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Brasil: «Prémio de Direitos Humanos» da ONU para advogada indígena

07 de Janeiro de 2019

O «Prémio de Direitos Humanos» da «Organização das Nações unidas» (ONU) de 2018 foi entregue, em dezembro, a três mulheres e a uma fundação.


Primeira advogada indígena do Brasil, Joênia Wapichana, foi premiada ao lado da ativista dos direitos das raparigas na Tanzânia Rebecca Guymi, da advogada de direitos humanos no Paquistão Asma Jahangit e da fundação Front Line Defenders da Irlanda.


Para Joênia Wapichana, o prémio significa o reconhecimento dos povos indígenas dentro do sistema de direitos humanos.


“O prêmio, é justamente para dizer que nós aqui, neste mundo todo, somos parte da sociedade, com uma cultura diferente, forma de vida diferente, e ainda temos demandas. Então, ser reconhecida como defensora dos direitos humanos significa que tenho uma causa a defender. Essa causa tem que ser visibilizada dentro deste contexto da ONU”, declarou.


A advogada indígena destacou ainda que, “um dos maiores desafios da atualidade é chamar atenção para aqueles que são os povos mais vulneráveis do planeta”. 


“São vulneráveis porque dependem da proteção de um território, dependem dos recursos naturais que ali protegem, e protegem com a sua própria vida. Existem muitos indígenas que estão a sofrer violência, a enfrentar conflito de terras, que fazem uma demanda de reconhecimento dos seus territórios como fundamental para a sua sobrevivência física e cultural, para a sobrevivência dos seus conhecimentos tradicionais que hoje estão ameaçados. Seria difícil eu pensar um mundo sem povos indígenas, e a gente tem toda uma mega diversidade, uma riqueza cultural, que, precisamos colocar em proteção”, explicou.


Secretário-geral da ONU, António Guterres  reconheceu durante o seu discurso que os defensores enfrentam frequentemente perigos como abuso, homicídio, tortura, detenções arbitrárias e outras tentativas de serem silenciados.


E acrescentou que “no entanto, esses indivíduos e grupos corajosos continuam comprometidos em iluminar os cantos escuros do mundo, onde quer que ocorram violações de direitos humanos”.


Joênia Wapichana


Oficialmente Joênia Batista de Carvalho é a primeira advogada indígena no Brasil. Sua tribo é a Wapichana, do estado de Roraima no norte do país.


Após levar uma disputa de terras à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, Wapichana se tornou a primeira advogada indígena a comparecer perante a Suprema Corte do Brasil. Em 2013, ela foi nomeada a primeira presidente da Comissão Nacional para a Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas. Em outubro de 2018, ela se tornou a primeira mulher indígena a ganhar uma eleição para o Congresso brasileiro.

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