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Etiópia, onde as combonianas dão uma nova vida às jovens mães

15 de Novembro de 2017

Amina (o nome é de fantasia, ndr) é uma das mães que encontrou uma nova vida na "Casa Refúgio Emmaús" de Addis Abeba. Como ela, muitas outras mulheres que fugiam da violência familiar renasceram graças ao trabalho das combonianas. Missionárias como a irmã Angela Mantini, que está na Etiópia desde 1974 primeiro como professora e depois na gestão econômica. A irmã Mantini vive numa comunidade com três outras religiosas: duas freiras nativas, Manna e Lidia, e Purificación de origem espanhola.


A capital, como todos os grandes centros urbanos, tem de lidar com uma imigração maciça de jovens provenientes das áreas rurais. "Procuram trabalho e bem-estar, mas correm o risco de entrar nas redes da droga, da prostituição e da exploração". A "Casa Refúgio Emmaús" é a resposta a duas perguntas: "O que podemos fazer pelas mulheres em dificuldades? O que podemos fazer para evitar a emigração para os países árabes e para a Europa?" "Em 2012 – conta a irmã Angela – começámos a colaborar com o projeto Nigat, administrado pelos voluntários leigos salesianos que fizeram um acordo com o governo. Na prática, acolhemos as jovens mães por três ou quatro meses. Depois elas são incluídas no Nigat onde são formadas para alcançar uma autonomia total após deixar o ‘Shelter’ (a fase do abrigo).


A cada ano, são cerca de 20 mães que vivem em estreito contato com as irmãs "em um ambiente sereno e protegido, onde não se sentem nem ameaçadas nem muito menos julgadas". Caminham com a certeza de ter um companheiro de viagem, Jesus, que não as abandonou e não as abandona. Assim conseguem superar "o choque sofrido devido a violências de todo tipo e à rejeição do parceiro, da família e da sociedade". Em Emmaús encontram uma estrutura, reconhecida pela realidade local, que lhes oferece uma segunda oportunidade. As irmãs também estão pensando em acolher outras jovens, utilizando outras estruturas e envolvendo pessoal qualificado.


A Congregação, que segue os passos de São Daniel Comboni, é muito ativa no país. Além da experiência da "Casa Refúgio", as combonianas mantêm uma escola de ensino médio e promovem cursos de hotelaria em Hawassa. A Igreja desempenha um papel importante no campo social; em particular "está empenhada na educação e na saúde com escolas, hospitais e outros projetos reservados às mulheres". A par disso, há todo o trabalho dedicado à paz e ao desenvolvimento social, que encontra também uma boa colaboração por parte dos ortodoxos, dos protestantes e dos muçulmanos. "Os líderes das diferentes religiões não deixam de fazer ouvir a sua voz em favor da justiça e da não-violência numa nação que reúne no seu interior etnias, culturas e línguas diversas".


Tendencialmente, como salienta a irmã Angela, as relações diárias e concretas com as outras religiões são boas: "Todos compartilham as mesmas estruturas educacionais e de saúde e colaboram em nível social. Todos os líderes religiosos se empenham por uma convivência pacífica, mas este deve ser um compromisso que diz respeito a todos, não apenas às Igrejas, se a Etiópia quer continuar a viver sem conflitos". Num Estado "muito complexo e com profundas diversidades internas (basta pensar que se falam 80 línguas diferentes)", a Igreja continua a proclamar o Evangelho e a testemunhar a paz.


PUBLICADO EM 12/11/2017


LUCIANO ZANARDINI


ADDIS ABEBA


Traduzido por Orlando Almeida

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