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Rep. Centro-Africana: Bispo pede ajuda ao Governo para proteger refugiados

03 de Agosto de 2017

Situação continua crítica na cidade de Bangassou, na República Centro-Africana (RCA), e o Bispo local pede ajuda do Governo para encontrar um local seguro para o refugiados que estão nas instalações da igreja.


Dois meses após uma onda de violência terrível, “a população continua aterrorizada e cerca de dois mil muçulmanos permanecem entrincheirados num pequeno seminário do arcebispado de Bangassou, sob protecção da Igreja e de capacetes azuis marroquinos. Em volta deles, milicianos anti-balaka prontos a matá-los”, relata o comboniano D. Juan José Aguirre Muñoz, Bispo da Diocese local.


“Querem asfixiá-los, impedindo-lhes de se abastecer de água, comida, lenha para cozinhar… se uma mulher sai do seminário, cortam-lhe as orelhas, se um homem sai, degolam-no”, destaca o Bispo que revelou ter-se encontrado quinta-feira, 27 de Julho, em Bangui, capital do país, com alguns ministros para lhes pedir ajuda.


“Pedi que o Governo esteja presente, que o lugar de protecção seja deslocado, que enviem forças capazes de pôr a cidade em segurança e de ter sob controlo os anti-balaka violentos. De há dois meses para cá, há muitas lágrimas em Bangassou. É preciso pôr termo a isto. Esta situação não pode continuar”, declarou.


No passado dia 26 deste mês, o Secretário Geral da ONU, António Guterres, manifestou a sua forte inquietação acerca dos combates no sudeste da Republica Centro-Africana: “Se se deixar perdurar, a situação actual corre o risco de anular os resultados duramente obtidos para se chegar a uma paz durável”.


No total, nove capacetes azuis já foram mortos este ano. Mais de um milhão de pessoas estão deslocadas no país e a sobrevivência de mais de 2,3 milhões de habitantes – quase metade da população – depende da ajuda humanitária – refere a ONU, que tem no país 12.350 soldados e polícias para proteger os civis e apoiar o Governo do Presidente Faustin-Archange Touadera, eleito o ano passado. 

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