14 de Fevereiro de 2017

O presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família escreveu nesta terça-feira, 14 de fevereiro, aos namorados, apontando a beleza da família e do matrimónio, no dia em que muitos celebram São Valentim.


“Saudações amigas para todos os namorados e namoradas com os votos de que tenham a coragem de marcar a diferença procurando fazer do namoro um verdadeiro tempo que os possa ajudar a descobrir “a beleza da família e do matrimónio, a grandeza desta realidade humana, tão simples e ao mesmo tempo tão rica, feita de alegrias e esperanças, de fadigas e sofrimentos, como o é toda a vida”, escreveu D. Antonino Dias, através da sua página na rede social Facebook.


O bispo de Portalegre-Castelo Branco apresenta o texto 'Dia dos namorados: Dia da Esperança', em que cita a realidade das abordagens relacionadas com “os jovens, o namoro, a constituição de família e as famílias”.


“Parece-me que vou ser pessimista e deselegante em clima do dia dos namorados, mas picar-me-ia por dentro se calasse o que entendo dever dizer, com esperança e confiança nos jovens que entendem a importância do namoro e da preparação para o matrimónio”, explica o prelado.


O responsável reforça a ideia que a família necessita de apoio sociais “na luta pela existência de famílias saudáveis e felizes, crentes e não crentes” e que o Estado deveria apoiar a “formar os jovens para a constituição de uma família, fundamento da sociedade”.


“Não me parece muito curial que nenhuma preparação se aponte para aquilo que humaniza e enriquece a vida e a sociedade: A FAMÍLIA. Não se trata duma questão religiosa, trata-se, sim, duma questão verdadeiramente humana e social, de interesse público e global, que afeta a todos”, refere na sua mensagem.


O presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família foi um dos bispos portugueses que participou no sínodo sobre a Família e recorda ainda a realidade lá descrita da fuga dos jovens aos compromissos, desvalorização do matrimónio e da família e a experiência de fracasso de outros casais.


“É verdade também que alguns terão o matrimónio como algo demasiado grande e sagrado a que têm receio de não corresponder. Outros haverá, porém, que, por causa de leis anti família, não queiram casar porque, se casarem, vão perder vantagens económicas que, se apenas conviverem, essas vantagens permanecem, como permanece a liberdade e a autonomia que também não querem deixar”, escreveu.


D. Antonino Dias adverte que “o que parece, de momento, mais fácil e agradável, nem sempre será, por certo, o melhor nem o mais útil”.


A Diocese de Terni, na Itália, celebra hoje o seu padroeiro, São Valentim, primeiro bispo desta localidade, que morreu como mártir, provavelmente no século IV.


Este nome está ligado a algumas lendas, romanceadas, segundo as quais Valentim teria morrido decapitado a 14 de fevereiro por se ter recusado a renunciar ao Cristianismo e por, secretamente, ter celebrado o casamento entre uma jovem cristã e um legionário, apesar da proibição de Cláudio II (século III).


Fonte: Agência Eclesia


 


 

Papa: O Senhor cuida das nossas fragilidades

14 de Fevereiro de 2017

Nesta terça-feira, 14 de fevereiro, o Papa publicou a seguinte mensagem na rede social Twitter:


“É bom saber que o Senhor cuida das nossas fragilidades, nos coloca de pé com paciência e nos dá a força para recomeçar.”

Rede latino-americana "Iglesias y Minería" lança site oficial

13 de Fevereiro de 2017

Os missionários combonianos do Brasil participaram na fundação da rede internacional latino-americana Iglesias y Minería (IyM) e, desde 2013, continuam a acompanhar as actividades de advocacia desta organização, que tem por objecto principal monitorar as pessoas e as comunidades afectadas pela indústria mineira, de modo especial na região amazónica do continente. Nestes últimos anos, têm-se registado alguns avanços significativos e algumas histórias de sucesso, relacionados com a defesa da vida e dos direitos socioambientais. Uma das últimas novidades de IyM é o lançamento do seu site oficial. Para visitar o site, clique aqui.


Iglesias y Minería (IyM) é uma coalizão ecuménica de cerca de 70 entidades do continente americano. São comunidades cristãs, equipes de pastoral, comissões pastorais diocesanas, equipes das diversas congregações religiosas, grupos de reflexão teológica, leigos e leigas reunidos por causa do desafio comum dos impactos e das violações dos direitos socioambientais, provocados pelas empresas mineiras. IyM acredita na força da organização popular nos territórios, a partir do intenso trabalho das lideranças cristãs, da mística e do compromisso das comunidades de fé. Estas defendem, no dia-a-dia, a vida das pessoas, a sua cultura e a relação com a Mãe Terra, os seus projectos e estilos de vida frente aos megaprojectos mineiros, cujo impacto ameaça a vida humana e degrada irreparavelmente o meio ambiente, agindo sem escrúpulos e visando apenas interesses económicos externos, alheios às populações locais.


A rede IyM nasceu pela necessidade das comunidades se articularem e organizarem juntas, a partir da crescente criminalização e perseguição das suas lideranças, seja por parte das mineradoras que dos Estados, a maioria das vezes ao serviço dos interesses empresariais nacionais e internacionais.


 

Morte de Dorothy Stang completa 12 anos

13 de Fevereiro de 2017

No domingo, 12 de fevereiro, assinalou-se os 12 anos da morte da Irmã Dorothy Stang.


Americana naturalizada brasileira, a Ir. Dorothy Stang foi assassinada em Anapu, no Estado de Pará, no Norte do Brasil. Dorothy era a voz dos pobres agricultores e defensora da floresta amazónica. A Bíblia era a sua arma de combate e nunca se intimidou perante as inúmeras ameaças de morte.


No cenário dos conflitos agrários no Brasil, seu nome associa-se aos de tantos outros homens, mulheres e crianças que morreram e ainda morrem sem ter seus direitos respeitados.


O corpo da Missionária está enterrado em Anapu, onde recebeu e recebe as homenagens de tantos que nela reconhecem as virtudes heroicas da fé cristã.


Irmã Dorothy


Dos longínquos campos do Senhor,


De lá ela chegou


Pra mãe terra fértil,


Que é das mulheres


Que é dos homens


Que é de todos.


Aqui ela aportou.


Pregou, falou, aconselhou.


Andou terra adentro.


Fez nascer a árvore,


Que cobrou a floresta,


Germinou os frutos


De uma Amazônia de Paz.


Falou de Paz antes de tombar.


Quem assistiu irmã Dorothy tombar?


As árvores tão caladas?


Os frutos tão assustados?


Os rios tão parados?


Os peixes encurralados?


As terras vermelhas?


Tão vermelhas...


Tão vermelhas!


Do teu sangue.


Mas, tua voz não se calará!


Jamais, Jamais, Jamais!


Tua voz se multiplicará


Nos que já se foram,


Que hoje estão contigo.


Nós que ficamos


Fortalecidos estamos,


A rimar amor com dor.


Amor pela terra, amor pelo direito a ter direito.


Na dor pela perda, na dor pela luta,


Que enluta tão bruta!


Dorothy vive, viverá em cada uma/um de nós!


Em cada um que gritar:


Terra é de quem precisa!


Vida é a terra!


Terra é a vida!


Salve irmã Dorothy!


Poema escrito por Fátima Matos - Fórum de Mulheres - 16/02/2005

Fátima 2017: Santuário apresenta cartaz oficial da visita do Papa

10 de Fevereiro de 2017

O reitor do Santuário de Fátima apresentou hoje, 10 de fevereiro, em conferência de imprensa a identidade visual para a visita do Papa à Cova da Iria, nos dias 12 e 13 de maio de 2017, elaborada pelo designer Francisco Providência.


O cartaz para a visita tem uma imagem do Papa em fundo, onde se desenha um coração com a inscrição 'Papa Francisco' e 'Fátima 2017', a "assinatura motivacional" 'Com Maria peregrino na esperança e na paz' e o logótipo do centenário das Aparições de Fátima.


Para o designer Francisco Providência, a identidade visual para a visita do Papa a Fátima quer comunicar "o estilo de simplicidade e clareza que o caracteriza", proposta pela escolha dos diferentes elementos que a compõem, nomeadamente a fonte tipográfica.


"No cartaz procurámos valorizar a proximidade física e simpática do Papa que, a sorrir, acena com a mão num gesto de saudação e bênção", acrescenta o texto de explicação da identidade visual para a visita do Papa distribuído pelo Santuário de Fátima , elaborado a partir da nota do autor.


Francisco Providência acrescenta que a visita do Papa foi caraterizada com a ideia do Coração Imaculado de Maria, através de um desenho de coração, que se pudesse vincular mais "ao vazio recetor de Maria, do que à inflamação passional que muitas vezes simboliza, propondo, por isso, a construção geométrica da figura em dupla elipse simétrica e convergente".


"Pretendia-se que o coração (em vez da cruz), pudesse caraterizar mais o amor misericordioso do Pai do que o sofrimento redentor do Filho", sublinha.


"A intenção projetual foi a de traduzir pela comunicação gráfica, um Papa mensageiro da misericórdia e da paz, tão simples e acessível como o Santo que lhe deu nome, mas associando a sua visita ao Santuário Mariano de Fátima, recorrendo para isso aos seus sinais mais universais (coração e rosário)", conclui o designer Francisco Providência.


O Papa vai estar na Cova da Iria de 12 a 13 de maio de 2017, na sua primeira visita ao santuário português, em "peregrinação", segundo anunciou o Vaticano no último mês de dezembro.


"Por ocasião do Centenário das Aparições da Bem-Aventura Virgem Maria na Cova da Iria, e acolhendo o convite do presidente da República e dos bispos portugueses, Sua Santidade o Papa Francisco irá em peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima de 12 a 13 de maio de 2017", referia uma nota da Santa Sé.


Fonte: Agência Ecclesia

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