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Papa pede intervenção internacional para ajudar o Iémen

18 de Junho de 2018

O Papa Francisco apelou à intervenção da comunidade internacional para ajudar a população do Iémen, “esgotada por anos de conflito”.


“Apelo à comunidade internacional para que não poupe esforços no objetivo de levar com urgência à mesa de negociações as partes em causa, para evitar um agravamento da já trágica situação humana”, disse Francisco após o Angelus de domingo, 17 de junho.


Um padrão político destrutivo mergulhou o Iémen na pobreza e desolação profunda. Desde 2015, o país da península da Arábia é devastado pela guerra, que já deixou 22 milhões de pessoas em necessidade imediata de assistência humanitária.


Maior crise humana


Partes em conflito continuam no caminho destrutivo que há três anos afunda o Iémen.


Um número recorde de 22,2 milhões de pessoas, cerca de 75 % da população, precisa de ajuda humanitária no Iémen. Existem dois milhões de deslocados e foram detectados 1,1 milhões de casos de cólera.


O país da península da Arábia tornou-se a «maior crise humana causada pelo ser humano», alerta o OSESGY, gabinete do enviado especial das Nações Unidas para o Iémen.


As partes do conflito «continuam no caminho destrutivo de políticas que afundaram o país em mais pobreza e destruição», denuncia Ould Ahmed, que afirma ser «claro que os fundos que deviam contribuir para pagar salários, manter serviços básicos e estimular a economia estão a ser usados para financiar a guerra».


O até agora enviado especial está «seriamente preocupado com os relatos de várias organizações humanitárias sobre o recrutamento de milhares de crianças-soldados» e com «as mulheres iemenitas que são quem sofre os piores efeitos do conflito». Ould Ahmed avisa ainda que «existem notícias diárias sobre a morte de civis devido à pobreza, à fome ou às doenças, mas não se deve esquecer que políticos de ambos os lados estão a lucrar com este conflito», denuncia.


Também o director de operações do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) considera que «depois de três anos de conflito, as condições no país são catastróficas. As vidas das pessoas continuam a ser desfeitas e a fome a ser uma ameaça real», diz John Ging. Por sua vez, William Spindler, porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (UNHCR) aponta que «há relatos crescentes de extorsão, tráfico e deportação».


Solução política


«Precisamos de um processo político sério para levar a uma solução política, porque nunca houve uma solução humanitária para qualquer crise humanitária», esclarece António Guterres, que pede acesso irrestrito a todos os lugares dentro do país para que os recursos humanitários alcancem as pessoas necessitadas.


Entretanto, «civis estão sob ataque por todos os lados, uma vez que os Houthis e forças afiliadas realizam ataques com atiradores e bombardeios indiscriminados e a coligação liderada pela Arábia Saudita continua a conduzir ataques aéreos», resume Zeid Al-Hussein, alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (OHCHR).


Esta situação no Iémen deixa um dos seus piores impactos nos três milhões de crianças nascidas no país desde que o conflito se iniciou. Uma geração inteira que cresce sem nada viver além da violência, vedado que lhe está o acesso a água potável, saneamento básico, cuidados médicos e educação escolar.

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