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Missão no coração

04 de Outubro de 2017

A Igreja, com a força do Ressuscitado no coração, sai com alegria ao encontro das periferias sociais e culturais e contribui para o florescimento da revolução do amor e da misericórdia no mundo.


No dia 22 deste mês, celebramos o Dia Mundial das Missões. O Papa Francisco, na sua mensagem, desafia os cristãos a transmitir a «força transformadora do Evangelho» a um «mundo ferido e muitas vezes sem rumo», em que se vive, de modo fragmentado, a terceira guerra mundial.


Na reflexão – intitulada A missão no coração da fé cristã –, o Santo Padre começa por afirmar que o fundamento da missão é o Evangelho. «Este é uma Boa Nova portadora de uma alegria contagiante, porque contém e oferece uma vida nova: a vida de Cristo ressuscitado, o qual, comunicando o seu Espírito vivificador, torna-Se para nós Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6).» O Evangelho «é uma Pessoa, que continuamente se oferece» e pode realizar uma «transformação existencial»: «Jesus torna-Se sem cessar nosso contemporâneo, consentindo à pessoa que O acolhe com fé e amor experimentar a força transformadora do seu Espírito de Ressuscitado que fecunda o ser humano e a criação». O coração da missão, portanto, é o Ressuscitado. Jesus Cristo, «através da Igreja, continua a sua missão de Bom Samaritano, curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída».


O Santo Padre recorda o testemunho valente e generoso de milhares de missionários que, com confiança em Deus, têm a capacidade de aproximar-se dos mais pobres e marginalizados do mundo. Homens e mulheres que testemunham a Palavra viva, que ajuda a «superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos». Mas, alerta o papa, essa tarefa evangelizadora não é «a propagação de uma ideologia religiosa, nem mesmo a proposta de uma ética sublime». A missão da Igreja é favorecer o encontro com um acontecimento, com a pessoa de Jesus Cristo, que dá sentido à vida e é Senhor da História.


Os discípulos e seguidores de Jesus Cristo estão chamados a viver em estado permanente de conversão (Evangelii Gaudium, 25-27), com a missão no coração. Como refere o papa, os crentes hoje são interpelados a assumir atitudes de missionariedade: alegria contagiosa, confiança e coragem, misericórdia e ternura, capacidade de sair na direcção das periferias geográficas e existenciais e a humildade de reconhecer que são «instrumento e mediação do Reino de Deus». São, por isso, convidados a adoptar o programa do Mestre de Nazaré e, com a força transformadora do Evangelho, colaborar activamente na libertação integral dos crucificados da História. Uma missão em que os jovens, «esperança da missão», devem envolver-se com «imaginação e criatividade». A Igreja, por natureza missionária, com a força do Ressuscitado no coração, sai com alegria ao encontro das periferias sociais e culturais e contribui para o florescimento da revolução do amor e da misericórdia no mundo.


Bernardino Frutuoso – Revista Além-Mar (Director)

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