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Actualidades

Nossa Senhora de Guadalupe

12 de Dezembro de 2017

Celebra-se nesta terça-feira, dia 12 de Dezembro, Nossa Senhora de Guadalupe.


Conhecida como a Mãe da América Latina, começou a ser venerada depois de uma aparição que ocorreu no México, em 1531. Foi proclamada padroeira do México e imperatriz do Continente americano. A aparição de Guadalupe foi reconhecida pela Igreja católica e Juan Diego foi proclamado santo pelo Papa João Paulo II, no dia 31 de Julho de 2002.

África do Sul: Os filhos de Comboni

12 de Dezembro de 2017

África do Sul: Os filhos de Comboni: um programa (em espanhol) sobre combonianos na África do Sul feito para a RTVE.


Aqui.

Fé e Missão

12 de Dezembro de 2017

Oito jovens do «Fé e Missão», o grupo vocacional da família comboniana, passaram um mês em Carapira, Moçambique, num campo missionário. Uma experiência que os mudou!


Assista ao vídeo.


 


 


 

Direitos humanos e desarmamento nuclear caminham juntos

11 de Dezembro de 2017

No domingo, 10 de dezembro, Papa Francisco recordou que neste dia era atribuído o Prémio Nobel da Paz à Campanha Internacional pela Abolição das Armas Nucleares.


“Este reconhecimento acontece em coincidência com o Dia das Nações Unidas para os Direitos Humanos, e isto sublinha a forte ligação entre direitos humanos e o desarmamento nuclear”, disse.


“Com efeito, empenhar-se para a tutela da dignidade de todas as pessoas, de modo particular das mais débeis e desfavorecidas, significa também trabalhar com determinação para construir um mundo sem armas nucleares. Deus nos dê a capacidade de colaborar para construir a nossa casa comum: temos a liberdade, a inteligência e a capacidade de guiar a tecnologia, de limitar o nosso poder, o serviço da paz e do verdadeiro progresso”, declarou o Santo Padre.


A seguir, o Papa chamou a atenção para a cimeira “O Nosso Planeta” “Our Planet Sumit” que vai ter lugar esta semana na capital francesa, dois anos após a adopção do Acordo de Paris sobre o clima. A cimeira “O Nosso Planeta” pretende renovar o empenho pela actuação desse Acordo e consolidar – disse Francisco – uma estratégia comum para contrastar o preocupante fenómeno das mudanças climáticas.


“Desejo ardentemente que essa Cimeira, assim como também as outras iniciativas que vão na mesma direcção, favoreçam uma clara tomada de consciência sobre a necessidade de adoptar decisões realmente eficazes para contrastar a mudança climática e, ao mesmo tempo, combater a pobreza e promover o desenvolvimento integral.”


E o Papa recordou dois casos concretos relacionados com as mudanças climáticas:


“Neste contexto, gostaria de exprimir a minha proximidade às populações indianas atingidas pelo ciclone Okhi, especialmente as famílias dos muitíssimos pescadores desaparecidos; e também as populações da Albânia, duramente provadas por graves inundações.”

Mensagem para o Dia Mundial do Doente

«“Eis o seu filho! (…) Eis a sua mãe!” E, desde aquela hora, o discípulo a recebeu em sua casa» (Jo 19, 26-27)

11 de Dezembro de 2017

Foi publicada, nesta segunda-feira, 11 de dezembro, a mensagem do Papa para o 26º Dia Mundial do Doente, a ser celebrado em 11 de fevereiro de 2018, dia em que a Igreja recorda Nossa Senhora de Lourdes.


O Santo Padre escolheu as palavras de Jesus, elevado na cruz, que se dirige à sua mãe e a João, dizendo: «“Eis o seu filho! (…) Eis a sua mãe!” E, desde aquela hora, o discípulo a recebeu em sua casa» (Jo 19, 26-27).


“Estas palavras do Senhor iluminam profundamente o mistério da Cruz. Esta não representa uma tragédia sem esperança, mas o lugar onde Jesus mostra a sua glória e deixa amorosamente as suas últimas vontades, que se tornam regras constitutivas da comunidade cristã e da vida de cada discípulo”, explica o Santo Padre.


“Em primeiro lugar, as palavras de Jesus dão origem à vocação materna de Maria em relação a toda a humanidade. Será, de uma forma particular, a mãe dos discípulos do seu Filho e cuidará deles e do seu caminho. E, como sabemos, o cuidado materno dum filho ou duma filha engloba tanto os aspectos materiais como os espirituais da sua educação.


O sofrimento indescritível da cruz trespassa a alma de Maria (cf. Lc 2, 35), mas não a paralisa. Pelo contrário, lá começa para Ela um novo caminho de doação, como Mãe do Senhor. Na cruz, Jesus preocupa-Se com a Igreja e toda a humanidade, e Maria é chamada a partilhar esta mesma preocupação. Os Atos dos Apóstolos, ao descrever a grande efusão do Espírito Santo no Pentecostes, mostram-nos que Maria começou a desempenhar a sua tarefa na primeira comunidade da Igreja. Uma tarefa que não mais terá fim”, acrescenta o Pontífice.


“O discípulo João, o amado, representa a Igreja, povo messiânico. Ele deve reconhecer Maria como sua própria mãe. E, neste reconhecimento, é chamado a recebê-La, contemplar n’Ela o modelo do discipulado e também a vocação materna que Jesus Lhe confiou incluindo as preocupações e os projetos que isso implica: a Mãe que ama e gera filhos capazes de amar segundo o mandamento de Jesus. Por isso a vocação materna de Maria, a vocação de cuidar dos seus filhos, passa para João e toda a Igreja. Toda a comunidade dos discípulos fica envolvida na vocação materna de Maria”, prossegue o Papa.


“João, como discípulo que partilhou tudo com Jesus, sabe que o Mestre quer conduzir todos os homens ao encontro do Pai. Pode testemunhar que Jesus encontrou muitas pessoas doentes no espírito, porque cheias de orgulho (cf. Jo 8, 31-39), e doentes no corpo (cf. Jo 5, 6). A todos, concedeu misericórdia e perdão e, aos doentes, também a cura física, sinal da vida abundante do Reino, onde se enxugam todas as lágrimas. Como Maria, os discípulos são chamados a cuidar uns dos outros; mas não só: eles sabem que o Coração de Jesus está aberto a todos, sem exclusão. A todos deve ser anunciado o Evangelho do Reino, e a caridade dos cristãos deve estender-se a todos quantos passam necessidade, simplesmente porque são pessoas, filhos de Deus”.


Leia aqui a mensagem completa.

Quantos dias são precisos para mudar o mundo?!

11 de Dezembro de 2017

O mundo não se muda. Foi-nos dado para estar quietinho e sossegado enquanto recebe todas as nossas loucuras e disparates. O mundo não se muda só porque tu queres. Só porque eu quero. Já ouvimos (e lemos) esta frase algumas vezes: «Por muito que faças, não vais conseguir mudar o mundo» ou uma variante: «O mundo não muda só por tua causa». Tenho pena. Tenho pena porque temos sido convencidos a acreditar nesta espécie de veredicto em forma de beco sem saída. Sinto muito que estejamos empenhados em cortar as vontades e esperanças alheias com base numa teoria de ninguém. O conforto de não fazer nada pode ser tentador. Pode aquecer-nos a pele de dentro durante algum tempo. Depois, o conforto transforma-se em pedras que se atiram a quem decidiu não estar ainda confortável. Temos tendência a criticar aqueles que ousam ir mais longe. Aqueles que se atrevem. Aqueles que metem o Medo numa mochila e o levam às costas.


O mundo não se muda. Não se mexe. Não te mexas. Não faças para não estragar. Não sonhes. Não te entregues. Não cries coisas novas. Rende-te. Deixa-te ficar à beirinha de tudo o que podia ter acontecido e não faças absolutamente nada. O mundo não há-de mudar.


Respiramos uma fraqueza triste (e diária) de quem não quer “chatices”. Nem problemas. Nem ter trabalho. Respiramos um desânimo que paira à volta de cada gesto, de cada atitude, de cada decisão. Desculpem a sinceridade mas… não me parece que estejamos a respirar. Não me parece que estejamos a viver! Permitam-me a provocação:


O mundo é para se mudar. Para melhor. Mexe-te. Sai do lugar. Abre a porta. Rema. Voa. Atravessa. Espera. Pensa. Vai a pé. Abre os braços. Faz. Sonha em voz alta. Entrega-te. Faz coisas que nunca ninguém fez. Faz de novo. Desenha novidades e pinta-as com cores vivas. Cores que façam viver. Acorda! Sai dessa beirinha. Fecha os olhos. Agarra-te bem. O mundo muda se tu quiseres. Quando tu quiseres e SE tu quiseres.


Faz por ti. Por quem está perto. Por quem está doente. Por quem está triste. Por quem desistiu. Por quem anoiteceu. Por quem perdeu a calma. Por quem te deixou. Por quem te agarrou.


Faz por ti. Com as tuas mãos. Sem esperar que aconteça seja o que for. É no silêncio sossegado das acções pequeninas que os milagres acontecem. Quando menos esperares, nada voltará a ser igual.


Marta Arrais, Professora – Revista Além-Mar, dezembro de 2017

O futuro da Ásia é de quem semeia fraternidade

07 de Dezembro de 2017

O Papa dedicou a catequese de quarta-feira, 6 de dezembro, à sua recente viagem a Myanmar e ao Bangladesh, que definiu como um “grande dom de Deus”. E agradeceu às autoridades e bispos dos dois países que permitiram esta visita.


“Nos rostos daqueles jovens vi o futuro da Ásia: um futuro que não será de quem constrói armas, mas de quem semeia fraternidade”, disse o Santo Padre.


Francisco comentou ainda os encontros com as autoridades, às quais encorajou os esforços de pacificação e auspiciando que todos os membros da nação, ninguém excluído, possam cooperar neste processo no respeito recíproco. O Papa mencionou ainda o diálogo inter-religioso, de modo especial quando se reuniu com o Conselho Supremo dos monges, ao qual manifestou a confiança de que cristãos e budistas possam juntos ajudar as pessoas a amar Deus e o próximo, rejeitando toda violência e opondo-se ao mal com o bem.


Francisco também recordou o pedido para que as autoridades sejam solidárias e empenhem-se em socorrer os refugiados Rohingya.


Assim como em Myanmar, o último evento em Bangladesh foi com os jovens bengaleses, rico de testemunhos, cantos e danças, “e como dançam bem os bengaleses”. “No encontro estavam presentes também jovens muçulmanos e de outras religiões: um sinal de esperança para Bangladesh, para a Ásia e para o mundo.”

Jerusalém, cidade santa para hebreus, cristãos e muçulmanos

07 de Dezembro de 2017

No fim da audiência geral de quarta-feira, 6 de dezembro, o Papa fez um apelo pela Cidade de Jerusalém:


“Não posso silenciar a minha profunda preocupação pela situação que se criou nos últimos dias e, ao mesmo tempo, dirigir um forte apelo para que seja compromisso de todos respeitar o status quo da cidade, em conformidade com as pertinentes Resoluções das Nações Unidas. Jerusalém é uma cidade única, sagrada para os judeus, os cristãos e os muçulmanos, que nela veneram os Locais Santos das respetivas religiões, e tem uma vocação especial à paz. Peço ao Senhor que esta identidade seja preservada e reforçada em benefício da Terra Santa, do Médio Oriente e do mundo inteiro e que prevaleçam sabedoria e prudência, para evitar acrescentar novos elementos de tensão num panorama mundial já turbulento e marcado por inúmeros e cruéis conflitos.”


O apelo do Santo Padre foi motivado pela decisão do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anunciar Jerusalém como capital de Israel e mudar a embaixada estadunidense de Tel Aviv para Jerusalém. A Cidade Santa é disputada como capital também pelos palestinianos.


O Presidente palestiniano Mahmoud Abbas manifestou a Trump a preocupação de que esta mudança da política dos EUA possa ter consequências perigosas para o processo de paz em todo o Médio Oriente.

Natal jubano: Juba celebra um Natal vibrante e colorido

07 de Dezembro de 2017

Passei o meu primeiro Natal em Juba, no Sul do Sudão, em 2006. Os dias que o antecederam foram de grande azáfama e preocupação: queríamos ter tudo a postos para que a primeira emissão experimental da Rádio Bakhita acontecesse na noite de Natal.


Dois técnicos italianos davam os últimos toques nos estúdios, nas antenas e no transmissor, enquanto a equipa missionária – duas irmãs e um irmão combonianos, e eu – aprendíamos os segredos da rádio.


Veio a meia-noite e desligámos a emissão automática dos estúdios para ir para o ar a transmissão da missa do galo da Catedral de Santa Teresa, presidida por Dom Paolino Lukudu Loro, arcebispo comboniano de Juba e primaz do Sudão do Sul.


A transmissão inaugural foi um êxito: a celebração do Natal da catedral entrou nos lares de Juba através da Bakhita Radio 91 FM, a voz da Igreja – como proclamava o indicativo da estação.


Depois da transmissão tivemos de arrumar cabos, microfones e misturador. Quando chegámos, na rua tínhamos uma surpresa à nossa espera: uma multidão imensa celebrava o nascimento de Jesus ao jeito de um grande Carnaval.


Jovens, mulheres e homens, tudo vestido a preceito, corriam pelas ruas sem iluminação pública numa alegria efusiva. Rapazes queriam impressionar a fazer habilidades com as suas motas. Automóveis manifestaram-se com uma explosão de sons numa coreografia desordenada e imparável. As ruas junto às igrejas fervilhavam de gente e de actividade.


A razão para tanta algazarra natalícia era a liberdade: durante a guerra civil, que terminou em Janeiro de 2005, a população de Juba viveu sob o recolher obrigatório das seis da noite às seis da manhã. Quem fosse apanhado nas ruas durante esse período era preso ou na pior das hipóteses apanhava um tiro de um soldado ou de um polícia. A segurança nesses tempos era férrea.


Contudo, na noite de Natal, o Governo muçulmano (fundamentalista) de Cartum levantava o recolher obrigatório para os cristãos poderem celebrar o nascimento de Jesus com a missa do galo à meia-noite.


Depois da celebração, bem cantada, dançada e vivida, os templos despediam as grandes assembleias para a rua para celebrar a alegria do nascimento do Menino, a única noite em que podiam quebrar o recolher obrigatório sem correrem risco de vida.


Contudo, os últimos quatro Natais foram muito diferentes: os libertadores tornaram-se opressores e a 15 de Dezembro de 2013 o país voltou a descer aos infernos da guerra civil com contornos étnicos da luta fratricida pelo poder. Forças do Governo e da oposição usam a ajuda alimentar, a violência sexual e a limpeza étnica como armas para punir aqueles que percebem como inimigos à hegemonia política que dá acesso ao controlo das riquezas nacionais – sobretudo o petróleo – e à percentagem «cobrada» ao investimento estrangeiro.


Não sei se este ano os cristãos voltam a trazer a alegria do Natal para as ruas de Juba e para os caminhos do país. Mas Jesus, o Deus-connosco, continua a oferecer a sua paz a todos os que queiram fazer o caminho da reconciliação e da conversão.


«Glória a Deus nas alturas e paz na terra, sobretudo no Sudão do Sul martirizado!» – vão cantar os anjos na noite santa.


José da Silva Vieira (MCCJ) – Revista Além-Mar, Dezembro de 2017

Rezemos para que os idosos não sejam esquecidos

06 de Dezembro de 2017

A vídeo-mensagem do Papa com as intenções de oração para o mês de dezembro convida a rezar pelos idosos.


“Tenhamos presente os nossos idosos, para que, sustentados pelas famílias e instituições, colaborem com a sua sabedoria e experiência na educação das novas gerações”, diz o Papa Francisco.


“Um povo que não protege os avós e não os trata bem é um povo que não tem futuro!


São os idosos que oferecem a sabedoria da vida. Eles foram encarregados de transmitir a experiência da vida, a história de uma família, de uma comunidade, de um povo. Tenhamos presente os nossos idosos, para que, sustentados pelas famílias e instituições, colaborem com a sua sabedoria e experiência na educação das novas gerações”, conclui o Santo Padre.


De acordo com o Apostolado de Oração, os desafios para este mês de dezembro são: visitar familiares ou conhecidos idosos neste tempo de Natal e levar-lhes a alegria do nascimento de Jesus; promover na própria comunidade algum momento de partilha de histórias de vida da parte de alguns idosos, orientado para os mais jovens, estar atentos a situações de abandono ou fragilidade de pessoas idosas e ajudar a resolvê-las.


 

Mensagem de um homem de Deus

06 de Dezembro de 2017

"Passou-se cerca de um ano, desde o Natal de 2016, quando recebi o relatório médico de ter estado atacado por um cancro no pâncreas, com metástase no fígado. Então qualifiquei-o como um dom especial, porque na minha ingenuidade e talvez na minha excessiva presunção e orgulho acreditei que me fosse fácil aceitar este caminho ao lado de Jesus e dos meus irmãos que sofrem. Em vez disso, dei-me conta de que foram os meus irmãos e as minhas irmãs mais débeis que me deram a coragem para continuar a subida até ao Cume, juntamente com Jesus e na sua companhia".


Com estas palavras, deseja-nos um Bom Natal de 2017 o padre Alberto Modonesi, 75 anos, comboniano italiano de Brescia que viveu entre Egipto, Sudão e Sudão do Sul cerca de 45 anos. O missionário foi mordido pela víbora do deserto há muitos anos. Mas sobreviveu, apesar dos problemas de saúde, sobretudo no fígado. Mais tarde, teve de deixar Juba devido a um ataque forte de malária. No ano passado, foi-lhe diagnosticado um cancro no pâncreas, já com metástase no fígado.


Leia aqui o seu testemunho.

Defensores dos direitos humanos desprotegidos

06 de Dezembro de 2017

A Amnistia Internacional (AI) lança um alerta sobre a falta de proteção em que vivem os defensores dos direitos humanos em várias partes do mundo. Desaparecimentos e assassinatos que poderiam ser evitados.


O novo relatório da AI, «Ataques letais mas evitáveis: Assassinatos e Desaparecimentos Forçados daqueles que Defendem os Direitos Humanos», destaca os riscos crescentes enfrentados pelos defensores dos direitos humanos – pessoas de todos os estratos sociais que trabalham para promover e defender os direitos humanos.


“Falamos com famílias de defensores dos direitos humanos mortos e desaparecidos à força em todo o mundo, e continuamos a ouvir a mesma coisa: essas pessoas sabiam que suas vidas estavam em risco”, disse Guadalupe Marengo, coordenadora do Programa Global de Defensores de Direitos Humanos da Anistia Internacional.


“Suas mortes ou desaparecimentos foram precedidos por uma série de agressões anteriores, para as quais as autoridades fecharam os olhos ou até mesmo encorajaram. Se os Estados levassem a sério suas obrigações de direitos humanos e atuassem atentamente quanto aos relatos de ameaças e outros abusos, essas vidas poderiam ter sido salvas”, acrescenta Marengo.


Quando a Assembleia Geral da ONU aprovou a Declaração sobre Defensores de Direitos Humanos em 1998, a comunidade internacional comprometeu-se a protegê-los e reconhecer seu trabalho decisivo. Mas o relatório da Anistia Internacional mostra que defender os direitos humanos continua a ser uma atividade altamente perigosa, com milhares de defensores dos direitos humanos mortos ou desaparecidos à força por agentes estatais e não estatais nas duas décadas desde então.


De acordo com a ONG Front Line Defenders, pelo menos 281 defensores de direitos humanos foram mortos no mundo só em 2016, um aumento de quase um terço desde 2015. O número real provavelmente será muito maior, pois muitos defensores mortos ou desaparecidos à força podem não ter sido ser identificados como tal.


“Embora os motivos por trás desses ataques possam variar, o que é comum a todos é o desejo de silenciar qualquer pessoa que se manifeste contra a injustiça ou desafie interesses poderosos. Este silenciamento tem um efeito cascata na comunidade em geral, criando um ciclo de medo e minando os direitos de todos”, disse Guadalupe Marengo.


De acordo com a AI, quando as ameaças e os ataques não são devidamente investigados e responsabilizados, o clima de impunidade resultante corrói o estado de direito e manda um recado de que Defensores de Direitos Humanos podem ser atacados sem quaisquer consequências.


Para finalizar, a Anistia Internacional reivindica que todos os Estados priorizem o reconhecimento e a proteção dos defensores dos direitos humanos. As autoridades devem apoiar publicamente seu trabalho e reconhecer sua contribuição para o avanço dos direitos humanos. Devem tomar todas as medidas necessárias para evitar novos ataques e processar os responsáveis pelos ataques, investigando e julgando efetivamente assassinatos e desaparecimentos forçados. É indispensável que os governos mandem publicamente um recado claro de que essas violações dos direitos humanos não serão toleradas.

Dia Internacional do Voluntariado: Promotores de paz e de desenvolvimento humano

05 de Dezembro de 2017

Celebra-se nesta terça-feira, 5 de dezembro de 2017, o Dia Internacional do Voluntariado.


A data tem como objetivo incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo mundo.


Na Cáritas em Portugal são mais de 300 voluntários regulares e cerca de 4.000 ocasionais.


“Voluntários de coração cheio, são promotores de paz e de desenvolvimento humano. A todos o nosso obrigado!”, declara a Cáritas na sua página de Facebook.


Nesta época, realizam-se atividades como a recolha de alimentos em hipermercados, com cerca de 40 mil voluntários espalhados pelo país.

Sudão do Sul: Esquecer as feridas e caminhar em direção à paz

05 de Dezembro de 2017

Esquecer as feridas e caminhar em direção à paz, pediu D. Eduardo Hiiboro Kussala, bispo de Tombura-Yambio, em seu discurso na Conferência dos Governadores do Sudão do Sul para a Paz (Interstate Governors’ Strategic Intervention Conference for Peace) que tinha por tema “A paz dentro e fora das fronteiras”.


“Não somos definidos pelo nosso passado, mas pelo nosso presente, então, por mais doloroso que tenha sido o passado, sempre podemos começar tudo de novo. Queremos esquecer as feridas do passado e caminhar em direcção à paz”, disse o bispo.


A Conferência, que se realizou de 27 a 30 de novembro, em Yambio, foi organizada pelo Comitê Conjunto de Monitoramento e Avaliação (JMEC, responsável pelo acompanhamento do acordo de Paz ARCSS) em colaboração com o Conselho Inter-religioso para a Paz, organismo ligado a Igreja Católica e as principais organizações religiosas do Sudão do Sul para promover a paz.


Apesar do acordo de paz, a guerra civil no Sudão do Sul continua.


Como diz D. Kussala: “O Sudão do Sul é uma terra abençoada por seus recursos naturais. Deus e a natureza nos deram o suficiente para nos tornar todos ricos e prósperos. Mas, apesar dessas bênçãos, temos um passado doloroso".


De acordo com o bispo, é necessário olhar para os jovens, dar-lhes uma educação melhor e uma formação profissional de qualidade. Também é necessário que os Estados da Federação do Sudão do Sul criem projetos comuns a nível econômico e iniciativas de paz transfronteiriças: "Investir em esperança, investir em paz. A paz é possível porque é o único caminho ", concluiu o arcebispo Kussala.


O Sudão do Sul nasceu em 2011 após décadas de guerra civil contra o regime sudanês. Após a separação de Cartum, em 2013 houve um conflito civil entre o presidente Salva Kiir e o ex-vice-presidente Riek Machar, um conflito que causou milhares de mortes, deslocamentos internos e refugiados em países vizinhos.

Dia Mundial das Vocações: «Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor»

05 de Dezembro de 2017

Mensagem do Papa para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações é inspirada no tema «Escutar, discernir, viver a chamada do Senhor».


“O Senhor continua hoje a chamar para O seguir. Não temos de esperar que sejamos perfeitos para dar como resposta o nosso generoso «eis-me aqui», nem assustar-nos com as nossas limitações e pecados, mas acolher a voz do Senhor com coração aberto. Escutá-la, discernir a nossa missão pessoal na Igreja e no mundo e, finalmente, vivê-la no «hoje» que Deus nos concede”, diz o Santo Padre.


“Estes três aspetos – escuta, discernimento e vida – servem de moldura também ao início da missão de Jesus: passados os quarenta dias de oração e luta no deserto, visita a sua sinagoga de Nazaré e, aqui, põe-Se à escuta da Palavra, discerne o conteúdo da missão que o Pai Lhe confia e anuncia que veio realizá-la «hoje» (cf. Lc 4, 16-21)”, lê-se na mensagem.


O Dia Mundial de Oração pelas Vocações tem celebração marcada para 22 de abril de 2018.

Mudanças climáticas e migrações

04 de Dezembro de 2017

“Estamos em uma encruzilhada energética. Um cartaz indica o futuro que utiliza a energia escavando do solo combustíveis fósseis e dando-lhes fogo. O outro indica a energia renovável. Não podemos seguir as duas direções. Incentivar a infraestrutura por uma das duas soluções penaliza a outra”, diz a bióloga Sandra Steingraber (Citada por KLEIN, Naomi Una rivoluzione ci salverá – perché il capitalismo non è sostenibile, Edizione best BUR, Milano, novembre 2015, pag 291). Deparamo-nos com uma “inevitável rota de colisão entre o atual modelo económico e a vida no planeta”, conclui por sua vez a autora do livro. A citação inicial introduz o tema do título. Entre as chagas visíveis do planeta Terra e da humanidade, encontram-se as populações mais vulneráveis. Elas é que alimentam os grandes fluxos de migrantes/refugiados “climáticos” que, sem pátria e sem raiz, erram pelas estradas do mundo. A riqueza e o conforto de uma minoria decreta a pobreza e a fuga de povos inteiros numa migração forçada e às vezes sem destino. Desnecessário dizer que viajamos todos na mesma nave azul. Ou a salvamos do naufrágio, ou afundamos juntos com ela.


Nos últimos anos, temos tropeçado frequentemente com a expressão migrantes ou refugiados “climáticos”. Aos milhares e milhões fogem de catástrofes climáticas extremas, tais como secas prolongadas e inundações repentinas, tempestades e furacões, terremotos e tsunames, vulcões e incêndios... Deixam atrás de si montanhas de escombros, cidades em ruínas, ou cinzas em lugar delas; mas deixam para trás sobretudo cadáveres insepultos ou para sempre desaparecidos.


A que se deve tais extremos climáticos? Alguns apressam-se a dizer que semelhantes catástrofes são naturais. Sempre existiram, e sempre existirão, temos de conviver com elas. As análises mais recentes, porém, associam cada vez mais determinadas catástrofes à exploração desenfreada dos recursos naturais por parte da política econômica adotada especialmente após a Revolução industrial. A força motriz do progresso e desenvolvimento industriais, nestes dois séculos, está notoriamente ligado aos combustíveis de origem fóssil: carvão, petróleo e gás. Estudiosos do tema denominam “economia extrativista” a essa associação entre a tecnologia científica, de um lado, a produção e o consumo, de outro. A frenética extração e queima de tais combustíveis provindos do subsolo, além de contaminar a terra, a água e o ar, geram o aquecimento global progressivo. Daí os vários encontros de cúpula entre as nações, com acordos tíbios e tímidos, para reduzir a emissão de CO2 na atmosfera, e outras substâncias nocivas à saúde do planeta.


Não que toda e qualquer catástrofe seja, sem mais, atribuída à ação humana sobre a natureza. O que essa ação faz, ao utilizar as riquezas naturais como se fossem recursos infinitos, é aumentar seu potencial devastador, alterando o equilíbrio natural dos diversos ecossistemas. Disso decorrem os efeitos extremados de frio e calor, chuvas e estiagem, tornados e tormentas, entre outros. Efeito visível do aquecimento global é a diminuição das geleiras nos polos ártico e antártico, bem como a neve nos Alpes e nos Andes, para lembrar somente alguns exemplos. Também a desertificação e esterilização do solo e o aumento do nível das águas do mar são fenômenos combinados à elevação crescente da temperatura global.


O que fazer? O movimento ambientalista (ou movimentos ambientalistas) propõe a passagem, sem perda de tempo, das fontes de energia fósseis para as fontes de energia limpas e recicláveis. Do combustível à base de carvão, petrólio e gás ao combustível que nos oferece a natureza: sol, vento, potencial das águas. Solução mais fácil e cômoda tem sido o uso da bioenergia – como o etanol da cana-de-açúcar e milho – mas esta entra também em outra rota de colisão, desta vez, com a produção de alimentos. Convém não esquecer, por outro lado, que o sol, o vento e a água como forças motrizes foram amplamente exploradas antes da invenção do motor a vapor pelo escocês James Watt, no século XVIII. Foi a partir dele que a produção e consumo, bem como os transportes de massa, cresceram a níveis jamais imaginados. Trouxeram conforto e rapidez, sem dúvida, mas em detrimento do planeta Terra – que exibe feridas e cicatrizes irreversíveis – e das gerações futuras e da biodiversidade, que têm o mesmo direito à existência que nós. Impossível absolutizar os direitos do presente, do aqui e agora, ao ritmo da tecnologia atual.


Entre as chagas visíveis do planeta Terra e da humanidade, encontram-se as populações mais vulneráveis. Elas é que alimentam os grandes fluxos de migrantes/refugiados “climáticos” que, sem pátria e sem raiz, erram pelas estradas do mundo. A riqueza e o conforto de uma minoria decreta a pobreza e a fuga de povos inteiros numa migração forçada e às vezes sem destino. Desnecessário dizer que viajamos todos na mesma nave azul. Ou a salvamos do naufrágio, ou afundamos juntos com ela.


P. Alfredo J. Gonçalves

Igreja em Myanmar vive momento histórico com o Papa

30 de Novembro de 2017

“A vida dos católicos em Myanmar jamais será a mesma”, foram estas as palavras que o Cardeal-Arcebispo de Yangun, Charles Bo, utilizou para resumir a visita de quatro dias do Papa ao país.


Como havia anunciado o próprio Francisco antes de partir, a finalidade principal era confirmar os irmãos na fé em meio às provações e aos desafios de um país que, aos poucos, tenta deixar para trás quase 60 anos de ditadura militar.


E as expectativas, seja da parte da comunidade católica local, seja da parte do Pontífice, foram amplamente confirmadas. As 16 dioceses do país se mobilizaram para acolher o seu pastor. Os fiéis não pouparam esforços para estar presentes na única missa pública em Yangun, o que comoveu o Papa Francisco. Sincero foi o encontro com os Bispos. Vibrante, com os jovens.


Com uma população de maioria budista em Myanmar, a viagem do Pontífice tinha certamente uma conotação inter-religiosa. Um evento extraoficial reuniu 17 líderes na sede do Arcebispado para ressaltar a “unidade na diversidade” e reunião com o Conselho Supremo dos monges reafirmou a colaboração e o respeito mútuo.


A diplomacia não ficou de fora. Francisco foi pego de surpresa ao receber a visita do general Min Aung Hlaing assim que chegou a Yangun. O Chefe das Forças Armadas alterou o programa estabelecido e adiantou seu encontro com o Papa, inicialmente previsto para o último dia, 30 de novembro. Com a Conselheira de Estado, Aung San Suu Kyi, o Pontífice reafirmou seu apoio ao processo de transição e reconciliação, no respeito de todas as etnias do país, justamente num momento que a líder histórica se encontra acuada entre a oposição no seu próprio país e as críticas da comunidade internacional. "O futuro de Myanmar é a paz", disse o Pontífice.


A visita também incluiu o tema do respeito do meio ambiente diante das riquezas naturais de Myanmar, que são também fonte de conflito e devastação e, consequentemente, de sofrimento para a população.


Agora a visita prossegue em Bangladesh, com outros temas e desafios, sendo um deles os efeitos da globalização da indiferença.


Francisco aterrou esta quinta-feira, 30 de novembro, no aeroporto internacional de Daca. Após a cerimónia de boas-vindas, o Santo Padre visitou o Memorial Nacional dos Mártires, em Savar, para uma homenagem ao Pai da Pátria no Bangabandhu Memorial Museum e assinatura no Livro de Honra.


A seguir, haverá a visita de Cortesia ao Presidente no Palácio Presidencial e, por fim, o encontro com as Autoridades, com a Sociedade Civil e com o Corpo Diplomático.

Europa e África: em Abidjan para um novo começo

30 de Novembro de 2017

Oitenta delegações diplomáticas que representam quase dois mil milhões de pessoas se encontram nos dias 29 e 30 de novembro de 2017 em Abidjan, Costa do Marfim, para uma reunião entre Chefes de Estado e de Governo da África e da Europa. É o quinto evento deste tipo depois dos encontros do Cairo (2000), Lisboa (2007), Tripoli (2010) e Bruxelas (2014). “Investir na juventude para um desenvolvimento sustentável” é o tema em destaque para estes dois dias, mas o temor é que venha a ser monopolizado pelos problemas migratórios, embora estes também sejam importantes.


Há muitos temas sobre a mesa: comércio e investimento, cooperação para o desenvolvimento, segurança, relações diplomáticas, desenvolvimento de competências e criação de emprego. Uma atenção particular será dedicada aos jovens africanos e ao seu futuro, como indica o título da Cimeira: “Investir na juventude para um desenvolvimento sustentável”. Um compromisso sobre o qual a União Europeia está pronta para fazer a sua parte através do novo Plano de Investimentos Externos de 3,4 mil milhões de Euros que – na intenção dos promotores – poderia mobilizar até 44 mil milhões de investimentos, públicos e privados, em África: o fundo servirá para garantir os riscos dos investidores que optarem por levar a cabo actividades económicas no continente. Não é por acaso que o encontro político tenha sido precedido pelo VI Fórum de Negócios entre a União Europeia e a União Africana (6th EU-Africa Business Forum) aberto aos empresários dos dois continentes.


Fonte: Comboni.org

Migração sem Tráfico de pessoas

30 de Novembro de 2017

«Migração sem tráfico de pessoas. Sim à liberdade. Não à escravidão» é o tema para o Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o tráfico humano, a ser celebrado em 8 de fevereiro de 2018.


Para a Irmã Gabriella Bottani, comboniana, coordenadora de Talitha Kum (Rede das religiosas contra o Tráfico de pessoas) e da comissão organizadora do evento, o tema “mantém o foco no drama do tráfico de pessoas entre as populações itinerantes: os migrantes, os refugiados e os banidos”.


“Somos convidados a acender uma luz para estes nossos irmãos e irmãs”, acrescenta.


De acordo com os organizadores, “no mundo globalizado, os fluxos migratórios aumentaram; a isto se contrapõem políticas migratórias sempre mais restritivas por parte de muitos países. Esta situação favorece a vulnerabilidade das populações migrantes, que se tornaram, em todo o mundo, um grupo de alto risco para o tráfico de pessoas, seja durante o transporte, nos países de trânsito, ou nos lugares de destino”.


O Dia Mundial de Oração contra o tráfico humano permite-nos acompanhar, com a oração e o nosso compromisso, os trabalhos das Nações Unidas para o Global Migration Compact, um instrumento internacional com o qual os Chefes de Estado e dos Governos de todos os países-membros das Nações Unidas colocam no centro da sua agenda política o tema dos migrantes e dos refugiados, reconhecendo a necessidade de uma abordagem comum e coordenada da questão migratória. O tráfico de pessoas é um dos temas centrais deste debate.

Papa em Myanmar: Respeitar todos os grupos étnicos

29 de Novembro de 2017

No primeiro discurso diante de Aung San Suu Kyi e das autoridades do país, Francisco não pronuncia a palavra com que é chamado o grupo étnico de religião islâmica; manifesta a esperança de uma paz baseada no "estado de direito" e em uma ordem democrática que permita a todos, "ninguém excluído, oferecer a sua legítima contribuição para o bem comum"


La Stampa - Publicado em 28/11/2017


Andrea Tornielli


Não pronuncia nunca a palavra Rohingya, o grupo étnico de religião islâmica que vive em Mianmar e foi objeto de discriminação e perseguição. Mas a referência a ele nas suas palavras é clara. O papa Francisco fala perante as autoridades de Myanmar no grande auditório do Centro Internacional de Convenções, na nova capital do país, Nay Pyi Taw. A ouvi-lo estão a Conselheira de Estado e Prémio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi (fundadora da Liga Nacional para a democracia, inspirada na não-violência de Gandhi, e que, durante quinze anos, foi condenada à prisão domiciliar pelo regime militar), os membros do governo de Myanmar e o corpo diplomático. A Igreja Católica local tinha pedido ao Pontífice para não mencionar os Rohingya no seu discurso, para não provocar novas reações violentas num país com uma democracia ainda frágil, onde os militares continuam a ter uma grande influência. Francisco aceitou o pedido, mas sem renunciar a um apelo claro em defesa das minorias.


No seu discurso de saudação, Aung San Suu Kyi fala do território em que vivem os Rohingya, sem mencioná-los: "Entre os muitos desafios que nosso governo está a enfrentar, a situação no estado de Rakhine chamou a atenção do mundo. Ao tempo em que enfrentamos problemas de longa data em nível social, económico e político, que afetaram a confiança e a compreensão, a harmonia e a cooperação entre as diversas comunidades de Rakhine, o apoio do nosso povo e dos bons amigos que só querem ver-nos ter sucesso em nossos esforços, foi inestimável. Sua Santidade, os dons de compaixão e encorajamento que nos traz serão valiosos, ao mesmo tempo que acolhemos as suas palavras na mensagem por ocasião do quinquagésimo «Dia Mundial da Paz», em 1º de janeiro de 2017".


No seu discurso, o Papa Bergoglio afirma: "Gostaria também que a minha visita pudesse abraçar toda a população de Myanmar e oferecer uma palavra de encorajamento a todos os que estão trabalhando para construir uma ordem social justa, reconciliada e inclusiva". Em seguida, depois de mencionar a beleza e os recursos naturais do país, lembra que o seu povo "sofreu muito e ainda sofre, por causa de conflitos internos e de hostilidades que duraram tempo demais e criaram profundas divisões". A nação, observa ainda Francisco, "está agora empenhada em restaurar a paz" e, portanto, "a cura destas feridas impõe-se como uma prioridade política e espiritual fundamental". O Papa menciona os esforços do governo e a Conferência de Paz de Panglong, que reúne os representantes dos vários grupos, "na tentativa de pôr fim à violência, de construir confiança e de garantir o respeito dos direitos de todos os que consideram esta terra a sua casa".


Depois lembra que a paz e a reconciliação podem avançar "somente por meio do compromisso com a justiça e com o respeito pelos direitos humanos" e que os conflitos devem ser resolvidos com o diálogo "e não pelo uso da força". "O futuro de Myanmar – acrescenta o Papa – deve ser a paz, uma paz baseada no respeito pela dignidade e pelos direitos de todos os membros da sociedade, no respeito por cada grupo étnico e pela sua identidade, no respeito pelo estado de direito e por uma ordem democrática que permita a cada indivíduo e a cada grupo – nenhum excluído – oferecer a sua legítima contribuição para o bem comum".


"As diferenças religiosas – explica Bergoglio, ainda falando às autoridades de Mianmar – não devem ser fonte de divisão e de desconfiança, mas sim uma força a favor da unidade, do perdão, da tolerância e da correta construção do país. As religiões podem desempenhar um papel significativo na cura das feridas emocionais, espirituais e psicológicas dos que sofreram durante os anos de conflito".


Mas, apesar das discriminações e perseguições perpetradas pelos nacionalistas budistas contra esta minoria islâmica, também há sinais positivos. Para o Papa "é um grande sinal de esperança que os líderes das várias tradições religiosas deste país se estejam comprometendo a trabalhar juntos, com espírito de harmonia e de recíproco respeito pela paz, para ajudar os pobres e para educar nos autênticos valores religiosos e humanos".


Por fim, Francisco lembrou a importância da formação juvenil, "não só nos campos técnicos, mas sobretudo nos valores éticos da honestidade, integridade e solidariedade humanas, que podem garantir a consolidação da democracia e o crescimento da unidade e da paz em todos os níveis da sociedade". E a "justiça intergeracional" também exige que as gerações futuras "possam herdar um ambiente natural não contaminado pela ganância e pela pilhagem humana".


Traduzido por Orlando Almeida, antigo aluno comboniano.

Migrantes vendidos como escravos na Líbia

29 de Novembro de 2017

A rede de televisão norte-americana CNN divulgou há alguns dias imagens chocantes de um leilão onde migrantes são vendidos como escravos na Líbia.


Para a Amnistia Internacional (AI), essas imagens devem servir como um “ultimato” para líderes europeus e africanos “que negligenciam migrantes e refugiados” que tentam deixar a Líbia e estão a ser expostos a “terríveis abusos de direitos humanos”.


A AI levantou a questão esta semana como forma de chamar a atenção para as responsabilidades envolvidas no encontro «5ª Cúpula União Africana-União Europeia» que acontece entre 29 e 30 de novembro em Abidjan, na Costa do Marfim.


“As imagens de seres humanos sendo leiloados por outros seres humanos evidencia a situação terrível das pessoas encurraladas na Líbia. Mas isso não é surpresa nenhuma para os líderes reunidos em Abidjan”, declarou John Dalhuisen, diretor regional da Anistia Internacional para Europa.


“Durante anos, documentamos como migrantes e pessoas refugiadas presas na Líbia estão expostas a detenções arbitrárias, tortura, assassinatos, estupro, extorsão e exploração”, acrescenta Dalhuisen.


De acordo com o representante da AI, “a política de migração da União Europeia priorizou a prevenção da chegada de migrantes e pessoas refugiadas à Europa, com pleno conhecimento de que ao fazer isso facilitaria o abuso de milhares de mulheres, homens e crianças que são encurralados no caminho”.


“Líderes europeus e africanos devem responsabilizar uns aos outros ​​na Cúpula e rejeitar qualquer parceria que viole os direitos humanos. Os líderes da União Africana precisam exigir que a União Europeia e seus Estados membros abram vias mais seguras e legais para migrantes e pessoas refugiadas “, concluiu John Dalhuisen.


 

Myanmar: Papa se reuniu com líderes religiosos

28 de Novembro de 2017

Em um encontro extra-oficial, o Papa Francisco se reuniu com 17 líderes de diferentes religiões presentes em Myanmar.


Tratou-se de um reunião inserida sucessivamente à programação para ressaltar o valor que o País atribui ao diálogo inter-religioso – uma das finalidades desta 21ª viagem apostólica seja em Mianmar, seja em Bangladesh.


No total, foram 40 minutos de encontro, no qual estavam presentes líderes budistas, hinduístas, muçulmanos, judeus, baptistas e anglicanos.


Depois do almoço, o Papa regressa ao aeroporto de Rangum rumo à capital, Nay Pyi Taw, para a cerimónia oficial de boas-vindas e o encontro com as autoridades. Nesta ocasião, Francisco pronuncia o seu primeiro discurso em terras birmanesas.


Em Nay Pyi Taw, o Pontífice se reúne também com “A Senhora”, como é conhecida a histórica activista Aung San Suu Kyi, hoje Conselheira de Estado e a figura mais emblemática deste momento de transição da política birmanesa.

Santuário de Fátima: Novo Ano Pastoral a 2 de dezembro

28 de Novembro de 2017

O Santuário de Fátima inaugura o novo ano pastoral no dia 2 de dezembro, com uma jornada de abertura que se realizará no salão do Bom Pastor, no centro Pastoral de Paulo VI.


Concluído o Centenário e um itinerário de sete anos, o Santuário abre agora um novo Ciclo de três anos, intitulado genericamente como “Tempo de Graça e misericórdia”, que sugere para cada ano um tema especifico.


O primeiro, no qual agora entramos, viver-se-á sob o tema “Tempo de graça e misericórdia: dar graças pelo dom de Fátima”, sublinhando a consciência do dom recebido, iniciativa gratuita e amorosa de Deus. O segundo, 2018-2019, percorrer-se-á à luz de “Tempo de graça e misericórdia: dar graças por peregrinar em Igreja”, evocando a dimensão eclesial deste dom à Igreja e à humanidade, para a Igreja e para o mundo. Finalmente, o ano de 2019-2020, entonado pela vocação à santidade, dom e tarefa, será designado por “Tempo de graça e misericórdia: dar graças por viver em Deus”.


Com este percurso o Santuário deseja fazer memória dos momentos de graça que pautam a centenária história do acontecimento de Fátima.


A Jornada de Abertura do Novo Ano Pastoral terá transmissão em direto na página do Santuário de Fátima (transmissões on line).

Myanmar: Papa leva mensagem de reconciliação e paz

27 de Novembro de 2017

O Papa Francisco já está em Myanmar (antiga Birmânia) onde dá início à sua 21ª Viagem Apostólica, de 26 de novembro a 2 de dezembro, que também o levará ao Bangladesh.


Como antecipou o Santo Padre, a visita a estes dois países asiáticos tem como objectivo “proclamar o Evangelho de Jesus Cristo” e levar “uma mensagem de reconciliação, de perdão e paz”, para além de “confirmar a comunidade católica na sua fé em Deus e no seu testemunho do Evangelho”.


Francisco também deseja realizar a vista “com espírito de respeito e encorajamento para que nenhum esforço seja poupado para construir harmonia e cooperação ao serviço do bem comum”.


Nas boas-vindas em Myanmar, não estavam previstos discursos, mas somente o piquete de honra. A cerimônia oficial está marcada para terça-feira, 28 de novembro, no palácio presidencial, em Nay Pyi Taw.

Mensagem da Paz centrada nos migrantes e refugiados

24 de Novembro de 2017

Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca de paz


Foi apresentada esta sexta-feira, 24 de novembro, a mensagem do Papa Francisco para o próximo dia mundial da Paz a ser celebrado no dia 1 de janeiro de 2018. O tema escolhido pelo Pontífice para o ano 2018 é: Migrantes e refugiados: homens e mulheres em busca da paz.


“Paz a todas as pessoas e a todas as nações da terra! A paz, que os anjos anunciam aos pastores na noite de Natal, é uma aspiração profunda de todas as pessoas e de todos os povos, sobretudo de quantos padecem mais duramente pela sua falta. Dentre estes, que trago presente nos meus pensamentos e na minha oração, quero recordar de novo os mais de 250 milhões de migrantes no mundo, dos quais 22 milhões e meio são refugiados. Estes últimos, como afirmou o meu amado predecessor Bento XVI, «são homens e mulheres, crianças, jovens e idosos que procuram um lugar onde viver em paz». E, para o encontrar, muitos deles estão prontos a arriscar a vida numa viagem que se revela, em grande parte dos casos, longa e perigosa, a sujeitar-se a fadigas e sofrimentos, a enfrentar arames farpados e muros erguidos para os manter longe da meta”, escreve o Papa.


Em seguida Francisco lança a seguinte pergunta: Porque há tantos refugiados e migrantes?


E explica: “Na mensagem para idêntica ocorrência no Grande Jubileu pelos 2000 anos do anúncio de paz dos anjos em Belém, São João Paulo II incluiu o número crescente de refugiados entre os efeitos de «uma sequência infinda e horrenda de guerras, conflitos, genocídios, “limpezas étnicas”» que caraterizaram o século XX. E até agora, infelizmente, o novo século não registou uma verdadeira viragem: os conflitos armados e as outras formas de violência organizada continuam a provocar deslocações de populações no interior das fronteiras nacionais e para além delas.


Todavia as pessoas migram também por outras razões, sendo a primeira delas «o desejo de uma vida melhor, unido muitas vezes ao intento de deixar para trás o “desespero” de um futuro impossível de construir». As pessoas partem para se juntar à própria família, para encontrar oportunidades de trabalho ou de instrução: quem não pode gozar destes direitos, não vive em paz. Além disso, como sublinhei na Encíclica Laudato si’, «é trágico o aumento de migrantes em fuga da miséria agravada pela degradação ambiental».


A maioria migra seguindo um percurso legal, mas há quem tome outros caminhos, sobretudo por causa do desespero, quando a pátria não lhes oferece segurança nem oportunidades, e todas as vias legais parecem impraticáveis, bloqueadas ou demasiado lentas.


Em muitos países de destino, generalizou-se largamente uma retórica que enfatiza os riscos para a segurança nacional ou o peso do acolhimento dos recém-chegados, desprezando assim a dignidade humana que se deve reconhecer a todos, enquanto filhos e filhas de Deus. Quem fomenta o medo contra os migrantes, talvez com fins políticos, em vez de construir a paz, semeia violência, discriminação racial e xenofobia, que são fonte de grande preocupação para quantos têm a peito a tutela de todos os seres humanos.


Todos os elementos à disposição da comunidade internacional indicam que as migrações globais continuarão a marcar o nosso futuro. Alguns consideram-nas uma ameaça. Eu, pelo contrário, convido-vos a vê-las com um olhar repleto de confiança, como oportunidade para construir um futuro de paz.


Leia aqui a mensagem completa.


A mensagem do Papa Francisco para o dia mundial da Paz 2018 foi assinada por ele no Vaticano, no passado dia 13 de Novembro 2017, por ocasião do dia da Memória de Santa Francisca Xavier Cabrini, Padroeira dos migrantes.

Que o Senhor derrube os muros da inimizade

24 de Novembro de 2017

Durante a Vigília de Oração pela paz no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo, realizada na tarde de quinta-feira, 23 de novembro, o Papa Francisco sublinhou a importância do momento para lançar sementes de paz em todas as terras feridas pela guerra:


“Que o Senhor Ressuscitado derrube os muros da inimizade que hoje dividem os irmãos, especialmente no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo.


Socorra as mulheres vítimas de violência, nas zonas de guerra e em todas as partes do mundo.


Salve as crianças que sofrem por causa de conflitos, a que são alheias mas que roubam a sua infância e, às vezes, a própria vida. Que grande hipocrisia é negar os massacres de mulheres e crianças! Nisto se mostra o rosto mais horrível da guerra.


“O Senhor ajude todos os pequeninos e os pobres do mundo a continuarem a crer e esperar o Reino de Deus, que está perto, está no meio de nós e é «justiça, paz e alegria no Espírito Santo» (Rm 14, 17). Sustente todas as pessoas que se esforçam, dia após dia, por combater o mal com o bem, mediante gestos e palavras de fraternidade, respeito, encontro, solidariedade.


O Senhor revigore, nos governantes e em todos os líderes, um espírito nobre, reto, firme e corajoso na busca da paz, através do diálogo e da negociação.


O Senhor nos conceda, a todos, ser artífices de paz onde nos encontramos, na família, na escola, no trabalho, na comunidade, em todos os ambientes; «lavando os pés» uns aos outros, à imagem do nosso Mestre e Senhor. A Ele a glória e o louvor, hoje e pelos séculos. Amen.”


 

Líderes religiosos unem-se para erradicar as modernas escravaturas

24 de Novembro de 2017

Em um evento histórico e pela primeira vez nas Américas, a Rede Global Freedom (Global Freedom Network) congregou os líderes religiosos argentinos cristãos, católicos e ortodoxos, bem como os líderes das religiões hindu, evangélicas, judaicas, sikhs, anglicanas e muçulmanas para declararem juntos o seu compromisso de se manterem unidos contra a escravatura moderna.


A cerimónia foi organizada durante a IV Conferência Global sobre a Erradicação Sustentável do Trabalho Infantil em Buenos Aires e apoiada pelo Ministério do Trabalho e Ministério dos Negócios Estrangeiros e do Culto da Argentina.


Além dos líderes religiosos, estiveram presentes também o Secretário do Culto, Santiago de Estrada; o ministro do Trabalho, Jorge Triaca; e o secretário da mineração, Daniel Melián, entre outros funcionários. Também esteve presente a sobrevivente e advogada Alika Kinan, que aos 16 anos foi vítima da escravidão moderna e é considerada um símbolo na luta contra o tráfico humano nas Américas.


Fonte: Comboni.org

150 anos da fundação do Instituto Comboni no Sudão do Sul

24 de Novembro de 2017

As celebrações para a festa de São Daniel Comboni, no contexto do 150º aniversário da fundação do Instituto comboniano, tiveram um momento culminante na disputa de dois torneios – um de futebol e outro de voleibol – para a “Taça Comboni”, organizado em conjunto com o departamento de Justiça e Paz (JPIC).


Participaram todos os alunos das escolas secundárias de Juba. O torneio realizou-se no campo da Escola Secundária Comboni.


Para assistir ao evento, vieram muitos espectadores, especialmente os estudantes e os jovens residentes nas redondezas da escola. Foi uma ótima ocasião para reunir os jovens e dar-lhes a oportunidade de serem, através do desporto, agentes de paz, convivência, respeito, tolerância, perdão, reconciliação e, sobretudo, de amor mútuo em um País tão destruído como é o Sudão do Sul.


Fonte: Comboni.org

Crer nos jovens

24 de Novembro de 2017

Vivemos tempos de seca vocacional extrema. A não renovação de gerações na vida consagrada preocupa-nos. Há uma escapatória, uma rota de fuga para a frente: condenar esta geração que não quer saber de Deus; que não acolhe propostas vocacionais empenhativas; que não… não… não…


Neste cenário vocacional desafiante, desanimador e desolador somos chamados «a ver o ramo da amendoeira» (Jeremias 1, 11). E a pedir ao Senhor da vinha que envie operários para a sua vinha. Essa é a primeira tarefa do discípulo missionário (Lucas 10, 2).


Há muitas amendoeiras a florir no inverno vocacional que atravessamos, há muitos operários à espera de um convite para irem trabalhar para a vinha do Senhor.


Em fevereiro de 2017 havia 745 candidatos ao presbitério diocesano nos pré-seminários, seminários menores, propedêutico, seminários maiores e no ano pastoral. Os dados são da Comissão Episcopal Vocações e Ministérios.


O inquérito de opinião aos jovens que a CIRP comissionou por ocasião do Ano da Vida Consagrada revelou uma conclusão interessante: os jovens de hoje têm lugar para Deus nas suas mentes e corações e estão disponíveis para acolher histórias de vida. Talvez não haja é tanta paciência para discursos «secantes»…


Os jovens de hoje são tão generosos como nós, mas expressam a sua dedicação de uma maneira diferente, têm a sua maneira de viver a generosidade.


Segundo a FEC, 389 jovens e adultos estão empenhados em projetos de voluntariado missionário de curto, médio e longo prazo no estrangeiro e 1014 desenvolvem atividades de voluntariado/missão em Portugal.


Muitos jovens empenharam-se na ajuda às vítimas dos incêndios desde o lançamento de iniciativas através das redes sociais até à recolha e distribuição de ajudas.


Por outro lado, todos os anos um batalhão de gente nova põe-se ao dispor do Banco Alimentar para recolher donativos nas superfícies comerciais.


Mais de 2000 universitários passaram o carnaval na «Missão país», um projeto católico de universitários para levar Jesus às universidades e evangelizar Portugal através do testemunho da fé, do serviço e da caridade. Em 14 anos, esses universitários já desenvolveram 154 missões de evangelização em 75 localidades diferentes em três anos seguidos.


O papa Francisco escreveu no n.º 8 da sua mensagem para o Dia Mundial das Missões de 2017: «Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade. “São muitos os jovens que se solidarizam contra os males do mundo, aderindo a várias formas de militância e voluntariado. (...) Como é bom que os jovens sejam ‘caminheiros da fé’, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra!” (Ibid., 106)»


E continua: «A próxima Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que terá lugar em 2018 sobre o tema «Os jovens, a fé e o discernimento vocacional», revela-se uma ocasião providencial para envolver os jovens na responsabilidade missionária comum, que precisa da sua rica imaginação e criatividade.»


O Papa acredita nos jovens! Na carta que lhes escreveu ao anunciar o Sínodo de 2018 sublinhou: «Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre.»


E tem uma palavra para nós: «Também a Igreja deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e fazei-o chegar aos pastores.»


Gostava de sublinhar dois pontos sobre esta atitude de escuta: para comunicar com os jovens necessitamos de um discurso que eles entendam. Muitas vezes falamos uma linguagem demasiado hermética, para iniciados, que pede tradução simultânea. E temos que saber escutar e responder às suas questões existenciais.


Para comunicar temos que dizer presente no areópago da aldeia global: o espaço digital. Há alguma dificuldade em entender a utilidade da presença dos consagradas e dos consagrados nas redes sociais. Mas é lá que os jovens moram, falam, escutam, namoram, compram, vendem… É lá que eles vivem quase 24 horas por dia!


As redes sociais – o Facebook, o Twitter, o Instagram, o YouTube, os blogues, as comunidades digitais – são os espaços onde temos que testemunhar a alegria de sermos seguidores de Jesus em comunidades castas, pobres e obedientes de discípulos missionários que vivem a alegria do Evangelho.


José da Silva Vieira (MCCJ) - Jirenna

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