PJuvenil Multimédia Palavra de Deus Oração em Missão Antigos Alunos

» Favoritos

» Recomendar

» Imprimir

» Fale Connosco

Revista Além-mar Revista Audácia Jornal Família Comboniana Exposição Missionária Virtual Facebook RSS
Indique o seu e-mail:
Utilizador:
Password:
 

Palavra de Deus

A Igreja missionária grita hoje no deserto do mundo

II Domingo de Advento: Ano C – 9.12.2018


 


Baruc 5,1-9


Salmo 125


Filipenses 1,4-6.8-11


Lucas 3,1-6


 


Reflexões


O evangelista Lucas inicia em grande, como historiador atento que é aos factos (Evangelho): enquadra a aparição pública de João o Baptizador e de Jesus de Nazaré no contexto histórico-geográfico do tempo. Com sobriedade e precisão, cita bem sete figuras contemporâneas do acontecimento (v. 1-2). Também aqui o número sete tem um significado simbólico: indica a totalidade. Mencionando as sete pessoas e as suas funções, Lucas pretende indicar que toda a história – pagã e judaica, profana e sagrada – está implicada nos acontecimentos que está para narrar. São factos que dizem respeito a toda a família humana com as suas instituições e estruturas religiosas e civis.


O acontecimento é que «a Palavra de Deus é dirigida a João, filho de Zacarias, no deserto» (v. 2), nas margens do rio Jordão, com uma mensagem de «conversão para o perdão dos pecados» (v. 3). Lucas, com os documentos na mão, pretende garantir aos seus leitores que a salvação de Deus se realiza num tempo, num lugar, com um programa bem definidos. Confirma-se aqui a intenção do evangelista, já expressa no seu prólogo: «investigar cuidadosamente», para «pôr por escrito», a fim de que o leitor «possa reconhecer a solidez da doutrina» (Lc 1,3-4). O Evangelho de Jesus é baseado em factos concretos, transmitidos por testemunhas oculares e credíveis; não há lugar para invenções humanas, ou projecções psicológicas.


A salvação de Deus realiza-se no interior da história humana, não fora dela; não se sobrepõe à história, mas insere-se nela, mesmo se a transcende. Como o sal. Com a força da semente e do fermento. Como um fermento de vida nova. É exactamente isso que Jesus fez e o que os cristãos são chamados a fazer no mundo (cf. a Carta a Diogneto). João Baptista preanuncia-o com as palavras dos profetas Isaías e Baruc (I leitura), que tomam corpo naquele preciso contexto geográfico. João prega no deserto, lugar bíblico, mais do que geográfico; lugar e tempo de fortes experiências espirituais (vocação e aliança, tentações e fidelidade…), que o povo eleito tem de reviver continuamente. João Baptista prega nas margens do Jordão: o rio que é preciso atravessar (rito do Baptismo) com uma mudança de mentalidade e de vida (conversão), para entrar na terra prometida. Percorrendo não mais caminhos escabrosos e tortuosos (símbolos bíblicos de soberba, arrogância, prepotência, injustiças…), mas um caminho de conversão interior, aplanado e endireitado (v. 4-5). Paulo oferece uma ulterior descrição da vida nova em Cristo (II leitura): repleta de caridade, de integridade moral, de empenho na difusão do Evangelho (v. 5.9).


A salvação de Deus é para todos, insiste João Baptista, citando Isaías: «Toda a criatura verá a salvação de Deus» (v. 6). Todo o homem, toda a carne, ou seja a pessoa toda na sua fraqueza e fragilidade terá a salvação de Deus. Uma salvação que Deus oferece a todas as pessoas, sem exclusões. Uma salvação que o homem não pode produzir por si mesmo, mas que lhe vem de fora: somente de Deus! O escritor russo Alexandre Soljenitsyn descreve assim a incapacidade radical do homem relativamente à sua salvação: «Se alguém está a afundar-se num pântano, não se salva puxando pelos seus cabelos». É preciso uma mão de fora: a mão de Deus; e a mão dos amigos de Deus! O tempo de Advento, tempo da expectativa da humanidade, convida-nos a pensar e a trabalhar pelos inúmeros povos que ainda não conhecem o Salvador que vem.


A mão amiga de Deus revela-se muito patente na presença materna de Maria Imaculada (8/12), tão próxima de Deus e da família humana; como também se manifesta no título de Nossa Senhora de Guadalupe (cf. calendário 12/12). Deus manifesta-se também através da mão amiga dos cristãos, mão estendida para ajudar quem quer que tenha necessidades materiais ou espirituais. Hoje, herdeira de João Baptista, é a Igreja missionária que grita no deserto do mundo: «Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas!» (v. 4).


Anunciar Cristo é tarefa permanente dos cristãos, porque Cristo e o seu Evangelho é o tesouro mais precioso dos cristãos; um bem a partilhar com toda a família humana, como repete o Papa Bento XVI. (*). Porque esta Boa Nova não é apenas uma Palavra, mas é uma Pessoa, o próprio Cristo, ressuscitado, vivo! Ele que muda a nossa vida, conferindo-lhe o sentido pleno e verdadeiro.


Palavra do Papa


(*) «Que bem-vindos são os pés dos que anunciam as boas novas!» (Rm 10, 15). Estas palavras são um convite a darmos graças pelo dom da fé que recebemos destes mensageiros… A missão precisa de novos mensageiros, ainda mais numerosos, ainda mais generosos, ainda mais jubilosos, ainda mais santos. E somos chamados, todos e cada um de nós, a ser este mensageiro que o nosso irmão de qualquer etnia, religião, cultura espera, muitas vezes sem o saber. De facto, como poderá este irmão acreditar em Cristo – pergunta-se São Paulo –, se a Palavra não for ouvida nem proclamada?».


Papa Francisco


Homilia em Bangui (República Centro-Africana), 30 de Novembro de 2015


No encalço dos Missionários


- 9/12: S. Juan Diego Cuauhtlatoatzin (†1548), indígena do México, ao qual apareceu Nossa Senhora de Guadalupe (1531) sobre as colinas do Tepeyac.


- 10/12: Dia Mundial dos Direitos Humanos (ONU, 1948).


- 12/12: Festa de Nossa Senhora de Guadalupe, que apareceu sobre as colinas do Tepeyac no México (1531) ao indígena Juan Diego, com uma mensagem de esperança, nos inícios da evangelização da América: «Não temas. Não estou eu aqui que sou tua mãe?»


- 14/12: S. João da Cruz (1542-1591), sacerdote carmelita espanhol, místico e doutor da Igreja, reformador da Ordem do Carmelo juntamente com S. Teresa de Ávila.


- 14/12: S. Nimatullah Youssef Kassab Al-Hardini (1808-1858), sacerdote maronita libanês, homem ascético, dedicado ao estudo e à atividade pastoral.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»


 

Advento: tempo de esperança e de Missão

I Domingo de Advento: Ano C – 02.11.2018


 


Jeremias 33,14-16


Salmo 24


1Tessalonicenses 3,12.13-4,2


Lucas 21,25-28; 34-36


 


Reflexões


A boa-nova de Jesus, hoje, no início do ano litúrgico, vem iluminar três situações da existência humana e cristã: a realidade em que vivemos, a resposta da fé, o percurso do cristão.


1. O evangelista Lucas – que será nosso companheiro de viagem no novo ciclo litúrgico – usa expressões carregadas (Evangelho) ao apresentar a situação real da humanidade «oprimida por tantos males» (oração colecta): fala de angústia, ansiedade, agitação, morte, medo, perturbação… (v. 25-26). São males que não se referem directamente ao fim do mundo, mas à situação actual da humanidade, com todas as suas formas de negatividade, provocadas sobretudo pelo pecado, que contamina todas as relações humanas: com Deus, consigo mesmos, com os outros, com o cosmos.


2. A humanidade, mergulhada no mal e no pecado, é incapaz de se salvar a si mesma, precisa de um Salvador que venha de fora. Jesus, Filho de Deus e Filho do homem, é o Salvador que vem. Tem o poder de Deus para debelar qualquer mal do mundo (v. 27). Não há, na verdade, nenhum mal, caos ou situação negativa que sejam mais fortes do que Ele. Esta é a boa-nova: a libertação do mal é possível, melhor está próxima. Basta olhar para Ele com confiança. «Erguei-vos e levantai a cabeça» (v. 28). O Senhor que vem tem a pujança do rebento que brota (I leitura), da vida que se renova, de um mundo novo. A vinda do Senhor é sempre boa-nova; Ele só tem «promessas de bem» (v. 14).


3. Este sonho de Deus é possível com uma condição (Evangelho): há um percurso a fazer de vigilância e de oração (v. 36), para que o coração não se torne pesado pela dispersão e preocupações da vida (v. 34); para se comportar de modo a agradar a Deus (II leitura); para «crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos» (v. 12). Os textos litúrgicos deste domingo contêm um vigoroso convite à vigilância, à oração e à esperança, que são atitudes típicas do tempo do Advento. A expectativa do Senhor que salva não será uma ilusão, será satisfeita. A Sua vinda – em cada dia e particularmente no Natal – é sempre uma surpresa grata, certa, alegre.


A liturgia faz-nos viver na expectativa do Senhor Jesus que vem e que voltará, fazendo-nos reviver eficazmente a Sua primeira vinda no Natal: É esta, de facto, a força especial dos sacramentos da Igreja, que tornam presente em cada dia os mistérios cristãos que tiveram lugar no passado. Deste modo, a história é totalmente recuperada e torna-se história de salvação no hoje de cada cristão. Para isso é preciso que a expectativa se torne atenção ao Senhor que vem; ou seja, preparação paciente de um coração bem-disposto e purificado, sensível às necessidades dos outros, pronto a partilhar com outros a sua experiência de Jesus Salvador.


Nós, os cristãos, que já acreditamos em Cristo, sabemos quem é o Salvador que vem, ao passo que os não-cristãos – que são ainda a maior parte da humanidade (cerca de dois terços) – aguardam ainda o primeiro anúncio de Cristo Salvador. Por isso, o Advento é um tempo litúrgico muito propício para despertar nos cristãos a consciência da responsabilidade missionária. Já o Recomendava o Papa Pio XII (*) há mais 50 anos, convidando à oração e ao empenho missionário, especialmente durante o Advento, que é o tempo da expectativa da humanidade.


Palavra do Papa


(*) «Desejamos que por esta intenção (missionária) se reze mais e com mais iluminado fervor… Pensamos sobretudo no tempo de Advento, que é o tempo da expectativa da humanidade e dos caminhos providenciais de preparação à salvação… Rezai pois, rezai mais. Lembrai-vos das imensas necessidades espirituais de tantos povos ainda tão distantes da verdadeira fé, ou tão privados de meios para perseverarem nela».


Pio XII


Encíclica Fidei Donum, 21.4.1957


No encalço dos Missionários


- 2/12: 1º Domingo de Advento, tempo missionário para pensar nos povos que ainda esperam o primeiro anúncio de Cristo Salvador


- 2/12: B. Liduina Meneguzzi (1901-1941) religiosa das Selesie de Pádua, missionária na Etiópia, falecida em Dire Dawa.


- 2/12: Recordação do primeiro lançamento da agência de imprensa missionária Misna (1997).


- 3/12: S. Francisco Xavier (1506-1552), sacerdote jesuíta espanhol, missionário na Índia e no Japão, falecido na ilha de Son-Choan, às portas da China. É Patrono principal das Missões.


- 3/12: O Papa Gregório XVI promulgou (1839) uma bula para condenar o comércio dos escravos e excomungar aqueles que nele participavam.


- 4/12: B. Adolgo Kolping (1813-1865), sacerdote alemão, “pai dos trabalhadores artesãos”; promoveu a formação e as associações dos jovens trabalhadores.


- 5/12: B. Filipe Rinaldi (1856-1931), terceiro sucessor de S. João Bosco à frente da Sociedade Salesiana, à qual deu um forte impulso missionário ad gentes.


- 5/12: Dia Internacional do Voluntariado.


- 6/12: S. Nicolau (ca. 250-326), bispo de Myra, Patrono de Bari, santo popular pelos presentes natalícios; patrono das crianças, dos jovens, dos farmacêuticos, comerciantes, navegadores, pescadores, perfumistas.


- 6/12: B. Pedro Pascual (ca. 1225-1300), mercedário espanhol, bispo de Jaén, evangelizador em Espanha e Portugal; foi martirizado por muçulmanos em Granada.


- 7/12: S. Ambrósio (339-397), bispo de Milão, doutor, defensor e organizador da Igreja, professor de S. Agostinho.


- 7 e 8/12: Aniversário de importantes documentos missionários: decreto conciliar Ad Gentes (7.12.1965); Evangelii Nuntiandi de Paulo VI (8.12.1975); Redemptoris Missio de João Paulo II (7.12.1990).


- 8/12: Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, Mãe de Cristo Salvador.


- 8/12: 53º aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II.


- 8/12: S. Narcisa de Jesus Martillo Morán (1832-1869), nasceu e viveu no Equador e faleceu em Lima (Peru), leiga, da ordem terceira dominicana, dedicada à oração, à penitência e ao serviço dos necessitados.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»


 

Aqui seguimos para o arquivo.

Arquivo.