PJuvenil Multimédia Palavra de Deus Oração em Missão Antigos Alunos

» Favoritos

» Recomendar

» Imprimir

» Fale Connosco

Revista Além-mar Revista Audácia Jornal Família Comboniana Exposição Missionária Virtual Facebook RSS
Indique o seu e-mail:
Utilizador:
Password:
 

Actualidades

Voltar ao arquivo de Actualidades

Nicarágua: Bispos suspendem a mediação no diálogo nacional

25 de Maio de 2018

A Conferência Episcopal da Nicarágua suspendeu ontem, 24 de maio, a mediação no diálogo nacional entre o governo do presidente Daniel Ortega e os representantes de vários setores da sociedade.


A decisão dos bispos foi tomada após a impossibilidade de uma agenda comum de reformas: “Foi impossível ir adiante com o diálogo nacional porque não conseguimos nem mesmo começar com a agenda pela democratização”, disse o bispo auxiliar de Manágua, Silvio José Báez Ortega, sobre os trabalhos de diálogo que se realizam no Seminário de Nossa Senhora de Fátima.


A tomada de posição dos bispos está relacionada à situação decisiva que chegou o Diálogo nacional. A quarta sessão do diálogo, com efeito, ficou bloqueada nos três primeiros pontos da agenda proposta pelo episcopado, ou seja, a reforma constitucional para eleições antecipadas, a reforma da lei sobre a organização do poder legislativo e o lançamento de novas reformas com a assistência de garantes externos como a União Europeia e a Organização dos Estados Americanos. Até então todos os participantes do diálogo tinham aceitado uma agenda de quinze pontos proposta pela Comissão Interamericana dos direitos humanos (CIDH) que visitara o país nos dias anteriores. A CIDH tinha solicitado no seu relatório, entre outros pontos, a criação de um mecanismo legal independente para investigar sobre as violações dos direitos humanos, e a dissolução dos grupos irregulares sandinistas que apoiaram as forças de ordem nas ações contra os manifestantes.


Depois da suspensão do diálogo, as duas partes decidiram criar uma comissão mista, com três delegados do governo e três da sociedade civil, para tentar desbloquear a situação.


“A paz que procuramos não é a paz dos cemitérios, nem a dos escravos submetidos, é a paz que nasce das pessoas reconciliadas. Nós aceitamos ser mediadores do diálogo nacional para não convidar delegações estrangeiras ou internacionais”, havia dito D. Báez Ortega em outra ocasião.

Comentários

Mostrar comentários | Escrever um comentário