PJuvenil Multimédia Palavra de Deus Oração em Missão Antigos Alunos

» Favoritos

» Recomendar

» Imprimir

» Fale Connosco

Revista Além-mar Revista Audácia Jornal Família Comboniana Exposição Missionária Virtual Facebook RSS
Indique o seu e-mail:
Utilizador:
Password:
 

Actualidades

Voltar ao arquivo de Actualidades

Santa Sé: Igreja pede ação contra tráfico de migrantes e escravidão

06 de Setembro de 2017

Somente uma acção coordenada a nível internacional entre as instituições políticas, o mundo económico, o mundo académico, a sociedade civil e as comunidades de fé se pode contrastar o fenómeno global do tráfico de migrantes, do tráfico de seres humanos e das formas modernas de escravidão. Foi o que disse, em síntese, em Viena, na Áustria, o subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, P. Michael Czerny, S.J., na quinta sessão temática organizada pela Onu em vista do “Global compacto on migration”, o pacto global que as Nações Unidas se propõem a adoptar até 2018 para uma gestão segura, ordenada e regular das migrações.


A identificação, a protecção e a assistência às vítimas do tráfico de que os migrantes são hoje objecto encontram-se no centro dos trabalhos concluídos a 5 de Setembro.


Efectivamente, “apesar dos grandes resultados obtidos graças a acordos internacionais, aqueles que pedem asilo e os migrantes que arriscam a vida em busca de segurança e de uma nova casa são cada vez mais vulneráveis sobretudo diante das organizações criminosas” que administram esses tráficos, favorecidos pela falta de canais legais e seguros.


Trata-se de uma vulnerabilidade alimentada por um círculo vicioso formado por pobreza, ausência do Estado, desemprego, falta de instrução, discriminação das mulheres e das meninas. Por isso, a Santa Sé, além de insistir sobre a importância de assegurar “quadros legais adequados e corredores seguros aos migrantes”, pede um empenho maior das sociedades civis “para reconhecer as forças da demanda – como por exemplo pela prostituição ou o trabalho mal assalariado – que atuam nos Estados fazendo do tráfico de seres humanos uma actividade muito lucrativa” que continua em alarmante crescimento, como indicam estatísticas recentes sobre o fenómeno.


“A escravidão não pode ser um aspecto inevitável das actividades económicas”, ressaltou o representante vaticano. Aliás, o combate e a prevenção a esta aberração deveriam ser uma prioridade, acrescentou.


Entre os instrumentos propostos: investigações coordenadas a nível internacional, a partilha de informações, a entrega dos traficantes à justiça, a tutela jurídica dos migrantes, ajudas e assistência psicológica às vítimas do tráfico e, mais em geral, políticas para a protecção da dignidade das pessoas envolvidas.

Comentários

Mostrar comentários | Escrever um comentário