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Raízes profundas dos cristãos mantém Igreja viva no Médio Oriente

04 de Agosto de 2017

Nos últimos quinze anos as comunidades cristãs presentes sobretudo nas regiões setentrionais do Iraque foram submetidas a grandes sofrimentos pela feroz perseguição do autoproclamado Estado Islâmico.


O país, por causa das guerras e dos conflitos sectários, foi devastado quer econômica como politicamente. Se nos anos 90 os cristãos eram mais de 1 milhão, em 2006 este número foi reduzido a cerca de 300 mil.


Segundo o recente relatório da Catholic Near East Welfare Association (CNEWA) - a agência criada pelo Papa Paulo XI em 1926 para o apoio dos pobres - os cristãos médio-orientais que vivem entre Chipre, Egito, Iraque, Israel, Jordânia, Líbano, Cisjordânia, Gaza, Síria e Turquia são 14,5 milhões.


Dado divulgado na primeira metade de 2017, que se comparado com o análogo período de 2010, quando os cristãos eram 14 milhões e 700 mil, mostra uma queda de cerca 200 mil fiéis.


Os dados deste dossiê - se cruzados com aqueles provenientes de diversas fontes, como o Anuário Pontifício, o "World fact book" da CIA, ONU, Banco Mundial, o Depto de Censo dos EUA - buscam oferecer um amplo panorama da situação dos cristãos nesta conflituosa parte do globo.


Iraque


Partindo precisamente do Iraque, o grande êxodo dos cristãos teve início em 2006, tornando-se sempre mais intenso sobretudo de 2010 a 2014, devido aos contínuos atentados contra igrejas e bairros inteiros, provocando a morte de milhares de civis.


Síria


Também na vizinha Síria, destruída pela guerra civil desencadeada em 2011, a população cristã reduziu-se praticamente a menos da metade. Para a CNEWA, os cristãos passaram de 2,2 milhões em 2010 para 1,1 milhões em 2017. Milhares tiveram que abandonar o país.


Egito


A maior população cristã no Médio Oriente encontra-se no Egito, onde os fiéis coptas representam 10% da população, cerca de 9,4 milhões. Mas também lá, as agitações políticas e econômicas somaram-se a outros atos de violência sectária de matriz islâmica, que viram 76 igrejas queimadas nestes últimos anos.


Israel


Já em Israel, como explica o relatório, hoje existem 170 mil cristão, a grande maioria árabe-israelenses, que correspondem a 2,4% da população.


Em 1948, ano de criação do Estado de Israel, os cristãos eram 20% da população, com o início do conflito árabe-israelense, muitos palestinos de fé cristã abandonaram o país.


Na Cisjordânia os cristãos são 59 mil. Em Gaza, por outro lado, são apenas 1.300 numa população de 2 milhões de habitantes.


Em Jerusalém os cristãos são 15.800 em um universo de 870 mil habitantes.


Jordânia


Na Jordânia vivem atualmente cerca de 350 mil cristãos, cerca de 2,2% da população de maioria muçulmana sunita. Mas com a perseguição do EI, o Reino Hashemita recebeu, nos últimos anos, mais de 30 mil cristãos iraquianos.


Líbano


Situação análoga é vivida no Líbano, onde em 1932 - explica a CNWE - a metade da população era cristã. Hoje o percentual dos cristãos no país gira em torno dos 40%. Muitos libaneses, devido à falta de trabalho, viram-se obrigado a emigrar.


Patriarca Caldeu


Para o Patriarca de Babilônia dos Caldeus, Raphaël I Sako, "o mundo inteiro deve ajudar os cristãos a permanecerem nestes países. Nós agora - disse ele - temos tantos problemas, está em andamento uma tragédia, uma perseguição. Mas temos também uma vocação e uma missão que é muito importante: mesmo quando estamos fora, devemos falar da nossa presença, da nossa abertura e de nossos valores, que são importantes também para o mundo muçulmano. Assim, podemos ajudar também estes nossos irmãos muçulmanos mais extremistas a abrirem-se um pouco mais para enxergar que no mundo todos devem ser respeitados. Penso que os cristãos tenham, neste sentido, muito a oferecer e fazer".


O Patriarca sublinha, no entanto, que "a situação melhorou um pouco em relação ao passado, mas existe medo em relação ao futuro, porque ainda existem muitos conflitos, o Daesh ainda não foi derrotado e as pessoas têm medo desta ideologia que ainda é forte, um pensamento que vai contra os não-muçulmanos".


Depois, na Planície de Nínive ainda existem dificuldades para o retorno dos cristãos. "O governo não tem dinheiro. A Igreja começou a reconstruir as casas. Os cristãos querem retornar", mas as dificuldades permanecem.

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