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Mundo: São quase 70 milhões de deslocados

19 de Junho de 2018

É assinalado na quarta-feira, dia 20 de junho, o Dia Mundial do Refugiado 2018.


De acordo com o novo relatório das Nações Unidas, no final de 2017 havia 68,5 milhões de deslocados no mundo. Desses, 40 milhões deslocados dentro do próprio país.


O documento «Tendências Globais», publicado hoje pela Agência da ONU para os Refugiados (UNHCR, na sigla em inglês), aponta que as guerras e perseguições levaram o deslocamento forçado a atingir um novo recorde pelo quinto ano consecutivo. Entre os piores cenários para os deslocados estão a crise na República Democrática do Congo, a guerra no Sudão do Sul e a perseguição aos Rohingya em Myanmar.


Outra grande parte dos refugiados são oriundos da Síria, Afeganistão, Iraque, Eritreia, Sudão, Somália e Honduras. Fogem da violência causada por conflitos armados, por atos de terrorismo, por repressão política, pela discriminação, pela intolerância e até pelas alterações climáticas.


Voltar para casa não é opção, sobretudo quando as longas e perigosas travessias ou as longas distâncias a percorrer a pé representam uma possibilidade mais segura. Contudo, aos refugiados espera-os o contacto com traficantes e a ameaça de serem enviados para outros locais igualmente inseguros quando as fronteiras se fecham à sua frente. Além disto, ficam muitas vezes encurralados em situações de espera em campos de refugiados improvisados durante meses ou anos.


As comissões Justiça e Paz da Igreja Católica em Portugal publicaram uma mensagem conjunta sobre o acolhimento aos refugiados, pedindo “abertura e generosidade” à sociedade e aos responsáveis católicos.


“As migrações são, nas sociedades globalizadas de hoje, um fenómeno incontornável. Se forem reguladas com prudência, mas também com abertura e generosidade, podem contribuir para o desenvolvimento económico e social dos países de proveniência e dos países de destino dos migrantes”, assinala o texto.


No início da semana de ação conjunta mundial «Partilhar a Viagem», que conta com o apoio da Conferência Episcopal e da Cáritas Portuguesa, as comissões sublinham que o “dever de acolhimento e do respeito pelos direitos dos refugiados e migrantes” tem sido um tema recorrente no magistério do Papa Francisco.


“Acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados” foi o tema da mensagem do Papa para assinalar o Dia do Migrante e Refugiado, celebrado pela Igreja Católica a 14 de janeiro de 2018.


“Repetidas vezes, durante estes meus primeiros anos de pontificado, expressei especial preocupação pela triste situação de tantos migrantes e refugiados que fogem das guerras, das perseguições, dos desastres naturais e da pobreza. Trata-se, sem dúvida, dum «sinal dos tempos» que, desde a minha visita a Lampedusa em 8 de julho de 2013, tenho procurado ler sob a luz do Espírito Santo. Quando instituí o novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, quis que houvesse nele uma Secção especial (colocada temporariamente sob a minha guia direta) que expressasse a solicitude da Igreja para com os migrantes, os desalojados, os refugiados e as vítimas de tráfico humano”, dizia o texto do Papa.


“Cada forasteiro que bate à nossa porta é ocasião de encontro com Jesus Cristo, que Se identifica com o forasteiro acolhido ou rejeitado de cada época (cf. Mt 25, 35.43). O Senhor confia ao amor materno da Igreja cada ser humano forçado a deixar a sua pátria à procura dum futuro melhor. Esta solicitude deve expressar-se, de maneira concreta, nas várias etapas da experiência migratória: desde a partida e a travessia até à chegada e ao regresso. Trata-se de uma grande responsabilidade que a Igreja deseja partilhar com todos os crentes e os homens e mulheres de boa vontade, que são chamados a dar resposta aos numerosos desafios colocados pelas migrações contemporâneas com generosidade, prontidão, sabedoria e clarividência, cada qual segundo as suas possibilidades”, afirma a mensagem.


“A este respeito, desejo reafirmar que «a nossa resposta comum poderia articular-se à volta de quatro verbos fundados sobre os princípios da doutrina da Igreja: acolher, proteger, promover e integrar»”, declarou na ocasião o Santo Padre.

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