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Actualidades

Rep. Centro-Africana: Situação continua grave

22 de Fevereiro de 2019

Enviado das Nações Unidas (ONU) para a República Centro-Africana alerta que situação no país continua grave.


Parfait Onanga-Anyanga também disse que a assinatura do acordo de paz, em 6 de fevereiro entre o governo e 14 grupos armados, “é o encerramento de um longo processo.”


O representante afirmou que a assinatura do acordo foi “certamente um passo necessário e decisivo, mas apenas um passo”. Para ele, a parte mais difícil ainda precisa acontecer, que é “a implementação plena e de boa-fé” do documento.


Onanga-Anyanga, que também é chefe da Missão da ONU (Minusca) no país, explicou que “os perigos continuam numerosos” e que, por isso, o povo do país “merece admiração e encorajamento.”


Neste momento, cerca de 2,9 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária, com 1,9 milhão de pessoas em situação de emergência alimentar.


Para o representante da ONU, “o país hoje tem a oportunidade de abrir uma nova página cheia de promessas e virar, definitivamente, a página de uma história dolorosa.”


No entanto, há divergências sobre os benefícios do acordo que não favorece a maioria mais pobre dos centro-africanos e envolve dúvidas sobre interesses estrangeiros.

Comboniano retorna para Missão no Congo aos 80 anos

22 de Fevereiro de 2019

O padre Lorenzo Farronato, missionário comboniano, nasceu a 19 de agosto de 1938 na bela cidade de Romano d'Ezzelino, na província italiana de Vicenza, em Veneto. Hoje ele tem 80 anos. Somente na República Democrática do Congo (RDC) trabalhou mais de quarenta anos. Após um curto período de tempo na Itália para cuidar da saúde, ele escreveu uma carta para seus amigos: “Finalmente estou pronto para voltar ao Congo”.


Queridos amigos


Finalmente estou pronto para retornar ao Congo. Sábado, 16 de fevereiro, à noite estarei em Kinshasa e P. Elio virá me receber no aeroporto. Neste período, vivi maravilhado com a atenção das irmãs que cuidaram de mim e me apresentaram médicos e enfermeiras que cuidaram de mim com amor e competência.


Dizem que eles fizeram milagres. Agora meu coração bate como o dos atletas e espero continuar meu serviço missionário com serenidade, sem causar preocupação.


Aqui em Itália tive uma recepção mais que amigável. O pároco de Romano, as freiras e a população me comoveram. Eles desejam participar, mesmo com sacrifícios, do nosso trabalho missionário. Eu me senti amado e considerado além do mérito se eu merecesse isso. Fico comovido diante de tanta bondade que senti na família, na paróquia e nas reuniões com muitas pessoas em diferentes centros da Itália.


Muitas vezes ficamos tristes com situações e pessoas marcadas pelo egoísmo e pela injustiça, mas não devemos esquecer as muitas pessoas que tentam viver de acordo com o Evangelho. Eu estou recomposto. Me fez bem viver um pouco em nossa cultura mesmo que, infelizmente, eu veja com sofrimento que muitas pessoas parecem não precisar de Jesus como professor de vida e viver como se Deus não existisse. Mas como se pode viver assim?


Tentei dar sentido à minha vida e despertar o anseio por Deus ao tornar o evangelho conhecido. Embora tenha tentado fazer o melhor possível, Jesus me ensina a dizer: “Sou um servo inútil, me coloco nas mãos de seu amor misericordioso. Eu confio em ti!”


Sinto e desfruto da riqueza da Palavra de Deus e me sinto afortunado, privilegiado por estar em contato com essa Palavra que Jesus está sempre presente em todos os momentos da minha vida.


Agora volto feliz à minha missão ao serviço dos últimos.


Estamos a construir uma nova igreja com a ajuda dos cristãos congoleses e mais com a ajuda de vocês que tive a alegria de encontrar neste período. Ajuda de meios e muita oração e sincera simpatia e amizade. Tudo isso é bom para nós e nos apoia. Tenho muita alegria em trabalhar com vocês. Aprecio o valor dessa solidariedade, dessa fraternidade.


Agradeço de coração também em nome dos irmãos congoleses, especialmente o grupo dos mais pobres, a margem da sociedade. É com isso que experimentamos uma alegria especial.


Os AGRADECIMENTOS, todos em maiúsculas, como Jesus afirmou: “Tudo o que se faz aos outros é a Jesus que se faz”. Não vou dizer nada sobre a situação no Congo. É uma realidade que nos faz sofrer, mas não nos assusta, e considero uma grande alegria, quase um privilégio partilhar a vida com os mais necessitados, como nos ensinou o nosso fundador São Daniel Comboni.


Caros amigos, agradeço ao Senhor e a todos que participam desta obra de salvação para os mais pobres. Em união de orações com todos e em particular com aqueles que confiam em nossa oração.


P. Lorenzo Farronato

Irmão do outro, meu irmão

22 de Fevereiro de 2019

Como irmão religioso missionário comboniano o que me move é fazer a vontade de Deus e evangelizar através das minhas acções. O Senhor chama-me a ser as suas mãos, os seus pés neste mundo e em particular em Matany, Uganda onde vivo desde 2013. Move-me o desejo de encontro e de “entrar” no profundo do outro, do doente, e descobrir que energias a pessoa possui e quais são as necessárias despertar para brotar saúde na pessoa. Ser irmão do outro, meu irmão.


Missão é ir ao encontro do outro. Missão é encontro de corações. Em Matany o meu serviço como irmão enfermeiro passa por organizar a farmácia do hospital. Compro medicamentos, distribuo-os pelos diferentes serviços que o Hospital oferece (medicina geral, maternidade, cirurgia, consultas, etc.), controlo os stocks e registo de medicamentos, participo nas reuniões da equipa médica sugerindo opções de tratamento e no serviço de tuberculose. Cada terça feira dispenso da farmácia principal (central) para todos os serviços e nos outros dias vêm para emergências ou medicamentos especiais que não são pedidos regularmente.


No momento, coordeno a equipa de farmacêuticos do Hospital: somos quatro. Um deles, Jonathan, trabalha a tempo inteiro na farmácia comigo; os outros dois, Christine e Joseph, estão encarregados de dispensar os medicamentos aos doentes nas consultas diárias. Encontramo-nos cada manhã para um momento de oração, partilhar dificuldades e alegrias e a realidade do dia anterior. Procuramos ter disponíveis os medicamentos necessários para levar para a frente a missão à qual o Senhor nos chama a viver aqui: oferecer serviços médicos com qualidade a esta população a um preço acessível.


Sinto que o meu serviço na farmácia é importante e é a forma como participo na construção do Reino de Deus entre os Karimojon.


Ir. José Eduardo Freitas (Uganda)

Aumentam casos de violações no Sudão do Sul

21 de Fevereiro de 2019

A Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR) denuncia um aumento nos casos de violações sexuais no Sudão do Sul, especialmente no Estado de Liech, no norte do país.


De acordo com o os investigadores, 134 mulheres e raparigas foram violadas, e 41 sofreram outras formas de violência sexual e física apenas entre setembro e dezembro de 2018.


“Essas violações podem equivaler a crimes de guerra e contra a humanidade”, refere o relatório da OHCHR divulgado em Genebra e em Nairobi.


O relatório documenta ataques a civis, destruição de propriedades e deslocamentos forçados, além de “níveis chocantes de violações e de violência sexual a mulheres e meninas de até sete anos”.


O documento detalha ainda casos de detenções arbitrárias feitas pela agência de segurança nacional, tortura, abuso de presos, mortes sob custódia e desaparecimentos forçados. Um desses episódios é o do advogado de direitos humanos Dong Samuel, desaparecido há dois anos.

Medidas concretas para a proteção dos menores na Igreja

21 de Fevereiro de 2019

“Confrontado com o flagelo dos abusos sexuais perpetrados por homens de Igreja contra menores… nos coloquemos à escuta do Espírito Santo e, dóceis à sua guia, escutemos o grito dos que pedem justiça”, declarou o Papa na abertura do encontro sobre «Proteção de Menores na Igreja», de 21 a 24 de fevereiro, no Vaticano.


“Sobre o nosso encontro”, disse Francisco aos Patriarcas, Cardeais, Arcebispos, Bispos, Superiores Religiosos e Responsáveis, “grava o peso da responsabilidade pastoral e eclesial que nos obriga a dialogar conjuntamente, de forma sinodal, sincera e profunda sobre o modo como enfrentar este mal que aflige a Igreja e a humanidade”.


“O santo Povo de Deus olha para nós e espera de nós, não meras e óbvias condenações, mas medidas concretas e eficazes a implementar. Requer-se concretização”, referiu.


“Peço ao Espírito Santo que nos sustente nestes dias e ajude a transformar este mal numa oportunidade de consciencialização e purificação. Que a Virgem Maria nos ilumine para procurar tratar as graves feridas que o escândalo da pedofilia causou quer nos menores quer nos crentes”, concluiu o Santo Padre no seu discurso de abertura do encontro.

Assassinado na Colômbia sacerdote que ajudava venezuelanos

20 de Fevereiro de 2019

Foi assassinado na Colômbia o padre Carlos Ernesto Jaramillo que trabalhava na ajuda de refugiados venezuelanos.


Na segunda-feira, 18 de fevereiro, o sacerdote de 65 anos sofreu diversos ferimentos por faca e foi levado para o hospital, mas não sobreviveu.


As autoridades colombianas investigam o caso, que aponta para uma tentativa de roubo seguida de assassinato.

Religiosos: Pedimos perdão pelos nossos fracassos

20 de Fevereiro de 2019

“Pedimos perdão a todos pelos nossos fracassos e reafirmamos que estamos ao lado do Santo Padre”, declaram os responsáveis mundiais dos Institutos Religiosos masculinos e femininos da Igreja Católica por ocasião do encontro sobre proteção de menores, no Vaticano.


A declaração conjunta da «União Internacional das Superioras Gerais» (UISG) e da «União dos Superiores Gerais» (USG) reforça o compromisso dos religiosos e religiosas em trabalhar com o Papa para que “a Igreja prossiga de modo coerente, credível e unificado, de maneira curativa, verdadeiramente renovada, com novos olhos para ver e novos ouvidos para ouvir”.


O encontro sobre a Proteção dos Menores, desejado pelo Papa Francisco, colocará em evidência os abusos sobre os menores por parte de pessoas que têm autoridade na Igreja, especialmente bispos, sacerdotes e religiosos, uma história cheia de dor e que não encontrou ainda uma resposta adequada.

Acordo não beneficia centro-africanos

19 de Fevereiro de 2019

“O acordo de paz, imposto por pressões externas, foi em favor dos grupos rebeldes e em sua maioria estrangeiros”, afirma o Bispo de Bangassou.


“Quando o acordo alcançado em Cartum foi assinado no dia seguinte (6 de fevereiro) em Bangui, já era uma carta morta”, diz o missionário comboniano Mons. Juan José Aguirre Muñoz, a comentar o acordo entre o Governo da República Centro-Africana e catorze grupos rebeldes.


O facto das negociações terem acontecido na capital sudanesa e não em Adis Abeba, capital da Etiópia e sede da União Africana, de acordo com o bispo já é algo significativo sendo que os líderes de cinco grupos rebeldes temiam ser detido pelo Tribunal Superior Internacional. Entretanto, no Sudão o tribunal não é reconhecido e por tanto um local seguro para eles.


“É o oitavo acordo de paz assinado em dois anos”, recorda Mons. Aguirre, que avança a dizer que o acordo foi imposto pela comunidade internacional apenas para livrar a sua imagem.


“Quem levou vantagem não foram os cidadãos centro-africanos, mas os rebeldes, criminosos radicalizados e em sua maioria estrangeiros, armados por países árabes que por sua vez compram armas nos Estados Unidos”, explicou o Bispo de Bangassou.


“Os rebeldes exigem um decreto de imunidade aplicável a todos (embora o Tribunal Penal Internacional não leva em conta) e o cargo de primeiro-ministro, com o propósito de dividir o país em dois. E também querem o controle de 80 por cento das minas de diamantes, ouro, cobalto e mercúrio”, diz o bispo.


“A população pobre da África-Central é a grande perdedora”, conclui o bispo combinoano, que coloca a situação “nas mãos de Deus para que ele transforme o coração dos violentos, para que ninguém retome as hostilidades e para que todos possam alcançar a paz”.

Congo: LMC reunidos para formação

19 de Fevereiro de 2019

Esta semana em Kisangani, na República Democrática do Congo (RDC), os Missionários Combonianos iniciaram o Retiro Anual que vai até a sexta-feira.


Compareceram 51 Leigos Missionários Combonianos (LMC). “E poderiam ter sido mais”, salientou o Coordenador Léonard Bolombe, sendo que um bom número não respondera à convocação.


Mensalmente, os LMC daqui dedicam meio dia à sua formação missionária. O formador, desta feita, foi o Padre Comboniano Célestin Ngore, um chadiano que trabalha no Centro multimédia Afriquespoir, em Kinshasa. Ele próprio é Assistente Nacional dos LMC.


O tema de hoje: “Como despertar nas Comunidades a consciência missionária”.


De um modo muito adequado à maneira africana de falar: “Não nos encheu de teorias, foi muito prático e de linguagem acessível”, avaliava um LMC responsável da Televisão Congolesa.


O P. Ngore explanou o significado e os desafios da vocação e da missão do Movimento: enquanto leigos como missionários e à luz de S. Daniel Comboni.


Insistiu que não hão-de pensar, como alguns afirmam, que só quem partiu em Missão para o estrangeiro é que se pode chamar Leigo Missionário Comboniano. “Aqui no Congo, há imensas situações missionárias. Antes de mais, no teu próprio ambiente e no teu trabalho. O primeiro modo de seres missionário é seres honesto, não corromperes nem te deixares corromper; é impedir que a família do marido que faleceu maltrate a pobre viúva por o marido ter morrido. Estás lá? Mostra que nós cristãos temos outra maneira de agir, no caminho da compaixão”...


Na RDC, todos os Grupos de LMC começam por ser um «Cenáculo de Oração Missionária» (COM).


A presença do P. Claudino Gomes na sala, ele que lançou este caminho missionário em Kinshasa, em outubro de 1996, despertou alegria e agradecimento, assim como encorajou novas aberturas e configurações de Cenáculos na cidade e diocese de Kisangani.


Entretanto, o referido responsável da Televisão já iniciou em Buta, a mais de duzentos km de Kisangani, o núcleo inicial de um novo Cenáculo orientado para se tornar viveiro de Leigos Missionários Combonianos.


O modelo dos LMC nascido e desenvolvido no Congo é único no mundo e tem despertado interesse noutros países.


P. Claudino Gomes (MCCJ) – República Democrática do Congo


 


Retiro quaresmal para jovens

18 de Fevereiro de 2019

O grupo «Jovens em Missão» (JIM) organiza um retiro quaresmal nos dias 29, 30 e 31 de março, em Santarém.


“Ele quer falar. No silêncio escuta-o e responde-lhe. No íntimo do teu coração, deixa-te cativar por Ele”.


O retiro é um momento importante de paragem, reflexão e oração, habitualmente no tempo da Quaresma.


Participa! Sai do sofá! Faz o teu coração gritar Missão!


Incrições: jovemissio@gmail.com

Sudão do Sul: Combonianos assistem os deslocados

18 de Fevereiro de 2019

Os Missionários Combonianos assistem os deslocados nos Campos de Proteção de Civis da ONU, em Juba.


 

Líderes muçulmanos da Europa apoiam fraternidade pela paz mundial

18 de Fevereiro de 2019

Líderes muçulmanos europeus expressaram o seu “apoio e compromisso” com a “nobre iniciativa” e o conteúdo da mensagem expressa no documento sobre a «Fraternidade Humana em prol da paz mundial e da convivência comum», assinado pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã Ahmed al-Tayyeb, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.


Em comunicado, o Conselho Europeu de Sábios Muçulmanos (EuLeMa), refere que o Islão europeu adere “ao generoso convite” contido no documento, para que o texto assinado em Abu Dhabi “torne-se um guia para as novas gerações, em direção a cultura de respeito recíproco”.


A Declaração de Abu Dhabi refere que a “fé leva o crente a ver no outro um irmão que se deve apoiar e amar” e acrescenta que “da fé em Deus… o crente é chamado a expressar esta fraternidade humana, salvaguardando a criação e todo o universo e apoiando todas as pessoas, especialmente as mais necessitadas e pobres”, sendo que “o primeiro e mais importante objetivo das religiões é o de crer em Deus, honrá-Lo e chamar todos os homens a acreditarem que este universo depende de um Deus que o governa”.


“Em nossas funções de relações institucionais e de formação educativa no contexto da sociedade europeia, temos sido há tempos responsáveis ​​pela transmissão de valores universais e comuns ao cristianismo e ao islamismo, e às outras doutrinas de outras comunidades religiosas. Estamos conscientes de que somente a realização desta perspetiva de respeito pela sagrada identidade da vida, será capaz de deter a guetos, a vitimização, as discriminações e a homologação artificial e infundada da natureza humana”, lê-se no comunicado do Conselho assinado por 17 líderes muçulmanos, inclusive o Imã David Munir, xeque da Mesquita de Lisboa.


Os líderes muçulmanos europeus também anunciaram uma reunião do Conselho que acontecerá em Bucareste, onde serão estudados caminhos e programas operacionais para “atualizar nossas atividades à luz dos pontos expressos na Declaração de Abu Dhabi e favorecer seu pleno sucesso”.

Filipinas: Detida jornalista crítica do governo

15 de Fevereiro de 2019

Maria Ressa, jornalista abertamente crítica do regime do presidente Rodrigo Duterte, foi detida esta semana sob a acusação de “difamação cibernética”.


Amnistia internacional condenou a prisão considerando um ato com motivação “descaradamente político». Já o Governo de Duterte declarou que foi um ato “normal” em resposta à queixa.


Duterte também já havia criticado os jornalistas que escreveram textos desfavoráveis sobre o governo, incluindo sobre a campanha de combate ás drogas que causou a morte de centenas de suspeitos, na sua maioria pobres.


Sobre a situação, Ressa, que lidera o portal de notícias Rappler, deu a seguinte declaração: “Não estamos intimidados. Essas acrobacias com a lei mostram até onde o governo pode ir para silenciar os jornalistas”.


De acordo com Ressa, a denúncia por difamação ocorreu cinco anos após a publicação do artigo, em 2012 e a Lei de Prevenção ao Cibercrime só entrou em vigor meses após a publicação.


A Associação de Imprensa de Inspiração Cristã (AIIC) e a Associação Portuguesa de Imprensa (API) condenaram a detenção da jornalista, informou a «Agência Ecclesia».


“A AIIC e a API manifestam o seu repúdio pela detenção de Maria Ressa, considerando tratar-se de um atentado ao exercício do jornalismo que deve merecer a condenação de quantos prezam a liberdade de imprensa e de expressão”, refere o comunicado conjunto.


Maria Ressa apareceu na lista de «Personalidades do Ano» da revista norte-americana Time em 2018.


 

Do jejum à marcha em Roma

15 de Fevereiro de 2019

Quero partilhar dois momentos que considero especialmente significativos para mim e para a missão que partilho com muitos mais e contigo que está a ler, certamente.


Primeiro, o «Jejum pela Justiça»: iniciativa organizada pelo bem conhecido comboniano P. Alex Zanotelli, que depois de anos nos bairros mais pobres de Nairobi, veio para Itália e aqui procura viver e ajudar a viver em missão. A iniciativa consiste numa manifestação de protesto em frente ao Parlamento em Roma e pretende dar visibilidade à todas (e são muitas) as pessoas e comunidades religiosas que se comprometem nesse dia, a jejuar e rezar pelas mudanças necessárias.


Isto faz-se na primeira quarta-feira feira de cada mês e o protesto é contra as políticas do governo em relação aos emigrantes e refugiados que vêm essencialmente do continente africano.


“É a África entre nós, e é a nossa Missão na Europa. Como podemos ficar calados vendo tantos maus-tratos contra pessoas do continente onde nós, como Comboni, fomos e somos recebidos com tanto carinho e amor?”, questiona o P. Zanotelli.


Entre os manifestantes, estava um grupo de Jovens músicos vindo de Nápoles, gente ligada a outros grupos de intervenção; uma trabalhadora no Parlamento e uma comissão Parlamentar que parou, de passagem. Estava também a Dra. Tiziana com quem falei pessoalmente. Jovem e sorridente. Trabalha no hospital ali não muito longe, mas teve que organizar licença especial no trabalho para poder estar ali.


“Acredito nestas causas e queria conhecer pessoalmente o P. Alex Zanotelli de quem tinha ouvido falar e lido alguns escritos”, disse-me. Ficámos amigos e convidei-a para participar numa conferência sobre “Os atuais cenários da saúde dos Emigrantes e Refugiados” que terá lugar na casa dos combonianos no fim de fevereiro.


O segundo momento foi a «Marcha contra o tráfico de pessoas, a prostituição forçada e a violência», que teve lugar no domingo 10 de fevereiro e levou-nos até à Basílica de S. Pedro para o Angelus com o Papa Francisco - que tanto tem chamado a atenção para esta vergonha no mundo em que vivemos.


“Não podemos ficar calados e sem fazer nada perante esta vergonha. Não podemos lavar as mãos, se não quisermos ser, de certa forma, cúmplices dos crimes contra a humanidade”, disse o Papa na semana anterior.


Eram algumas centenas em marcha e mais se juntaram junto à praça de S. Pedro. Cantando, gritando palavras de ordem, manifestando-se com placards, bandeiras e mensagens. Rezando e escutando o Papa que no Angelus, que com simplicidade e beleza de coração, foi direto ao assunto: “Há dois dias celebrámos a Festa de Santa Bakhita. Estamos aqui porque todos podemos e devemos colaborar denunciando os casos de tráfico de pessoas e a escravidão de homens, mulheres e crianças hoje. Vamos rezar juntos a oração a Santa Josefina Bakhita. E todos juntos com o Francisco, rezamos em Italiano e com devoção e consciência, a oração que tinha sido distribuída em várias línguas por toda a praça de S. Pedro.


Senti-me realizado e feliz como pessoa e como missionário. Confesso que apreciei a presença e ação de tantas religiosas na marcha, e confesso de ter sentido também um pouco de “santa inveja” quando o Papa Francisco agradeceu a presença a “tantas religiosas” empenhadas nesta luta. Ainda lhe disse “e religiosos também”. Compreendo que ele não ouviu, também porque, podíamos e devíamos ter sido muitos mais, em Roma, terra de tanta fartura. Dou graças a Deus por estes momentos de fraternidade, solidariedade e missão que Roma me oferece e permite.


P. Carlos Alberto Nunes (MCCJ) - Roma


 



 


Vaticano: É possível vencer a fome e a miséria, se isso for levado a sério

14 de Fevereiro de 2019

“A batalha contra a fome e a miséria” pode ser vencida, “se for levada a sério”, declarou o Papa na abertura do encontro anual do «Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola» (Fida), na sede do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em Roma.


“Minha presença aqui deseja trazer a esta sede os anseios e as necessidades da multidão de nossos irmãos que sofrem no mundo. Eles vivem em situações precárias: o ar está impuro, os recursos naturais dizimados, os rios poluídos, os solos acidificados; eles não têm água suficiente para si ou para suas colheitas; suas infraestruturas de saúde são precárias, suas casas escassas e defeituosas”, declarou o Papa.


Segundo Francisco, “essas realidades se prolongam no tempo, quando, por outro lado, a nossa sociedade alcançou grandes conquistas nas áreas do conhecimento. Isso quer dizer que estamos diante de uma sociedade que é capaz de progredir em seus propósitos de bem, e vencerá também a batalha contra a fome e a miséria se a propor seriamente.


“Estar determinado nessa luta é fundamental para que possamos ouvir, não como um slogan, mas como uma verdade: «A fome não tem presente, nem futuro. Apenas passado»”, salientou o Santo Padre.

Congo: Assembleia para avaliar e relançar a ação missionária

14 de Fevereiro de 2019

Os Missionários Combonianos do Congo estão reunidos em Assembleia Provincial. Os trabalhos tiveram início no passado dia 8 de Fevereiro de 2019, no salão do P. Léon Dehon em Simisimi, Kisangani (República Democrática do Congo).


O P. Tesfaye Tadesse, Superior Geral, e o Ir. Alberto Lamana, Assistente Geral, estão também a participar na reunião.


De acordo com o P. Claudino Gomes, que apenas há dez dias partiu de Lisboa para o Congo, são quase 50 missionários combonianos, a maioria dos quais é congolesa, vindos das dioceses de Bondo, Butembo-Beni, Kinsantu, Isiro, Kinshasa, Kisangani e Wamba.


“A Assembleia está a trabalhar arduamente para avaliar e relançar a ação missionária neste país em moldes culturais mais adequados ao tempo de hoje”, refere.


“Assembleia tem duração de dez dias. Mas, perante a enorme quantidade de compromissos de evangelização em territórios vastíssimos, sem estradas, das escolas, dos hospitais, da (in)justiça social, da formação nos seminários, da pastoral vocacional, da economia e do auto-financiamento (como fazer viver as comunidades missionárias e apoiar iniciativas de libertação da miséria, do analfabetismo, das perigosas doenças equato-tropicais...), a duração de dez dias é sensata”, explica o P. Claudino.


“O ecónomo é um português de Mortágua. Exato nos números como um relógio suíço, exorta cada um e cada comunidade comboniana a criar e organizar formas de produção que ajudem a viver no quotidiano, sem ter que depender quase a 90% das ajudas que vêm da Europa. O problema está em que a injustiça sistémica que oprime as populações não lhes consente colaborar de maneira adequada com os missionários que os servem”, conta-nos o missionário.


Outro português presente é o P. José Arieira, de Viana do Castelo, Reitor do Seminário Comboniano de Filosofia em Kisangani.


“À procura de meios de subsistência para os 40 seminaristas, todos com mais de 22 anos, P. Arieira fez construir uma pocilga. Cuidadoso com os seminaristas mas tb com as porcas e os bacorinhos, leva a que estes estudantes aprendam também a fazer pela vida”, relata o P. Claudino.


Veja aqui fotos da Assembleia.


Sínodo é uma celebração da Igreja e para a Igreja

13 de Fevereiro de 2019

“É um evento, uma celebração da Igreja e para a Igreja”, disse Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da «Conferência Nacional dos Bispos do Brasil» (CNBB), em referência ao Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazónia que se realiza em outubro de 2019, em Roma.


“É uma iniciativa para que a Igreja compreenda sua missão evangelizadora naquela região do mundo. Da Igreja para a Igreja envolve toda a questão da Pan-Amazónia: os povos, o meio ambiente. Toda essa realidade, certamente será abordada. O Santo Padre, no entanto, deseja que encontremos novos caminhos para a evangelização, para a Pan-Amazónia”, explicou.


 

Oração cristã não é individualista

13 de Fevereiro de 2019

O «Pai Nosso» não é uma oração individualista: “No diálogo com Jesus, não deixamos o mundo fora da porta do nosso quarto... levamos as pessoas e situações em nosso coração!”, afirmou o Papa.


Continuando com as catequeses sobre a oração que Jesus nos ensinou, Francisco explicou na audiência geral desta quarta-feira, 13 de fevereiro, que apesar da recomendação feita para falar com Deus no segredo da nossa consciência, Jesus não nos ensina uma oração intimista ou individualista.


“Na oração do Pai Nosso, há uma palavra que brilha pela sua ausência: o «eu». Primeiramente nos dirigimos a Deus como a Alguém que nos ama e escuta e, depois, quando lhe apresentamos uma série de petições, as fazemos na primeira pessoa do plural – «nós» – isto é, rezamos como uma comunidade de irmãos e irmãs. À oração, o cristão leva todas as dificuldades e sofrimentos de quem está ao seu lado, tanto dos amigos como de quem lhe faz mal, imitando a compaixão que Jesus sentia pelos pecadores”, explicou o Santo Padre.


“Até as necessidades mais elementares do homem – como ter alimento para saciar sua fome – são todas feitas no plural. Na oração cristã, ninguém pede o pão para si, mas o suplica para todos os pobres do mundo”, disse Francisco.


“Mas pode acontecer” – alertou o Papa – “que alguém não perceba o sofrimento a seu redor, não sinta pena pelas lágrimas dos pobres, fique indiferente a tudo. Isto significa que seu coração está petrificado. Neste caso, seria bom pedir ao Senhor que o toque com o seu Espírito e sensibilize seu coração.


“Cristo não ficou alheio às misérias do mundo. Toda vez que percebia uma solidão, uma ferida no corpo ou no espírito, sentia forte compaixão”.


“Quando rezamos, nos abrimos ao grito de tanta gente, próxima ou distante? Ou penso na oração como uma espécie de anestesia, para ficar mais tranquilo? Isto seria um terrível equívoco”.


“A oração deve abrir o coração ao próximo para que amemos com um amor compassivo e concreto, sabendo que tudo aquilo que fizermos ‘a um destes meus irmãos mais pequeninos, -afirma Jesus - foi a mim mesmo que o fizestes’ (Mt 25, 40)”, concluiu.

Moçambique: Terra… garantia de liberdade

13 de Fevereiro de 2019

Em Moçambique, as multinacionais disputam terrenos essenciais à sobrevivência dos camponeses.


A realidade de Moçambique onde a Comissão Nacional Justiça e Paz tem sensibilizado as mulheres moçambicanas para a questão da cidadania, o trabalho da terra e da solidariedade.


A irmã comboniana Rita Zanineli explica o seu dia a dia de missão naquela zona e a formação que é necessária dar às raparigas em jeito de prevenção e formação das mulheres.


Cortesia da «Agência Ecclesia».


 

TERRA

Governo brasileiro teme críticas durante o Sínodo da Amazónia

12 de Fevereiro de 2019

O novo Governo brasileiro teme as previsíveis críticas sobre políticas ambientais durante o Sínodo sobre a Amazónia e traça uma estratégia para barrar a ação de bispos, aos quais chama de “clero progressista”.


O plano é recorrer à relação diplomática com a Itália, quando a equipe de auxiliares de Bolsonaro “tentará convencer o governo italiano a interceder junto à Santa Sé para evitar ataques diretos à política ambiental e social do governo brasileiro durante o Sínodo sobre Amazónia”, aponta reportagem do jornal «O Estado de São Paulo» publicada no domingo, 10 de fevereiro.


O evento, com duração de 23 dias e que tem grande repercussão internacional, acontece no mês de outubro de 2019, em Roma, e é promovido com ênfase pelo Papa Francisco.


De acordo com o jornal, o Governo “quer conter o que considera um avanço da Igreja Católica na liderança da oposição ao governo”.


As discussões no Sínodo vão abordar temas como a situação dos povos indígenas e quilombolas e alterações climáticas, consideradas “agendas de esquerda” pelo novo Governo. Nesse sentido, o governo quer ter representantes nas reuniões preparatórias para o encontro em Roma.


A reportagem refere ainda que os embaixadores do Brasil na Itália e no Vaticano também terão “a missão de pressionar a cúpula da Igreja para minimizar os estragos que um evento como esse poderia trazer”.


Em outra ação diplomática, o Governo brasileiro decidiu realizar um simpósio próprio também em Roma e em setembro, um mês antes do evento organizado pelo Vaticano. Na pauta, vários painéis devem apresentar diferentes projetos desenvolvidos no país com intuito de mostrar à comunidade internacional a “preocupação e o cuidado do Brasil com a Amazónia”.


“Queremos mostrar e divulgar as ações que são desenvolvidas no Brasil pela proteção da Amazónia na área de meio ambiente, de quilombolas e na proteção dos índios", disse um dos militares que integram o atual Governo.


Também no Brasil haverá eventos planeados pelo Governo com o intuito de divulgar projetos sustentáveis, que envolvem agricultores indígenas e extração legal de madeira.


O grupo de bispos brasileiros que prepara o Sínodo sobre Amazónia, critica a presença de representantes do governo federal no evento. O cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, d. Cláudio Hummes, Presidente da Comissão Episcopal para a Amazónia e prefeito emérito da Congregação para o Clero em Roma, afirmou que a Igreja Católica não pretende prejudicar Bolsonaro nem dar uma “resposta” a repressões sofridas nos tempos do regime militar. “Deve-se ter a preocupação de não olhar para o passado, mas para o futuro, pois não é a mesma coisa agora”, disse, referindo-se a setores da Igreja que temem a repetição da conturbada relação do clero com a ditadura militar.


Recentemente, os Bispos do Nordeste divulgaram uma nota onde criticam a retirada de direitos, que atinge especialmente os mais pobres, e também as intimidações contra defensores da natureza e dos povos indígenas promovidas pelo Governo Bolsonaro.

Recordar a luta de Irmã Dorothy Stang

12 de Fevereiro de 2019

“Não vou fugir e nem abandonar a luta desses agricultores que estão desprotegidos no meio da floresta. Eles têm o sagrado direito a uma vida melhor numa terra onde possam viver e produzir com dignidade sem devastar”.


Dorothy Stang


A Irmã Dorothy Stang foi assassinada, com seis tiros, um na cabeça e cinco ao redor do corpo, aos 73 anos de idade, no dia 12 de fevereiro de 2005, às sete horas e trinta minutos da manhã, em uma estrada de terra de difícil acesso, a 53 quilómetros da sede do município de Anapu, no Estado do Pará, Brasil.


Segundo uma testemunha, antes de receber os disparos que lhe ceifaram a vida, ao ser indagada se estava armada, Ir. Dorothy afirmou «eis a minha arma!» e mostrou a Bíblia. Leu ainda alguns versículos das bem aventuranças para aquele que em momentos se tornaria o seu assassino.


No cenário dos conflitos agrários no Brasil, seu nome associa-se aos de tantos outros homens, mulheres e crianças que morreram e ainda morrem sem ter seus direitos respeitados.

Curso Comboniano de Renovamento

11 de Fevereiro de 2019

De janeiro a maio de 2019 decorre na Casa Geral em Roma o «Curso Comboniano de Renovamento»


A cada dois anos, tem lugar este Curso de Formação Permanente, orientado para Combonianos dos 45 aos 65 anos, que nesta fase da vida em missão, aceitam a proposta de um tempo de encontro consigo mesmos e com Deus. Nesta perspetiva, procuram assim responder na linha do convite de Jesus aos seus discípulos missionários: “Vinde comigo para um lugar isolado e descansai um pouco” (Mc. 6,30-34).


São 17 participantes este ano, vindos de 13 países diferentes e a trabalhar nos mais diversos áreas e lugares de missão. Entre eles estão os Portugueses Feliz Da Costa Martins, Joaquim Pereira e Carlos Nunes.


A proposta do Curso, coordenado pelo P. Siro Stocchetti, P. Elias Sindjalim e Ir. Guillermo Casas, é de “Parar, Partilhar para Re-Partir em missão”!


O curso inclui também diversas visitas de estudo, reflexão, oração e convívio que muito contribuem para criar o espírito comunitário. Visitámos já terras palmilhadas por S. Francisco de Assis, grande inspirador de vida e missão. Visitámos e participámos em várias celebrações na Basílica de S. Pedro, Vaticano e a área de “Tre Fontane” onde vivemos.


Outras visitas bem mais especiais e prolongadas levar-nos-ão às terras do nosso Pai e Fundador, S. Daniel Comboni, e à Terra Santa para palmilhar em missão, com Jesus, os caminhos da Bíblia.


“Dou graças a Deus por esta oportunidade que me concede. Sinto-me feliz por estar aqui. Espero e sinto-me já seguro, de que esta vida nova, me ajudará a viver renovado a missão para que vou re-partir”.


P. Carlos Alberto Nunes, mccj

Protestos continuam no Sudão e autoridades fazem mais detenções

11 de Fevereiro de 2019

Centenas de sudaneses tomaram as ruas de Omdurman, no domingo, 10 de fevereiro, para exigir a libertação de dezenas de mulheres detidas durante os protestos populares.


Os manifestantes de Omdurman, cidade vizinha de Cartum, marcharam em direção da Prisão Feminina onde se encontram as mulheres detidas.


Gritos e cartazes pediam a queda do regime ditatorial do Presidente Omar Al-Bashir e a restauração da paz, justiça e igualdade.


A polícia e as forças de segurança usaram gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, na sua maioria mulheres.


Mais cedo, o governo sudanês disse que cerca de 800 manifestantes foram presos durante os protestos, no entanto, fontes da oposição estimam que o número é de 1.000 pessoas detidas em várias partes do país.


Grandes protestos ocorrerem em todas as cidades do Sudão desde 19 de dezembro. As manifestações começaram pela escassez de combustível e pelo aumento do preço dos alimentos, mas agora se transformaram em protestos de pleno direito, a pedir a renúncia de al-Bashir.


O governo sudanês confirmou a morte de 31 pessoas no decurso dos protestos, mas relatórios independentes, incluindo da «Human Rights Watch», apontam que mais de 51 pessoas foram mortas.

No bairro da Torre falta luz, comida e medicamentos

11 de Fevereiro de 2019

No bairro da Torre, um bairro clandestino de barracas onde ainda vivem mais de cem pessoas, a luz elétrica não chega, apesar de estar às portas de Lisboa.


Reportagem de Marina Pimentel para a Rádio Renascença. Para ver completa, aqui.


“No bairro da Torre não falta só a eletricidade. Falta tudo. Medicamentos e comida. Há fome no bairro da Torre. As crianças vão para a escola sem sapatos e de estomago vazio”. explica o missionário comboniano José Manuel Salvador Duarte.


O irmão José Manuel diz que” há cada vez mais imigrantes ilegais no bairro da Torre. Vêm trabalhar para construção civil, um sector que tem tido muita procura de mão de obra. Mas depois o que acontece é que os patrões não lhes pagam e eles não podem reclamar porque estão numa situação de ilegalidade”.


Os jovens, que são a maior parte da população, adianta o missionário, “vivem desesperados por verem que os pais toda a vida trabalharam e só têm uma barraca e porque apesar de serem criativos e terem ideais de vida, só conseguem empregos onde pagam o ordenado mínimo ou os serviços que ninguém mais quer fazer”. O ciclo de pobreza repete-se e “cria-se um terreno fértil para sementes de revolta”.

Dia Mundial do Doente: Recebestes de graça, dai de graça

11 de Fevereiro de 2019

«Recebestes de graça, dai de graça» (Mt 10, 8) é o título da mensagem do Papa Francisco para o «Dia Mundial do Doente 2019», celebrado nesta segunda-feira, 11 de fevereiro. Estas foram palavras pronunciadas por Jesus, quando enviou os apóstolos a espalhar o Evangelho, para que, através de gestos de amor gratuito, se propagasse o seu Reino.


“A Igreja – Mãe de todos os seus filhos, mas com uma solicitude especial pelos doentes – lembra que o caminho mais credível de evangelização são gestos de dom gratuito como os do Bom Samaritano. O cuidado dos doentes precisa de profissionalismo e ternura, de gestos gratuitos, imediatos e simples, como uma carícia, pelos quais fazemos sentir ao outro que nos é «querido»”, assinala o Papa.


O Santo Padre refere que “contra a cultura do descarte e da indiferença, cumpre-me afirmar que se há de colocar o dom como paradigma capaz de desafiar o individualismo e a fragmentação social dos nossos dias, para promover novos vínculos e várias formas de cooperação humana entre povos e culturas”.


“O dar não se identifica com o ato de oferecer um presente, porque só se pode dizer tal se for um dar-se a si mesmo: não se pode reduzir a mera transferência duma propriedade ou dalgum objeto. Distingue-se de presentear, precisamente porque inclui o dom de si mesmo e supõe o desejo de estabelecer um vínculo. Assim, antes de mais nada, o dom é um reconhecimento recíproco, que constitui o caráter indispensável do vínculo social. No dom, há o reflexo do amor de Deus, que culmina na encarnação do Filho Jesus e na efusão do Espírito Santo”, explica.


“Todo o homem é pobre, necessitado e indigente. Quando nascemos, para viver tivemos necessidade dos cuidados dos nossos pais; de forma semelhante, em cada fase e etapa da vida, cada um de nós nunca conseguirá, de todo, ver-se livre da necessidade e da ajuda alheia, nunca conseguirá arrancar de si mesmo o limite da impotência face a alguém ou a alguma coisa. Também esta é uma condição que carateriza o nosso ser de «criaturas». O reconhecimento leal desta verdade convida-nos a permanecer humildes e a praticar com coragem a solidariedade, como virtude indispensável à existência”, prossegue.


Por conta da celebração solene na Índia, Francisco recorda a figura da Santa Madre Teresa de Calcutá, “um modelo de caridade que tornou visível o amor de Deus pelos pobres e os doentes”.


“A gratuidade humana é o fermento da ação dos voluntários, que têm tanta importância no setor socio-sanitário e que vivem de modo eloquente a espiritualidade do Bom Samaritano. Agradeço e encorajo todas as associações de voluntariado que se ocupam do transporte e assistência dos doentes, aquelas que providenciam nas doações de sangue, tecidos e órgãos”, refere o Papa.

Papa recorda Santa Bakhita, uma vítima do tráfico de pessoas

08 de Fevereiro de 2019

O Papa recordou esta sexta-feira, 8 de fevereiro, a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, padroeira das vítimas do tráfico: “Ela conheceu através de sua dolorosa experiência pessoal a realidade da escravidão e a suas consequências violentas e humilhantes. E mesmo assim, por graça de Deus, ela chegou a conhecer a verdadeira liberdade e a verdadeira alegria”.


Para o Santo Padre, a santidade de vida de Santa Bakhita é um chamado não só a enfrentar com maior determinação as modernas formas de escravidão, “que são uma ferida aberta no corpo da sociedade, uma chaga na carne de Cristo e um crime contra a humanidade”, mas também a aprender com o seu exemplo. “Ela ensina como nos dedicarmos aos pobres com ternura, delicadeza e compaixão.”


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Rezar pelo acolhimento das vítimas do tráfico de pessoas

08 de Fevereiro de 2019

«Rezemos pelo acolhimento generoso das vítimas do tráfico de pessoas, da prostituição forçada e da violência», é esta a intenção de oração apresentada no vídeo do Papa para o mês de fevereiro de 2019.


“Mesmo que tentemos ignorá-la, a escravidão não é algo de outros tempos.


Perante esta trágica realidade, não podemos lavar as mãos se não quisermos ser, de certa forma, cúmplices destes crimes contra a humanidade.


Não podemos ignorar que hoje há escravidão no mundo, tanto ou talvez mais do que antes.


Rezemos pelo acolhimento generoso das vítimas do tráfico de pessoas, da prostituição forçada e da violência”.


Nesta sexta-feira, 8 de fevereiro, celebra-se o «Dia Mundial de Oração e Reflexão contra o Tráfico de seres Humanos».

Prisão deve ter janela para a esperança

08 de Fevereiro de 2019

“A pena (dos que estão nas prisões) não pode ser fechada, mas sempre ter ‘a janela aberta’ para a esperança, tanto da parte da prisão como de cada pessoa”, destacou o Papa Francisco no encontro com 600 funcionários da Penitenciária Regina Coeli, em Roma.


No seu discurso, o Papa referiu que “a prisão é um lugar de punição no duplo sentido de punição e sofrimento, e precisa de muita atenção e humanidade”.


“É um lugar onde todos, a polícia carcerária, os capelães, os educadores e os voluntários, são chamados à difícil tarefa de curar as feridas daqueles que, pelos erros cometidos, são privados de liberdade pessoal. É sabido que uma boa colaboração entre os diferentes serviços na prisão é um grande apoio para a reabilitação dos presos. No entanto, devido à falta de pessoal e superlotação crônica, esta tarefa trabalhosa e delicada corre o risco de ser parcialmente frustrada”, acrescentou.


No encontro com os profissionais, Francisco se mostrou sensível sobre “o estresse no trabalho causado por turnos apertados e, muitas vezes, a distância das famílias”, fatores que “pesam em um trabalho que já implica um certo esforço psicológico”.


Por isso a necessidade de equilíbrio pessoal e motivação constantemente renovada para manter a ordem e garantir a segurança do local, mas também “enfaixar as feridas dos homens e das mulheres” que os funcionários encontram diariamente na penitenciária.


“As prisões precisam ser humanizadas cada vez mais e é doloroso ouvir, em vez disso, que elas são frequentemente consideradas lugares de violência e ilegalidade, onde os males humanos são abundantes. Ao mesmo tempo, não devemos esquecer que muitos presos são pessoas pobres, não têm referências, não têm segurança, não têm família, não têm meios para defender os seus direitos, são marginalizados e abandonados ao seu destino. Para a sociedade, os internos são indivíduos desconfortáveis, são um fardo, um fardo. É doloroso, mas o inconsciente coletivo nos leva a isso”, explicou o Santo Padre.


No entanto, a experiência mostra que a prisão, “com a ajuda de operadores penitenciários, pode realmente se tornar um lugar de resgate, ressurreição e mudança de vida; e tudo isso é possível através de itinerários de fé, trabalho e formação profissional, mas acima de tudo de proximidade espiritual e compaixão, seguindo o exemplo do bom samaritano, que estava inclinado a cuidar de seu irmão ferido. Essa atitude de proximidade, que encontra sua raiz no amor de Cristo, pode favorecer em muitos presos a confiança, a consciência e a certeza de ser amado”.


“Além disso, a pena, qualquer pena, não pode ser fechada; deve sempre ter «a janela aberta» para a esperança, tanto da parte da prisão como de cada pessoa. Todos devem ter sempre a esperança de reinserção”, disse o Papa.


“Encorajo-vos a realizar o seu importante trabalho com sentimentos de harmonia e unidade. Todos juntos, da direção aos voluntários, são chamados a caminhar na mesma direção, para ajudar “a se levantar e a crescer na esperança aqueles que, infelizmente, caíram na armadilha do mal”, concluiu Francisco.

Ciclo de conferências: Povos em movimento

08 de Fevereiro de 2019

Para o Instituto dos Missionários Combonianos, 2019 é o ano dedicado à reflexão sobre a interculturalidade. Por isso, as conferências da próxima Quaresma, que desde 2015 se tornaram regulares na comunidade da Cúria generalícia em Roma, terão como argumento específico a convivência e a integração entre pessoas de diferentes religiões e culturas. O tema geral é “Povos em movimento” e o objectivo é reflectir sobre o desafio da convivência, mas também oferecer experiências de sucesso em escolas e paróquias.


A primeira conferência, no dia 14 de Março, terá como tema “A emigração e os desafios da convivência” e será apresentada pelo presidente do Centro Astalli de Roma, Camillo Ripamonti, sacerdote jesuíta. “O desafio da convivência entre pessoas de diferentes culturas e religiões nas escolas: experiências e reflexões” é o tema do segundo encontro, no dia 28 de Março; o palestrante será o Prof. Pierluigi Bartolomeo, director da escola profissional Elis de Roma. Padre Claudio Santoro, vice pároco da paróquia de São Barnabé (S. Barnaba), em Roma, falará sobre “O desafio da convivência entre pessoas de diferentes culturas e religiões em âmbito paroquial: experiência e reflexões de um sacerdote”, no dia 14 de Abril.


Pareceu-nos importante, nesta Itália atravessada por impulsos racistas e pela rejeição do “outro diferente de nós”, apresentar experiências positivas de verdadeira convivência e integração. Diante dos povos em movimento, o desafio do futuro, de facto, será o de acolher, proteger, promover e integrar o migrante – como tem vindo a insistir o Papa Francisco – sem esquecer os temores e os medos de quem acolhe. Mediar estas duas realidades é tarefa da política e das muitas organizações da sociedade civil que se dedicam à causa das migrações.


Fonte: Comboni.org

Juntos contra o tráfico de pessoas

07 de Fevereiro de 2019

Celebra-se na sexta-feira, 8 de fevereiro, «Dia Internacional de Oração e Reflexão contra o Tráfico de Seres Humanos». “Juntos contra o tráfico” é o tema de inspiração para 2019.


A data foi escolhida por ser o mesmo dia em que se recorda a memória litúrgica de Santa Josefina Bakhita, a Irmã sudanesa que quando era menina fez a trágica experiência de ser vítima do tráfico de pessoas.


A Talitha Kum, rede mundial da vida consagrada que luta contra o tráfico de pessoas (UISG), assumiu a coordenação do grupo de organizações-parceiras que preparam o evento em nível internacional.


Nas palavras do Papa Francisco: “Encorajo quantos estão comprometidos a ajudar homens, mulheres e crianças escravizados, explorados, abusados como instrumentos de trabalho ou de prazer e muitas vezes torturados e mutilados. Faço votos por que todos os que têm responsabilidades de governo se comprometam com determinação a remover as causas desta chaga vergonhosa, uma chaga indigna da sociedade civil. Cada um de nós se sinta comprometido a ser voz destes nossos irmãos e irmãs, humilhados na sua dignidade.”


O acolhimento das vítimas do tráfico de pessoas, também é tema da Oração do Papa para o mês de fevereiro de 2019.


 


11 de Fevereiro: Dia Mundial do Doente

06 de Fevereiro de 2019

O «Dia Mundial do Doente» é celebrado a 11 de fevereiro sob o tema “Recebestes de graça, dai de graça”.


Com essa inspiração, uma delegação do «Dicastério para o Serviço de Desenvolvimento Humano Integral» irá à Índia expressar sua preocupação pelos doentes, sofredores, pobres e excluídos, à luz da Santa Teresa de Calcutá.


De 8 a 12 de fevereiro, a delegação guiada pelo cardeal prefeito Peter Turkson participará das celebrações solenes do «Dia Mundial do Doente», recordado tradicionalmente em memória de Nossa Senhora de Lourdes. A Igreja universal, a exemplo do Bom Samaritano, inclina-se sobre os doentes e os que sofrem para levar uma mensagem de esperança e salvação.


A Índia é um país marcado por fortes desigualdades, pobreza extrema e condições de saúde precárias.

P. Jeremias e P. Alcides visitam comunidades no Quénia

06 de Fevereiro de 2019

Desde o dia 15 de janeiro que a província do Quénia recebe a visita oficial do P. Jeremias dos Santos Martins, vigário geral dos Combonianos. No dia 1 de fevereiro, o P. Alcides da Costa, assistente geral, juntou-se ao P. Jeremias, para ambos prosseguirem a visita, agora já na área de Nairobi, capital do país.


O P. Jeremias esteve durante os primeiros quinze a visitar os confrades da região norte do Quénia, onde os missionários combonianos estão presentes com seis comunidades: duas entre o povo Turkana, duas entre os Pokot e duas em Marsabit, onde vivem vários povos pastoralistas como os Borana, os Gabra, os Rendile, entre outros.


Com a chegada do P. Alcides, no primeiro fim de semana de fevereiro, ambos os dois assistentes gerais foram visitar a comunidade de Kariobangi, nos subúrbios de Nairobi. Kariobangi é uma grande paróquia onde os combonianos se encontram desde 1974. De facto, é a primeira presença comboniana em Nairobi depois da casa provincial.


A partir das seis horas da manhã, a igreja paroquial abre as suas portas aos fiéis que começam a chegar dos mais diversos cantos de Kariobangi, um bairro muito povoado e com uma população muito jovem, oriunda das várias regiões e tribos do Quénia. Normalmente, as pessoas vêm para Nairobi em busca de trabalho ou em vista de dar continuidade aos estudos já iniciados nos seus lugares de origem. Por isso, dois terços da população é jovem e com uma grande vontade de trabalhar e de realizar o sonho das suas vidas. Um olhar veloz sobre a assembleia dos cristãos reunidos para a celebração da missa dominical faz ressaltar à vista a predominância de casais jovens, de jovens e crianças, e o número reduzido de pessoas idosas.


Além da sede paroquial, dedicada à Santíssima Trindade, os combonianos assistem outros dois centros de oração, São Daniel Comboni e São João, que, num futuro próximo, poderão formar outras duas paróquias, tendo em conta o rápido aumento da população que opta por frequentar a comunidade cristã católica.


O sonho de Comboni – “eu vejo um futuro brilhante para a África” – é visível nas três comunidades que constituem a paróquia de Kariobangi.


De 4 a 9 de fevereiro, os missionários combonianos que trabalham no Quénia estarão reunidos em assembleia. Na agenda, constam momentos de oração, de revisão, avaliação e programação das actividades combonianas e pastorais, o que permitirá a cada um dos missionários regressar ao trabalho com um entusiasmo renovado.~


Fonte: Comboni.org

Emirados Árabes: Fraternidade humana pela paz mundial

05 de Fevereiro de 2019

No final do Encontro Inter-religioso em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, foi selada a «Declaração de Abu Dhabi» sobre "A Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum”. Documento foi assinado por Sua Santidade Papa Francisco e pelo Grão Imame de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyeb.


A declaração refere que a “fé leva o crente a ver no outro um irmão que se deve apoiar e amar” e acrescenta que “da fé em Deus… o crente é chamado a expressar esta fraternidade humana, salvaguardando a criação e todo o universo e apoiando todas as pessoas, especialmente as mais necessitadas e pobres”.


“O primeiro e mais importante objetivo das religiões é o de crer em Deus, honrá-Lo e chamar todos os homens a acreditarem que este universo depende de um Deus que o governa: é o Criador que nos moldou com a Sua Sabedoria divina e nos concedeu o dom da vida para o guardarmos. Um dom que ninguém tem o direito de tirar, ameaçar ou manipular a seu bel-prazer; pelo contrário, todos devem preservar este dom da vida desde o seu início até à sua morte natural. Por isso, condenamos todas as práticas que ameaçam a vida, como os genocídios, os atos terroristas, os deslocamentos forçados, o tráfico de órgãos humanos, o aborto e a eutanásia e as políticas que apoiam tudo isto”, lê-se no documento.


“Em nome de Deus, que criou todos os seres humanos iguais nos direitos, nos deveres e na dignidade e os chamou a conviver entre si como irmãos, a povoar a terra e a espalhar sobre ela os valores do bem, da caridade e da paz”, exortam os líderes religiosos.


“Em nome dos pobres, dos miseráveis, dos necessitados e dos marginalizados, a quem Deus ordenou socorrer como um dever exigido a todos os homens e de modo particular às pessoas facultosas e abastadas.


Em nome dos povos que perderam a segurança, a paz e a convivência comum, tornando-se vítimas das destruições, das ruínas e das guerras.


Em nome da «fraternidade humana», que abraça todos os homens, une-os e torna-os iguais.


Em nome de Deus e de tudo isto, Al-Azhar al-Sharif – com os muçulmanos do Oriente e do Ocidente - juntamente com a Igreja Católica – com os católicos do Oriente e do Ocidente – declaramos adotar a cultura do diálogo como caminho; a colaboração comum como conduta; o conhecimento mútuo como método e critério”, lê-se na Declaração de Abu Dhabi.

Emirados Árabes: Mensagem do Papa para redescobrir as raízes da fraternidade

04 de Fevereiro de 2019

Na tarde desta segunda-feira, 4 de fevereiro, o Papa Francisco vai discursar no Encontro Inter-religioso, uma conferência global sobre a fraternidade humana, principal motivo da sua visita aos Emirados Árabes Unidos.


Para o secretário de Estado Vaticano, cardeal Pietro Parolin, esta é uma viagem "histórica" que tem a esperança de escrever um novo capítulo nas relações entre as religiões.


Os Emirados Árabes Unidos são como “uma ponte entre o Oriente e o Ocidente e uma terra multicultural, multiétnica e multi-religiosa”, definiu o cardeal.


Ainda segundo o secretário de Estado, a mensagem do Papa “será para todos os líderes e membros das religiões, para que se empenhem em trabalhar juntos para construir a unidade, a paz e a harmonia no mundo, para redescobrir as raízes de nossa fraternidade, em vista de uma luta clara e explícita contra qualquer tipo de fundamentalismo e radicalismo que leve a conflitos e contraposições”.

Do Peru com amor

04 de Fevereiro de 2019

“Em cada amanhecer saímos ao encontro do outro, saímos do conforto do que não temos, nem a nós pertence, vamos ao encontro do amor”.


“Não conseguimos enumerar a quantidade de vidas que já cruzaram a nossa nem a quantidade de sorrisos, lágrimas e abraços que partilhamos na simplicidade da soleira da porta. É mesmo assim, o amor é despojado da superficialidade, é integro não tem cor nem raça, é porque é. E nós somos chamados diariamente a deixá-lo ser e crescer”.


“Missão é vida, é a nossa vida, são as vidas deles e a vida que sabemos ser e doar no anúncio de um Evangelho vivo em cada um de nós. Somos em cada passo testemunhas de um Jesus que quer habitar na simplicidade dos nossos corações. É no saber-nos família, que cada dia, em cada visita, nos entregamos e somos mais”.


“Aceitar diariamente o convite de Jesus a um estilo de vida menos nosso e mais d’Ele. Não é fácil. Sabemos com a nossa vida que o caminho nada tem de fácil. Mas só assim para nós tem sentido”.


Leia AQUI o texto completo (e imperdível) das LMCs Neuza Francisco e Paula Ascenção em missão no Peru.

Contemplativa missionária

04 de Fevereiro de 2019

A Irmã Maria Teresa é uma Carmelita de 44 anos, em Braga. No início do Ano Missionário, soube da importância decisiva que São Daniel Comboni atribui à oração missionária das pessoas em vida contemplativa. «Tenho, diz ele, mais de 200 mosteiros e institutos» a rezar «para eu conseguir levar a luz da santa fé ao interior da África». No seu longo retiro espiritual, Teresa mergulhou nos Escritos do santo missionário:


«Impressionei-me muito com o que li dos Escritos de Comboni. E mais ainda por desconhecer o seu tão rico, profundo e ardente vigor missionário, visível nos combonianos que conheço.


Ao ler algumas das suas belíssimas cartas, cheias de paixão pela "Nigrícia", e aperceber-me de quão valiosa era para ele a oração feita nos mosteiros pelo seu trabalho, senti-me... envergonhada, por viver tão pouco a dimensão missionária da minha vida contemplativa! E pensei: realmente, este ano Missionário, só pode ser uma grande GRAÇA para nós, Consagradas contemplativas! Sim, porque a contemplação não se alimenta de utopias, sonhos, idealismos... mas da relação pessoal e amorosa com Jesus e simultaneamente com as dores, anseios e esperanças da Humanidade inteira! – Meu Deus, disse, quantas vezes eu vivo no meu pequeno mundo, tão ‘longe’ dos meus irmãos e pouco atenta aos seus clamores!...


Decerto, Santa Teresa de Jesus, minha Santa Madre, não se ofendeu por eu ter passado um bom bocado a ler Comboni, durante o retiro espiritual... De facto, não foi uma interrupção nas meditações do retiro, mas um alerta, uma tomada de consciência mais profunda da minha vida contemplativa chamada a ser REALMENTE missionária! Pois, afinal, tanto ela como a minha “mana” Santa Teresinha do Menino Jesus e outros santos/as do Carmelo desejaram tão intensamente dar a conhecer Jesus e o Evangelho e entregar-se pela salvação das pessoas, que familiarizar-me com S. Daniel Comboni e os seus apelos à intensa oração pelo seu trabalho apostólico, só me assemelhará mais aos que me precederam no Carmelo e manterá vivo em mim o ideal eclesial-apostólico de Sta. Teresa.»


Pensei também em Comboni e Teresinha. Esta quis «ser Apóstola, Missionária, não apenas durante alguns anos, mas desde a criação do mundo (e) até ao fim dos séculos.» Comboni disse que daria mil vidas pela Missão, em resposta à sede de Jesus na Cruz.


S. João Paulo II une a carmelita e o missionário num único movimento espiritual: «Esta sede de almas a salvar foi sempre fortemente sentida pelos Santos: pensemos, por exemplo, em santa Teresa de Lisieux, padroeira das missões, e em D. Comboni, grande apóstolo da África.»


Do Coração de Jesus, onde vivem, Teresinha e Comboni urgem agora os Cenáculos de Oração Missionária e as Famílias Carmelita e Comboniana, a unirem empenho pela santidade, oração missionária em profunda comunhão com o Senhor e inesgotável dedicação à evangelização.


Ir M. Teresa E.S. da Imaculada Conceição


P. Claudino Ferreira Gomes, Missionário Comboniano

RD Congo: Apoio ao novo presidente

01 de Fevereiro de 2019

A coligação política denominada «Alternância para a República» (AR) reconheceu esta semana Félix Tshisekedi como o novo presidente da República Democrática do Congo (RDC).


A declaração é significativa, sendo que esta coligação esteve ligada a Moise Katumbi e apoiou Martin Fayulu nas eleições presidenciais.


Também a comunidade internacional se dispôs a “acompanhar o país no caminho da estabilidade e do desenvolvimento”, nas palavras da chefe da Missão das Nações Unidas na RDC (MONUSCO), Leila Zeroughui.


A representante especial da ONU destacou a transferência pacífica de poder entre o ex-presidente Kabila e o presidente Tshisekedi, qualificando-a de ato excecional no continente africano e entregou uma carta do secretário-geral da ONU, António Guterres, a felicitar o novo presidente.

Libertadas 186 pessoas detidas durante protestos no Sudão

01 de Fevereiro de 2019

As autoridades sudanesas libertaram 186 pessoas que haviam sido detidas durante as manifestações contra o Governo do Sudão.


A ordem de libertação foi dada pelo chefe dos Serviços de Inteligência e Segurança do Sudão, Salah Ghosh, e é vista como um gesto de conciliação com os manifestantes que exigem a saída do presidente Omar al-Bashir.


No entanto, ONGs de defesa dos direitos humanos dizem que mais de mil manifestantes, incluindo líderes da oposição e jornalistas, foram detidos desde 19 de dezembro.


Trinta pessoas também morreram desde o início das manifestações, segundo um balanço oficial.


O presidente do Sudão, Omar al-Bashir, criticou que as manifestações contra si, convocadas através de plataformas sociais na internet, assinalando que a mudança no poder apenas pode ser validada através de eleições.


"A mudança de Governo não pode ser alcançada usando o WhatsApp ou o Facebook, apenas através das urnas, e o povo sudanês é o único corpo que pode determinar quem lidera este país", disse Omar al-Bashir.


Muitos dos protestos contra o Governo de Omar al-Bashir, que assumiu a Presidência em 1989, depois de um golpe de Estado, foram organizados através destas plataformas, predominantemente no Twitter.


Os protestos começaram em dezembro e tiveram como base a escassez e o aumento de preço dos alimentos, mas evoluíram para um movimento popular contra o Governo, que pede a demissão de Omar al-Bashir.

468 vítimas do Ébola na RD Congo

01 de Fevereiro de 2019

O número de mortos por contágio de vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDC) subiu para 468 desde 1 de agosto, quando foi declarada a epidemia. No entanto, 250 pessoas infetadas foram dadas como curadas, informou o Ministério da Saúde congolês.


As localidades onde ocorreram o maior número de mortes são: Beni (146), Katwa (103), Mabalako (70), Butembo (47) e Kalunguta (34).


O Ébola transmitido por contacto físico através de fluidos corporais infetados e provoca febre hemorrágica.


O Governo da RD Congo admitiu que a epidemia de Ébola é já a maior da história do país relativamente ao número de contágios (759).


A RDC foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira aparição do vírus naquele país africano, em 1976.


Em 1995, o vírus do Ébola provocou a morte a 250 pessoas na cidade de Kikwit, na província de Kwilu, no sudoeste da RD Congo.

Travessia do Mediterrâneo fez seis mortos por dia em 2018

31 de Janeiro de 2019

Seis pessoas morreram em média por dia tentando atravessar o Mediterrâneo em 2018, aponta relatório da Agência da ONU para Refugiados (UNHRC).


De acordo com o relatório "Desperate Journeys", ou Viagens Desesperadas, divulgado esta semana pela ONU, estima-se que 2.275 pessoas tenham morrido ou desaparecido atravessando o mediterrâneo no passado ano. Quase 140 mil refugiados e imigrantes chegaram à Europa. No entanto, este é o menor número dos últimos cinco anos.


O documento indica que Espanha tornou-se principal ponto de entrada para a Europa. Cortes nas operações de busca e salvamento colaboraram para manter esta travessia marítima como a mais letal do mundo.


Ao comentar o relatório, o alto comissário das Nações Unidas para os Refugiados, Filippo Grandi, disse que “salvar vidas no mar não é uma escolha nem uma questão de política, mas uma antiga obrigação.”


Grandi afirma que se pode “colocar um fim nessas tragédias tendo coragem e visão para olhar além do próximo barco e adotar uma abordagem de longo prazo baseada na cooperação regional, que coloque a vida humana e a dignidade como o principal foco.”


O relatório descreve como mudanças políticas em alguns Estados europeus causaram incidentes em que muitas pessoas ficaram retidas em embarcações durante vários dias à espera de permissão para atracar.


Segundo a ONU, as embarcações de Organizações Não Governamentais (ONG), e suas tripulações enfrentaram crescentes restrições nas operações de busca e resgate.


Em rotas da Líbia para a Europa, por cada 14 pessoas que chegaram ao continente europeu um morreu no mar, um aumento significativo em relação a 2017. Outros milhares foram devolvidos à Líbia, onde enfrentam condições terríveis nos centros de detenção.


Para muitos, chegar à Europa foi a última paragem numa jornada em que enfrentaram tortura, violações e sequestros.


A ONU diz que “os Estados devem tomar medidas urgentes para desmantelar redes de contrabando e levar os perpetradores desses crimes à justiça”.


 

2 de Fevereiro: Dia do Consagrado

31 de Janeiro de 2019

No próximo dia 2 de fevereiro, festa da Apresentação do Senhor, celebra-se em toda a Igreja o 23.º Dia Mundial da Vida Consagrada. Em Portugal e desde 2007, os nossos Bispos decidiram instituir a Semana do Consagrado, de 26 de janeiro a 2 de fevereiro, ampliando assim esta intenção ao longo de vários dias.


Leia mensagem do P. Manuel Barbosa, Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para esta ocasião.


Ser consagrado pertence à condição batismal de todos os fiéis. Mas sem se distanciar desta essência, o magistério da Igreja habituou-nos a incluir na designação «vida consagrada» todos os que fazem votos dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência, os membros das ordens e congregações, dos institutos religiosos, das sociedades de vida apostólica e dos institutos seculares.


A propósito do sentido do Dia ou da Semana da Vida Consagrada, vale a pena recordar os três objetivos que São João Paulo II nos deixou em 1997, primeiro ano da sua celebração.


Em primeiro lugar, «responder à íntima necessidade de louvar o Senhor e agradecer-Lhe o grande dom da vida consagrada, que enriquece e alegra a Comunidade cristã com a multiplicidade dos seus carismas e com os frutos de edificação de tantas existências, totalmente doadas à causa do Reino». Trata-se de um singular dom do Espírito que continua a animar e sustentar a Igreja na sua exigente caminhada no mundo, que só pode ser de presença efetiva entre os homens e as mulheres do nosso tempo.


Em segundo lugar, «promover o conhecimento e a estima pela vida consagrada, por parte de todo o povo de Deus». Esta forma de vida está ao serviço da consagração batismal de todos os fiéis e deve ser mais conhecida por todos os membros do povo de Deus.


Finalmente, convida de modo mais explícito as pessoas consagradas a «celebrar em conjunto e solenemente as maravilhas que o Senhor realizou nelas, para descobrir, com um olhar de fé mais lúcido, os raios da divina beleza difundidos pelo Espírito no seu género de vida, e tomar consciência mais viva da sua insubstituível missão na Igreja e no mundo».


Celebrar a Semana do Consagrado é uma oportuna graça para renovar esta forma de existência cristã como consagrados na Igreja: tempo precioso para oração, reflexão e compromisso. Construir «comunidades santas e missionárias”, tema proposto para esta Semana, é um desafio para todos consagrados e comunidades cristãs, um convite a se renovarem na santidade e na missão. Missão que é de sempre e para todos, com mais insistência neste Ano Missionário em Portugal, a culminar em outubro, Mês Missionário extraordinário para toda a Igreja.


Além de outras propostas de oração, meditação e reflexão, e de celebrações nas comunidades religiosas e paroquias, a Semana do Consagrado tem duas celebrações habituais em todas as dioceses: a vigília de oração a 1 de fevereiro e a Missa solene da Apresentação do Senhor a 2 de fevereiro.


Além de outras propostas de oração e reflexão aqui apresentadas, destaco a mensagem de D. António Augusto Azevedo, Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios, para esta Semana do Consagrado.

Papa viaja para encontro inter-religioso nos Emirados Árabes

31 de Janeiro de 2019

O Papa Francisco realiza uma viagem apostólica aos Emirados Árabes Unidos, de 3 a 5 de fevereiro, para participar num encontro inter-religioso sobre «Fraternidade Humana».


Em mensagem divulgada às vésperas da viagem, o Santo Padre apela ao diálogo inter-religiosos e sublinha que a e fé em Deus “une e não divide, aproxima, não obstante a diferença, afasta da hostilidade e da aversão”.


A mensagem começa com a saudação ao povo árabe: “Somos irmãos mesmo sendo diferentes. Al Salamu Alaikum, a paz esteja convosco”.


Francisco se declara “feliz” em visitar os Emirados Árabes Unidos, uma “terra que busca ser um modelo de convivência, de fraternidade humana e de encontro entre as diferentes civilizações e culturas, onde muitos encontram um lugar seguro para trabalhar e viver livremente, no respeito das diversidades”.


 

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