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Actualidades

Festa da Senhora de Guadalupe

11 de Dezembro de 2018

Celebra-se na quarta-feira, 12 de dezembro, a festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira do México.


O Papa Francisco vai presidir à Santa Missa na Basílica Vaticana, a partir das 18h locais (17h em Portugal).


“Trata-se de uma festa muito amada pelo Papa Francisco e particularmente evocativa para os latino-americanos”, lê-se em um comunicado da «Pontifícia Comissão para a América Latina» (CAL).


“Será uma ocasião preciosa para colocar no coração da Mãe os melhores anseios de solidariedade e fraternidade, de paz, justiça e felicidade na vida dos nossos povos e nações e para confiar a Ela as intenções do nosso querido Santo Padre Francisco”, refere a CAL.

Nasceu para eles?

11 de Dezembro de 2018

Jesus nasceu para a família humana completa, de ontem, de hoje e de todos os tempos.


Há um cântico de que eu gosto muito: «Ó verdadeiro corpo do Senhor, nascido para nós da Virgem Mãe». Nascido para nós. É uma das sensações lindas que sempre vivemos no Natal. Jesus nasceu para nós. Deus pensou em mim e veio a este mundo nascendo de Maria, como um gesto de amor por mim, pela minha família, pelos meus amigos, a minha comunidade... Sentimo-nos todos mais perto uns dos outros porque Ele nasceu para nós. E, quando fazemos o presépio, cresce esse sentimento de alegria, de gratidão, e de vontade de o acolher sempre melhor na nossa vida de cada dia.


Santo Inácio diz que podemos meditar sobre qualquer texto que seja dos Evangelhos e considerar que tudo isto que leio Jesus o viveu e o fez por mim e por nós. Nasceu por nós, cresceu em Nazaré para poder partilhar a nossa vida, realizou a sua missão para nos poder revelar o amor de Deus, deu a sua vida sobre a cruz para nos mostrar até onde chega o amor que Deus nos tem, e ressuscitou para poder ficar sempre connosco, subiu ao céu onde intercede por nós.


Tudo isto está muito bem, e nos dá muita força. Mas Jesus nunca gostou que pensássemos só em nós. E, já no presépio, quis manifestar-se antes de mais aos «outros». Não aos «nós», as pessoas devotas e religiosas que estavam no templo de Jerusalém, ou a rezar na sinagoga, mas aos pastores que estavam lá fora, a dormir ao relento enquanto tomavam conta dos rebanhos. O rei Herodes também ficou muito incomodado quando lhe vieram dizer que estavam a chegar três magos – reis ou cientistas daquele tempo? – que vinham do Oriente. Não tinham nada que ver com a religião do povo de Israel, mas vinham para adorar Jesus, guiados por uma misteriosa estrela que eles tinham visto.


Jesus, o messias que o povo de Israel esperava desde há séculos como alguém que Deus havia de enviar «a nós» e «para nós», começa por se revelar «a eles», os outros, os pastores pobres, os magos de longe que seguiam outras religiões.


É verdade que, durante a sua pregação, Ele sempre preferiu dedicar-se antes de mais às ovelhas perdidas da casa de Israel (Mt 15,24), mas também fez alguns milagres em favor de pessoas de outros povos, para dar um sinal claro de que os outros povos não ficavam fora do plano do amor de Deus. E logo após a sua morte e ressurreição deu a força do Espírito Santo aos seus discípulos e enviou-os dizendo: «Ide por todo o mundo e anunciai a Boa Nova a todos os povos» (cf. Mt 28, 18).


Fica então muito claro que esse Jesus que nasceu para nós, nasceu também para eles, para todos os povos da família humana, de todos os tempos.


E, agora, fica-nos uma pergunta que não é nada fácil: se Jesus nasceu para todos, quando é que eles começam a receber os benefícios da sua vinda? Precisam de esperar que cheguem os missionários que anunciam o Evangelho, ou estarão eles já a receber as bênçãos que Deus dá através do Seu Filho Jesus Cristo ainda antes de o conhecerem? E o que é que muda quando recebem o anúncio de Jesus e começam a acreditar nele?


Tentarei enfrentar uma pergunta de cada vez, nos próximos meses.


Por agora fica a certeza de que esse Jesus que nasceu para nós nasceu também para eles, para a família humana completa, de ontem, de hoje e de todos os tempos.


Fernando Domingues, missionário comboniano

Orações: Ao serviço da transmissão da fé

11 de Dezembro de 2018

Vídeo do Papa para o mês de dezembro de 2018 pede orações para as pessoas comprometidas com o serviço de transmissão da fé.


Rezemos para que as pessoas comprometidas com o serviço da transmissão da fé encontrem uma linguagem adaptada aos nossos dias em diálogo com a cultura.


Quem quiser partilhar sua fé com a palavra, tem que escutar muito.


Imitemos o estilo de Jesus, que se adaptava às pessoas que tinha diante d’Ele para aproximá-las do amor de Deus.


Rezemos para que as pessoas comprometidas com o serviço da transmissão da fé encontrem uma linguagem adaptada aos nossos dias em diálogo com a cultura, em diálogo com o coração das pessoas e sobretudo escutando muito.


Aprendamos a escutar. Ouçamos como os outros falam, vivem, e comuniquemos o Evangelho de tal maneira que possam acolhê-lo em seu coração. Assim, é seguro que nos entenderão. Mais uma vez, trata-se apenas de seguir o exemplo de Jesus Cristo, o mestre na comunicação da fé.


 

Natal + voluntariado missionário para jovens

11 de Dezembro de 2018

O Natal+, experiência de voluntariado missionário organizada pelos jovens combonianos, acontece nos dias 20, 21, 22 e 23 de dezembro, em Camarate (Lisboa).


Torre, Fetais e Quinta das Mós são as três comunidades favorecidas por esta atividade. 


Objetivo é preparar os jovens para o Natal recordando a humildade do nascimento de Jesus, trazendo essa humildade para as suas vidas e com ela o verdadeiro sentido do Natal.


O tema de inspiração para esta atividade é: «Grita a Missão que Nasce no Teu Coração».


Contactos


Ir. Rosineide Lima – telem. 961 163 987


Ir. Arlete dos Santos – telem. 924 152 427


Irmãs Missionárias Combonianas


Mais informações


JIM – Jovens em Missão

Brasil: Conquistas e desafios dos direitos humanos

11 de Dezembro de 2018

70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos: Celebrar os direitos conquistados. Estar preparados para os novos desafios


Por ocasião da celebração dos 70 anos da «Declaração Universal dos Direitos Humanos», a «Articulação Comboniana de Direitos Humanos» (ACDH) divulgou uma nota sobre a conquista dos Direitos Humanos no Brasil e os desafios que o povo brasileiro ainda enfrenta.


Para a ACDH os “documentos em favor da vida, da dignidade e liberdade, assim como de outros direitos fundamentais de todas as pessoas, foram construídos à custa de muitas lutas, vidas tiradas, famílias dilaceradas e sonhos interrompidos” e é “graças a esses documentos que a dignidade de milhões de pessoas foi elevada”.


“Temos muitas conquistas a celebrar e muitos desafios a serem enfrentados”, afirma articulação, salientando que “além das práticas comuns de abuso e violações de direitos, vemos ressurgir na sociedade brasileira um cenário, discursos e práticas que ameaçam e esvaziam os conteúdos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Constituição Federal”.


A ACDH explica que esse cenário é caracterizado “pela retirada sistemática e a supressão de direitos, a exaltação do ódio e da violência e a exclusão das minorias”.


Nesse contexto, a ACDH refere que a linha do tempo nos ensina que “a história é feita de ciclos” e que “em alguns deles a defesa da vida parece mais desafiadora”.


“O preocupante cenário de desmonte de direitos, devastação e morte… é preciso conectar as nossas experiências, saberes, lutas e utopias às de outras pessoas e grupos, para que, de norte a sul, do campo à favela, a resistência seja propositiva e avance na construção de estratégias em defesa da vida e dos demais direitos”, orienta a articulação.


“Dizemos SIM à vida e aos direitos e reafirmamos nosso sonho e compromisso com a cultura de paz e com uma sociedade mais justa, pacífica e igualitária”, concluí a nota.


Leia aqui a nota completa.

Papa assinala aniversário dos Direitos Humanos

10 de Dezembro de 2018

Mensagem do Papa Francisco recorda a celebração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e os 25 anos do Programa de Ação de Viena para a tutela dos Direitos Humanos no mundo.


O Papa destaca o significado destas datas e considera o momento propício para uma “reflexão profunda” sobre o fundamento e o respeito dos Direitos Humanos no mundo atual.


No entanto, critica a persistência de “formas de injustiça”, que considera consequência de modelos baseados apenas no lucro.


“Hoje persistem no mundo várias formas de injustiça, alimentadas por visões antropológicas redutoras e por um modelo económico baseado no lucro, que não hesita em explorar, descartar e até matar o ser humano”, escreve Papa.


De acordo com o Santo Padre, “enquanto uma parte da humanidade vive na riqueza”, outra parte “vê a sua própria dignidade renegada, desprezada ou pisada e os seus direitos fundamentais ignorados ou violados”.

Direitos Humanos: todos nascem livres e iguais

10 de Dezembro de 2018

Assinala-se esta segunda-feira, 10 de dezembro, o «70º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos».


Entre os princípios da Declaração, a liberdade, a justiça e a paz no mundo se baseiam no reconhecimento da dignidade intrínseca e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana.


Mensagem do secretário-geral das Nações Unidas (ONU) recorda que “estes direitos pertencem a todos, não importa a raça, crença, localização ou outra distinção de qualquer tipo”.


António Guterres afirma ainda que estes direitos “são universais e eternos”.


Para o chefe da ONU, o dia de hoje deve servir para homenagear “os defensores dos direitos humanos que arriscam suas vidas para proteger as pessoas diante do aumento do ódio, do racismo, da intolerância e da repressão.”


Ele acredita que “os direitos humanos estão cercados em todo o mundo” e que “valores universais estão sendo desgastados.”


Direitos humanos ameaçados


A alta comissária para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, declarou que o progresso nessa área “está sob ameaça”.


Bachelet lembrou as palavras da Declaração para dizer que “todos nascem livres e iguais", mas que “milhões de pessoas neste planeta não permanecem livres e iguais”, tendo “sua dignidade espezinhada e seus direitos violados diariamente.”


“Em muitos países, o reconhecimento fundamental de que todos os seres humanos são iguais e têm direitos inerentes está sob ataque”, acredita a representante.


A «Declaração Universal dos Direitos Humanos» foi adotada pela Assembleia Geral da ONU no Palácio de Chaillot, em Paris, em 1948, três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Pacto para Migração foi adoptado pelas Nações Unidas

Mobilidade humana mais segura e ordenada

10 de Dezembro de 2018

«Pacto Global para a Migração» foi adoptado pela maioria dos países nesta segunda-feira, 10 de dezembro, durante Conferência das Nações Unidas (ONU) sobre o tema realizada em Marraquexe, no Marrocos.


O documento estabelece 23 objectivos para tornar a mobilidade humana mais segura e ordenada.


De acordo com o Secretário Geral da ONU, o Pacto “é o reconhecimento dos papéis essenciais que devem ser desempenhados pelos muitos atores, incluindo governos e os próprios migrantes, é claro, mas também, sociedade civil, academia, sindicatos, setores privados, grupos da diáspora, comunidades locais, parlamentares, instituições nacionais de direitos humanos e os meios de comunicação.”


Cerca de 150 países estão representados no encontro.


O «Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular» é o primeiro acordo intergovernamental deste género que foi promovido e negociado sob os auspícios das Nações Unidas.


O documento foi criado com base na Carta das Nações Unidas e na Declaração dos Direitos Humanos, para além de outros documentos internacionais sobre migração, desenvolvimento sustentável e respeito ao meio ambiente, e adotado por unanimidade pela Assembleia Geral da ONU em setembro de 2016.


Objectivos do Pacto


1) Recolher e utilizar dados exatos e pormenorizados para formular políticas que tenham uma base empírica;


2) Minimizar os fatores adversos e estruturais que forçam as pessoas a deixarem os respetivos países de origem;


3) Fornecer informação precisa e oportuna em todas as etapas da migração;


4) Garantir que todos os migrantes tenham provas da sua identidade legal e documentação adequada;


5) Aumentar a disponibilidade e a flexibilidade das rotas regulares de migração;


6) Facilitar a contratação equitativa e ética de migrantes e salvaguardar as condições que garantam um trabalho decente;


7) Abordar e reduzir as vulnerabilidades na migração;


8) Salvar vidas e apostar em iniciativas internacionais coordenadas no âmbito dos migrantes desaparecidos;


9) Reforçar a resposta transnacional ao tráfico ilícito de migrantes;


10) Prevenir, combater e erradicar o tráfico de pessoas no contexto da migração internacional;


11) Gerir as fronteiras de forma integrada, segura e coordenada;


12) Aumentar a exatidão e a previsibilidade dos procedimentos de migração para uma adequada verificação de antecedentes, avaliação e encaminhamento;


13) Utilizar a detenção de migrantes apenas como o último recurso e procurar outras formas alternativas;


14) Melhorar a proteção, assistência e cooperação consular ao longo de todo o ciclo de migração;


15) Proporcionar aos migrantes o acesso a serviços básicos;


16) Capacitar os migrantes e as sociedades para alcançar uma plena inclusão e coesão social;


17) Eliminar todas as formas de discriminação e promover um discurso público com o objetivo de modificar ideias preconcebidas em relação à migração;


18) Investir no desenvolvimento de aptidões e facilitar o reconhecimento mútuo de aptidões, qualificações e competências;


19) Criar as condições necessárias para que os migrantes e as diásporas possam contribuir plenamente no desenvolvimento sustentável em todos os países;


20) Promover transferências de remessas mais rápidas, seguras e baratas, bem como fomentar a inclusão financeira dos migrantes;


21) Colaborar para facilitar o regresso e a readmissão dos migrantes em condições de segurança e dignidade, bem como uma reintegração sustentável;


22) Estabelecer mecanismos para a portabilidade da segurança social e dos benefícios adquiridos;


23) Fortalecer a cooperação internacional e as alianças mundiais para uma migração segura, ordenada e regular.

Lavrar a terra no ano missionário

07 de Dezembro de 2018

A Igreja não pode deixar de se sentir atraída pela periferia e de ser enviada para a periferia.


Em ordem a celebrar o centenário da publicação da carta apostólica Maximum illud, do Papa Bento XV, o Papa Francisco declarou Outubro de 2019 Mês Missionário Extraordinário. A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), por sua vez, propôs a celebração de um Ano Missionário Extraordinário, com o título genérico Todos, Tudo e Sempre em Missão, tendo-se iniciado em Outubro de 2018 e devendo prolongar-se até Outubro de 2019, tempo durante o qual a actividade missionária estará subjacente «às iniciativas pastorais diocesanas e nacionais» (CEP, Abril 2018). Tal proposta alarga horizontes de co-responsabilidade e de compromisso. Urge, porém, que avivemos a consciência de que o ponto de partida deverá radicar na necessidade de lavrarmos a terra antes de procedermos ao acto de semear, pois não poderemos negligenciar os terrenos que estão em pousio, sejam eles constituídos por buscadores desesperados, ateus resignados ou crentes desiludidos.


O acto de lavrar a terra pressupõe aquilo a que o Papa Francisco não se cansa de nos exortar: uma verdadeira saída de nós mesmos e da nossa auto-referencialidade. De facto, a vida é uma saída contínua, que implica movimento, abertura e encontro, muitas vezes no contexto de contornos surpreendentes e gélidos. Tal saída terá de ser audaz, convicta e convincente, baseada no paradigma da escuta e do testemunho. Sim, porque o mergulhar o arado em terrenos obscuros ou inóspitos exige o abandono de nós mesmos e a intimidade com aquele que está nas margens; requer que saiamos da segurança do caminho e nos equilibremos nas escarpas ameaçadoras do desconhecido; impele-nos a que corramos o risco do desassossego no encontro com o diferente e a que aceitemos o calafrio da sua provocação.


Este movimento de saída encerra em si mesmo uma antecipada atracção. A Igreja não pode deixar de se sentir atraída pela periferia e de ser enviada para a periferia. É no acto de sujar as mãos e os pés na lama da existência que se entenderão as palavras de Henry Nowen: «A grande ilusão da orientação é pensar que um homem pode ser conduzido para fora do deserto por alguém que nunca lá esteve.» A Igreja deixa de ser evangélica quando deixa de ser vulnerável, quando perde o seu estatuto de “periferia”. Há que reaprender, neste tempo em que toda a Igreja é chamada a um profundo discernimento, o Evangelho do silêncio, da contemplação e da fragilidade. Teremos de revestir-nos de coragem, esvaziando-nos para que nos possamos encher do divino.


São muitos os desafios que o Ano Missionário Extraordinário lança à Igreja. Mas o ponto de partida terá de ser o tomarmos consciência de que «somos uma missão nesta terra» (EG, 273). A missão – cerne da nossa identidade – deve ser encarada como estímulo e aventura, que nos leve a sair de nós mesmos, abrindo largas janelas que nos levem à genuína realização da própria existência. Não podemos deixar-nos intimidar por desertos tórridos, mares encrespados, bosques densos ou escarpas vertiginosas, pois «a ousadia e a coragem apostólica são constitutivas da missão» (GE, 131). Somos missão e, como tal, devemos gastar a nossa vida num regresso à essencialidade, rasgando sulcos de luz em terrenos abandonados ou temidos, com espírito aberto à novidade e àqueles que se encontram nas margens e nos terrenos em pousio, muitas vezes em busca de gestos perenes e incondicionais de sintonia.


Padre Adelino Ascenso, Superior-geral da Sociedade Missionária da Boa Nova

Viagem do Papa aos Emirados Árabes

07 de Dezembro de 2018

O Papa visitará Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, de 3 a 5 de fevereiro de 2019, para participar do encontro inter-religioso sobre “Fraternidade Humana”.


Francisco acolheu o convite do xeque Mohammed bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, e também da Igreja Católica nos Emirados Árabes Unidos.


“Fazei de mim um instrumento de vossa paz”, extraído da Oração de São Francisco de Assis, é o tema de inspiração da viagem. Espera-se que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos possa difundir a paz de Deus no coração de todos os homens de boa vontade.

Bispos preocupados com questões indígenas no Brasil

06 de Dezembro de 2018

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) comentou sobre a preocupação da entidade com o futuro da política indigenista no país.


Em entrevista concedida à «Rádio Vaticano», Dom Leonardo Ulrich Steiner afirmou a CNBB está preocupada com as discussões políticas em torno da questão indígena no país.


O Brasil vive um momento difícil por causa da possibilidade da Fundação Nacional do Índio, a Funai, ser incorporada ao Ministério da Agricultura. “Preocupa o facto de um dos futuros ministros ter dito que a Funai ficaria ligada à pasta da Agricultura. No meu modo de ver isso é grave, isso é gravíssimo”, alerta o secretário-geral da CNBB.


Dom Leonardo explica que o Ministério da Agricultura, nos últimos governos, sempre esteve ligado ao agronegócio, um setor que tem interesse nas terras indígenas. Entretanto, segundo o bispo auxiliar de Brasília, a CNBB pretende discutir com o novo governo a importância de garantir que essas terras continuem com seus verdadeiros donos.


“Esperamos estabelecer diálogo com o governo para que a Funai continue sendo um órgão do Estado Brasileiro, para poder não apenas proteger os povos indígenas, mas também ajudar na saúde e na educação dessas pessoas. É preciso que tenham espaço. A terra para eles não é negócio. A terra é a casa, é o lugar onde a existência tem sentido”, assinala Dom Leonardo Steiner.


 

Almoços grátis?

06 de Dezembro de 2018

O «amigo chinês» ajuda, mas também cobra


As redes sociais na Zâmbia estiveram ao rubro em setembro com um alerta da Africa confidential. A prestigiada publicação londrina dizia que os Chineses iam tomar conta do aeroporto internacional Kenneth Kaunda, em Lusaca, da companhia nacional de electricidade e da radiotelevisão estatal por o Governo não estar a servir a dívida com Pequim. Esses activos foram dados como garantia de empréstimos que ultrapassam 6,3 mil milhões de dólares numa dúzia de anos.


O Governo zambiano desmentiu prontamente a notícia, mas a publicação reafirmou que a Zâmbia corre o risco de perder símbolos importantes da soberania nacional para o controlo chinês por incumprimento. A Frente Patriótica, o partido da oposição, acusou o executivo de estar a vender o país.


A notícia da Africa confidential repõe na praça pública a questão do endividamento dos governos africanos com Pequim. O Governo chinês continua a oferecer crédito sem limites e as dívidas têm de ser pagas. Países com petróleo e outros bens fazem o pagamento em género. Quem não tem matérias-primas tem de se endividar ainda mais para não correr o risco de ver penhoradas as garantias dos empréstimos.


A China emprestou mais de 110 mil milhões de dólares americanos – qualquer coisa como 94 mil milhões de euros – a governos africanos nos últimos dezassete anos. Em setembro, o presidente Xi Jinping anunciou no Fórum de Cooperação China-África um novo fundo de 60 mil milhões de dólares para assistência e empréstimos com juros e sem juros.


Há quem veja na ajuda chinesa sem limites e sem perguntas incómodas uma armadilha que gera uma nova forma de colonialismo. Pequim jura que não é verdade: a China nunca teve colónias na África. Mais: é com a sua cooperação que os africanos se podem libertar dos constrangimentos financeiros do passado colonial.


Contudo, a presença maciça de chineses no continente está a mudar o modo como a ajuda de Pequim é percebida pelo cidadão comum. Os chineses são vistos como competidores privilegiados na economia local, desde a produção até ao retalho, legal e ilegalmente, e misturam-se com as máfias autóctones. Junta-se ainda a questão do racismo de que se queixam os quenianos que trabalham para os chineses na ligação ferroviária entre Nairobi e Mombaça.


Na Zâmbia, noutra vez, gerou-se um grande sururu quando o jornal estatal, editado em inglês, publicou uma história em mandarim para atrair leitores chineses. Os críticos dizem ser mais correcto escrever artigos nas línguas locais zambianas.


Em Juba (Sudão do Sul) vi um método chinês de negócio peculiar: investidores arrendavam a privados – e às igrejas – lotes urbanos por um preço simbólico para construir a expensas próprias e explorar as infra-estruturas durante quinze anos. Nessa altura, vão passar os imóveis e a sua gestão aos donos do terreno a custo zero. Como as técnicas de construção e os materiais usados não dão garantias – vem tudo da China juntamente com a mão-de-obra, e o calor húmido é inclemente, os proprietários vão receber edifícios prontos para demolição. O «amigo chinês», esse recuperou o investimento e voltou para casa, satisfeito. Decididamente não há almoços grátis mesmo na ajuda de Pequim à África.


José da Silva Vieira (MCCJ) – Revista Além-Mar, Dezembro de 2018

8 de Dezembro: Festa da Imaculada Conceição

05 de Dezembro de 2018

No sábado, 8 de dezembro, a Igreja celebra a Festa da Imaculada Conceição de Maria.


A Conceição Imaculada da Virgem é um dogma de fé segundo o qual Maria é considerada a primeira redimida pela Páscoa de Cristo.


Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria


O pecado original é uma realidade misteriosa e pouco evidente para nós enquanto comporta um prolongamento da culpa dos progenitores até todos nós. Neste dia, nós o consideramos na sua conspícua excepção ou melhor no singular privilégio concedido a Maria, que foi dele preservada desde o primeiro instante da sua concepção, da sua existência humana. O valor doutrinal desta festividade é manifesto na prece da celebração litúrgica, que sublinha o privilégio concedido à futura Mãe de Deus; "Ó Deus, que pela Imaculada Conceição da Virgem preparaste ao teu Filho uma morada digna dele...", e a própria natureza deste privilégio, enquanto não subtrai Maria à Redenção universal efectuada por Cristo: "Tu que a preservaste de toda a mancha na previsão da morte do teu Filho..."

Mudança climática também é uma questão moral

05 de Dezembro de 2018

Secretário de Estado do Vaticano discursou na abertura da «Conferência das Nações Unidas sobre o Clima» (COP24) e enfatizou que “as alterações climáticas são também uma questão moral, não apenas técnica”.


Para o cardeal Pietro Parolin, “sabermos o que podemos fazer e o que pretendemos fazer se torna um imperativo ético” e isso nos obriga a pensar seriamente em como “investir e orientar” os setores que tenham impacto no futuro da humanidade, “assegurando as condições para uma vida com dignidade em um planeta saudável”.


O cardeal salientou que, do ponto de vista da Santa Sé, o programa de combate ao aquecimento global deve ter “fundamentos éticos” e atender a três objetivos: “respeitar a dignidade humana, diminuir a pobreza e reduzir o impacto da mudança climática de maneira responsável e adaptada às condições. Sem perder o foco nas necessidades atuais e futuras”.


“Ainda é possível limitar o aquecimento global”, afirmou Parolin, mas é necessário fazê-lo com uma “clara e decidida vontade política” que promova o mais rápido possível o processo de transição para um modelo de desenvolvimento livre de tecnologias e comportamentos que influenciem na superprodução de gases de efeito estufa.


A COP24 decorre na cidade de Katowice, na Polónia, até 14 de dezembro.


O principal compromisso do Acordo de Paris é limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2 ºC e promover um esforço para que o aumento da temperatura não ultrapasse 1,5 °C.


De acordo com o «Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas» (Ipcc), mantendo o aquecimento global a não mais do que 1,5 °C acima da média global dos níveis pré-industriais ajudará a afastar os danos devastadores permanentes para o planeta e as pessoas.

Vaticano: Catequese do Papa dedicada ao Pai Nosso

05 de Dezembro de 2018

Após concluir uma série de catequeses sobre os Dez Mandamentos, o Papa iniciou nesta quarta-feira, 5 de dezembro, um ciclo de catequeses dedicadas à oração do Pai Nosso.


“O primeiro passo para rezar é ser humilde. Ir ao Pai, a Nossa Senhora: Olhe, sou pecador, fraco, malvad’, cada um sabe o que dizer. Mas sempre se começa com a humildade. O Senhor escuta, a oração humilde é ouvida pelo Senhor”, disse Francisco.


O Santo Padre acrescentou que por isso, a coisa mais bela e mais justa que todos devemos fazer é repetir a invocação dos discípulos: “Mestre, ensina-nos a rezar”.


“Façamos isso neste tempo de Advento. Ele certamente não deixará cair no vazio a nossa invocação”, afirmou o Papa.


“Em várias páginas da Escritura, parece ser sobretudo a oração de Jesus, a sua intimidade com o Pai, a governar tudo”, assinalou Francisco, referindo que Cristo “rezava com intensidade, nos momentos públicos”.


Esta “intimidade” com Deus foi ensinada por Jesus aos seus discípulos, como “mestre de oração”.


No final da homilia, o Papa evocou a celebração da solenidade da Imaculada Conceição, no próximo sábado, dia 8: “Confiemo-nos a Nossa Senhora. Que ela, como modelo de fé e de obediência ao Senhor, nos ajude a preparar melhor os nossos corações para acolher o Menino Jesus no seu Natal”.


 

Preparar um coração pacífico para o Natal

04 de Dezembro de 2018

Ao celebrar a missa na Casa Santa Marta esta terça-feira, 4 de dezembro, o Papa deixou a seguinte mensagem aos fiéis católicos: “Que o Senhor nos prepare o coração para o Natal. Mas nos prepare fazendo o possível para pacificar o meu coração, a minha alma, pacificar a minha família, a escola, o bairro, o local de trabalho. Homens e mulheres de paz”.


Portanto, o tempo do Advento é justamente “um tempo para nos preparar a esta vinda do Príncipe da paz. É um tempo para nos pacificar”, exortou o Papa.


Antes de tudo, trata-se de uma pacificação “connosco, pacificar a alma”. “Muitas vezes, nós não estamos em paz”, mas “ansiosos, angustiados, sem esperança”. E a pergunta que o Senhor nos faz é: “Como está a sua alma hoje? Está em paz?”. Se não estiver, o Papa exorta a pedir ao Príncipe da paz que a pacifique para se preparar ao encontro com Ele. Nós “estamos acostumados a olhar para a alma dos outros”, mas – este é o convite de Francisco - “olhe para a própria alma”.


Depois, é preciso “pacificar a casa”, a família. “Existem muitas tristezas nas famílias, muitas lutas, tantas pequenas guerras, desunião”, afirmou ainda Francisco, convidando, também neste caso, a perguntar-se se a própria família está em paz ou em guerra, se um está contra o outro, se há desunião, se existem pontes “ou muros que nos separam”.


O terceiro âmbito que o Papa pede para pacificar é o mundo onde “há mais guerra do que paz”, “há tanta guerra, tanta desunião, tanto ódio, tanta exploração. Não há paz”:


Que faço para ajudar a paz no mundo? “Mas o mundo é demasiado distante, padre”. Mas o que faço para ajudar a paz no bairro, na escola, no local de trabalho? Eu dou sempre qualquer desculpa para entrar em guerra, para odiar, para falar mal dos outros? Isso é fazer a guerra! Sou manso? Busco fazer pontes? Não condeno? Vamos perguntar para as crianças: “O que você faz na escola? Quando há um colega que você não gosta, é um pouco odioso ou é fraco, você faz bullying ou faz as pazes? Procura fazer as pazes? Perdoo tudo?”. Artesão da paz. É necessário este tempo de Advento, de preparação para a vinda do Senhor, que é o Príncipe da paz.


A paz sempre vai avante, nunca está parada, “é fecunda”, “começa na alma e depois volta à alma após fazer todo este caminho de pacificação”, salientou o Papa.


A oração neste tempo de Advento, portanto, deve ser “pacificar”, viver em paz na nossa alma, na família, no bairro.


E todas as vezes que nós vemos que existe a possibilidade de uma pequena guerra, seja em casa, seja no meu coração, seja na escola, no trabalho, parar e buscar fazer as pazes. Nunca, nunca ferir o outro. Nunca. “E padre, como posso começar para não ferir o outro?” – “Não falar mal dos outros, não lançar o primeiro tiro de canhão”. “Se todos nós fizermos isso – não falar mal dos outros – a paz irá avante. Que o Senhor nos prepare o coração para o Natal do Príncipe da paz. Mas nos prepare fazendo o possível, da nossa parte, para pacificar: pacificar o meu coração, a minha alma, pacificar a minha família, a escola, o bairro, o local de trabalho. Homens e mulheres de paz”.


 


 


 

Brasil: Carta do CIMI sobre declarações do Presidente eleito contra povos indígenas

04 de Dezembro de 2018

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) publicou uma nota sobre as “agressões” do Presidente eleito contra os Povos Originários do Brasil.


“São graves e preocupantes as ideológicas, anacrônicas e recorrentes declarações do presidente eleito sobre os povos originários do Brasil”, lê-se na nota.


Para o Cimi, “Bolsonaro insiste em equiparar os povos a animais em zoológicos, o que é, por si só, inaceitável”, e ao fazer isso, “o presidente eleito sinaliza que os povos podem ser caçados e expulsos por aqueles que têm interesse na exploração dos territórios indígenas e que pensam como ele”.


Na carta, o organismo que está ligado à Igreja Católica brasileira afirma que o presidente eleito “retoma o discurso integracionista”, marca dos governos ditatoriais das décadas de 1960 a 1980 e que deu margem para ações de agentes estatais e privados que resultaram no assassinato de milhares de indígenas.


O Cimi refere ainda que “ao afirmar que as demarcações de terras indígenas no Brasil teriam origem em pressões externas, o presidente eleito falta com a verdade”, e cita o facto da Constituição Brasileira de 1988, em seu Artigo 231, “reconhece a legitimidade e o direito dos povos indígenas à sua organização social, aos seus usos, costumes, crenças, tradições e às suas terras originárias”.


A nota do Cimi encera a reforçar que “além de extremamente desrespeitosas para com os povos”, as declarações do presidente eleito dão “guarida ideológica para a inoperância do Estado em efetivar o direito dos povos”, e salienta que estas mesmas palavras “atentam contra a vida dos povos indígenas” e são contrárias ao “dever do Estado de efetivar as demarcações, a proteção dos territórios e da vida destes povos”.


Em outubro de 2017, o Cimi publicou informações sobre o projeto “anti-indígenas” do Congresso brasileiro, onde são expostas 33 proposições que afetam os direitos indígenas - 17 buscam a alteração nos processos de demarcações de Terras Indígenas: “Um projeto a ser gerido por militares, fundamentalistas religiosos e ruralistas”.


O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) é um organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que, em sua atuação missionária, conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.

24ª Conferência da ONU sobre mudança climática

03 de Dezembro de 2018

De 2 a 14 de dezembro, decorre na cidade de Katowice, na Polónia, a 24ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP24).


Milhares de representantes incluindo líderes mundiais, especialistas, ativistas, pensadores criativos, do setor privado e de comunidades locais se reúnem para trabalhar num plano coletivo para colocar em ação os compromissos assumidos por todos os países do mundo em Paris em 2015.


O Acordo de Paris, que oferece ao mundo a única opção viável para lidar com a mudança climática, foi ratificado por 183 países e entrou em vigor em novembro de 2016.


O principal compromisso do acordo é limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2 ºC e promover um esforço para que o aumento da temperatura não ultrapasse 1,5 °C.


De acordo com o «Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas» (Ipcc), mantendo o aquecimento global a não mais do que 1,5 °C acima da média global dos níveis pré-industriais ajudará a afastar os danos devastadores permanentes para o planeta e as pessoas.


Mensagem do Papa


Em mensagem dirigida aos participantes da Conferência, o Papa Francisco escreveu que “a COP24 pode ser um marco miliário no caminho traçado pelo Acordo de Paris de 2015”.


De acordo com Francisco, “todos os governos deveriam esforçar-se para honrar os compromissos assumidos em Paris, a fim de evitar as piores consequências da crise climática. «A redução de gases com efeito de estufa requer honestidade, coragem e responsabilidade, sobretudo dos países mais poderosos e mais poluidores» (ibid., n. 169). Não podemos permitir-nos perder tempo neste processo”.


O Santo Padre referiu ainda que “o confronto e o compromisso a favor da nossa casa comum deve reservar um espaço de relevo a dois grupos de pessoas que estão na primeira linha no desafio ecológico integral e que estarão no centro dos dois próximos Sínodos da Igreja católica: os jovens e os povos indígenas, de maneira particular os da Amazónia”.

Crianças vítimas de abusos graves no Sudão do Sul

03 de Dezembro de 2018

Relatório da ONU revela que, em quatro anos, mais de 9.000 crianças do Sudão do Sul foram vítimas de graves violações.


Entre 2014 e 2018, mais de 5.700 crianças foram recrutadas como soldados, cerca de 2.000 foram sequestradas e 980 foram mortas ou mutiladas. Outras 650 crianças foram vítimas de abuso sexual.


O documento sugere ainda a possibilidade de que esses números sejam mais altos, sendo que muitos casos não são notificados.


Em nota, a representante especial para Crianças e Conflito Armado, Virginia Gamba, disse que o nível da violência e brutalidade sofrida pelas crianças do país é desanimador.


Gamba explicou que estas violações estão muitas vezes relacionadas. Segundo ela, “os raptos acontecem para recrutamento e as meninas e os meninos recrutados são mortos, mutilados ou são vítimas de abusos sexuais.”


A representante especial afirmou que “muitas crianças também são usadas para cometer atrocidades contra civis e outras crianças, perpetuando o ciclo da violência.”


O relatório afirma que o Sudão do Sul é um dos países com o maior número de crianças libertadas de forças e grupos armados, com 2.740 rapazes e raparigas soltos entre janeiro de 2015 e junho de 2018.


No entanto, a representante especial afirma que “abusos graves contra crianças só irão parar quando o Sudão do Sul alcançar uma paz duradoura”.

Reabertura do escolasticado comboniano na Eritreia

03 de Dezembro de 2018

O escolasticado de Asmara foi aberto em 2008, depois das restrições à saída do país, imposto aos jovens, por parte do governo da Eritreia. Em 2016, foi encerrado devido à falta de candidatos.


Agora, no dia 22 de setembro de 2018, foi reaberto com três escolásticos e dois formadores. Para celebrar esta reabertura, o padre Habtu Teklay, superior da delegação, celebrou uma missa, na qual participaram os membros do conselho da delegação, os confrades da comunidade de Asmara, os postulantes e as irmãs missionárias franciscanas.


Na ocasião, o P. Habtu encorajou os escolásticos a aprofundar a vida de oração, a se dedicar seriamente aos estudos, a criar um bom clima na comunidade, e a empenhar-se nas actividades pastorais.


Fonte: Comboni.org

Camarões: Missionários claretianos libertados

03 de Dezembro de 2018

Os Missionários Claretianos informam que foram libertados os três religiosos da congregação sequestrados nos Camarões.


“Damos graças a Deus pela liberação dos nossos irmãos missionários em Camarões que foram sequestrados no dia 23 de novembro de 2018”, lê-se no breve comunicado dos claretianos.


No entanto, de acordo com a nota, o motorista ainda permanece sequestrado.


O padre Jude Thaddeus Langhe, o reverendo Placide Muntong Gweh, o estudante Abel Fondem Ndia e o motorista que os acompanhava foram sequestrados por separatistas anglófonos quando iam levar ajuda aos refugiados vítimas da violência dos rebeldes.


Os Camarões vivem uma grave crise que opõe forças do governo aos rebeldes separatistas anglófonos.


Os claretianos agradecem todas as mensagens enviadas de solidariedade e comunhão e orações: “Que Deus abençoe a todos”.


 

Optimismo da Santa Sé em relação ao Pacto Global para Migração

30 de Novembro de 2018

A Santa Sé está “optimista” em relação ao «Pacto Global para Migração», documento que deve ser assinado pela maioria dos países na Conferência da ONU, em Marraquexe, no Marrocos, nos dias 10 e 11 de dezembro. Objetivo é garantir uma migração segura, ordenada e regular.


“Mesmo que alguns países não pretendam assinar (Estados Unidos, Hungria, Austrália, Áustria, Bulgária e também na Itália existem declarações contraditórias), a Santa Sé está “optimista, pois a migração não é igual em todo lugar. É preciso dar uma resposta em cada país”, disse o subsecretário da Seção Migrantes e Refugiados do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, pe. Michael Czerny, durante a coletiva de imprensa realizada em Roma no dia 29 de novembro.


“Se outros países responderem, outros farão o mesmo. Não é uma questão de quem assina ou não, mas de trabalhar junto. Aos poucos, penso que teremos uma resposta mais humana e decente em todos os lugares”, acrescentou pe. Czerny.


“A Santa Sé participou do processo, propondo um documento com 20 itens concretos, fruto do que fazemos, vivemos e sonhamos. Estamos felizes de ver que o Pacto Global para Migração se baseia no desejo de promover o diálogo e a cultura do encontro, não obstante o medo tenha as suas razões. Não podemos deixar que o medo decida”, salientou o sacerdote.


“A Santa Sé trabalhou muito para o desenvolvimento do Pacto Global para Migração. Agora, estamos no ponto de implementação dos acordos. Esperamos incentivar as Igrejas em cada país a acompanhar esse processo muito importante que mostra a vontade, o desejo e a política da Igreja em relação aos migrantes, sobretudo os vulneráveis”, concluiu.

ONU volta a apelar por dois Estados para Israel e Palestina

29 de Novembro de 2018

Secretário Geral das Nações Unidas voltou a apelar para que os líderes de Israel e da Autoridade Palestiniana tomem medidas ousadas e restaurem a fé na promessa da Resolução 181, documento que estabelece dois Estados, a viver lado a lado em paz e segurança, com fronteiras baseadas nas linhas de 1967 e Jerusalém como a capital de ambos.


O discurso de António Guterres foi por ocasião do Dia Internacional de Solidariedade com o Povo Palestiniano, celebrado nesta quinta-feira, 29 de novembro.


O representante da ONU acredita que “somente negociações construtivas, de boa-fé e que sigam os parâmetros estabelecidos há muito tempo e acordados para uma solução de dois Estados, trarão a solução desejada e duradoura.”


Segundo Guterres, “essa é a única maneira de alcançar os direitos inalienáveis ​​do povo palestiniano e a única opção para uma paz compreensiva e justa.”


Na mensagem do Papa para o Natal de 2017, Francisco recordou as tensões entre palestinianos e israelitas, e pediu “orações pelo retorno ao diálogo e uma solução negociada que permita a coexistência pacífica de dois Estados”.

Abertura do «Ano da Juventude» nas Filipinas

29 de Novembro de 2018

Abertura do «Ano da Juventude» nas Filipinas acontece no domingo, 2 de dezembro, e vigora durante todo o ano de 2019. Celebração se insere no percurso de preparação para 2021, que assinalará os 500 anos da chegada do Evangelho ao país.


“Ao celebrar o Ano da Juventude, queremos levar mais pessoas a seguir Jesus. O ano 2019 é dedicado aos jovens, que são o futuro, mas também o presente da Igreja. Com sua participação ativa na sociedade e na vida da Igreja, inspiram todos nós para a evangelização e a transformação social”, declarou o arcebispo de Cebu, Dom José Palma, durante o evento de apresentação.


Em 1521 os indígenas Rajah Humabon e Hara Amihan foram os dois primeiros batizados filipinos, e lhes foram dados os nomes de Carlos e Juana.


As Filipinas possuem hoje a maior e mais ampla população católica da Ásia, constituída por 75,5 milhões pessoas numa população total de 103 milhões.

Encerramento do Ano da Eucaristia no Paquistão

28 de Novembro de 2018

A Igreja católica no Paquistão encerrou no passado domingo, 25 de novembro, o Ano dedicado à Eucaristia. Foram doze meses de reflexões, catequeses e conferências sobre o Pão da Vida que permitiram à pequena comunidade católica paquistanesa “crescer no amor pelo sacrifício eucarístico, fonte e ápice da vida cristã”, como desejara o Papa Francisco em sua mensagem enviada na ocasião à Conferência Episcopal.


“O Ano da Eucaristia foi vivido com grande fervor e entusiasmo tanto pelos religiosos quanto pelos fiéis. Cada um fazendo a sua parte”, afirma o padre David John, sacerdote da Diocese de Islamabad.


Padre John se diz convicto de que os frutos não tardarão, apesar do ataque contínuo contra os cristãos e das grandes dificuldades em que se encontra o país asiático.


Resumidamente, a comunidade católica do país redescobriu na Eucaristia a força para enfrentar as violências, as arbitrariedades e as injustiças às quais é sistematicamente submetida.


“Para fazer tudo isso, a Eucaristia nos dá a verdadeira coragem. Diante da violência devemos ter uma atitude eucarística: não responder com o mal, mas confiando a Deus nosso sofrimento e rezando pela paz”, disse o sacerdote.


De acordo com o padre, a situação da Igreja no Paquistão tem vindo a piorar. “Aumentaram as perseguições e a liberdade religiosa sofre restrições”, aponta.


“A Igreja é muito perseguida. Os cristãos sofrem em silêncio. Não podemos elevar a voz contra as injustiças e, por conseguinte, precisamos de alguém que se torne nossa voz para dizer ao mundo que os cristãos no Paquistão necessitam de ajuda. Este ano eucarístico ofereceu a toda a comunidade cristã a oportunidade para demonstrar ser sal e luz em nosso país”, concluiu o padre David John.


Com informações do Vatican News.

Mandamentos são caminho para preencher o coração

28 de Novembro de 2018

“Ao concluir as catequeses sobre os 10 mandamentos, podemos ver como eles são um caminho para preencher o nosso coração de desejos de amor autêntico, vivido à luz de tudo o que Jesus nos ensinou”, afirmou o Papa durante a audiência geral desta quarta-feira, 28 de novembro.


Francisco salientou que “os três primeiros mandamentos, que se referem à nossa relação direta com Deus, nos conduzem à gratidão onde assenta a nossa fidelidade e obediência ao nosso Pai celestial: uma relação que nos liberta e onde encontramos o nosso verdadeiro repouso”.


“E, a partir dessa experiência de uma vida libertada, vemos como os outros mandamentos nos levam a viver a nossa relação com o próximo a partir do amor de Deus, numa existência agradecida, livre, autêntica, abençoada, fiel, generosa e sincera. De fato, os mandamentos são como uma radiografia que nos deixa ver a face de Cristo e, por isso, compreendemos que Ele não veio abolir a Lei, mas leva-la ao pleno cumprimento, suscitando no nosso coração os desejos do Espírito, marcados pela fé, a esperança e o amor”, explicou o Santo Padre.


 

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