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Rep. Centro-Africana: A vida após o massacre na paróquia de Nossa Senhora de Fátima

28 de Junho de 2018

"Continuamos a celebrar a missa, mas quando o fazemos, todo o perímetro da paróquia é cercado por soldados armados. Apesar do medo, as pessoas têm muita fé e continuam a ir à igreja”, refere o padre que sobreviveu ao massacre de 1 de maio de 2018 na paróquia de Nossa Senhora de Fátima, em Bangui, na República Centro-Africana. Trinta pessoas morreram no ataque.


A paróquia tem uma população de cerca de 50.000 pessoas. Todos os domingos na missa, participam entre 2.000 e 2.500 pessoas.


O Serviço de Informação Religiosa (SIR) entrevistou o padre Moses Otii Alir, 38 anos, missionário comboniano de Kotido, Uganda, pároco de Nossa Senhora de Fátima desde 2013.


O padre Moses viu seus paroquianos morrerem diante de seus olhos. Sete pessoas morreram no local, outra não resistiram aos ferimentos e no final do dia havia 30 mortos. Mais de cem feridos. Entre os mortos, estava também o padre Albert Toungoumalé-Baba, de 70 anos, que era o líder local da Comissão de Justiça e Paz. Foi morto com um tiro na cabeça.


“Quando ele percebeu o que estava acontecendo, ele me disse: Moses, devemos continuar a missa. Essas foram suas últimas palavras”, refere o padre comboniano.


Ao ser questionado sobre como está a situação hoje, Moses indica que “é muito ruim”, mas que a fé os faz seguir em frente: “No rescaldo do ataque, encontrei os fiéis e juntos decidimos continuar as atividades. No domingo, 3 de junho 400 meninos, entre 12 e 14 anos, receberam os sacramentos do Baptismo e Primeira Comunhão. No Pentecostes, houve as confirmações de 103 meninos. Entre eles também um jovem de 19 anos que foi ferido na perna durante o ataque no dia 1 de maio”.


Onde essas pessoas encontram força para continuar?


“Sua força vem da fé e da Igreja. Eles entenderam que não podem esperar nada de grandes organizações internacionais. Eles têm fé em Deus e confiam na Igreja, porque estamos ali, presentes ao lado deles. Nós, no dia seguinte ao ataque, não fugimos, ficamos lá entre as pessoas. E as pessoas vêem e vivem isso. Todos os dias, centenas de pessoas chegam às 15h30 na igreja para rezar pela paz e pelo país”, responde o padre sobrevivente.


A entrevista completa, em italiano, está disponível na página web do SIR.

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