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Cadeia de fornecimento de cobalto envolve trabalho infantil

17 de Novembro de 2017

Novo relatório da Amnistia Internacional revela que baterias usadas pelas gigantes mundiais podem estar ligadas à exploração de trabalho infantil na República Democrática do Congo (RDC).


O estudo Time to Recharge (Hora de recarregar) aponta que grandes empresas de produtos eletrônicos e de veículos elétricos não fazerem o esforço necessário para impedir que abusos de direitos humanos ocorram em suas cadeias de fornecimento de cobalto.


Apesar de algumas das empresas avaliadas terem feito progressos, outras continuam a fracassar na tomada até das medidas mais básicas, como investigar sua cadeia de fornecedores na República Democrática do Congo (RDC).


“Nossas investigações iniciais descobriram que cobalto minerado por crianças e adultos na RDC, em condições horríveis, está entrando nas cadeias de fornecedores de algumas das maiores marcas mundiais. Quando abordamos estas empresas, nos chamou a atenção perceber que algumas não faziam sequer as perguntas mais básicas sobre a origem do cobalto que usam nos seus produtos”, recorda a chefe do departamento de Empresas e Direitos Humanos da Anistia Internacional, Seema Joshi.


A pesquisadora frisa que “ao fim de quase dois anos, algumas das mais ricas e poderosas empresas do mundo continuam a dar desculpas por não investigarem suas cadeias de fornecedores”. “E até aquelas que já começaram a investigar, não revelam os riscos e abusos de direitos humanos que detectaram. Se as empresas não sabem de onde vem o cobalto que usam, seus clientes também não saberão”, critica.


“Este é um momento de mudança crucial. Com o aumento da procura por baterias recarregáveis, as empresas têm a responsabilidade de provar que não estão lucrando com a miséria de mineiros trabalhando em condições terríveis na República Democrática do Congo. As soluções de energia do futuro não podem ser construídas em cima de abusos de direitos humanos”, prossegue Seema Joshi.


“As soluções da energia do futuro não podem ser construídas em cima de abusos de direitos humanos”, destaca Seema Joshi.


Mais da metade do cobalto produzido no mundo inteiro vem da RDC e 20% dele é minerado à mão. Este minério é um componente chave das baterias de iões de lítio.


Nenhuma das empresas identificadas no relatório está tomando medidas adequadas para cumprir os padrões internacionais – ainda que todas as 29 empresas analisadas tenham conhecimento que riscos e abusos de direitos humanos estão intrinsecamente ligados à mineração de cobalto na RDC.

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