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Palavra de Deus

Missão é partilhar a alegria do encontro e do banquete

XXXII Domingo do Tempo Comum - Ano A – Domingo 12.11.2017


 


Sabedoria 6, 12-16


Salmo 62


1Tessalonicenses 4, 13-18


Mateus 25, 1-13


 


Reflexões


«A experiência é um pente que a natureza oferece aos calvos». Este provérbio chinês, que soa como uma censura à superficialidade humana, quase uma mofa aos arrogantes, é uma das muitas mensagens que a sabedoria milenária dos povos, de todo o tempo e lugar, lança às futuras gerações, sob a forma de provérbios e axiomas. Também a Bíblia, sobretudo nos chamados livros «sapienciais», está cheia de mensagens de humanidade e de valores espirituais. Temos uma prova disso na I leitura de hoje. Quase a chegar ao termo do ano litúrgico e em proximidade das celebrações de Todos os Santos e de Todos os Fiéis Defuntos, a liturgia deste domingo propõe-nos o tema da «sabedoria», que se nos apresenta como sensatez, fruto da experiência, mas sobretudo como dom gratuito de Deus, que conduz à verdade sobre as pessoas e sobre as coisas. A sabedoria aparece muitas vezes como personificada: «Ela mesma procura por toda a parte os que são dignos dela» (v. 16) e senta-se à porta dos que a procuram desde a aurora (v. 14). Para todos os que anseiam a verdade e a sabedoria, vale a pena recordar o testemunho de um sábio da Índia: «A verdade é como uma grande árvore: quanto mais se a cultiva, mais frutos dá» (Mahatma Gandhi).


A Sabedoria, a Verdade em grau máximo, é o próprio Deus. É Ele o tesouro pelo qual a alma do salmista suspira como o sequioso em busca de água. O salmo responsorial exprime intensamente a alegria da procura e do encontro com Deus, dirigindo-se mais de 15 vezes (com pronomes e adjectivos) a um «Tu» muito concreto, amado e desejado. Este amigo de coração é o próprio Jesus, o esposo que hoje, na parábola das dez virgens (Evangelho), fala à sua esposa, a Igreja, no seio da qual algumas pessoas são insensatas e outras sábias. A parábola é rica de símbolos e de mensagens que devem ser entendidos no contexto bíblico: o simbolismo nupcial que indica a relação homem-Deus, os símbolos da vigília e do sono, a noite e a luz, o óleo, sensatez e insensatez, o atraso do esposo, a porta fechada, o banquete nupcial e outros símbolos.


A expectativa e o acolhimento do esposo, o Senhor Jesus, que chega a todo o momento, exige uma resposta pessoal e insubstituível, simbolizada também na disputa do azeite (pedido por algumas das virgens e recusado pelas outras), que cada um deve procurar na vida. A sabedoria é como um óleo que não é fácil distribuir: «é um óleo que produzimos a partir de nós mesmos, da nossa maceração interior, dos nossos sofrimentos, dos nossos amores…Nós devemos esforçar-nos para que este óleo não nos venha a faltar» (E. Balducci). É verdade que não podemos substituir-nos a ninguém na resposta ao Deus que chama e salva, mas podemos, ou melhor devemos partilhar com outros o dom da fé e do conhecimento de Cristo, que nos sustenta no caminho e que pode iluminar também outras pessoas que procuram a verdade de coração sincero.


Pela fé sabemos que o esposo que aguardamos e que chega durante a noite é Cristo, o qual nos convida a entrar no banquete da vida, a estar «para sempre com o Senhor» (II leitura, v. 17). Nós que somos confortados por esta esperança (v. 13-14.18), com sentido de responsabilidade missionária queremos que também para outros – para todos! – seja aberta a porta do banquete. Conscientes de que a porta é Cristo (Jo 10,9), anunciamo-lo como mestre e salvador, focalizando a mensagem missionária antes de mais sobre a Sua pessoa. (*) Isso nos é ensinado por um santo moderno, apaixonado por Cristo e pelos pobres: «O cristianismo não é uma doutrina abstracta: um conjunto de dogmas a acreditar, de preceitos e mandamentos. O cristianismo é Ele! Cristo no cristianismo não é uma devoção. Não é a principal devoção, nem sequer a devoção mais importante. Verdade basilar: o cristianismo é Cristo» (São Alberto Hurtado Cruchaga, jesuíta do Chile). O Reino, que Jesus proclama e personifica, é acima de tudo o encontro com Ele. O anúncio missionário tem sempre esta centralidade: é o convite ao banquete da Vida. Em Cristo. Para todos!


Palavra do Papa


(*) «No termo do Jubileu da Misericórdia, quis oferecer à Igreja o Dia Mundial dos Pobres, para que as comunidades cristãs se tornem, em todo o mundo, cada vez mais e melhor sinal concreto da caridade de Cristo pelos últimos e os mais carenciados… Convido a Igreja inteira e os homens e mulheres de boa vontade a fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo a nossa solidariedade. São nossos irmãos e irmãs, criados e amados pelo único Pai celeste… Desejo que, na semana anterior ao Dia Mundial dos Pobres – que este ano será no dia 19 de novembro, XXXIII domingo do Tempo Comum –, as comunidades cristãs se empenhem na criação de muitos momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta. Poderão ainda convidar os pobres e os voluntários para participarem, juntos, na Eucaristia deste domingo.


Papa Francisco


Mensagem para o Dia Mundial dos Pobres – 19 de Novembro de 2017, n 6 e 7.


No encalço dos Missionários


- 12/11: S. Josafat Kuncewicz (1580-1623) bispo de Vitebsk e de Polock na Polónia-Bielo-Rússia, protomártir da união dos greco-russos com a Igreja católica de Roma.


- 15/11: S. Alberto Magno (Colónia, (†1280), dominicano alemão, homem de paz, doutor da Igreja e patrono dos cultores de ciências naturais; soube unir entre si ciências humanas e estudos teológicos.


- 15/11: S. José Pignatelli (1737-1811), sacerdote jesuíta italiano, que, com santidade de vida e habilidade, se dedicou à restauração da quase extinta Companhia de Jesus.


- 15/11: B. Maria da Paixão (Elena) de Chappotin de Neuville (1839-1904), religiosa francesa, missionária na Índia, fundadora das Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria.


- 16/11: Dia Internacional da Tolerância, instituída pela ONU-UNESCO em 1995.


- 17/11: SS. Roque González, Afonso Rodríguez e João del Castillo, mártires jesuítas nas riduzioni do Paraguai (†1628), pelo seu empenho missionário na defesa e promoção dos indígenas. O famoso filme Missão reproduziu a sua epopeia.


- 17/11: Recordação da inauguração do Canal de Suez (Egipto, 1869), nova via de comunicação comercial e cultural entre os povos.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»

«Vai hoje!» Actualidade da missão

XXVI Domingo do Tempo Comum - Ano A - Domingo 1.10.2017


 


Ezequiel 18,25-28


Salmo 24


Filipenses 2,1-11


Mateus 21,28-32


 


Reflexões


Um pai, dois filhos, uma empresa familiar a levar adiante com o trabalho de todos, formando equipa, sem fugas… É o quadro que Jesus apresenta na parábola (Evangelho), com o convite-ordem a ir trabalhar na vinha. Ou seja, no crescimento do Reino de Deus no mundo. Volta aqui novamente a mensagem de domingo passado acerca do trabalho no campo de Deus, a conversão do coração, a gratuidade do amor e do serviço, a aceitação do plano de Deus Pai… O Senhor não se contenta com palavras, espera frutos: «Nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor” entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está no Céu» (Mt 7,21). A palavra de Jesus e a mensagem da parábola soam a um forte apelo à conversão, à coerência entre fé e obras. Um apelo que aparece claro nos repetidos debates-polémicas entre Jesus e os fariseus. Quando Mateus, algumas décadas após a morte e ressurreição de Jesus, escrevia estes textos, as comunidades cristãs eram já compostas principalmente por pessoas provenientes do paganismo, na medida em que a maioria dos filhos de Israel não tinha reconhecido em Jesus o Messias prometido, tinha por conseguinte recusado entrar na vinha. A profecia de Jesus já se tinha realizado: «Os publicanos e as mulheres de má vida irão diante de vós para o Reino de Deus» (v. 31). Esta palavra não dá acesso a um aumento de mérito ou a lugares melhores; indica apenas uma precedência na disponibilidade e abertura à novidade de Deus. A parábola assegura-nos que o nosso Pai bom não rejeita os atrasos, aceita as reconsiderações, acolhe até mesmo os que parecem mais indignos, se acreditam e se arrependem (v. 32). Pois Ele é um Deus muito especial, que revela a sua «omnipotência sobretudo com a misericórdia e o perdão» (Colecta).


Os dois filhos da parábola são dois povos (Israel e os pagãos), são dois corações com vicissitudes alternas, são duas faces da mesma moeda. Na realidade os dois filhos somos cada um de nós, com os nossos altos e baixos, as nossas incoerências, um misto de Sim e de Não, entre tempos de fidelidade e de fragilidade, conforme os momentos e as épocas da existência… Já no final do primeiro século cristão (há mais de 1900 anos!), Santo Inácio de Antioquia escrevia: «Mais vale ser cristão sem o dizer, do que dizê-lo e não o ser».


Face aos dois filhos da parábola com os seus Sim e Não, há um terceiro filho, que não somos nós: é Jesus, Filho do Pai, que conhece e realiza uma palavra apenas: o Sim de Deus para a salvação da humanidade (cf. 2Cor 1,19; Mt 11,16). O grandioso hino cristológico na carta de Paulo aos Filipenses (II leitura) é uma contemplação orante perante o mistério de Cristo Jesus: Ele é Deus como o Pai e o Espírito, mas esvazia-se, despoja-se, faz-se servo obediente, humilha-se até à morte de cruz. Mas Deus eleva-o acima de todos, pelo que toda a língua proclama que «Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai» (v. 11). Cristo não procurou o seu próprio interesse, mas o de todos nós (v. 4): Ele, o Missionário do Pai, deu a vida por todos; portanto, cada cristão, cada missionário é chamado a seguir o seu exemplo, assumindo os seus mesmos sentimentos (v. 5): amor, humildade, dedicação. Ele é o caminho da missão.


A ordem do pai aos filhos é clara: «Filho, vai hoje trabalhar na vinha» (v. 28). Esta cena agrícola liga-nos a um outro convite de Jesus, a tratar da messe já madura: «Levantai os olhos e vede os campos que estão doirados para a ceifa» (Jo 4,35). Trata-se de uma messe abundante, para a qual, infelizmente, os operários são poucos (cf. Mt 9,37). A ordem é clara e plenamente actual: «Filho, vai hoje…» É uma ordem para o nosso tempo. É para hoje! Na proximidade do Outubro missionário e do Dia Mundial das Missões, é fácil identificar a vinha da parábola com o mundo das missões, onde o trabalho para o anúncio do Evangelho é notoriamente imenso, ao mesmo tempo que as forças disponíveis – pessoas e meios – são exíguas. A ordem de Jesus liga-se ao convite que o sacerdote dirige aos fiéis no final da Missa: ide em paz realizar a vossa missão. Em latim dizia-se: «Ite, missa est», que equivale a dizer: «Ite, missio est»; ou seja: «Ide, é hora da Missão!» (*)


Também o apóstolo Paulo recebeu, um dia, o mandato de Jesus: «Vai... aos gentios». Desde aquele momento, a sua resposta foi sempre e só um sim, para toda a vida, para levar o evangelho aos povos. Diante da tarefa missionária, que é de todos os cristãos, cada um é chamado a responder com responsabilidade. A esta responsabilidade apelava o profeta Ezequiel (I leitura) com o convite a agir rectamente e com justiça, afim de se viver e não morrer (v.27-28). O apelo de Jesus a trabalhar na sua vinha é urgente, para o bem da humanidade que sofre e anela pela redenção. Cristo espera de cada um uma resposta pessoal, livre e consciente.


Palavra do Papa


(*) «Jesus Cristo que incessantemente nos envia a anunciar o Evangelho do amor de Deus Pai, com a força do Espírito Santo. Este Dia convida-nos a refletir novamente sobre a missão no coração da fé cristã. De facto a Igreja é, por sua natureza, missionária; se assim não for, deixa de ser a Igreja de Cristo, não passando duma associação entre muitas outras, que rapidamente veria exaurir-se a sua finalidade e desapareceria.»


Papa Francisco


Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2017


No encalço dos Missionários


- 1/10: S. Teresa do Menino Jesus (1873-1897), carmelita do convento de Lisieux (França), doutora da Igreja; padroeira principal das Missões. É filha dos BB. Luís Martin (1823-1894) e Zeida Maria Guérrin (1831-1877), casal francês, beatificado a 19/10/2008 em Lisieux.


- 1/10: B. João de Palafox e Mendonza (1600-1659), espanhol, bispo de Puebla de los Angeles (México), vice-rei e visitador apostólico, depois bispo de Osma (Espanha). Figura poliédrica de pastor, estudioso, administrador, protector dos índios.


- 1/10: Dia Internacional do Idoso (ONU-OMS, 1990).


- 2/10: B. João Beyzim (1850-1912), sacerdote jesuíta da Volinia (Ucrânia), missionário entre os leprosos em Fianarantsoa (Madagáscar).


- 2/10: Dia Internacional para a Não-violência, estabelecido pela ONU (2007) no dia do nascimento de Gandhi (2-10-1869).


- 3/10: BB. Ambrósio Francesco Ferro, sacerdote, e 27 companheiros mártires (†1645) nas margens do rio Uruaçu (Natal, Brasil).


- 4/10: S. Francisco de Assis (1182-1226), amante de Cristo pobre, fundador da família franciscana, missionário entre os muçulmanos; enviou grupos de frades a evangelizar em diversas partes.


- 4/10: S. Francisco Saverio Seelos (1819-1867), sacerdote redentorista alemão, missionário em várias regiões dos USA, falecido com febre-amarela em New Orleans, Louisiana.


- 5/10: SS. Froilano e Attilano, bispos espanhóis do século X, que deixaram a vida eremítica para se dedicarem à evangelização das regiões libertadas do domínio dos árabes muçulmanos.


- 5/10: S. Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa polaca, destinatária de revelações especiais sobre a «Divina Misericórdia»: uma devoção que teve uma rápida difusão mundial.


- 5/10: Evocação de Annalena Tonelli (1943-2003), leiga missionária italiana no Quénia e Somália durante 30 anos, assassinada em Borama (Somália) por um desconhecido. Eis algumas das suas palavras: «Fiz uma escolha de pobreza radical». - «Um dia o bem triunfará».


- 6/10: S. Bruno (Alemanha 1030-1101 Itália), professor de teologia, depois eremita, fundador da “Grande Chartreuse” (Grenoble), promotor da vida monástica, eremítica e cenobítica.


- 6/10: B. Maria Rosa (Eulália) Durocher (1811-1849), canadiana do Quebeque, fundadora.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»


 

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