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Eu quero seguir Jesus

04 de Junho de 2018

O noviço italiano Gabriele Messori fez a sua primeira profissão religiosa como irmão missionário no Instituto Comboniano numa celebração alegre e colorida que decorreu no Noviciado Europeu de Santarém, Portugal, na tarde do sábado, 2 de junho de 2018.


A eucaristia, animada pelo grupo do Bairro da Torre, composto por imigrantes africanos da paróquia de Camarate, concelho de Loures, foi uma linda celebração missionária participada por muitos membros da família comboniana, jovens do grupo Fé e Missão-Sul, consagradas dos institutos presentes da diocese de Santarém, noviços e um diácono jesuítas, um padre diocesano, utentes do lar da terceira idade de Gualdim onde o Gabriele passava parte do fim-de-semana, e muitas amigas e amigos.


O P. João Munari, provincial dos combonianos na Itália, presidiu à celebração e recebeu os primeiros votos do Gabriele. Paolo Messori, o pai do neoprofesso, também esteve e acompanhou-o no início da celebração num ato de entrega do filho ao Senhor da Missão.


O P. João recordou ao Gabriele que ser missionário é lavar os pés a quem precisa e deixar que os pobres também lhe lavem os pés.


O novo irmão comboniano explicou antes da fórmula dos votos que «sem mérito, sem dinheiro algum pus-me a caminho e encontrei esta água que sacia para sempre: Cristo Jesus. Quem o encontra descobre o sentido destas Suas palavras: “Eu vim para que tenham vida e a vida em abundância”. Experimentei esta vida abundante e já não pode ficar apenas para mim. A fé é viva quando é partilhada, anunciada testemunhada.»


O grupo africano deu uma dimensão missionária à celebração com a alegria das vozes, danças e ritmos crioulos.


No final da celebração festiva o Gabriele agradeceu aos presentes a presença e a amizade com uma carta que escreveu a todos:


«Caríssimo amigo, amiga: agora, ao chegarmos ao fim desta caminhada, tenho muitas coisas a dizer e para te agradecer.


Teria algo de exprimir, mas não sei como, pois há momentos em que as palavras não chegam, não atingem o seu objectivo: comunicar o que a pessoa sente, vive, pensa, e o que se passa na pessoa.


Portanto, peço-te desculpa por esta minha pobreza, de eu não ter palavras adequadas para exprimir o que sinto agora. Podes confiar que estou feliz por ter-te conhecido. Espero que oxalá fique marcado algo mais em nós, nos nossos encontros.


Se calhar, pequenas coisas: um gesto, um olhar, um sorriso, os silêncios, uma incompreensão… enfim, algo assim. Já que a nossa vida passa também por essas coisas. Os encontros sempre nos transformam, dizem algo a respeito de nós e dos outros.


A mim, pessoalmente, o ter tido a oportunidade de te conhecer mudou algo em mim. E, por isso, estou muito agradecido a Deus. Contigo partilhei um longo traço, com outros apenas breves momentos, contigo momentos mais fáceis, outros mais difíceis e complicados. Mas assim construímos o trilho juntos, torna-se possível tudo isto.


Caro amigo, cara amiga, a fé é assim: constrói-se juntos. Por onde é que queremos ir? Eu quero seguir Jesus, podemos ir atrás d’Ele se quiseres. Mas olha: eu não sei por onde esta estrada nos vai levar. Talvez muito longe. Nós sabemos onde ele estará? Temos percebido bem a mensagem, o coração do seu Evangelho?


Às vezes acho que não, às vezes acho que sim. Eu apercebi-me que Jesus se deixa encontrar ali nos lugares mais estranhos. Certo que Ele está perto dos pobres, dos sem voz, os marginalizados da sociedade; Ele está perto dos corações humildes e aborrece a glória e do poder dos homens. Ele está perto dos que trabalham pela justiça e arrepia-se dos iníquos.


Onde está a misericórdia e o perdão Ele aí está. Enfim, Ele é o verdadeiro amor. Querido amigo, ajudemo-nos juntos a percorrer este caminho que, se for feito em serenidade e verdade, levar-nos-á a APRENDER A AMAR.»


Os participantes partilharam uma refeição volante onde se cruzaram sabores ribatejanos e africanos e muita conversa, alegria e alguma música.


Imenso o comentário que duas utentes do lar de Gualdim trocaram durante o lanche: «O Gabriele foi um anjo que nos apareceu.»


O novo comboniano nasceu na cidade italiana de Reggio Emilia há 34 anos. Tem um título académico em Ciência Política e é diplomado em educação profissional.


Vai continuar a sua formação missionária comboniana no Centro Internacional de Formação de Irmãos em Nairobi, no Quénia. Antes, vai fazer o caminho português de São Tiago de Compostela e tirar umas merecidas férias com a família e amigos em Itália.


Este ano, 41 jovens entraram oficialmente no Instituto Comboniano através da profissão religiosa: 36 são africanos, três latino-americanos, um é asiático e o Gabriele é europeu.


José da Silva Vieira - Jirenna


 


 

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