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22 mortos em conflitos de terra no Brasil em 2018

08 de Janeiro de 2019

Balanço parcial da Comissão Pastoral da Terra (CPT) aponta 22 assassinatos em conflitos no campo no Brasil em 2018.


CPT destaca aumento dos assassinatos no campo, ameaças contra órgãos fiscalizadores do meio ambiente e investidas contra o território camponês marcam período pré e pós-eleitoral.


E há grande preocupação para 2019. O discurso do presidente eleito contra povos originários e sem-terra tem insuflado ações contra os territórios dessas comunidades em todos o Brasil. Quando não atentam contra a vida, atentam a morada e contra a produção.


Já tivemos, por exemplo, o primeiro camponês assassinado num conflito de terra em 2019. Eliseu Queres perdeu a vida e outras nove pessoas ficaram feridas em Colniza, Estado do Mato Grosso, durante ataque efetuado por pistoleiros contra os assentados na Fazenda Agropecuária Bauru, mais conhecida como Fazenda Magali.


Sobre o caso, a Rede Eclesial Pan-Amazónica/REPAM-Brasil divulgou uma nota de alerta assinada pelo cardeal Cláudio Hummes e pelo bispo emérito do Xingu, dom Erwin Krautler, a referir que “não é possível ficar indiferentes à situação de conflitos que tem se agravado na Amazónia, a partir do fortalecimento de ideias persecutórias aos camponeses, indígenas e outros povos tradicionais. O que resulta em ataques covardes, desrespeito ao meio ambiente e indiferença estatal”.

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