Actualidades
- Sínodo: Ouvir, amar e se interessar pela vida dos jovens (11.Out.2018)
- Vaticano: Deus é amante da vida (11.Out.2018)
- Óscar Romero canonizado a 14 de Outubro (10.Out.2018)
- Sínodo: Dar espaço suficiente aos jovens (09.Out.2018)
- Comboni: Único, surpreendente, desconcertante (09.Out.2018)
- Dar a vida para que todos tenham vida (09.Out.2018)
- Nobel da Paz para médico congolês e ativista iraquiana (08.Out.2018)
- A missão para mim (08.Out.2018)
- Francisco, O Africano (08.Out.2018)
- Em momento decisivo, S. Francisco leu o Evangelho (04.Out.2018)
- Comunicações Sociais 2019: A comunidade enquanto rede social (04.Out.2018)
- Um ano inteiro (04.Out.2018)
- Sínodo dos Jovens: Que o Espírito Santo nos dê a graça da esperança (03.Out.2018)
- Vamos gritar: Ano Missionário! (03.Out.2018)
- Para os cristãos este é um mês especial: o mês missionário (02.Out.2018)
- Violência contra indígenas brasileiros continua a aumentar (02.Out.2018)
- Sínodo dos Jovens (02.Out.2018)
- Portugal: Início do Ano Missionário especial (01.Out.2018)
- Todos, tudo e sempre em Missão (01.Out.2018)
- Exposição: Pelos Caminhos do Mundo (01.Out.2018)
- Viver hoje o carisma comboniano (01.Out.2018)
- Jovens portugueses tem maior interesse por temas religiosos (28.Set.2018)
- Migrações como oportunidades: fluxo imparável (28.Set.2018)
- Somos todos, tudo e sempre missionários (28.Set.2018)
- Sudão do Sul: Médico premiado após 20 anos de atendimento aos mais necessitados (27.Set.2018)
- Promover não-proliferação e desarmamento nuclear (26.Set.2018)
- Mensagem do Papa aos católicos da China (26.Set.2018)
- Combonianos entregam três paróquias (26.Set.2018)
- Estónia: Uma comunidade cristã é verdadeiramente cristã, não faz proselitismo (25.Set.2018)
- Faz o teu coração gritar Missão (25.Set.2018)
- Na Letónia, Papa exalta perseverança na fé (24.Set.2018)
- Bispos sul-sudaneses saúdam acordo de paz (24.Set.2018)
- Acordo provisório sobre a nomeação de bispos na China (24.Set.2018)
- Papa afirma que lituanos sabem acolher as diferenças (24.Set.2018)
- Abraço do Papa aos países bálticos (21.Set.2018)
- O Direito à Paz nos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (21.Set.2018)
- Brasil: Comunidade terá novo bairro livre de poluição (21.Set.2018)
- A mística nos leva a ficar do lado das vítimas, pelos pobres e oprimidos, e pela sua libertação (21.Set.2018)
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Sínodo: Ouvir, amar e se interessar pela vida dos jovens
11 de Outubro de 2018
"Precisamos ouvir os jovens, amá-los e ter interesse por suas vidas. Só assim começarão a confiar na Igreja”, disse o cardeal Désiré Tsarahazana, arcebispo de Toamasina, Madagáscar.
Para o cardeal, presidente delegado do Sínodo, nós adultos, devemos ser testemunhas críveis: “Só assim, os jovens nos seguirão. Certamente não pelas nossas palavras. Mas, sobretudo, não devemos separar a fé e a vida. Se todos os cristãos de Madagáscar fossem consistentes com sua fé, o país não estaria nessas condições dramáticas. Isso vale sobretudo para os jovens que ocupam cargos de responsabilidade. É por isso que os bispos lançaram um apelo à conversão”.
Em Madagáscar, explicou o cardeal Tsarahazana, a maior parte dos jovens participa da vida da comunidade cristã. Trinta mil jovens foram protagonistas da JMJ local.
O cardeal disse que convidou o Papa para visitar Madagáscar. “Francisco disse sim, que virá para incentivar os jovens e todos nós a enfrentar a vida, que ali é muito difícil”. A viagem está a ser estudada para 2019.
Vaticano: Deus é amante da vida
11 de Outubro de 2018
Na audiência geral de quarta-feira, 10 de outubro, o Papa Francisco prosseguiu com seu ciclo sobre os mandamentos, a falar sobre o quinto: Não matarás.
“Este mandamento, é como uma muralha em defesa do valor basilar nas relações humanas: o valor da vida. De facto, lido em sentido positivo, exprime que Deus é «amante da vida». Devemos dizer a todos os homens e mulheres da terra: Não desprezeis a vida; a vida própria e a alheia! Tu és uma obra de Deus! Só Deus é o Senhor da vida, desde o início até ao seu termo natural”, referiu Francisco.
Para Francisco, poderia se dizer que todo o mal existente no mundo se resume no desprezo pela vida. “A vida é agredida pelas guerras, pelas organizações que exploram o homem, pelas especulações sobre a criação e pela cultura do descarte, e por todos os sistemas que submetem a existência humana a cálculos de oportunidades, enquanto um número escandaloso de pessoas vive num estado indigno do homem.”
Neste contexto, o Papa citou também o aborto, praticado no ventre materno em nome da salvaguarda de outros direitos. “Mas, como pode ser terapêutico, civil ou simplesmente humano um ato que suprime a vida inocente e indefesa no seu desabrochar? É justo tirar uma vida humana para resolver um problema? É justo alugar um assassino para resolver um problema?, questionou.
“A vida vulnerável indica-nos a via de saída, o caminho para nos salvarmos duma existência fechada em nós próprios e descobrirmos a alegria do amor. O segredo da vida é-nos desvendado pelo modo como a tratou o Filho de Deus: Ele fez-Se homem indo até ao ponto de assumir, na cruz, a rejeição, a fraqueza, a pobreza e a sofrimento. Em cada criança doente, em cada idoso fragilizado, em cada migrante desesperado, em cada vida frágil e ameaçada, está Cristo procurando o nosso coração para nos revelar a alegria do amor. A única medida autêntica da vida é o amor, o amor com que Deus a ama. Não se pode desprezar o que Deus tanto amou!”, concluiu o Santo Padre.
Óscar Romero canonizado a 14 de Outubro
10 de Outubro de 2018
O Papa Francisco vai canonizar os beatos Paulo VI e Dom Óscar Romero a 14 de outubro, no Vaticano.
Os Beatos vão ser inscritos no Livro dos Santos no domingo, numa celebração que vai decorrer durante o Sínodo dedicado aos jovens.
D. Óscar Romero (1917-1980), antigo arcebispo de El Salvador, foi morto a tiro em 1980, às mãos da junta militar que dominava o país.
A população salvadorenha se prepara para viver o evento com muita alegria e espiritualidade. Desde que foi fixada a data e o lugar da cerimónia de canonização do futuro santo, o governo de El Salvador e a Igreja Católica iniciaram uma programação de atividades, para a preparação espiritual e logística de todos.
Nesta quarta-feira, são realizadas conferências no Vaticano e no Colégio Pio Latino-Americano sobre a vida do futuro santo e do Papa Paulo VI. Nos dias 11 e 12 de outubro, serão dedicados ao futuro santo vários eventos culturais. No sábado, 13 de outubro, serão realizadas vigílias em Roma e em El Salvador. No domingo, 14 de outubro, Dom Óscar Arnulfo Romero, mártir e profeta que se entregou ao seu povo, será canonizado.
“Depois da cerimônia de canonização, este evento não permaneça de forma isolada, porque se trata de um acontecimento eclesial que dá origem a um verdadeiro movimento de renovação da espiritualidade da Igreja Católica, que nos leva a voltar às fontes da revelação e leva a um compromisso de transformação das realidades temporais aproximando-as às vontades de Deus”, apela a Santa Sé.
Sínodo: Dar espaço suficiente aos jovens
09 de Outubro de 2018
Sínodo dos Bispos quer “dar espaço suficiente (aos jovens) seja na Igreja, seja na sociedade e no mundo da política e da economia”.
A afirmação é do Secretário-geral do Sínodo dos Bispos, Cardeal Lorenzo Baldisseri.
Nesta terça-feira, 9 de outubro, conclui-se a primeira fase dos trabalhos do Sínodo dedicado aos jovens que começou há uma semana no Vaticano. As três fases correspondem às partes do Instrumentum Laboris que é a referência da Assembleia, por conter a síntese de testemunhos, reflexões e demandas provenientes de diferentes partes do mundo.
A primeira parte do Documento de Trabalho foi de reconhecimento, com a Igreja “a escutar” a realidade, como explica o secretário-geral do Sínodo:
“Este é o momento em que os Padres apresentam os relatórios ao público, porque já estão efetivamente publicados a todos os círculos menores, entre os grupos de trabalho. E já temos uma ideia de como os Padres são concernentes e profundamente incluídos no assunto que estamos trabalhando, através dos modos e emendas do texto-base, do Instrumentum Laboris, muito importantes e eficazes.”
A segunda fase de interpretação será feita “por uma comissão de integração do Instrumentum Laboris, inicialmente de caráter provisório, mas fundamentalmente para ver como os Padres Sinodais interpretam o texto-base, acrescenta Dom Baldisseri. Todos procedimentos do Sínodo estão regulamentados para facilitar os debates e a troca de opiniões, de modo que possa emergir a voz das Igrejas espalhadas pelo mundo ao refletir a realidade atual da juventude: “estamos dentro deste grande tema que é global e não como uma forma, mas uma indicação substancial da realidade de hoje em que os jovens, infelizmente, não têm espaço. Nós queremos dar espaço suficiente seja na Igreja, seja na sociedade e no mundo da política e da economia. Esses jovens, como consequência, não veem um futuro. E nós queremos dar-lhes esperança”, finaliza o cardeal.
Comboni: Único, surpreendente, desconcertante
09 de Outubro de 2018
Único, surpreendente, desconcertante. E acrescentemos de uma vez: ele não agüenta roupas pré-confeccionadas. Não adianta ficar cortando e costurando… ele sufocaria dentro delas. Ele é assim. É o seu jeito. Qualquer medida é estreita para ele. E não dá para fazer nada, se com ele todos os esquemas furam. O próprio Pio IX entendeu isso de cara, mas mesmo assim não hesitou em lhe conceder sua total confiança, entregando-lhe a missão do vicariato de Cartum, na África Central. Seus biógrafos também sabem muito bem disso: por mais que tenham tentado defini-lo, tiveram sempre de lidar com uma roupagem de papel incapaz de cobrir a sua figura sem medidas. “Ilimitadamente fiel à Igreja”, disseram; “mas também capaz de viver sua fidelidade ilimitada com uma liberdade igualmente ilimitada”. “Homens como ele são contemporâneos do futuro”, escrevia Jean Guitton. É verdade. Pois Daniel Comboni, ou melhor, São Daniel Comboni, o apóstolo da África, realmente pertence às fileiras das grandes almas que nunca cessarão de desconcertar e envolver, de desarmar e fascinar.
Basta abrir suas cartas para ter uma idéia de tudo isso e encontrá-lo, sem filtros, vis-à-vis. Pois, bem ali, no seu epistolário, está o Comboni inteiro. Ao vivo. Autêntico. Com seu temperamento sangüíneo, forte e extremamente humano, sua personalidade desconcertante e ao mesmo tempo muito distante de qualquer culto à personalidade, suas grandes intuições e sua coragem audaciosa, sua determinação e seu abandono, sua diplomacia experimentada e sua simplicidade desarmante.
O livro que reúne Os escritos de Comboni tem mais de 2.200 páginas. Lá estão amontoadas 900 cartas. E é preciso explicar que são poucas, em relação às que escreveu. É só pensar que ele mesmo, quando escreve ao bispo de Verona, o cardeal Luigi di Canossa, em 21 de maio de 1871, assegura que do início do ano até aquele momento havia escrito 1.347 cartas, e dois anos depois confessa: “Tenho mais de 900 cartas para escrever. São tantos os relacionamentos com benfeitores insignes, que é preciso que eu os cultive…”. Esse epistolário monumental, escrito quase sempre roubando o tempo do sono, com os meios providenciados pela sorte, sob o sol escaldante do deserto ou em cabanas encharcadas de chuva, é o documento precioso de uma paixão inesgotável, de uma vida inteiramente consumida na missão pelo resgate “da nigrícia infeliz”, obra da qual ele foi um pioneiro, à frente de seu tempo. “Só tenho no coração o único e puro bem da Igreja, e pela saúde destas almas daria cem vidas se as tivesse”, escreve; “e certamente, a passos lentos e seguros, caminhando sobre espinhos, chegarei a começar estavelmente e a plantar a obra idealizada da regeneração da nigrícia, que todos abandonaram, e que é a obra mais difícil e escabrosa do apostolado católico”.
Leia aqui o texto completo de Stefania Falasca.
Dar a vida para que todos tenham vida
Solenidade de São Daniel Comboni, 10 de outubro de 2018
09 de Outubro de 2018
«Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-me, assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e ofereço a minha vida pelas ovelhas. Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também estas Eu preciso de as trazer e hão-de ouvir a minha voz; e haverá um só rebanho e um só pastor» (Jo 10, 14-16)
Caros coirmãos,
Celebrar a memória do verdadeiro nascimento de São Daniel Comboni introduz-nos no grande mistério da vida do Bom Pastor do coração trespassado que deu a sua vida para que todos tenham vida e vida em abundância, sobretudo aqueles que ainda não pertencem à mesa do corpo de Cristo, os mais pobres e abandonados, para que se tornem um só rebanho e um só pastor.
Nós, Missionários Combonianos, fiéis a esta tradição, ao carisma e à prática pastoral do nosso Fundador, somos convidados renovar-nos neste empenho missionário diariamente para «ser nas fronteiras testemunhas e profetas de relações fraternas, fundadas no perdão, na misericórdia e na alegria do Evangelho» (DC ’15 n.º 1).
A missão na fronteira exigia de Comboni a capacidade de permanecer firme em tempos difíceis e a fidelidade a custas da própria vida, porque tinha o olhar no coração trespassado do Crucificado, uma visão de fé dos acontecimentos e o abraço à Nigrícia com um coração marcado pelo amor divino. Uma santidade encarnada que percorre os caminhos da pobreza e da marginalização humana, acolhendo o outro, os diferentes, os pobres, num abraço de comunhão e de diálogo: uma santidade que é a paixão divina que vive num coração humano.
É isto que procurámos exprimir na reflexão e na oração na Intercapitular que concluímos há pouco. Estivemos constantemente atentos à voz das vítimas, dos marginalizados, das grandes multidões de seres humanos cuja vida se vê ameaçada por um sistema sem coração que produz a morte antecipada e violenta dos mais fracos.
Esta realidade continua a interpelar profeticamente a nossa presença e a qualidade do nosso serviço missionário como interpelou Comboni no seu tempo. Porém, para responder a estes desafios, precisamos de aproximar-nos, hoje em dia, ao mistério do amor de Deus, revelado em Jesus Cristo, com o espírito, o olhar e o coração de Comboni, com um coração aberto e transbordante de amor e de misericórdia do Trespassado e, como Ele, deixar-nos trespassar por tantas situações de pobreza e abandono.
Para São Daniel Comboni era claro que a contemplação do mistério de Deus, crucificado por amor, tinha como objectivo conduzir os missionários a um modo de ser missão para testemunhar uma vida vivida em «espírito e verdade», fruto de uma oração suculenta e decisiva, da prática da humildade e da obediência, como sinais de uma espiritualidade profundamente comboniana. Ou seja, irradiar com a nossa vida o mistério de Deus Crucificado para aproximar de Cristo, fonte da Vida, todos aqueles que têm fome e sede de justiça.
É com estes sentimentos que queremos celebrar esta solenidade de São Daniel Comboni como Família Comboniana. Entrar neste mistério do Bom Pastor do coração trespassado e beber a seiva que nos renova, que nos faz olhar a realidade com os olhos da fé, da esperança e da caridade, que nos cura e nos humaniza, que nos faz tornar missão, «cenáculo de apóstolos», dom para os outros. «Quero partilhar a vossa sorte e o dia mais feliz da minha existência será aquele em que eu possa dar a vida por vós» (Escritos 3159).
Que São Daniel Comboni interceda junto do Pai por cada um de nós, por toda a Família Comboniana e pelas missões que neste momento se encontram em situações difíceis: Eritreia, Sudão do Sul, República Democrática do Congo, República Centro-Africana.
Boa festa para todos.
P. Tesfaye Tadesse Gebresilasie
P. Jeremias dos Santos Martins
P. Pietro Ciuciulla
P. Alcides Costa
Ir. Alberto Lamana
Nobel da Paz para médico congolês e ativista iraquiana
08 de Outubro de 2018
O congolês Denis Mukwege e iraquiana Nadia Murad são os vencedores do Prémio Nobel da Paz de 2018 “por seus esforços para acabar com o uso da violência sexual como arma de guerra”.
Nadia, que pertence à minoria yazidi no Iraque, foi sequestrada e violentada pelo grupo extremista autodenominado Estado Islâmico (EI) e hoje luta contra o tráfico sexual de mulheres.
Mukwege é um ginecologista congolês que atende há décadas mulheres violadas na República Democrática do Congo. Junto aos colegas, ele já cuidou de mais de 30 mil vítimas com ferimentos graves em decorrência de violência sexual realizada como arma de guerra.
De acordo com o comité do prémio, ambos deram uma contribuição essencial para chamar a atenção mundial sobre os crimes de guerra: “Graças ao seu trabalho, muitas vezes destacado pelos média internacional, contribuíram para tornar atual o tema das violências sexuais nos conflitos armados e nas guerras, permitindo até identificar os criminosos”.
A missão para mim
08 de Outubro de 2018
A missão tem sido o coração da minha vida. Muito especialmente, desde o dia em que Deus me consagrou com o selo e o cariz de missionário comboniano.
Sou Feliz de nome e felicíssimo como missionário. Muito embora com sombras e obscuridades, o Sol brilha sempre mais forte no meu caminho e sinto o Deus da misericórdia ao meu lado.
A alegria em Deus e no coração sempre me tiveram por companheiro. Porém, ninguém pense que esta se manifesta só através de uma cara risonha ou às gargalhadas. Deus conhece-me por dentro e por fora e sabe da minha alegria.
Mas o meu ser feliz não é segredo exclusivo de Deus. Sinto, de facto, grande satisfação, como ser humano que sou, quando as pessoas à volta também se apercebem da minha alegria.
A missão nasce nas relações de amizade e encontra terreno fértil nos caminhos do deserto onde Deus desce e nos vem matar a sede a todos nós que, juntos, caminhamos.
Sou feliz mesmo quando não me apercebo da conversão ao cristianismo de alguém que caminha comigo e não pede o baptismo. Conversões anónimas que o Espírito Santo, o verdadeiro protagonista da missão, vai assistindo e fortalecendo.
Sou feliz na missão do Darfur, Sudão, onde fui enviado para ser sinal do amor e da misericórdia de Deus a quem não me canso de agradecer.
P. Feliz Martins
Missionário Comboniano
Francisco, O Africano
08 de Outubro de 2018
O papa argentino traz a África no coração.
Francisco tem um grande amor à África: o continente está presente nas três exortações apostólicas e na encíclica Laudato si’.
Na exortação apostólica A alegria do Evangelho n.º 62 escreve: «Há alguns anos, os Bispos da África […] assinalaram que muitas vezes se quer transformar os países africanos em meras peças de um mecanismo, partes de uma engrenagem gigantesca.»
No n.º 246 acrescenta: «Dada a gravidade do contratestemunho da divisão entre cristãos, sobretudo na Ásia e na África, torna-se urgente a busca de caminhos de unidade.»
O continente também é referido no n.º 28 da exortação apostólica A alegria do amor: «Nalguns países, especialmente em várias partes da África, o secularismo não conseguiu enfraquecer alguns valores tradicionais e, em cada matrimónio, gera-se uma forte união entre duas famílias alargadas, onde se conserva ainda um sistema bem definido de gestão de conflitos e dificuldades.»
Na carta encíclica Laudato si´ escreve no n.º 28: «A pobreza da água pública verifica-se especialmente na África, onde grandes sectores da população não têm acesso a água potável segura, ou sofrem secas que tornam difícil a produção de alimento.»
No n.º 51 acrescenta: «O aquecimento causado pelo enorme consumo de alguns países ricos tem repercussões nos lugares mais pobres da Terra, especialmente na África, onde o aumento da temperatura, juntamente com a seca, tem efeitos desastrosos no rendimento das cultivações.»
No n.º 32 da exortação apostólica Alegrai-vos e exultai, apresenta a sudanesa Bakhita como modelo de santidade: «Isto vê-se em Santa Josefina Bakhita, que, “escravizada e vendida como escrava com apenas sete anos de idade, sofreu muito nas mãos de patrões cruéis. Apesar disso compreendeu a verdade profunda que Deus, e não o homem, é o verdadeiro Patrão de todos os seres humanos, de cada vida humana. Esta experiência torna-se fonte de grande sabedoria para esta humilde filha da África”.»
O papa argentino foi ainda mais «africano» numa entrevista recente à Reuters: denunciou que «no nosso inconsciente colectivo há qualquer coisa dentro de nós que diz que a África deve ser explorada» e defendeu o investimento ordenado no continente «para criar emprego, não para ir lá explorá-la». Frisou que o subsolo africano – as riquezas naturais – ainda não é independente.
Lampedusa, uma ilha italiana ao largo da Tunísia, foi a primeira visita de Francisco em Julho de 2013. Foi à África no fim de Novembro de 2015 para visitar o Quénia e Uganda e levar à martirizada República Centro-Africana com uma mensagem de paz e reconciliação. Aí abriu a primeira Porta Santa do Ano da Misericórdia. De volta ao Vaticano, anunciou: «A África é linda!»
Esteve no Egipto em Abril de 2017 e queria visitar o Sudão do Sul e a República Democrática do Congo em Outubro desse ano para mediar nos seus conflitos sangrentos. A viagem foi adiada devido à insegurança. Na oração pela paz nos dois países a que presidiu em Novembro do ano passado denunciou as chacinas de mulheres e crianças. Ofereceu 500 mil dólares para apoiar projectos de desenvolvimento no Sudão do Sul e deu 25 mil euros à FAO para apoiar as pessoas afectadas pela fome na África Oriental.
A África tem no papa argentino um paladino amigo incondicional.
José Vieira, Missionário comboniano – Além-Mar, outubro de 2018
Em momento decisivo, S. Francisco leu o Evangelho
04 de Outubro de 2018
“Num momento decisivo da sua juventude, São Francisco de Assis leu o Evangelho. Também hoje o Evangelho nos apresenta Jesus vivo, fala ao coração e transforma a vida”, publicou o Papa Francisco na sua conta da rede social Twitter.
Celebra-se nesta quinta-feira, 4 de outubro, a festa de São Francisco de Assis, fundador da Ordem dos Franciscanos e padroeiro de Itália.
Comunicações Sociais 2019: A comunidade enquanto rede social
04 de Outubro de 2018
“Somos membros uns dos outros. Das ‘community’ às comunidades” é o tema para o próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais.
O termo “community” está relacionado com as comunidades formadas na Internet, comunidades de rede, e tem como objetivo propor uma “reflexão sobre a atualidade e a natureza das relações digitais”.
“O tema - escolhido pelo Papa Francisco -, sublinha a importância de restituir à comunicação uma perspetiva ampla, baseada na pessoa, e enfatiza o valor da interação entendida sempre como diálogo e oportunidade de encontro com o outro”, lê-se no comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.
Com isso, Francisco analisará na sua mensagem para o Dia Mundial das Comunicações 2019 a ideia de “comunidade enquanto rede”, mas entendida a partir da “inteireza” das pessoas. O objetivo é suscitar a reflexão sobre o tipo de relações que se criam na internet através da constituição de “comunidades” nas redes sociais.
Segundo a Santa Sé, algumas tendências prevalentes nas redes sociais colocam homens e mulheres diante de uma pergunta fundamental: “Até que ponto podemos falar de comunidade verdadeira diante das lógicas que caracterizam algumas comunidades nas redes sociais?”. “A metáfora da rede como comunidade solidária exige a construção de um nós, baseado na escuta do outro, no diálogo e, consequentemente, no uso responsável da linguagem”, afirma a nota.
O Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2019 será celebrado no domingo 26 de maio que é aquele que antecede o Domingo de Pentecostes. A mensagem para esse dia será publicada na Festa Litúrgica de S. Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, que se assinala a 24 de janeiro.
Um ano inteiro
04 de Outubro de 2018
A partida de um missionário lembra-nos que a fé não é só para nós e para os nossos vizinhos. Jesus foi muito claro: é para levar até aos confins da Terra!
Fiquei surpreendido – agradavelmente! – por estas palavras que os nossos bispos de Portugal escolheram como lema deste ano missionário que vai de Outubro de 2018 a Outubro de 2019: «Todos, tudo e sempre em Missão».
A ideia inicial era mesmo um ano missionário, quando começámos a pedi-lo ao Papa Francisco, mas depois pensámos melhor: «Vamos pedir-lhe um mês especial, de modo que em toda a Igreja possam viver este momento missionário particularmente intenso. Depois, onde houver maior capacidade de organização, ou maior entusiasmo, podem sempre organizar um ano inteiro.»
Em Portugal, foi assim mesmo: no dia de Pentecostes de 2018 (era o dia 20 de Maio), os nossos bispos, reunidos em Fátima, lançaram o convite a todas as comunidades da Igreja em Portugal no sentido de celebrarmos e vivermos juntos um ano inteiro, a caminho do tal Outubro missionário especial de 2019.
Na mensagem que enviaram a todas as nossas paróquias e comunidades, os bispos dizem que precisamos mesmo de trazer o dinamismo missionário para dentro da vida quotidiana das nossas paróquias, dos nossos grupos e movimentos. E não é só coisa para os mais crescidos: todos somos convidados a participar activamente neste processo.
As palavras dos nossos pastores lembram-me a palavra do Papa Francisco quando diz que é preciso fazer uma «renovação missionária de toda a vida da nossa Igreja».
Uma obrigação para impor a todos? Não, não teria sentido. Até porque quem anuncia a sua fé só por obrigação não convence ninguém. É por isso que os bispos dizem que este projecto precisa de começar no «encontro pessoal com Cristo». Só quando experimentarmos a alegria que Cristo traz à vida de cada um de nós, e como Ele consegue criar nos nossos grupos e comunidades um tipo de união que é mais forte do que as nossas diferenças, sejam elas quais forem, só então é que nos sentimos chamados a «colocar a missão no coração da Igreja»; só então sentiremos também nós a alegria e a necessidade pessoal de comunicar aos outros a alegria e a esperança que encontrámos.
Quando uma comunidade cristã tem lá dentro um bom grupo de gente – adultos, jovens, e até crianças, que vivem este tipo de experiência, então vem natural querer fazer de todas as actividades da Igreja uma ocasião de partilhar essa vida nova com os outros. A missão é isso mesmo.
Aí, alguém pode perguntar: mas então, se todos somos missionários, ainda precisamos dos missionários? Homens e mulheres que deixam a sua terra e a sua gente para irem anunciar Cristo em outras terras, a outros povos? Precisamos sim! Noutra ocasião falarei mais deste tema. Por agora digo só que a partida de um missionário lembra-nos que a fé não é só para nós e para os nossos vizinhos. Jesus foi muito claro: é para levar até aos confins da Terra!
E mais: quando vem até nós uma missionária ou um missionário de culturas diferentes da nossa, ajudam-nos a distinguir melhor o que, na vida das nossas comunidades locais, vem da nossa cultura e tradição e o que é o verdadeiro coração da mensagem de Cristo que se pode viver de maneira diferente em cada cultura.
Para já, mãos à obra: Todos, Tudo e Sempre em Missão.
Fernando Domingues, Missionário comboniano - Além-Mar, outubro de 2018
Sínodo dos Jovens: Que o Espírito Santo nos dê a graça da esperança
03 de Outubro de 2018
Tem início nesta quarta-feira, 3 de outubro, a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, inspirada pelo tema «Juventude, fé e discernimento vocacional".
Na Missa de abertura, o Papa Francisco recordou a passagem em que Jesus oferece aos seus discípulos a garantia de que acompanhará todo o trabalho missionário que lhes será confiado: “O Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, Esse é que vos ensinará tudo, e há de recordar-vos tudo o que vos disse”.
“No início deste momento de graça para toda a Igreja, em sintonia com a Palavra de Deus, peçamos insistentemente ao Paráclito que nos ajude a trazer à memória e a reavivar as palavras do Senhor que faziam arder o nosso coração… Memória que possa despertar e renovar em nós a capacidade de sonhar e esperar”, afirmou o Santo Padre na sua homilia e acrescentou: “Porque sabemos que os nossos jovens serão capazes de profecia e visão, na medida em que nós, adultos ou já idosos, formos capazes de sonhar e assim contagiar e partilhar os sonhos e as esperanças que trazemos no coração”.
Francisco acredita que “ungidos na esperança, começamos um novo encontro eclesial capaz de ampliar horizontes, dilatar o coração e transformar as estruturas que hoje nos paralisam, separam e afastam dos jovens, deixando-os expostos às intempéries e órfãos duma comunidade de fé que os apoie, dum horizonte de sentido e de vida”.
“A esperança interpela-nos, move-nos e destroça o conformismo ditado pelo «sempre se fez assim» e pede que nos ergamos para fixar olhos nos olhos o rosto dos jovens e ver as situações em que se encontram. A mesma esperança pede que trabalhemos por derrubar as situações de precariedade, exclusão e violência, a que está exposta a nossa juventude”, salientou o Pontífice.
Para o Papa, “os jovens chamam-nos a cuidar, com maior empenho e juntamente com eles, do presente e a lutar contra aquilo que de algum modo impede a sua vida de crescer com dignidade. Pedem-nos e exigem-nos uma dedicação criativa, uma dinâmica inteligente, entusiasta e cheia de esperança, e que não os deixemos sozinhos nas mãos de tantos traficantes de morte que oprimem a sua vida e obscurecem a sua visão”.
“Irmãos, irmãs, coloquemos este tempo sob a proteção materna da Virgem Maria. Que Ela, mulher da escuta e da memória, nos acompanhe no reconhecimento dos vestígios do Espírito, a fim de que solicitamente, entre os sonhos e esperanças, acompanhemos e estimulemos os nossos jovens para que não cessem de profetizar”, apelou Francisco.
Ao falar diretamente para os padres sinodais, o Papa referiu que “muitos de nós éramos jovens ou dávamos os primeiros passos na vida religiosa, quando terminou o Concílio Vaticano II. Aos jovens de então, foi dirigida a última mensagem dos Padres conciliares. O que ouvimos quando éramos jovens far-nos-á bem repassá-lo com o coração, lembrados das palavras do poeta: «O homem mantenha o que, em criança, prometeu» (F. Hölderlin)”.
“É em nome deste Deus e de seu Filho Jesus que vos exortamos a alargar os vossos corações a todo o mundo, a escutar o apelo dos vossos irmãos e a pôr corajosamente ao seu serviço as vossas energias juvenis. Lutai contra todo o egoísmo. Recusai dar livre curso aos instintos da violência e do ódio, que geram as guerras e o seu cortejo de misérias. Sede generosos, puros, respeitadores, sinceros. E construí com entusiasmo um mundo melhor que o dos vossos antepassados» (Conc. Ecum. Vat. II, Mensagem aos jovens, 8 de dezembro de 1965)”, prosseguiu.
“Padres sinodais, a Igreja olha-vos com confiança e amor”, concluiu o Santo Padre.
O Sínodo dos Bispos sobre os Jovens termina no domingo, 28 de outubro.
Vamos gritar: Ano Missionário!
03 de Outubro de 2018
O movimento juvenil da Família Comboniana Jovens em Missão (JIM) tem neste Ano Missionário uma responsabilidade acrescida: a de viver e testemunhar na prática e «em saída» o carisma comboniano, que é o de ir mais longe, ao encontro dos «mais pobres e necessitados», como dizia e ensinou com o exemplo de vida o nosso pai e fundador S. Daniel Comboni. São sinais da nossa vitalidade e espírito de missão o envolvimento no sínodo dos bispos sobre os jovens – que decorrerá em Roma de 3 a 28 de outubro; antes, a participação nas Jornadas Missionárias Nacionais, a 15 e 16 de setembro, direcionadas para os jovens; e a boa e generosa participação na peregrinação a pé a Fátima – o Semp’ábrir –, na Missão+ e outras atividades JIM.
Missão é partir
O Papa Francisco, na Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2018, diz que a missão é serviço aos pobres, marginalizados, descartados, porque «ignorar os pobres é ignorar a Deus». Acrescenta o papa que é desse serviço, no encontro com Jesus, que nascem as alegrias do Evangelho e da missão. Referindo-se aos jovens e ao discernimento da vocação missionária, concretiza com apreço: «Estas louváveis formas de serviço missionário temporário são um começo fecundo e, no discernimento vocacional, podem ajudar-vos a decidir pelo dom total de vós mesmos como missionários.»
Partir é, de facto, a nossa missão! E um novo grupo Fé e Missão poderá partir neste Ano Missionário para Participarem no Missão+. Trinta e dois jovens das equipas JIM nacionais e oito do JIM da Itália devem fazer um mês de experiência missionária em Moçambique. Partirão também pessoas disponíveis para um serviço mais prolongado. Parte para a Etiópia o Pedro Nascimento, desde há muito membro do JIM e agora leigo missionário comboniano. Parte o irmão Paulo Félix, para a África do Sul; vai o P.e Claudino Gomes para a República Democrática do Congo; vou eu, P.e Carlos Nunes, para a Zâmbia… Partem neste Ano Missionário vários outros membros da Família Comboniana… Somos testemunhas do espírito de missão além-fronteiras que a Igreja Portuguesa é desafiada a viver ontem, hoje e sempre.
Poema para recitar neste Ano Missionário
Partir é a minha oração, é vida
sair do centro, dar lugar a Jesus
abrir-me aos outros, sair de mim
falar e servir com alegria
contribuir para o Cenáculo de Apóstolos
não julgar ninguém, pensar bem de
cada um e todos
não ter medo do futuro…
Jesus está lá e leva-me ao colo.
Na peregrinação/caminho de vida,
«Quer viva, quer morra, pertenço ao
Senhor» (Rm 14, 8).
Missão é partir… ir ao encontro dos
pobres
caminhar na fé e com esperança
servir com alegria e generosidade
Missão é partir
Partir eu quero
Carlos Alberto Nunes, MCCJ
Família Comboniana nº 255, Setembro – Outubro 2018
Para os cristãos este é um mês especial: o mês missionário
02 de Outubro de 2018
Começou ontem o mês de outubro, mês missionário. “Todos somos missionários – escreve o padre Joaquim José Moreira da Silva, comboniano português a trabalhar entre os Gumuz, na Etiópia –. Este mês deve ajudar-nos a abrir os horizontes da nossa mente, do nosso coração e da nossa acção para as muitas periferias do nosso mundo e abraçá-las… O meu salário é o sorriso e o acolhimento que as pessoas me dão.”
Este mês especial é uma provocação a todo o cristão para que se deixe encontrar por Jesus e para que, encontrando-o de verdade, seja sua testemunha e mensageiro. O Papa escreve sempre uma mensagem especial para o Dia Mundial das Missões. Este ano a mensagem é centrada na importância de que os jovens se sintam verdadeiros anunciadores de Jesus no mundo. Todos temos uma missão e por isso, todos somos missionários.
Todos somos missionários, sim, mas é importante reconhecer isto. Este mês deve ajudar-nos também a abrir os horizontes da nossa mente, do nosso coração e da nossa acção para as muitas periferias do nosso mundo e abraçá-las.
Como missionário comboniano, não posso deixar de partilhar neste espaço a alegria de ser servidor da alegria do Evangelho entre o povo Gumuz, na Etiópia.
Acabei de chegar de uma actividade de animação missionária para a qual fui convidado a participar pela associação “Missio Aachen”. Foram duas semanas e meia de intensas actividades: encontros nas escolas, com grupos paroquiais, institutos religiosos,... foi uma experiência única de encontro e de partilha da minha vocação missionária. Na primeira escola onde estive, a primeira pergunta que um jovem me fez foi: "Quanto é o salário que recebe por mês?" Respondi-lhe: "O meu salário é o sorriso e o acolhimento que as pessoas me dão." Não sei se a resposta o convenceu, mas sei que é a verdade que eu vivo e experimento. Isto é difícil de exprimir em palavras, vive-se.
São muitos os estímulos e eventos para este mês:
- A Conferência Episcopal Portuguesa escreveu uma lindíssima nota pastoral: “Todos, Tudo e Sempre em Missão”. Obrigado aos bispos portugueses por esta coragem.
- Em Roma, decorrerá o Sínodo dos Bispos sobre os Jovens.
- Em Roma, o Papa canonizará alguns beatos, exemplos de vida cristã empenhada em favor dos esquecidos e desprotegidos (Paulo VI, Óscar Romero,…).
- A liturgia vai-nos também apresentando exemplos de santos, homens e mulheres, que deram as suas vidas para que outros tivessem vida (Teresa do Menino Jesus, Francisco de Assis, Daniel Comboni, João XXIII, Teresa de Ávila, Margarida Maria Alacoque, Lucas, João Paulo II, entre outros).
Os estímulos são muitos, aproveitemos e sejamos verdadeiras testemunhas de Jesus e da alegria do Evangelho, abraçando o mundo como o fez o próprio Jesus. Na barca de Jesus, olhamos Além-Mar…
P. Joaquim da Silva
Violência contra indígenas brasileiros continua a aumentar
02 de Outubro de 2018
Relatório do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) aponta para um aumento da violência contra os indígenas brasileiros. Apropriação das terras indígenas é uma das principais formas de violência.
“Houve um aumento no número de casos em 14 dos 19 tipos de violência sistematizados”, indica o «Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil» – com dados de 2017.
São dramáticos os números de suicídios (128 casos), assassinatos (110 casos), mortalidade infantil (702 casos) e das violações relacionadas ao direito à terra tradicional e à proteção delas.
“Esta edição do Relatório deixa clara uma realidade de absoluta insegurança jurídica no que tange aos direitos individuais e coletivos dos povos indígenas no país. Para piorar, os Três Poderes do Estado têm sido cúmplices da pressão sobre o território, que pretende permitir a exploração de seus recursos naturais, e resulta em violência nas aldeias”, explica Roberto Liebgott, coordenador do Regional Sul do Cimi e um dos organizadores da publicação.
Ele complementa sua avaliação: “além disso, especialmente a bancada ruralista tem atuado no sentido de garantir todas as condições para que um novo processo de esbulho das terras tradicionais seja consolidado no país. Ou seja, através do estrangulamento das terras indígenas por diversos vetores, o que se pretende, de facto, é usurpar as terras dos povos originários deste país”.
Esta edição do «Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil» é particularmente dedicada ao Irmão Vicente Cañas, missionário Jesuíta, cuja memória do martírio completou 30 anos em 2017. Kiwxi,como foi chamado pelos Mỹky, dedicou sua vida aos povos indígenas. E, justamente, na defesa dos direitos destes povos foi assassinado em abril de 1987, durante o processo de demarcação da terra do povo Enawenê Nawê.
Sínodo dos Jovens
02 de Outubro de 2018
Os jovens querem ser envolvidos nas decisões tomadas em Igreja e em sociedade.
Rui Teixeira, Participante no pré-Sínodo dos Jovens
Pela primeira vez história da Igreja, o Papa Francisco, ao convocar uma assembleia do Sínodo dos Bispos, convocou um encontro prévio. Desta vez não com os padres sinodais, nem com especialistas amadurecidos, mas com os jovens, dado o tema Os jovens, a fé e o discernimento vocacional.
Do nosso país participaram três jovens, sendo uma a representante da Pastoral Juvenil em Portugal, e os outros dois representantes de movimentos eclesiais a nível mundial, a saber: o Secretariado Internacional das Equipas de Jovens de Nossa Senhora e a Conferência Internacional Católica do Escutismo, que tive a honra de representar.
Na abertura, 300 jovens encontraram-se frente a frente com o papa. Pediu-se uma reflexão franca sobre as realidades e as questões que preocupam os jovens, e um diálogo sem filtros interpares e com a hierarquia. Dialogando e trabalhando em pequenos grupos de diferentes idiomas, pudemos rever e responder uma a uma as 15 questões colocadas acerca da temática enunciada. Cada um representou o melhor que conseguiu a sua realidade diocesana e nacional ou apresentou as práticas do carisma e do movimento que representa.
Tendo a honra de ser um dos participantes, aprendi muito sobre as realidades diversas que vão desde a América do Norte à Nigéria, do Iraque à Eslovénia. Os assuntos tratados foram vários, como a vivência dos jovens na sociedade de hoje, como vêem a Igreja, o que esperam dela, como se relacionam com a tecnologia, com o trabalho, com as escolhas. Marcou-me em particular o espírito de sinodalidade vivido e rezado, e ficou o desejo de que se voltasse a repetir, não apenas a nível global, mas também local.
Os jovens querem ser envolvidos nas decisões tomadas em Igreja e em sociedade. Para que estejam preparados, sentem necessidade de um digno e competente acompanhamento, através do qual possam ouvir e ser ouvidos nas suas dúvidas e encruzilhadas.
Coube-me a responsabilidade de falar do modo como o escutismo católico acompanha os jovens, como os educa de um modo não formal, na Natureza, habituando-os a amarem-se e respeitarem-se uns aos outros. Fiquei feliz ao ver que o movimento escutista é bastante reconhecido e respeitado dentro das diversas realidades eclesiais.
Para acompanhar o Sínodo dos Bispos, que se realiza em Roma entre os dias 3 e 28 deste mês, recomendo a todos a leitura do documento final da reunião pré-sinodal que, além de ser informativo, se viu reflectido no Instrumentum Laboris que agora os bispos têm em mãos.
Publicação conjunta da Missão Press
Portugal: Início do Ano Missionário especial
01 de Outubro de 2018
A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) promove Ano Missionário especial em todas as dioceses católicas do país, de outubro de 2018 a outubro de 2019, respondendo a uma iniciativa do Papa Francisco.
“Acolhendo com alegria a proposta do Papa Francisco de um Mês Missionário Extraordinário para toda a Igreja, nós, Bispos portugueses, propomo-nos ir mais longe e celebraremos esse mês como etapa final de um Ano Missionário em todas as nossas Dioceses, de outubro de 2018 a outubro de 2019”, lê-se no documento publicado pela CEP em maio de 2018.
Desde o início do seu pontificado, o Papa Francisco tem convidado todo o cristão, em qualquer lugar e situação, a renovar o seu encontro pessoal com Jesus Cristo, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele e a procurá-l’O dia-a-dia, sem cessar.
“Assim sendo, não podemos ficar tranquilos, em espera passiva: é necessário passar de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. Com o “sonho missionário de chegar a todos”, o Santo Padre tem incentivado a ir às periferias, a ir até junto dos pobres, convidando os jovens a “fazer ruído”, a não “ficarem no sofá” a verem a vida a passar. Convida a Igreja a não ficar entre si sem correr riscos, mas ter a coragem de ser uma Igreja viva, acolhedora, dos excluídos e dos estrangeiros”, escrevem os bispos.
“Trata-se de colocar a missão de Jesus no coração da própria Igreja, transformando-a em critério para medir a eficácia das estruturas, os resultados do trabalho, a fecundidade dos seus ministros e a alegria que são capazes de suscitar, porque sem alegria não se atrai ninguém”, afirma o documento.
“Ao longo deste Ano Missionário, de outubro de 2018 a outubro de 2019, façamos todos – bispos, padres, diáconos, consagrados e consagradas, adultos, jovens, adolescentes, crianças – a experiência da missão. Sair. Irmos até uma outra paróquia, uma outra diocese, um outro país em missão, para sentirmos que somos chamados por vocação a sermos universais, ou seja, a termos responsabilidade não só sobre a nossa comunidade, mas sobre o mundo inteiro”, conclamam os bispos portugueses.
Todos, tudo e sempre em Missão
01 de Outubro de 2018
Ser missionário é a vocação fundamental dos cristãos, chamados a anunciar a boa notícia do Evangelho a todos os povos.
Outubro é o mês missionário. Ser missionário é a vocação fundamental de todos os cristãos, chamados a dar testemunho e a anunciar a boa notícia do Evangelho a todos os povos. Recorda-nos o Papa Francisco na exortação apostólica A Alegria do Evangelho: «Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo» (273). Por isso, os discípulos missionários partilhamos, sempre e em todos os lugares, o caminho de vida plena que Jesus nos comunica: «Ser discípulo significa ter a disposição permanente de levar aos outros o amor de Jesus; e isto sucede espontaneamente em qualquer lugar: na rua, na praça, no trabalho, num caminho» (A Alegria do Evangelho, 127).
Com o «sonho missionário de chegar a todos», o Papa Francisco tem incentivado os católicos a ir às periferias, a ir até junto dos pobres. Nessa perspectiva, por ocasião do centenário da carta apostólica Maximum Illud, de 30 de Novembro de 1919, de Bento XV, o Santo Padre declarou Outubro de 2019 Mês Missionário Extraordinário. Os bispos portugueses acolheram com alegria essa proposta do Santo Padre e apelam a um maior vigor missionário em todas as dioceses, paróquias, comunidades e grupos eclesiais, desde os adultos aos jovens e crianças. Para isso, querem que esse mês seja o culminar de um Ano Missionário, que decorrerá de Outubro de 2018 a Outubro de 2018.
O lema escolhido para o Ano Missionário é «Todos, tudo e sempre em Missão».
Segundo a nota pastoral dos bispos, são quatro as dimensões a fortalecer neste ano, com diferentes iniciativas: o encontro pessoal com Jesus Cristo vivo na sua Igreja (Eucaristia, Palavra de Deus, oração pessoal e comunitária); o testemunho (os santos, os mártires da missão e os confessores da fé, que são expressão das Igrejas espalhadas pelo mundo); a formação (bíblica, catequética, espiritual e teológica sobre a missão); caridade missionária (ajuda material para o imenso trabalho da evangelização e da formação cristã nas Igrejas mais necessitadas).
No espírito de renovação missionária, os nossos bispos apelam a que ao longo deste Ano Missionário «façamos todos – bispos, padres, diáconos, consagrados e consagradas, adultos, jovens, adolescentes, crianças – a experiência da missão. Sair. Irmos até uma outra paróquia, uma outra diocese, um outro país em missão, para sentirmos que somos chamados por vocação a sermos universais, ou seja, a termos responsabilidade não só sobre a nossa comunidade, mas sobre o mundo inteiro».
Que este Ano Missionário se torne, sublinham os bispos, «uma ocasião de graça, intensa e fecunda, de modo que desperte o entusiasmo missionário.
E que este jamais nos seja roubado!» Um tempo vivido sob a protecção de Maria, nossa Mãe, e assim «sejamos no mundo sentinelas da madrugada que sabem contemplar o verdadeiro rosto de Jesus Salvador, aquele que brilhou na Páscoa, e descobrir novamente o rosto jovem e belo da Igreja, que brilha quando é missionária, acolhedora, livre, fiel, pobre de meios e rica no amor» (Francisco, homilia da missa de 13 de Maio de 2017 em Fátima).
Por Bernardino Frutuoso, Editorial Além-Mar – Outubro de 2018
Exposição: Pelos Caminhos do Mundo
01 de Outubro de 2018
A exposição missionária itinerante «Pelos Caminhos do Mundo», promovida pelos Institutos Missionários Ad Gentes (IMAG), foi inaugurada no sábado, 29 de setembro, na Escola Francisco de Holanda, em Guimarães.
Três momentos caraterizam esta exposição:
- Um conjunto de roll-ups aponta para o Deus que «faz caminho com as pessoas».
- Uma série de objetos, no segundo bloco, abre-se ao encontro de culturas e religiões.
- Um terceiro bloco é apresentado, em forma de jogo, na aventura de correr os caminhos do mundo e da missão.
A exposição, que tem um caris itinerante e percorrerá as 20 Dioceses do país ao longo do Ano Missionário, tem entrada livre e gratuita.
Em novembro, a exposição estará em Barcelos integrará a figura de D. António Barroso, missionário em três continentes e antigo bispo do Porto, de quem celebramos este ano 100 anos do seu falecimento.
Às portas do Ano Missionário proposto pela Conferência Episcopal, esta exposição pretende ser motivadora de dinamismos novos na Igreja católica.
Viver hoje o carisma comboniano
01 de Outubro de 2018
Na conclusão dos trabalhos da Assembleia Intercapitular, os participantes dirigiram uma mensagem de comunhão e gratidão pelo que sois e fazeis no quotidiano da missão.
“Viver hoje o carisma comboniano… é tomar consciência das transformações que estão a acontecer e aprender a mostrar o Deus da história, sempre próximo dos últimos da terra. A leitura da realidade, bela e trágica ao mesmo tempo, tocou-nos profundamente, chamando-nos à conversão pessoal e comunitária, para «ser missão» num mundo renovado pelo Evangelho de Jesus”, lê-se na mensagem.
Para os participantes na Assembleia Intercapitular, realizada em Roma de 9 a 29 de setembro de 2018, “a missão, hoje mais que nunca, pede coerência de vida e uma espiritualidade cada vez mais próxima a Jesus e ao seu projeto. Não podemos viver a missão sem levar a sério o seu chamamento à santidade”.
“O nosso carisma é claro e dinâmico, mas deve retornar às fontes que o renovam”, afirma a mensagem.
“O novo paradigma da missão, do qual fala o Capítulo, deve surgir da relação afetiva com a Trindade e tornar-se serviço à comunhão, gerador de novas relações humanas baseadas na justiça e na misericórdia. Estas relações de fraternidade devem renovar-nos a partir de dentro, levar-nos a uma opção radical pelos mais pobres e a cuidar da «casa comum». Somos discípulos missionários do Senhor ressuscitado, que devolvem aos povos e à criação a dignidade que receberam do Deus-Amor desde o princípio”, escrevem.
Durante o período da Assembleia Intercapitular, “preocupações e esperanças” mexeram com os participantes:
- Escrevemos uma carta ao Papa Francisco para expressar a nossa proximidade e apoio nas escolhas que cada vez mais parecem isolá-lo, mesmo dentro da Igreja.
- Acompanhamos com alegria os esforços de paz no Sudão do Sul e entre a Etiópia, a Eritreia e a Somália, as etapas de reaproximação das duas Coreias e os desenvolvimentos de um novo diálogo entre a Igreja e o governo chinês com o acordo sobre a nomeação dos novos bispos.
- Partilhámos a dor das famílias no naufrágio recente no Lago Vitória, Tanzânia, e pelas vítimas de eventos climáticos extremos nas Filipinas, China, Estados Unidos e Nigéria. São apelos para incluir nas nossas preocupações missionárias também a grave crise socioambiental, provocada pelo atual modelo neoliberal de produção e consumo.
- Condenámos o massacre dos civis inocentes na cidade de Beni, no Kivu do Norte, República Democrática do Congo, bem como as vítimas de grupos fundamentalistas pelo controle de recursos no norte de Moçambique.
- Rezámos pelo Pe. Pierluigi Maccalli, SMA, sequestrado por fundamentalistas islâmicos no Níger.
- Lamentámos a morte de mais de cem migrantes no Mediterrâneo e refletimos sobre a vida precária de muitos migrantes que fogem da guerra, da fome e das mudanças ambientais em muitas partes do mundo.
- A situação sempre preocupante da República Centro-Africana e a crise na Venezuela e na Nicarágua não nos deixaram indiferentes.
- Vimos nesta humanidade sofredora o povo da promessa, a caminho dos novos céus e nova terra (2Pe 3, 13) onde a justiça terá uma morada permanente. Cabe a nós missionários preparar e abrir este caminho!
No final do encontro, todos se comprometeram a renovar o carisma missionário recebido de Comboni, “a quem repetidamente invocámos na nossa assembleia”.
“Que seja ele a conduzir-nos neste tempo e a projetar-nos com esperança no futuro. A ele, finalmente, confiámos o trabalho nestes dias”, conclui a mensagem.
Leia AQUI a mensagem completa.
Jovens portugueses tem maior interesse por temas religiosos
28 de Setembro de 2018
Um inédito estudo mundial sobre “social listening” nas redes sociais, promovido pela rede global Aleteia.org, revela que a chamada «geração Z» portuguesa apresenta maior interesse por temas religiosos cristãos.
Segundo os dados apresentados esta sexta-feira, 28 de setembro, em Fátima, nas Jornadas de Comunicação Social e Digital, “4% das pessoas da geração Z interessam-se por temas religiosos cristãos”, um número que sobre para 10%, no caso de jovens portugueses (amostra de 1 milhão de pessoas, em Portugal).
A chamada «geração Z» é composta por pessoas nascidas no fim da década de 1990 até 2010. Uma geração que surgiu com o nascimento da World Wide Web e no "boom" da criação de aparelhos tecnológicos.
O estudo da Aleteia coloca Portugal no 3.º lugar dos “jovens interessados em religião” na Europa, empatado com a Lituânia e Malta, apenas atrás da Itália e da Polónia.
As informações são da Agência Ecclesia.
Migrações como oportunidades: fluxo imparável
28 de Setembro de 2018
Em 2017, 19,4 milhões de africanos emigraram dentro do próprio continente. Entre os migrantes, prevalecem as razões económicas. Muitas oportunidades são criadas nos países de chegada.
Por Antonella Sinopoli - Nigrizia
Migrações como oportunidades. Em outros lugares e também em África. Enquanto na Itália estão a brigar contra o pano de fundo da "crise dos migrantes", os africanos continuam a se movimentar. E não apenas na direção da Europa - como a propaganda dos últimos tempos quer que acreditemos - mas entre um país africano e outro.
Em 2017, 19,4 milhões foram os africanos que emigraram dentro do próprio continente. Ou seja, 78,8% dos imigrantes que estão na África são africanos (4 de cada 5). É a África Ocidental (graças a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, a CEDEAO/ECOWAS) que regista a maior migração interna: 89%. Além disso, 5,5 milhões são pessoas que chegaram à África em 2017 vindas de outros continentes.
Para dar um ponto de comparação: no mesmo ano na Europa, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) contabilizou achegada de 186.768 migrantes (3.116 foram dados como mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo).
Em 2017, 258 milhões de migrantes foram contabilizados globalmente, mas apenas 35% viajaram na direção sul-norte (de países desenvolvidos para países em desenvolvimento, por assim dizer). Os cinco principais países com o maior número de migrantes internos em África são: África do Sul, Costa do Marfim, Uganda, Nigéria e Etiópia, todos com mais de um milhão de migrantes.
É uma mobilidade interna que cresceu ao longo dos anos e que gera uma série de benefícios sociais, económicos e até políticos. O Relatório 2018 da «Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento» (UNCTAD) sobre a África mostra como as políticas de migração (e não de rejeição) contribuem para a transformação estrutural dos países. Para melhor.
Assim, ao contrário da percepção geral - provocada por uma certa imprensa e os muitos slogans – a migração de territórios subsaarianos ocorre principalmente dentro dos países do continente. Diferentemente, a tendência dos migrantes dos países do norte da África é seguir em direção aos destinos europeus.
Somos todos, tudo e sempre missionários
28 de Setembro de 2018
“Somos todos, tudo e sempre missionários”, afirmou o padre Carlos Nunes em entrevista para o canal de notícias do Vaticano (Vatican News).
A entrevista decorreu no rescaldo das Jornadas Missionárias realizadas no mês de setembro em Fátima, onde uma das conclusões foi apoiar totalmente a orientação do Papa Francisco para criar Centros Missionários Diocesanos e Grupos Missionários Paroquiais em todas as dioceses de modo a proporcionar “experiências concretas de saída”.
Para este missionário comboniano que esteve 16 anos em missão na Zâmbia, “o Papa tem realmente desafiado a igreja a ser missionária, ele é um grande missionário” e este está a ser um “Pontificado Missonário”, afirma o padre Carlos Nunes.
“É um desafio grande que o papa nos dá através da sua vida, através da sua palavra, dos seus documentos e temos que responder”, conclui o sacerdote que espera que o ano missionário ajude a “seguir esse caminho”, em Portugal.
Ouça a entrevista completa.













