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Comboni: Único, surpreendente, desconcertante

09 de Outubro de 2018

Único, surpreendente, desconcertante. E acrescentemos de uma vez: ele não agüenta roupas pré-confeccionadas. Não adianta ficar cortando e costurando… ele sufocaria dentro delas. Ele é assim. É o seu jeito. Qualquer medida é estreita para ele. E não dá para fazer nada, se com ele todos os esquemas furam. O próprio Pio IX entendeu isso de cara, mas mesmo assim não hesitou em lhe conceder sua total confiança, entregando-lhe a missão do vicariato de Cartum, na África Central. Seus biógrafos também sabem muito bem disso: por mais que tenham tentado defini-lo, tiveram sempre de lidar com uma roupagem de papel incapaz de cobrir a sua figura sem medidas. “Ilimitadamente fiel à Igreja”, disseram; “mas também capaz de viver sua fidelidade ilimitada com uma liberdade igualmente ilimitada”. “Homens como ele são contemporâneos do futuro”, escrevia Jean Guitton. É verdade. Pois Daniel Comboni, ou melhor, São Daniel Comboni, o apóstolo da África, realmente pertence às fileiras das grandes almas que nunca cessarão de desconcertar e envolver, de desarmar e fascinar.


Basta abrir suas cartas para ter uma idéia de tudo isso e encontrá-lo, sem filtros, vis-à-vis. Pois, bem ali, no seu epistolário, está o Comboni inteiro. Ao vivo. Autêntico. Com seu temperamento sangüíneo, forte e extremamente humano, sua personalidade desconcertante e ao mesmo tempo muito distante de qualquer culto à personalidade, suas grandes intuições e sua coragem audaciosa, sua determinação e seu abandono, sua diplomacia experimentada e sua simplicidade desarmante.


O livro que reúne Os escritos de Comboni tem mais de 2.200 páginas. Lá estão amontoadas 900 cartas. E é preciso explicar que são poucas, em relação às que escreveu. É só pensar que ele mesmo, quando escreve ao bispo de Verona, o cardeal Luigi di Canossa, em 21 de maio de 1871, assegura que do início do ano até aquele momento havia escrito 1.347 cartas, e dois anos depois confessa: “Tenho mais de 900 cartas para escrever. São tantos os relacionamentos com benfeitores insignes, que é preciso que eu os cultive…”. Esse epistolário monumental, escrito quase sempre roubando o tempo do sono, com os meios providenciados pela sorte, sob o sol escaldante do deserto ou em cabanas encharcadas de chuva, é o documento precioso de uma paixão inesgotável, de uma vida inteiramente consumida na missão pelo resgate “da nigrícia infeliz”, obra da qual ele foi um pioneiro, à frente de seu tempo. “Só tenho no coração o único e puro bem da Igreja, e pela saúde destas almas daria cem vidas se as tivesse”, escreve; “e certamente, a passos lentos e seguros, caminhando sobre espinhos, chegarei a começar estavelmente e a plantar a obra idealizada da regeneração da nigrícia, que todos abandonaram, e que é a obra mais difícil e escabrosa do apostolado católico”.


Leia aqui o texto completo de Stefania Falasca.

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