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O mundo tem necessidade de cristãos com coração de filhos

20 de Junho de 2018

"Deus me impõe as coisas ou cuida de mim? Os seus mandamentos são somente uma lei ou contém uma palavra? Deus é patrão ou Pai? Somos súditos ou filhos? Este combate, dentro e fora de nós, apresenta-se continuamente", disse o Papa Francisco em sua catequese na audiência geral desta quarta-feira, 20 de junho.


Papa Francisco deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre os Mandamentos, explicando a diferença entre uma “ordem” e uma “palavra”, que é o meio essencial da relação como diálogo.


Ao iniciar sua reflexão, o Santo Padre explicou que Jesus não veio abolir a lei, mas levá-la ao cumprimento, mas “devemos compreender melhor esta perspetiva”.


Os Dez Mandamentos aparecem, na Bíblia, como parte duma relação de Aliança entre Deus e o seu povo. Entretanto o texto bíblico e a tradição hebraica não falam de mandamentos, mas de «palavras»: são as Dez Palavras, isto é, o Decálogo. Ora, nós sabemos que não é a mesma coisa receber uma ordem ou sentir que alguém deseja falar connosco. Diante de nós abre-se esta alternativa: ver Deus como Alguém que me impõe coisas ou como um Pai que tem cuidado de mim e vela pelo meu bem. Logo no Jardim do Éden, o Tentador conseguiu enganar Adão e Eva neste ponto: convenceu-os de que Deus lhes proibira de comer do fruto da árvore do bem e do mal para tê-los sujeitos a Si. O diabo deixa os nossos primeiros pais perante este dilema: Aquela proibição de Deus é a imposição dum déspota que proíbe e constringe ou é a solicitude dum pai que tem cuidado dos seus filhos e os protege da autodestruição? Deus é patrão ou Pai? Somos seus súbditos ou filhos? Os factos demonstraram dramaticamente que a Serpente os enganou. Mas esta é uma luta que se apresenta, continuamente, dentro e fora de nós: vezes sem conta, fomos obrigados a escolher entre uma mentalidade de escravos ou uma mentalidade de filhos. Um espírito de escravo só pode ver a lei como opressora, daí resultando uma vida feita de deveres e obrigações ou então a recusa a obedecer-lhe. O cristianismo é a passagem da letra da Lei para o Espírito que dá vida. Jesus é a Palavra do Pai, não a condenação a nós imposta pelo Pai. O mundo não precisa de legalismo, mas de cristãos com coração de filhos.

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