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Comunicações Sociais: A verdade vos tornará livres

10 de Maio de 2018

Celebra-se no domingo, 13 de maio, o Dia Mundial das Comunicações Sociais que em 2018 tem como tema: «A verdade vos tornará livres - Fake news e jornalismo de paz».


Mensagem do Papa Francisco para esta celebração alerta para o perigo das notícias falsas e convida à reflexão: “Hoje, no contexto duma comunicação cada vez mais rápida e dentro dum sistema digital, assistimos ao fenómeno das «notícias falsas», as chamadas fake news: isto convida-nos a refletir, sugerindo-me dedicar esta Mensagem ao tema da verdade, como aliás já mais vezes o fizeram os meus predecessores”.


“Gostaria, assim, de contribuir para o esforço comum de prevenir a difusão das notícias falsas e para redescobrir o valor da profissão jornalística e a responsabilidade pessoal de cada um na comunicação da verdade”, salienta o Santo Padre.


Neste sentido, Francisco questiona: “E então como defender-nos?” E responde com a busca pela verdade: “O antídoto mais radical ao vírus da falsidade é deixar-se purificar pela verdade. Na visão cristã, a verdade não é uma realidade apenas conceptual, que diz respeito ao juízo sobre as coisas, definindo-as verdadeiras ou falsas. A verdade não é apenas trazer à luz coisas obscuras, «desvendar a realidade», como faz pensar o termo que a designa em grego: aletheia, de a-lethès, «não escondido». A verdade tem a ver com a vida inteira. Na Bíblia, reúne os significados de apoio, solidez, confiança, como sugere a raiz ‘aman (daqui provém o próprio Amen litúrgico). A verdade é aquilo sobre o qual nos podemos apoiar para não cair. Neste sentido relacional, o único verdadeiramente fiável e digno de confiança sobre o qual se pode contar, ou seja, o único «verdadeiro» é o Deus vivo. Eis a afirmação de Jesus: «Eu sou a verdade» (Jo 14, 6). Sendo assim, o homem descobre sempre mais a verdade, quando a experimenta em si mesmo como fidelidade e fiabilidade de quem o ama. Só isto liberta o homem: «A verdade vos tornará livres» (Jo 8, 32)”.


O Papa, na sua mensagem, centra a atenção no jornalista chamando-lhe “guardião das notícias”. No mundo atual, o jornalista desempenha não apenas “uma profissão”, mas uma “verdadeira e própria missão”, refere. “No meio do frenesim das notícias” o jornalista “tem o dever de lembrar que, no centro da notícia, não estão a velocidade em comunicá-la nem o impacto sobre a audience, mas as pessoas”, afirma.


Desta forma, o Papa Francisco na sua mensagem aos média salienta a “precisão das fontes” e a “custódia da comunicação” como verdadeiros “processos de desenvolvimento do bem, que geram confiança e abrem vias de comunhão e de paz”.


Francisco propõe, assim, um “jornalismo de paz” que não seja “bonzinho” mas “hostil às falsidades”. Um jornalismo que “não se limite a queimar notícias”, que assuma as causas dos que “não têm voz”, desenvolva um registo de compromisso “na busca das causas reais dos conflitos” e que seja “feito por pessoas para as pessoas” propondo “soluções alternativas” à “violência verbal”.

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