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Actualidades

Vaticano: Papa recorda Dia dos Avós

26 de Julho de 2017

“Quanto são importantes os avós na vida da família para comunicar o patrimônio de humanidade e fé essencial para cada sociedade!”, escreveu o Papa numa mensagem publicada na rede social Twitter.


Nesta quarta-feira, 26 de julho, a Igreja recorda São Joaquim e Santa Ana e assinala o «Dia dos Avós».


Com isso, o Papa Francisco enfatiza uma vez mais o papel desempenhado pelos avós no seio da família e da sociedade, também na transmissão da fé.


Desde o início de seu Pontificado, Francisco insiste na importância deste “arco da vida” que liga a infância e juventude - repletas de ímpetos de mudança – com a velhice, cheia de sabedoria.

Rep. Centro-Africana: Situação de caos com centenas de refugiados na catedral

25 de Julho de 2017

O bispo de Bangassou, D. Juan José Aguirre, alertou para uma situação de “caos” com centenas de pessoas refugiadas na catedral desta localidade da República Centro-Africana.


“Metade da população de Bangassou fugiu”, procurando refúgio na República Democrática do Congo, afirma D. Juan José Aguirre, missionário comboniano, em declarações enviadas à «Agência Ecclesia» pela fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).


A fundação pontifícia sublinha que, “como pano de fundo a esta violência, está o conflito entre grupos armados, os Séléka, muçulmanos, e os anti-Balaka, constituídos como grupos de autodefesa”.


D. Juan José Aguirre dá conta de uma situação de absoluto caos, com “dois mil muçulmanos refugiados no pátio da catedral”, que se encontra defendida por tropas das Nações Unidas.


“Tudo começou a 21 de julho, quando os anti-Balaka raptaram uma jovem muçulmana”, explica bispo de Bangassou.


Em resposta ao sequestro, uma quinzena de jovens, extremistas islâmicos, sequestraram dois agentes humanitários da Cáritas com as suas famílias, posteriormente libertadas.


Os confrontos estenderam-se à catedral, que sofreu “graves danos materiais”, numa tentativa de incêndio.


Na manhã de segunda-feira (24), refere o bispo, “dois elementos dos anti-Balaka tentaram entrar no acampamento” na catedral, onde se encontram refugiados dois mil muçulmanos, mas foram impedidos pelos capacetes azuis ao serviço da ONU.


Em maio, o bispo de Bangassou foi resgatado aos guerrilheiros pelos comandos portugueses que estão ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana.


Segundo os Combonianos, o prelado protege “milhares de muçulmanos” perseguidos pelas milícias locais na região situada a cerca de 700 quilómetros da capital Bangui.


Informações da Agência Ecclesia.

Papa preocupado com violência em Jerusalém

24 de Julho de 2017

No domingo, 23 de julho, após recitar o Angelus com os fiéis presentes na Praça São Pedro, o Papa Francisco fez um apelo pelo fim da violência em Jerusalém, chamando as partes envolvidas à moderação e ao diálogo:


“Acompanho com preocupação as graves tensões e as violências destes dias em Jerusalém. Sinto a necessidade de expressar um premente apelo à moderação e ao diálogo. Convido vocês a vos unirem a mim na oração, para que o Senhor inspire em todos, propósitos de reconciliação e de paz”, disse o Santo Padre.


Os conflitos tiveram início na última sexta-feira, após a decisão de Israel de limitar o acesso à Esplanada das Mesquitas a pessoas maiores de 50 anos e instalar detetores de metais, em resposta ao ataque de três palestinos que matou dois policiais israelitas perto da cidade Velha a 14 de julho.


Nos conflitos entre polícia e manifestantes já morreram cinco palestinianos. Por outro lado, três colonos israelitas morreram após terem sido esfaqueados em um acampamento próximo a Ramallah.


Na manhã de domingo, os serviços secretos israelitas prenderam ao menos 25 pessoas na Cisjordânia, entre as quais alguns funcionários do Hamas e o ex-ministro e parlamentar palestiniano, Omar Abdel Razek.

Projeto do Papa financia saúde, educação e agricultura no Sudão do Sul

21 de Julho de 2017

O projeto «O Papa pelo Sudão» começa a ganhar forma com os cerca de 500 mil dólares doados pelo Santo Padre em informação que foi divulgada no jornal L’Osservatore Romano.


Parte do valor foi entregue às Missionárias Combonianas, que gerem o Hospital de Nzara, próximo à Yambio, e o Comboni Hospital, em Wau.


O dinheiro também financiará o «Solidarity with Sud Sudan», iniciativa de colaboração eclesial que promove uma ligação de solidariedade entre 200 Congregações religiosas – pertencentes à União dos Superiores Gerais e à União internacional das Superioras Gerais – e a Igreja do país, sob a direção da Conferência Episcopal.


Outra parte do montante sustentará um projeto da Cáritas para a aquisição de sementes e equipamentos destinados a mais de duas mil famílias que vivem em Tombura-Yambio, Yei, Torit, Malakal e Djouba.


Parte do dinheiro doado pelo Papa foi confiada ao «Solidarity Teacher Training College», de Yambio, onde 124 estudantes de várias tribos do Sudão do Sul e das montanhas de Nuba vivem e estudam juntos para se tornarem professores de escola primária.


“Trata-se de um gesto significativo e sobretudo encorajador por parte do Papa Francisco”, sublinhou o lassalista Bill Firman, Diretor Executivo do «Solidarity with Sud Sudan», que administra o colégio.


Os bispos sul sudaneses agradeceram a ajuda concreta e evidenciaram a contribuição espiritual e pastoral do Papa para o renascimento do Sudão do Sul.

Brasil: P. Ezequiel Ramin, mártir da opção pelos pobres

20 de Julho de 2017

No domingo, 23 de julho, acontece a 2ª Romaria do Servo de Deus, P. Ezequiel Ramin, assassinado em Rondolândia (Mato Grosso), em 1985 em resultado de seu compromisso e opção pelos pobres sem terra e posseiros.


Pe. Ezequiel foi um Missionário Comboniano que deu sua vida pela causa dos índios sem terra.


Junte-se a nós em frente à igreja matriz de Cacoal, às 5 horas da manhã.


Estamos a celebrar o 32º Aniversário do martírio do Pe. Ezequiel Ramin. Por isso, com as comunidades de Cacoal e Rondolândia estamos a organizar a 2ª Romaria para honrar a memória do Mártir da Justiça e da Paz, no dia 23 de Julho de 2017.


Convidamos a ver o vídeo «Mártir da Opção pelos Pobres».


 

Documentário sobre a missão na África do Sul

20 de Julho de 2017

“Orange Farm: combonianos de extrarradio” é um vídeo sobre o trabalho dos Missionários Combonianos na África do Sul, realizado pela TVE. Tem a duração de 26 minutos e é falado em espanhol. São imagens reais de uma missão real num país onde se poderia viver como no paraíso se não fosse a avidez humana daqueles para quem as pessoas não são senão para explorar.


 

Peregrinação comboniana a Fátima - Julho de 2017

19 de Julho de 2017

Este ano, a peregrinação nacional da Família Comboniana é no dia 22 de julho.


E neste ano centenário das aparições, também queremos agradecer a Maria os 150 anos da fundação dos Missionários Combonianos por S. Daniel Comboni (em junho de 1867) e os 70 anos da nossa presença em Portugal.


Agradecemos a Maria porque Ela é o melhor exemplo para os missionários, é a Rainha das Missões e S. Comboni teve-A sempre como mãe e protetora da sua missão e dos africanos a cuja evangelização e promoção humana ele consagrou a vida.


Esta peregrinação já se faz há muitos anos e conta sempre com uma grande presença de amigos e colaboradores. Se ainda não decidiu participar, anime-se e pode convidar pessoas amigas a juntarem-se. É importante que se inscrevam, para receberem o guião e outros materiais de apoio e ver se ainda há vagas nos autocarros organizados.


Queremos encher novamente o Centro Paulo VI.


Cada qual deverá assegurar o seu farnel.


 

Entrevista ao padre José Vieira

19 de Julho de 2017

Entrevista ao padre José Vieira, provincial dos Missionários Combonianos, que assinalam 150 anos de fundação e 70 de presença em Portugal.


Programa Ecclesia de 18 de julho de 2017.


 

Leigos missionários em nova experiência no Brasil

19 de Julho de 2017

O Flávio e a Liliana, leigos missionários combonianos, chegaram ao Brasil. No dia 3 de julho, puseram os pés na sua nova terra de missão: Piquiá de Baixo. Ambos trabalharam na Carapira, em Moçambique. Casaram-se. O Senhor continua a chamá-los para trabalhar na sua messe.


“E assim, aos poucos, vamos nos aproximando, conhecendo a realidade e as pessoas, para integrar esta caminhada, na construção do Reino”.


Leia AQUI o relato da Liliana e do Flávio.

Quatro palavras para um jubileu

18 de Julho de 2017

Os participantes no simpósio sobre os 150 anos do Instituto enviaram-nos quatro palavras que sustêm o altar da memória sobre o qual colocamos o nosso futuro como oferenda sagrada ao Senhor da missão: mística, humildade, fraternidade e ministerialidade.


Mística: o grande teólogo Karl Rahner escreveu que «o Cristão do século XXI ou será místico ou não será cristão» e acrescentou «desde que não se entendam por mística fenómenos parapsicológicos raros, mas uma experiência de Deus autêntica, que brota do interior da existência». A oração e a espiritualidade contemplativas são a fonte da vida fraterna e do serviço missionário, de cenáculos de apóstolos. A mística, segundo a mensagem que os participantes no simpósio escreveram a todos os missionários, também ajuda a aprender a fé e a esperança com os pobres com quem fazemos causa comum.


Humildade: como Instituto estamos mais pequenos e frágeis e somos chamados a passar do protagonismo ao testemunho como modo de vida missionária. Mais do que fazer missão, somos desafiados a ser missão, a partilhar o tesouro que enche o nosso coração.


Fraternidade: para sermos missionários melhores temos que nos amar mais uns aos outros, melhorar as relações humanas dentro das comunidades combonianas, torná-las verdadeiros cenáculos de apóstolos. O nosso sistema formativo está muito desequilibrado: prepara missionários com uma grande cabeça – ricos em intelectualidade – e com um coração atrofiado – pobres em humanidade. Depois o projeto comum não devia ser a soma dos projetos pessoais, mas um projeto de vida e de missão para todos. É imperioso partilhar mais as nossas experiências pessoais de Deus – a autoridade de Jesus vinha disso mesmo: ele não ensinava teologia, partilhava a experiência do Abba (Papá) das longas noites de contemplação em lugares ermos. É fácil falar sobre desporto, política, sobre os outros … e torna-se tão difícil expressar o Deus que habita no mais profundo de nós mesmos! A vida comunitária não deve ser vista como funcional (trabalhamos melhor juntos) nem como segurança (cama, mesa e roupa lavada para os «consumidores de comunidade»). A forma como vivemos é a primeiro Evangelho que anunciamos. Somos presente de Deus uns para os outros, não somos estranhos nem pesos a suportar.


Ministerialidade: a quebra nos números e na energia missionária do Instituto e da Província leva a uma inevitável redução de compromissos. Fechar Calvão – uma experiência compreensivelmente dolorosa para alguns e um sinal lindo da relação esponsal que mantêm com as pessoas com quem vivem o discipulado – é o primeiro passo nessa revisão, mas não deve ser o único. Os participantes propõem a qualificação em certos campos de evangelização, porque – ao contrário do que diz a sabedoria popular milenar – não somos pau para toda a colher. A chave está no trabalho em rede, em novas alianças ministeriais (como no-lo recordam os Documentos Capitulares 2015): com a família comboniana, com a Igreja local e com outros parceiros estratégicos da sociedade civil. E o fazer da missão o motor de continuidade do nosso processo formativo permanente para fortalecer a paixão por Cristo e pela humanidade.


Estas são as quatro palavras-chave que nos abrem à vida comboniana em plenitude.


Mística, humildade, fraternidade, ministerialidade: quatro palavras mágicas que desvendam o segredo da felicidade comunitária e pessoal. Estas quatro palavras vão fazer o conteúdo da assembleia provincial juntamente com as lições da nossa história em Portugal sob o tema genérico Coração missionário jubilar.


José Vieira (MCCJ) – Jirenna

Combonianos visitam S. Bento da Porta Aberta

18 de Julho de 2017

No domingo, 16 de julho, 41 Missionários Combonianos, padres e irmãos responsáveis pela formação de novos missionários visitaram o Santuário de S. Bento da Porta Aberta.


“O Reitor acolheu-nos de braços abertos e ofereceu-nos a presidência da Eucaristia das 11h30 desse Domingo”, relatou o Padre Carlos Nunes.


Os missionários Combonianos celebram este ano os 150 anos da fundação do Instituto e os 70 anos da sua presença em Portugal e o grupo dos presentes estão reunidos no Seminário da Maia, em Assembleia Intercontinental da Formação neste mês de julho.


A celebração Eucarística foi presidida pelo P. Carlos A. Nunes, que fazia 33 anos de sacerdócio missionário, e a homilia feito pelo P. Amaxsandro do Brasil. Em dia de ordenações diocesanas, rezaram pelos sete novos ordenados e por todos os seminaristas diocesanos por esse mundo fora como Formadores na sua vocação missionária.


Foi ocasião de grande alegria para todos que assim se sentiram parte e participaram da vida da comunidade cristã e diocesana.


Missão é viver de "portas abertas", como diz o Papa Francisco. Esta visita a S. Bento de Porta Aberta inspirou todos os formadores dos Missionários Combonianos a viverem o seu serviço, em espírito de abertura aos dons de Deus e ajudar a formar os novos missionários com esse espírito para o futuro da Missão.

Retiro missionário (alteração de data e local)

18 de Julho de 2017

Vai realizar-se no próximo dia 16 de setembro um Retiro Missionário em Apelação. Alterando assim a data e o local indicados no Jornal Família Comboniana (Nº 248 de julho-agosto 2017).


O Retiro – experiência de encontro com Cristo, na Sua Comunidade – destina-se aos membros dos Cenáculos de Oração Missionária e a todas as pessoas que o desejarem, nomeadamente Catequistas, Jovens a partir dos 17 anos, Pais e Mães.


Com esta iniciativa e as que se lhe seguirão, caminhamos com a Diocese, no seu objetivo do triénio de “fazer da Igreja uma rede de relações fraternas”.


Rede de fraternidades missionárias laicais radicadas nas famílias e paróquias, os Cenáculos de Oração Missionária têm como chão do seu caminhar “a Palavra de Deus (como) lugar onde nasce a fé” e o empenho missionário, segundo o objetivo anual diocesano de 2017.2018.


Recomenda-se levar Bíblia, livro dos cenáculos, a exortação apostólica do Papa Francisco A Alegria do Amor e farnel para um almoço partilhado.


RETIRO MISSIONÁRIO


Tema: A arte de ser pessoa transparente como Jesus


Data: Sábado, dia 16 de setembro 2017


Horário: 10.00 – Acolhimento e encontros: oração, meditação, partilha;


13.00 – Almoço partilhado (do farnel)


16.00 – Missa


17.00 – Lanche partilhado (do farnel)


17.30 – Saída


Local: Em APELAÇÃO, nas Irmãs VITORIANAS (Irs Franciscanas de N Sra das Vitórias)


Endereço: Quinta Santa Isabel - Av.25 Abril, nº2 - 2680-309 APELAÇÃO


Telefone das Irmãs: 219 487 510.


Acessos: de carro. Pode usar o código postal para o GPS.


Autocarro da CARRIS: 312 (mais rápido) e 313 (passa por Sacavém).


Parte do Campo Grande (Lisboa). Paragem mesmo à porta da Irmãs.


Levar: Farnel (almoço e lanche são partilhados fraternalmente), a Bíblia, o livro dos COM (se o tem); “A Alegria do Evangelho” do Papa Francisco.


Custos: Faça a sua oferta (possivelmente a partir de 5,00€) no Ofertório da Missa do Retiro. Uma parte é entrega às Irmãs, como colaboração com as Irmãs que nos cedem as instalações; outra é para quem colabora na orientação do Retiro.


Inscrições até 15 de setembro: 


Telefone para a Secretaria Tf 213 955 286 ou para o P. Claudino 913 444 107, ou envie email para o P. Claudino: gomferclau@gmail.com ou: carta para P. Claudino – M. Combonianos - Calç. Engº Miguel Pais, 9 - 1249-120 Lisboa.


Venha com alegria e traga um(a) amigo(a), principalmente Pais, Mães Jovens e Catequistas.


Um fraterno abraço


P. Claudino Ferreira Gomes

Combonianos: 150 anos de fundação e 70 de presença em Portugal - para ver no Programa Ecclesia

17 de Julho de 2017

Entrevista ao padre José Vieira, provincial dos Missionários Combonianos, que assinalam 150 anos de fundação e 70 de presença em Portugal.


Para ver no Programa Ecclesia, na terça-feira, 18 de julho, às 15h00, na RTP2.

Comboniano nomeado Bispo auxiliar na África Central

17 de Julho de 2017

Um missionário comboniano espanhol foi nomeado bispo auxiliar da diocese de Bangassou, na República Centro-Africana.


O Vaticano anunciou na terça-feira, 11 de julho, que o Santo Padre nomeou o padre Jesús Ruiz Molina bispo auxiliar de Bangassou.


O P. Jesús tem 58 anos e era até agora pároco de Moungoumba e coordenador diocesano da pastoral de catequese na diocese centro-africana de M’Baiki.


Nasceu em La Cueva de Roa, Burgos e foi ordenado em 1987.


Trabalhou em Espanha (animação missionária, formação e Leigos Missionários Combonianos-LMC), Chade (pároco e provincial) e República Centro-Africana (pároco, coordenador de pastoral e conselheiro provincial).


A teóloga Susana Vilas Boas, leiga missionária comboniana que trabalhou largos anos com o P. Jesús na comunidade internacional LMC de Moungoumba, descreve o novo prelado como «alguém que dá cor à missão e cuja criatividade não se esgota quando se trata do anúncio do Evangelho».


O P. Jesús é bispo titular da diocese de Are da Mauritânia que, entretanto, deixou de existir.


Vai ser bispo auxiliar de Dom Juan José Aguirre, que também é comboniano e espanhol e tem feito um trabalho notável de reconciliação e paz entre muçulmanos e outros grupos na sua diocese.

Brasil é o país mais perigoso para defensores do meio ambiente

14 de Julho de 2017

Relatório aponta o Brasil como o país mais perigoso para os defensores do meio ambiente. Em 2016, 49 foram assassinados.


“O ataque a riqueza natural da Amazónia faz do Brasil, mais uma vez, o país mais mortal do mundo em termos de números de defensores mortos”, diz o relatório da Global Witness.


De acordo com o relatório, a indústria madeireira está vinculada a 16 assassinatos, enquanto proprietários de terras são suspeitos de perpetrarem vários assassinatos na região amazónica. 


O Brasil tem sido sistematicamente o país mais funesto para defensoras e defensores do meio ambiente e para os que lutam pela permanência na terra e em seus territórios, desde que a Global Witness começou a compilar dados mundiais.


No ranking dos países com mais defensores mortos em 2016 segue-se a Colômbia, com 37 e as Filipinas, com 28 assassinatos.


O relatório aponta ainda que, no Brasil, “o governo diminuiu a legislação ambiental e debilitou instituições de direitos humanos”.

Vaticano: Respeito, responsabilidade e relação com o meio ambiente

14 de Julho de 2017

Respeito, responsabilidade e relação: esses são os três “R” que o Papa Francisco propõe quando o assunto é meio ambiente.


Contidas na Encíclica sobre a criação, o Pontífice voltou a citar as três palavras ao dirigir uma mensagem ao II Congresso Internacional “Laudato si e Grandes Cidades”, que decorre atá sábado, 15 de julho, no Rio de Janeiro.


A mensagem foi endereçada ao Arcebispo emérito de Barcelona e Presidente da Fundação Antoni Gaudi para as Grandes Cidades, Cardeal Lluís Martínez Sistach.


Para Francisco, respeito, responsabilidade e relação são três “R” que ajudam a atuar de forma conjunta diante dos imperativos mais essenciais de nossa convivência.


Respeito


“O respeito é a atitude fundamental que o homem tem de ter com a criação”, escreve o Papa, para que as gerações futuras possam seguir admirando-a e desfrutando-a. De modo especial, Francisco falou “do direito fundamental” à água e advertiu que, se não receber a atenção que merece, se transforma em fonte de enfermidades e sua escassez põe em perigo a vida de milhões de pessoas.


Responsabilidade


Já a responsabilidade diante da criação constitui uma de nossas tarefas primordiais. “Não podemos ficar com os braços cruzados quando advertimos uma grave diminuição da qualidade do ar ou o aumento da produção de resíduos que não são adequadamente tratados.” Para Francisco, essas realidades são consequência de uma forma irresponsável de manipular a criação e nos chamam a exercer uma responsabilidade ativa para o bem de todos.


O Papa lamenta a indiferença e a passividade diante de tantas tragédias e necessidades de nossos irmãos e irmãs. “Cada território e governo deveria incentivar modos de responsabilizar seus cidadãos para que, com criatividade, possam atuar e favorecer a criação de uma casa mais habitável e mais saudável.”


Relação


O terceiro “R”, a relação, ou melhor, a falta de relação, não é uma característica visível somente nas grandes cidades multiculturais, mas acomete também a zona rural. O fluxo constante de pessoas faz com que as sociedades contemporâneas sejam cada vez mais fechadas e desconfiadas. “A falta de raízes e o isolamento de algumas pessoas são formas de pobreza, que podem degenerar em guetos e originar violência e injustiça. Contudo, o homem está chamado a amar e ser amado, estabelecendo vínculos de pertença e laços de unidade entre todos os seus semelhantes”, recorda o Pontífice.


Por isso, é importante que a sociedade trabalhe conjuntamente em âmbito político, educativo e religioso para criar relações humanas mais quentes, “que derrubem os muros que isolam e marginalizam”. Francisco pede o engajamento de grupos, escolas, paróquias, “que sejam capazes de construir com sua presença uma rede de comunhão e de pertença, para favorecer uma melhor convivência e conseguir superar tantas dificuldades”.


Em uma outra notícia relacionada com o Brasil e o meio ambiente, foi constatado que o país é o mais perigoso para os defensores ambientais.


“O Brasil, mais uma vez, é o país mais mortal do mundo em termos de números de defensores mortos”, diz o relatório da Global Witness referente ao ano de 2016.

Um olhar à missão e aos desafios da formação para a vida missionária

14 de Julho de 2017

Artigo do P. Raimundo Rocha foi escrito como parte das celebrações que assinalam os 150 anos do Instituto Comboniano e pretende oferecer alguns elementos de reflexão sobre a formação para a vida missionária em vista do futuro.


A primeira parte é fundamentalmente uma partilha de três das suas experiências missionárias. A segunda parte fornece alguns contributos para a reflexão e a avaliação da formação. A conclusão segue a adopção do «modelo de formação integral» para a formação quer de base quer permanente.


Descarregue o ficheiro em PDF ou visite a página dos Missionários Combonianos de Itália para ler o texto completo.

Venezuela: Mensagem “urgente” dos bispos à população

13 de Julho de 2017

A Conferência Episcopal Venezuelana voltou a se pronunciar sobre a crise no país com a divulgação, na quarta-feira, 12 de julho, de uma mensagem urgente” dirigida aos católicos e às pessoas de boa vontade.


O Secretário-Geral dos Bispos, Dom Víctor Hugo Basabe, em conferência de imprensa informou que não houve qualquer resposta à carta enviada no dia 10 de julho ao Presidente Nicolás Maduro, na qual os bispos pediam a anulação da Assembleia Nacional Constituinte.


Dom Víctor definiu a proposta como “indigna”, “desnecessária”, destinada somente a potencializar os conflitos em andamento. E convidou os cidadãos a participarem de uma consulta popular “legítima” convocada pela oposição, a Assembleia Nacional, no próximo domingo (16 de julho), para que as pessoas digam “aquilo que pensam”.


O Secretário-Geral leu na íntegra a Exortação, na qual é dirigido o enésimo apelo para que o bem do povo venezuelano esteja em primeiro lugar. De modo especial, os bispos se dirigem às Forças Armadas, para que “atuem com verdade e justiça”. E denunciam a ação de grupos paramilitares ilegais, que agem sob o “olhar complacente das autoridades”.


A Igreja manifesta sua solidariedade às pessoas que passam por dificuldades financeiras, “sem saúde e segurança”. O texto também convoca “os irmãos na fé e outros crentes” para uma Jornada de Oração, a se realizar no dia 21 de julho, a fim de pedir a Deus que bendiga os esforços dos venezuelanos pela liberdade, a justiça e a paz.

Brasil: Bispos criticam reforma trabalhista

12 de Julho de 2017

Após uma sessão conturbada, o Senado aprovou na noite de terça-feira, 11 de julho, a Reforma Trabalhista.


A votação ficou suspensa por mais de seis horas por causa de um protesto liderado por senadoras de oposição. O projeto segue agora para a sanção do presidente Michel Temer.


No mesmo dia, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) assinou, com outras entidades, uma Nota Pública a criticar o projeto de Reforma Trabalhista.


No documento, as entidades afirmam que o texto está “crivado de inconstitucionalidades” e representa “grave retrocesso social”. Entre os pontos inconstitucionais destacados, estão a prevalência do conteúdo de acordos e convenções coletivas.


Além da CNBB, assinam a nota, O Ministério Público do Trabalho (MPT), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e outras 11 entidades.

Europa precisa redescobrir seu património

12 de Julho de 2017

Mensagem do Papa Francisco publicada na rede social Twitter sugere que Europa redescubra seu património espiritual.


“A Europa tem um património ideal e espiritual único no mundo que merece ser reproposto com paixão e renovado frescor”, diz o tuíte publicado na terça-feira, 11 de julho, em @Pontifex.


O presidente do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), Cardeal Angelo Bagnasco, disse que as palavras de Francisco são muito importantes, especialmente neste momento de dificuldades vividas pela União Europeia: “São um grande chamamento e encorajamento para o caminho europeu”, comentou o purpurado. que acrescentou.

Papa Francisco: «Querem fazer-me feliz? Leiam a Bíblia!»

11 de Julho de 2017

A Paulus Editora publicou a «Bíblia Jovem YOUCAT», com prefácio assinado pelo Papa Francisco, onde afirma que “a Bíblia não é feita para ser colocada numa prateleira” e “é um livro extremamente perigoso”.


“A Bíblia não é feita para ser colocada numa prateleira, mas para ser levada na mão, para ser lida frequentemente. Têm nas mãos algo de divino: Um livro como fogo, um livro no qual Deus fala”, escreve o Papa.


No prefácio da nova publicação, o pontífice argentino refere que a Bíblia “é um livro extremamente perigoso” e contextualiza que em certos países quem tem uma “é tratado como se escondesse granadas no armário”.


Francisco explica também como lê a sua “velha Bíblia”, observa que “a Palavra de Deus não pode ser lida com “uma vista de olhos”” e dá sugestões aos jovens sobre como usá-la.


“Querem fazer-me feliz? Leiam a Bíblia!”, pede o Papa aos jovens.


A Paulus Editora informa que na Bíblia “para os jovens da Igreja Católica”, da coleção YOUCAT é uma coletânea dos “trechos bíblicos mais significativos” que ajudam os jovens a “inspirarem-se na Palavra de Deus”.


As informações são da Agência Ecclesia.

Síria: Possível cessar-fogo e entrega de ajuda humanitária

11 de Julho de 2017

As Nações Unidas saudaram um anúncio dos governos dos Estados Unidos, da Jordânia e da Rússia sobre declarar uma zona para redução da violência na Síria assim como preparações para apoiar um cessar-fogo e a entrega de ajuda humanitária no sudoeste do país árabe.


Em nota, emitida pelo porta-voz nesta segunda-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que este é um passo importante para aumentar o acesso humanitário em todo o país além de diminuir a violência.


Guterres lembrou que a medida está em consonância com a meta de um acordo de cessar-fogo abrangente e nacional, como foi endossado por várias resoluções do Conselho de Segurança.


Mas apesar do que classificou de um passo positivo, o chefe da ONU pediu a todos os países que preservem o direito dos sírios de solicitar e receber proteção como refugiados até que as condições de retorno ao país sejam seguras e dignas.

Papa pede aos líderes mundiais uma nova era inovadora de desenvolvimento

10 de Julho de 2017

Uma nova era inovadora de desenvolvimento: este é o pedido do Papa Francisco aos líderes mundiais reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para o G20.


A mensagem do Pontífice é endereçada à anfitriã do evento, a chanceler alemã Angela Merkel. O grupo das 20 maiores economias do mundo debate na sexta e sábado temas políticos, financeiros, sociais e ambientais.


Primeiramente, o Papa manifesta o seu apreço pelos esforços realizados para garantir a governabilidade e a estabilidade da economia mundial, com atenção especial a um crescimento mundial que seja inclusivo e sustentável. Esses esforços, recorda Francisco, são inseparáveis da atenção dirigida aos conflitos em andamento e ao problema mundial das migrações.


O Papa propõe aos líderes mundiais quatro princípios de acção para a construção de sociedades mais justas, contidas na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium: o tempo é superior ao espaço; a unidade prevalece sobre o conflito; a realidade é mais importante do que a ideia; e o todo é superior às partes.


O tempo é superior ao espaço


Analisando cada um dos princípios, Francisco afirma que a gravidade e a complexidade das problemáticas mundiais impedem soluções imediatas, e o drama das migrações – inseparável da pobreza e exacerbado pelas guerras - é uma prova disto. Todavia, é possível colocar em acção processos que sejam capazes de oferecer soluções progressivas e não traumáticas e conduzir, em tempos relativamente breves, a uma livre circulação e a uma estabilidade das pessoas que sejam vantajosas para todos.


Contudo, para Francisco, esta tensão entre espaço e tempo requer um movimento exactamente contrário na consciência dos governantes e poderosos. “Em seus corações e mentes, é necessário dar prioridade absoluta aos pobres, aos refugiados, aos deslocados e aos excluídos, sem distinção de nação, raça, religião ou cultura, e rejeitar os conflitos armados.”


O Papa faz então um premente apelo aos chefes de Estado e de governo do G20 e a toda a comunidade mundial pela trágica situação do Sudão do Sul, nos Grandes Lagos, Chade, Corno de África e Iémen, “onde 30 milhões de pessoas não têm alimento e água para sobreviver”.


A unidade prevalece sobre o conflito


A história da humanidade, inclusive hoje, nos apresenta um vasto panorama de conflitos atuais ou potenciais. “Todavia, a guerra jamais é a solução”, acrescenta o Pontífice, afirmando se sentir na obrigação de pedir “ao mundo que ponha fim a inúteis massacres”.


Isso só será possível se todas as partes se empenharem em reduzir substancialmente os níveis de conflitualidade, deter a actual corrida armamentista e renunciar a se envolver directa ou indirectamente em conflitos. “É uma trágica contradição e incoerência a aparente unidade em fóruns económicos e sociais e a persistência de conflitos bélicos”, constata o Papa.


A realidade é mais importante do que a ideia


Para Francisco, as trágicas ideologias da primeira metade do século XX foram substituídas por novas ideologias da autonomia absoluta dos mercados e da especulação financeira. Essas ideologias deixam um rastro de exclusão e de descarte, e inclusive de morte. “Peço a Deus que a cúpula de Hamburgo seja iluminada pelo exemplo de líderes europeus e mundiais que privilegiaram o diálogo e a busca de soluções comuns.”


O todo é superior às partes


Essas soluções, prossegue o Pontífice, para serem duradouras devem ter uma visão ampla e considerar as repercussões em todos os países, não só nos que compõem o G20. Porque é justamente sobre as nações sem voz e seus habitantes que recaem os efeitos das crises económicas. Para Francisco, é importante sempre fazer referência às Nações Unidas, às agências associadas e respeitar os tratados internacionais.


O Papa conclui invocando a bênção de Deus sobre o encontro de Hamburgo e sobre todos os esforços da comunidade internacional para activar uma nova era de desenvolvimento inovadora, interligada, sustentável, respeitosa do meio ambiente e inclusiva de todos os povos e de todas as pessoas.

Duzentos jovens participaram no Missão Jovem 2017

07 de Julho de 2017

Cerca de 200 jovens, incluindo a equipa organizadora e voluntários, participaram no Missão Jovem 2017, que se realizou nos dias 1 e 2 de julho (fotos 1, 2, 3 e 4).


O tema foi: «Cuidamos da casa comum? É hora de agir!».


O evento teve lugar na casa dos combonianos na cidade de Maia e foi organizado pelo movimento Jovens em Missão (JIM).


De acordo com o Padre Carlos Nunes, o evento atingiu com sucesso os seus objectivos: “Os jovens que já são muito sensíveis a esta temática que o Papa Francisco apresentou na sua encíclica (Laudato Si), vivem-na agora em nova dimensão, como Missão em que Jesus nos envolve”.


Missão Jovem passou… mas a Missão continua


Neste mês de julho temos a da Peregrinação Anual da Família Comboniana a Fátima.


Chegado agosto, temos a «MISSÃO +» que tem lugar na paróquia de Camarate (arredores de Lisboa).

Oferecer a esperança cristã aos que se afastaram da fé

05 de Julho de 2017

“Pelas pessoas afastadas da fé”, esta é a intenção de oração para este mês de julho, proposta pelo Papa Francisco à Rede Mundial de Oração.


Na mensagem, o Santo Padre convida a nunca nos esquecermos que a alegria do cristão é Jesus, “seu amor fiel e inesgotável”. “Quando um cristão está triste, isso significa que ele se afastou de Jesus”, afirma Francisco em espanhol, com legendas em português.


Nestes momentos, o Papa encoraja a não abandonar um irmão, oferecendo a ele a esperança cristã com a palavra, o testemunho, a liberdade e a alegria.


Papa Francisco


Peçamos pelos nossos irmãos que se afastaram da fé, para que, através da nossa oração e testemunho evangélico, possam redescobrir a beleza da vida cristã.


Nunca esqueçamos que nossa alegria é Jesus Cristo, seu amor fiel e inesgotável.


Quando um cristão está triste, isso significa que ele se afastou de Jesus.


Nesses momentos não devemos ficar sozinhos. Devemos oferecer a esperança cristã: com nossa palavra, nosso testemunho, com nossa liberdade, nossa alegria.


Peçamos pelos nossos irmãos que se afastaram da fé, para que, através da nossa oração e testemunho evangélico, possam redescobrir a beleza da vida cristã.


 

Número de pessoas desnutridas no mundo volta a aumentar

04 de Julho de 2017

O Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) alerta para o aumento do número de pessoas com fome no mundo. Situação que não se verificava desde 2015.


Alerta foi feito durante a 40ª. Conferência da FAO, em Roma.


De acordo com o Diretor-Geral da FAO, José Graziano da Silva, quase 60% das pessoas que passam fome no mundo vivem em áreas de conflitos e mudanças climáticas. São 19 os países em situação de crise que quase sempre enfrentam secas e cheias.


A ONU também destacou um alto risco de fome no nordeste da Nigéria, na Somália, no Sudão do Sul e no Iémen, com quase 20 milhões de pessoas afetadas. Com a impossibilidade de se autossustentar, a única opção é migrar.


Para José Graziano, o compromisso para acabar com a fome é fundamental, mas a questão só será realmente resolvida quando governos transformarem as promessas em ações concretas em níveis local, regional e nacional. O Diretor da FAO afirmou que a paz é vital para acabar com a crise, mas quem tem fome, não pode esperar.


Na abertura dos trabalhos, foi lida uma mensagem do Papa a afirmar que a Santa Sé acompanha com muita atenção a atividade internacional e quer cooperar para uma real erradicação da fome e da desnutrição, e não somente orientar para favorecer um simples progresso ou objetivos teóricos de desenvolvimento.

Safaris de letras

04 de Julho de 2017

Os registos escritos das viagens africanas fascinam.


 


Heródoto visitou a Líbia e o Egipto há 2450 anos. As impressões que este grego, chamado Pai da História, escreveu fizeram escola atraindo gerações para um continente que se instalou definitivamente no imaginário dos Europeus, e, por via destes, do mundo. Ler quem depois dele se fez aos bosques e sertões de África para no-la dar a conhecer é outra forma de viajar – e de compreender o berço da humanidade.


O meu conterrâneo Alexandre de Serpa Pinto (1846-1900) levou-me de Benguela, na costa angolana do Atlântico, a Durban, cidade sul-africana debruçada sobre o Índico, com a cabrinha Córa e o papagaio Calungo por entre maravilhas e perigos. Abriu caminho pelo interior desconhecido com aguardente, panos e outras bugigangas, numa odisseia de 17 meses a pé, de cavalo, padiola, piroga e carroça.


Como eu Atravessei a África do Atlântico ao Índico relata essa viagem épica e científica extremamente perigosa de Angola até à África do Sul passando pela Zâmbia e o Zimbabué entre 12 de Novembro de 1877 e 19 de Março de 1879. Ilustrou-a com alguns desenhos a traço. Contém muitas notas geográficas e etnográficas e inúmeros registos científicos e medições que o explorador cinfanense fez. Tudo num português com mais de 100 anos: como a língua evoluiu à margem dos acordos ortográficos!


Serpa Pinto baloiçou perigosamente sobre as Cataratas Vitória para determinar a sua altura e posição. Mozia-oa-tunia, o nome da extraordinária cortina de água na língua local, é nas suas palavras «a mais prodigiosa maravilha do continente africano», «uma soberba maravilha que gera sentimentos de terror e tristeza».


Paul Theroux levou-me do Cairo, no Egipto, ao Cabo, na África do Sul, por terra e por água, excepto para entrar e sair do Sudão – teve de tomar o avião. Viagem por África é um diário que anota impressões profundas de lugares e de pessoas. Fala de Comboni, dos missionários, incluindo um comboniano que encontrou no Egipto, censura evangélicos e ONG, apresenta um registo reflexivo sobre o que vê e ouve. «A minha viagem foi uma delícia e uma revelação», escreve logo na segunda página.


Viajei com Gonçalo Cadilhe da Ponta das Agulhas, na África do Sul, até Tânger, em Marrocos. África acima vem num registo muito auto-referencial. O autor viaja por terra e por água usando transportes públicos e boleias. «Abriu» um posto de controlo com comprimidos de alho que ofereceu às autoridades por afrodisíacos.


Outro registo interessante é o diário que o padre Francisco Álvares escreveu da viagem da embaixada portuguesa à Etiópia entre 1520 e 1526 da qual era capelão. Verdadera Informaçam das terras do Preste Joam das Indias, publicado em 1540, é o primeiro livro de viagens sobre a Etiópia. Li-o quando vivia no país – a páginas tantas fiquei com a impressão que uma parte da Etiópia estava parada no tempo. Descreve a corte ambulante do rei Lebna Dengel no seu esplendor, o quotidiano e a fé dos Abissínios, com alguns mal-entendidos à mistura.


De onde vem esta atracção pela África, pelas viagens e pelos seus diários? Gonçalo Cadilhe, escritor-viajante, explica: «Tal como a vida, que não se repete quando termina, também cada dia em África pede para ser absorvido como se não houvesse outros. Sei porque me sinto tão sensível, tão vivo: porque este continente restitui ao europeu a sua fragilidade de grão de areia perdido no deserto da eternidade. É uma descoberta. Uma vertigem.»


Pe. José Vieira (MCCJ) – Revista Além-Mar, Julho de 2017

Papa diz que fome não é fatalidade

03 de Julho de 2017

“As guerras, o terrorismo, os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas”, é o que escreve o Papa Francisco na mensagem enviada aos participantes da 40ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que foi inaugurada esta segunda-feira, 3 de julho, em Roma.


No texto, Francisco afirma que a Santa Sé acompanha com muita atenção a atividade internacional e quer cooperar para uma real erradicação da fome e da desnutrição, e não somente orientar para favorecer um simples progresso ou objetivos teóricos de desenvolvimento.


“Todos estamos conscientes de que não basta a intenção de garantir a todos o pão cotidiano, mas que é necessário reconhecer que todos têm direito a ele e que devem, portanto, beneficiar-se do mesmo. Para Francisco, se os contínuos objetivos propostos permanecem distantes, isso depende da falta de uma cultura da solidariedade e de atividades internacionais que ficam ligadas somente ao pragmatismo das estatísticas.


Quando um país não é capaz de oferecer respostas adequadas à desnutrição devido a seu grau de desenvolvimento, suas condições de pobreza, mudanças climáticas ou insegurança, é necessário que a FAO e as demais instituições intergovernamentais possam ter a capacidade de intervir especificamente para empreender uma adequada ação solidária”, escreveu o Papa.


“A partir da consciência de que os bens que Deus Criador nos entregou são para todos, se requer urgentemente que a solidariedade seja o critério inspirador de qualquer forma de cooperação nas relações internacionais”, salientou.


“A fome e a desnutrição”, reforçou o Papa, “não são fenômenos naturais ou estruturais de determinadas áreas geográficas, mas o resultado de uma complexa condição de desenvolvimento, causada pela inércia de muitos ou pelo egoísmo de poucos”.


“As guerras, o terrorismo, os deslocamentos forçados não são fruto da fatalidade, mas consequência de decisões concretas”, escreveu Francisco, afirmando se tratar de um “mecanismo que castiga principalmente as categorias mais vulneráveis, excluídas não só dos processos produtivos, mas também obrigadas a deixar suas terras em busca de refúgio e esperança de vida”.


Por fim, Francisco citou a Agenda para o desenvolvimento 2030, em que se reitera o conceito de segurança alimentar como objetivo não adiável. “Mas somente um esforço de autêntica solidariedade será capaz de eliminar o número de pessoas desnutridas e sem o necessário para viver. Trata-se de um desafio ao qual a Igreja se sente engajada na primeira linha”, concluiu, fazendo votos de que as sessões da Conferência possam dar um novo impulso à atividade da Organização.

Noviciado de Nampula dá os primeiros frutos

03 de Julho de 2017

O dia 24 de Junho de 2017 ficará gravado na história comboniana de Moçambique. Tendo como pano de fundo o 150º aniversário da fundação do Instituto, o 70º aniversário da chegada dos combonianos a Moçambique e o 25º aniversário da morte do Ir. Alfredo Fiorini, os primeiros seis noviços do noviciado de Nampula fizeram a sua primeira profissão. Durante os dois anos de noviciado, os noviços foram acompanhados pelos formadores P. Leandro Araya Leonardo, costa-riquenho, e P. José Júlio Martins Marques, português.


A celebração teve lugar na paróquia de Santa Cruz, confiada aos missionários combonianos, para onde confluíram os familiares dos professantes, membros de outros institutos religiosos, amigos dos combonianos e jovens da paróquia, que animaram a celebração com o canto e o serviço do altar.


Presidiu ao evento o superior provincial, P. Manuel António Bogaio Constantino, moçambicano, o qual sublinhou a natureza internacional e intercultural, cada vez mais remarcada, do Instituto comboniano. “Os combonianos – disse – têm uma cultura própria, com valores muito particulares, inspirados no Evangelho e em São Daniel Comboni, perante a qual as culturas originárias de cada comboniano passam para segundo lugar.”


A festa terminou com o almoço servido no recinto do noviciado, onde, disse o P. José Júlio, “recordámos aqueles que nos precederam, os que o Senhor já chamou e os que estão fora de Moçambique, sobretudo aqueles a quem a idade e a doença já não permitem que possam voltar para o meio de nós. A eles, o nosso sincero reconhecimento, por tudo o que fizeram, para que pudéssemos chegar onde chegámos”.

Igreja Católica promove peditório nacional a 2 de julho

30 de Junho de 2017

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou que as dioceses católicas vão promover um peditório nacional, a 2 de julho, para ajudar as vítimas dos incêndios que atingiram o país.


“Pedimos a todas as comunidades cristãs, e a quem deseje associar-se, que além de outras iniciativas solidárias dediquem a oração, o sufrágio e o ofertório do primeiro domingo de julho a esta finalidade”, refere uma nota divulgada ao início da tarde pelo porta-voz do episcopado, padre Manuel Barbosa.


O montante recolhido vai ser enviado para a Cáritas Portuguesa, “a fim de ser encaminhado, com brevidade, para aqueles que necessitam”.


A Cáritas já tinha avançado com a abertura de uma conta solidária - 'Cáritas com Portugal abraça vítimas dos incêndios' - (PT50 0035 0001 00200000 730 54), na Caixa Geral de Depósitos.


 

Cardeais são chamados para servir como Ele e com Ele

29 de Junho de 2017

“Jesus não vos chamou para vos tornardes «príncipes» na Igreja. Chama-vos para servir como Ele e com Ele”, disse o Papa Francisco aos novos cardeais.


O Consistório ordinário público se realizou na quarta-feira, 28 de junho, e criou cinco novos cardeais: Dom Jean Zerbo, Arcebispo de Bamako (Mali); Dom Juan José Omella Omella, Arcebispo de Barcelona (Espanha); Dom Anders Arborelius, Bispo de Estoclomo (Suécia); Dom Louis-Marie Ling Mangkhanekhoun, Vigário Apostólico de Paksé (Laos); Dom Gregório Rosa Chávez, Bispo auxiliar de San Salvador (El Salvador).


Homilia do Papa Francisco «Jesus seguia à frente deles». Esta é a imagem oferecida pelo Evangelho que escutamos (Mc 10, 32-45) e que serve de cenário também ao ato que estamos a realizar: um Consistório para a criação de alguns novos Cardeais.


Jesus caminha, decididamente, para Jerusalém. Sabe bem o que lá O espera, tendo-o referido várias vezes aos seus discípulos. Mas, entre o coração de Jesus e os corações dos discípulos, há uma distância, que só o Espírito Santo poderá preencher. E Jesus sabe-o; por isso é paciente com eles, conversa abertamente com eles e sobretudo precede-os, segue à frente deles.


Ao longo do caminho, os próprios discípulos estão distraídos por interesses não condizentes com a «direção» de Jesus, com a sua vontade que se identifica com a vontade do Pai. Por exemplo, como escutamos, os dois irmãos, Tiago e João, pensam como seria bom sentar-se à direita e à esquerda do rei de Israel (cf. 10, 37). Não olham para a realidade! Pensam que veem e não veem, que sabem e não sabem, que entendem melhor do que os outros e não entendem…


A realidade, porém, é muito diferente! É a realidade que Jesus tem presente e que guia os seus passos. A realidade é a cruz, é o pecado do mundo que veio tomar sobre Si e extirpar da terra dos homens e das mulheres. A realidade são os inocentes que sofrem e morrem por causa das guerras e do terrorismo; são as escravidões que não cessam de negar a dignidade, mesmo na era dos direitos humanos; a realidade é a dos campos de refugiados, que às vezes lembram mais um inferno do que um purgatório; a realidade é o descarte sistemático de tudo o que já não é útil, incluindo as pessoas.


É isto que Jesus vê, enquanto caminha para Jerusalém. Durante a sua vida pública, manifestou a ternura do Pai, curando todos os que eram oprimidos pelo maligno (cf. At 10, 38). Agora sabe que chegou o momento de Se empenhar a fundo, de arrancar a raiz do mal, e por isso segue resolutamente para a cruz.


Também nós, irmãos e irmãs, caminhamos com Jesus por esta estrada. Falo particularmente para vós, amados novos Cardeais. Jesus «segue à frente de vós» e pede-vos que O sigais decididamente pelo seu caminho. Chama-vos a olhar para a realidade, não vos deixando distrair por outros interesses, por outras perspetivas. Não vos chamou para vos tornardes «príncipes» na Igreja, para vos «sentardes à sua direita ou à sua esquerda». Chama-vos para servir como Ele e com Ele. Para servir ao Pai e aos irmãos. Chama-vos a enfrentar, com um procedimento igual ao d’Ele, o pecado do mundo e as suas consequências na humanidade atual. Seguindo-O a Ele, também vós ides à frente do povo santo de Deus, mantendo o olhar fixo na Cruz e na Ressurreição do Senhor


Assim, por intercessão da Virgem Mãe, invoquemos com fé o Espírito Santo, para que preencha toda a distância entre os nossos corações e o coração de Cristo, e toda a nossa vida se torne serviço a Deus e aos irmãos.


 

Incêndios: Catarse nacional

29 de Junho de 2017

O concerto solidário JUNTOS POR TODOS que encheu a Meo Arena de Lisboa e foi transmitido pelos três canais em simultâneo foi um grande momento de catarse nacional.


Sofremos, zangamo-nos, choramos com as populações que sofreram na pele a catástrofe que atingiu Pedrógão Grande, Figueiró dos Vinhos, Castanheira da Pera, Sertã e Pampilhosa da Serra.


O balanço é tremendo: 64 mortos, mais de 200 feridos, 63 casas e 29 indústrias afetadas, 53 mil hectares de floresta ardidos.


O concerto solidário de 25 artistas que encheu a Meo Arena com 14 mil pessoas foi o grande momento de catarse nacional para fazer as pazes com a tragédia.


O espectáculo juntou 1.153.000,00 de euros em favor das populações afetadas pelo grande incêndio.


Manuel de Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas que gere o fundo, prometeu gastar bem gasto cada cêntimo da solidariedade dos telespetadores.


Agora, que fizemos as pazes com a tragédia, importa apurar responsabilidades e sobretudo planear o futuro para que a catástrofe não se volte a repetir.


Como escreveram os bispos na nota sobre os incêndios, «O nosso país, de ano para ano, tem sido de tal modo assolado por incêndios que estes se tornaram um autêntico flagelo com proporções quase incontroláveis. É a área anualmente ardida que já supera a de qualquer outro país europeu, mesmo aqueles que têm condições climatéricas semelhantes à nossa.»


Os bispos pedem uma mudança de registo por parte da sociedade em geral: «Finalmente, para a mudança de mentalidade e hábitos sociais, tão necessária para a prevenção e o combate aos incêndios, há que mobilizar toda a sociedade, nas suas diversas instâncias: o Estado com os seus responsáveis mais diretos; a Igreja e todas as outras confissões religiosas; as autarquias locais de maior e menor amplitude; as escolas nos seus sucessivos graus de ensino; a comunicação social nas suas diversas expressões; as mais variadas associações e muitas outras instituições, seja qual for a sua dimensão. Mas todos de forma concertada.»


José Vieira (MCCJ) - Jirenna

Papa pede «novo pacto social» que proteja quem se reforma e quem procura emprego

28 de Junho de 2017

Da Agência Ecclesia: O Papa Francisco alertou hoje, 28 de junho, no Vaticano para as consequências do desemprego na atual geração de jovens, enquanto os mais velhos têm de trabalhar “demasiado tempo”.


“É por isso urgente um novo pacto social humano, um novo pacto social pelo trabalho que reduza as horas de trabalho para quem está na última estação laboral, para criar emprego para os jovens que têm o direito-dever de trabalho”, disse, ao receber os delegados da Confederação Italiana dos Sindicatos de Trabalhadores.


O Papa deixou críticas a uma economia de mercado que deixa de parte natureza social da empresa.


“O capitalismo do nosso tempo não entende o valor do sindicato, porque se esqueceu da natureza social da economia, da empresa. Este é um dos maiores pecados”, declarou.


Francisco citou São João Paulo II para defender uma “economia social de mercado” em vez de uma “economia de mercado”, denunciando a desigualdade salarial que afeta as mulheres e o trabalho infantil.


O Papa considerou “desumano” que os pais não tenham tempo para estar com os seus filhos, por causa do trabalho, e pediu “outra cultura”.


“A vossa vocação é também proteger quem ainda não tem direitos, os excluídos do trabalho que estão excluídos também dos direitos e da democracia”, referiu aos delegados sindicais.


A intervenção apontou campos de ação para os sindicatos, que têm de lutar pelos “descartados do trabalho” e não só por quem já trabalha ou se reformou.


Francisco alertou para os perigos da corrupção no mundo sindical e pediu que a presença destes responsáveis se façam sentir “entre os imigrantes, os pobres que estão dentro dos muros da cidade”.


Fonte: Agência Ecclesia

Religiosa assassinada no Sudão do Sul homenageada com prémio «Voluntária do Ano»

28 de Junho de 2017

Uma freira doutora assassinada no Sudão do Sul foi homenageada in memoriam com o prêmio "Voluntário do ano de 2017".


O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Miroslav Lajčák, concedeu o prêmio "Heart on a Palm", in memoriam, a Veronika Terézia Rácková, freira, médica e missionária, por sua ajuda desinteressada aos outros. Ela foi morta por soldados em maio de 2016, quando ia visitar um doente.


“O prêmio reconhece o trabalho e a ajuda prestada pela missionária assassinada, às pessoas do Sudão do Sul. Ela realmente os amava”, disse a Irmã Lucia, da Congregação das Missionária do Espírito Santo.

A única forma de vida do cristão é o Evangelho

28 de Junho de 2017

O Papa Francisco declarou esta quarta-feira, 28 de junho, que a única forma de vida do cristão é o Evangelho, numa catequese dedicada à esperança como força dos mártires.


Para se parecer com Cristo, é preciso ser desapegado das riquezas e do poder. O cristão percorre o seu caminho com o essencial, mas com o coração repleto de amor. De facto, jamais deve usar a violência. A única forma de vida do cristão é o Evangelho. A perseguição, portanto, não é uma contradição. Se perseguiram o Mestre, porque seríamos poupados da luta? Porém, em meio à batalha, o cristão jamais deve perder a esperança. Há Alguém que é mais forte do que o mal: mais forte do que as máfias, de quem lucra sobre a pele dos desesperados, de quem espezinha os outros com prepotência.


Os cristãos, portanto, devem sempre estar na outra margem do mundo, aquela escolhida por Deus: não perseguidores, mas perseguidos; não arrogantes, mas mansos; não impostores, mas honestos.


Esta fidelidade ao estilo de Jesus foi chamada pelos primeiros cristãos com o nome de “martírio”, que significa “testemunho”. O vocabulário oferecia muitas outras possibilidades: heroísmo, abnegação, sacrifício de si. Mas os primeiros cristãos escolheram um nome “com perfume de discipulado”.


“Os mártires não vivem para si, não combatem para afirmar as próprias ideais, e aceitam morrer somente por fidelidade ao evangelho. O martírio não é nem mesmo o ideal supremo da vida cristã, porque acima dele está a caridade, isto é, o amor a Deus e ao próximo. A ideia de que quem comete atentados suicidas seja chamado mártir repugna os cristãos: neste ato, não há nada que possa se aproximar da atitude de filhos de Deus.


 “Que Deus nos doe sempre a força de ser suas testemunhas. Que Ele nos doe viver a esperança cristã sobretudo no martírio confidencial de fazer o bem e com amor os nossos deveres de todos os dias.”

Duas Irmãs combonianas vítimas de trágico acidente

27 de Junho de 2017

Um trágico acidente de carro tirou a vida de duas jovens irmãs missionárias combonianas na fronteira amazónica, em Santo António do Matupi-AM.


Ir. Luiza, moçambicana, e ir. Giusy, italiana, mergulharam com paixão e entusiasmo na missão junto à comunidade paroquial e às comunidades indígenas numa região próxima ao Parque Nacional dos Campos Amazónicos, a 180 Km do município de Humaitá.


“Duas setas que, na Amazónia, apontam para a plenitude da vida”, nas palavras de um missionário comboniano.


Há anos a comunidade das irmãs dedica-se com entrega total à missão do Matupi, num contexto difícil, em defesa e promoção da vida.


O Evangelho proclamado hoje em todas as celebrações da igreja católica repete por três vezes as palavras de conforto de Deus: “Não tenham medo”.


O Pai e Mãe da Vida acaricia a cada instante nossa cabeça, conhece o número de nossos cabelos, nos acompanha no mais íntimo de nossa opção de vida.


O que vale, para Deus, é viver intensamente, doar-se até o fim, sem medo, sem se poupar.


“Uma vida que segue um sonho se renova dia após dia”, nos lembra pe. Ezequiel Ramin, mártir em Randónia.


Ir. Luísa e ir. Giusy, em sua alegria de viver, regeneraram muitas pessoas na fronteira amazónica. Também sua vida se renova na medida em que continuarmos seu sonho, que é o sonho de Deus: vida plena para a Amazónia.


Aqui a mensagem do Bispo e Humaitá.

Portugal: Caminhada jovem a Fátima

03 de Abril de 2017

Vem aí mais uma «Sempábrir», caminhada jovem a Fátima organizada pelo grupo Jovens em Missão (JIM), dos Missionários Combonianos.


O evento, que acontece entre os dias 18 e 22 de julho, está subordinado ao tema «Com Maria, faz caminho» e encerra na Peregrinação da Família Comboniana a Fátima.


Com partida de Coimbra, serão dias intensos cheios de actividades, momentos de silêncio, partilha, oração, convívio e amizade. Calcorreando caminhos e estradas, com a missão no coração, construímos pontes, partilhamos esperanças, anseios e desejos, fazendo experiências únicas da presença de Deus e de partilha com os outros.


Informações


Data: De 18 a 22 de julho 2017


Idade: Jovens a partir dos 16 anos


Inscrições: Até 4 de julho com o P. Jorge Domingues: jovemissio@gmail.com / tel: 916656857 ou na página do JIM.


Programa


Dia 18: Ponto de encontro: Casa dos Combonianos de Coimbra às 19h


Dia 21: Chegada a Fátima


Dia 22 (sábado): Participação na Peregrinação da Família Comboniana – convida a tua família para estar presente

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