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Palavra de Deus

Terceiro Domingo de Páscoa

Terceiro Domingo de Páscoa


Ano A – Domingo, 30 de Abril de 2017


 


1a Leitura: Act 2, 14.22-33


2ª Leitura: 1 Pedro 1, 17-21


Evangelho: Lucas 24, 13-35


A vida cristã como viagem com o Ressuscitado. A missão cristã como testemunho da Sua Presença.


Reflexão


Na primeira leitura, Pedro dá testemunho de Jesus. O primeiro dos apóstolos assume o kerigma, o anúncio cristão, evidenciando a acção de Deus, que responde, por contraste, à acção dos homens. Estes opuseram-se à acção de Jesus, ao reconhecimento das suas obras e mensagem; mas Deus ressuscitou Jesus e constituiu-O Senhor e Salvador.


Pedro refere o testemunho das Escrituras que revelam o agir misterioso de Deus, fazendo do rei David profeta a respeito de Jesus. Uma nova compreensão das Escrituras, tornada possível pela presença do Ressuscitado, revela o sentido desta acção surpreendente de Deus e sustenta o convite à conversão, à Fé no anúncio cristão que proclama a morte e a ressurreição de Cristo e o perdão dos pecados em Seu nome.


A liturgia do tempo Pascal faz ecoar o anúncio cristão que é central na missão cristã de todos os tempos. Para os cristãos e quantos celebram com fé os mistérios pascais, este anúncio é convite a centrarmos a nossa vida em Cristo e a assumirmos a nossa condição de testemunhas do Ressuscitado.


Também na segunda leitura Pedro volta ao tema da identidade cristã, sublinhando a nossa condição de filhos /as no Filho, condição de inestimável dignidade e grandeza. O preço da nossa reconciliação foi alto e foi pago por Cristo na sua paixão e morte. Desta graça, deste dom que nos é concedido pela Fé no Filho decorre o imperativo de uma vida nova, vivida na filiação amorosa em relação a Deus e na fraternidade em relação aos demais homens e mulheres com quem nos cruzamos na vida.


O Evangelho de hoje constitui uma relíquia das catequeses pascais. O conhecido texto de Lucas leva-nos a entrar na pele dos dois discípulos que desiludidos com o que se passara em Jerusalém, regressam a Emaús.


A vida do discípulo e da discípula de Jesus é uma viagem à procura de sentido, na ressaca das dificuldades e dos fracassos da vida. Caminhando sozinho/a, o/a discípulo/a fazem memória dos factos sem lhes encontrar sentido, curam feridas e mágoas, alimentam desilusões. Caminhando com Jesus, que toma a iniciativa de se lhes revelar como companheiro de viagem passa do desespero à esperança, da tristeza à alegria, da ausência de Deus ao sentido sua Presença iluminante.


O sentido da viagem, a reviravolta das atitudes são possíveis graças a presença de Jesus, cuja Palavra reacende o fogo do amor nos corações: o dom da sua pessoa, na partilha do Pão Eucarístico, dá novo sentido à vida e força para a caminhada. Eles retomam de imediato o caminho de regresso a Jerusalém, à comunidade cristã, prontos a fazerem o anúncio cristão, a “contarem o que lhes tinha acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão”. O anúncio que resulta da sua experiência reencontra-se com o anúncio da comunidade e da missão cristã: “na verdade, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão”.


À luz deste texto de Lucas, a vida cristã é apresentada como uma viagem com o Ressuscitado; e a missão cristã como testemunho da Sua Presença.


Palavra do Papa


Jesus ressuscitou, os discípulos de Emaús narraram a sua experiência: também Pedro afirma que O viu. Sucessivamente, o próprio Senhor aparece na sala e diz-lhes: «A paz esteja convosco!»… A alegria do encontro com Jesus Cristo… é contagiosa e clama o anúncio: é ali que a Igreja cresce! «A Igreja não se desenvolve por proselitismo, mas por atracção»; a atracção do testemunho daquela alegria que anuncia Jesus Cristo... Trata-se da alegria fundante! Sem esta alegria, sem este júbilo não se pode fundar uma Igreja! Não se consegue instituir uma comunidade cristã! É uma alegria apostólica, que se irradia, que se propaga.


Papa Francisco


Homilia na Igreja de Santo Inácio, Roma, 24-4-2014


No encalço dos Missionários


- 30/4: B. Maria da Incarnação Guyart Martin (1599-1672), primeira mulher missionária dos tempos modernos (da França ao Canadá), mística, fundadora – juntamente com alguns jesuítas – da Igreja canadiana.


- 30/4: S. José Benedetto Cottolengo (1786-1842), sacerdote de Turim; confiante na Divina Providência, fundou obras e Institutos para assistir as pessoas mais necessitadas e esquecidas.


- 1/5: S. José, Operário, que ensinou Jesus a trabalhar. Dia Mundial do Trabalhador.


- 2/5: S. Atanásio (295-373), bispo de Alexandria do Egipto e doutor da Igreja; foi perseguido e várias vezes expulso pelos heréticos arianos.


- 3/5: SS. Apóstolos Filipe de Betsaida e Tiago, o menor, primeiro bispo de Jerusalém.


- 3/5: B. Maria Leonia (Alodia) Paradis (1840-1912), religiosa canadiana, fundadora das Pequenas Irmãs da S. Família de Sherbrooke, no Quebeque (Canadá).


- 4/5: B. João Martino Moyë († 1793), sacerdote da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, missionário na China, fundador, falecido em Treviri (Alemanha).


- 6/5: S. Pedro Nolasco (†1245 em Barcelona), fundador juntamente com S. Raimundo de Peñafort e o rei Tiago I de Aragão, da Ordem da Mercede para o resgate e redenção moral dos escravos.


- 6/5: B. Francisco de Montmorency-Laval (1623-1708), missionário francês, bispo do Quebeque.


- 6/5: B. Rosa Gattorno (1831-1900), mãe de família e viúva, fundou em Piacenza o Instituto das Filhas de Santa Ana, que bem depressa (1878) partiram como missionárias para outros continentes.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»

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