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Um ano inteiro

04 de Outubro de 2018

A partida de um missionário lembra-nos que a fé não é só para nós e para os nossos vizinhos. Jesus foi muito claro: é para levar até aos confins da Terra!


Fiquei surpreendido – agradavelmente! – por estas palavras que os nossos bispos de Portugal escolheram como lema deste ano missionário que vai de Outubro de 2018 a Outubro de 2019: «Todos, tudo e sempre em Missão». 


A ideia inicial era mesmo um ano missionário, quando começámos a pedi-lo ao Papa Francisco, mas depois pensámos melhor: «Vamos pedir-lhe um mês especial, de modo que em toda a Igreja possam viver este momento missionário particularmente intenso. Depois, onde houver maior capacidade de organização, ou maior entusiasmo, podem sempre organizar um ano inteiro.»


Em Portugal, foi assim mesmo: no dia de Pentecostes de 2018 (era o dia 20 de Maio), os nossos bispos, reunidos em Fátima, lançaram o convite a todas as comunidades da Igreja em Portugal no sentido de celebrarmos e vivermos juntos um ano inteiro, a caminho do tal Outubro missionário especial de 2019.


Na mensagem que enviaram a todas as nossas paróquias e comunidades, os bispos dizem que precisamos mesmo de trazer o dinamismo missionário para dentro da vida quotidiana das nossas paróquias, dos nossos grupos e movimentos. E não é só coisa para os mais crescidos: todos somos convidados a participar activamente neste processo.


As palavras dos nossos pastores lembram-me a palavra do Papa Francisco quando diz que é preciso fazer uma «renovação missionária de toda a vida da nossa Igreja».


Uma obrigação para impor a todos? Não, não teria sentido. Até porque quem anuncia a sua fé só por obrigação não convence ninguém. É por isso que os bispos dizem que este projecto precisa de começar no «encontro pessoal com Cristo». Só quando experimentarmos a alegria que Cristo traz à vida de cada um de nós, e como Ele consegue criar nos nossos grupos e comunidades um tipo de união que é mais forte do que as nossas diferenças, sejam elas quais forem, só então é que nos sentimos chamados a «colocar a missão no coração da Igreja»; só então sentiremos também nós a alegria e a necessidade pessoal de comunicar aos outros a alegria e a esperança que encontrámos.


Quando uma comunidade cristã tem lá dentro um bom grupo de gente – adultos, jovens, e até crianças, que vivem este tipo de experiência, então vem natural querer fazer de todas as actividades da Igreja uma ocasião de partilhar essa vida nova com os outros. A missão é isso mesmo.


Aí, alguém pode perguntar: mas então, se todos somos missionários, ainda precisamos dos missionários? Homens e mulheres que deixam a sua terra e a sua gente para irem anunciar Cristo em outras terras, a outros povos? Precisamos sim! Noutra ocasião falarei mais deste tema. Por agora digo só que a partida de um missionário lembra-nos que a fé não é só para nós e para os nossos vizinhos. Jesus foi muito claro: é para levar até aos confins da Terra!


E mais: quando vem até nós uma missionária ou um missionário de culturas diferentes da nossa, ajudam-nos a distinguir melhor o que, na vida das nossas comunidades locais, vem da nossa cultura e tradição e o que é o verdadeiro coração da mensagem de Cristo que se pode viver de maneira diferente em cada cultura.


Para já, mãos à obra: Todos, Tudo e Sempre em Missão.


Fernando Domingues, Missionário comboniano - Além-Mar, outubro de 2018

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