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Palavra de Deus

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A Missão parte da pequenez e da pobreza

XIV Domingo do T.C. - Ano «A» - Domingo 9.7.2017


Zacarias 9,9-10


Salmo 144


Romanos 8,9.11-13


Mateus 11,25-30


Reflexões


Encontramo-nos, mais uma vez, no coração do Evangelho de Mateus. O texto do hoje é definido pelos estudiosos como a grande manifestação do mistério de Deus, uma grande síntese messiânica, um Hino de júbilo. É o Magnificat de Jesus, expressão do seu mundo interior, como para Maria o seu Magnificat... Com efeito, esta oração de Jesus (Evangelho) resume todo o programa das bem aventuranças (Mt 5,3 s), com particular atenção aos pobres, humildes, aflitos, misericordiosos, puros de coração, operadores de paz... Como afirma o autor de O Pequeno Príncipe, “a bem aventurança é o acesso a um ponto de vista que unifica todo o universo” (Antoine de Saint-Exupéry). A página de Mateus oferece-nos um ângulo de observação panorâmica sobre todo o Evangelho de Jesus, que aqui é resumido à volta de alguns temas fundamentais: o louvor ao Pai, Senhor e Criador (v. 25); a vida de comunhão íntima da Trindade (v. 27); a atitude de amor e acção de Jesus para com o sofrimento humano, oferecendo repouso a quando andam “cansados e oprimidos” (v. 28); a nova escola e o estilo do Mestre que diz a todos: “Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis repouso para a vossa vida” (v. 29-30). Na escola deste Mestre, se o contemplamos na pobreza de Belém e na derrota humilhante do Calvário, compreendemos que os critérios de grandeza foram invertidos: como os pensamentos humanos estão longe dos pensamentos de Deus! (Is 55,8-9).


A metade da sua vida pública, depois de um período de tensões e polémicas com os fariseus e de abandono por parte de alguns discípulos, o balanço humano daquele novo Mestre de Nazaré era certamente uma desilusão, um fracasso. Jesus, porém, longe de abandonar a sua missão e de se retirar, confirma o caminho iniciado, louva e agradece ao Pai por ter escolhido os pequenos, os últimos, como destinatários privilegiados das suas revelações extraordinárias (v. 25-26).


As opções de Jesus são os critérios essenciais para as decisões da Igreja Missionaria. Os temas do anúncio e da catequese devem ser os mesmos, transmitidos sempre ao estilo de Jesus: a Santa Trindade, Jesus Cristo Salvador, a Igreja como casa de acolhimento humano e espiritual, na qual os “oprimidos e cansados” de todo o género, de todos os tempos e lugares, encontram alívio, repouso e protecção. O ideal da Igreja é fazer-se discípula exemplar de Cristo, tanto na mensagem como no estilo, a ponto de poder dizer a todos os povos: vinde a mim. Todos vós... aprendei de mim que sou manso e humilde... encontrareis repouso, e a carga se tornará ligeira. É este o rosto autêntico e atraente da Igreja, o único do qual as multidões se interessam, e que os missionários e a comunidade cristã inteira são chamados a incarnar. Entre as mais belas imagens da Igreja encontram-se estas duas: a pousada, casa para todos (pandokeion), onde o bom samaritano levou o desgraçado que caiu nas mãos dos bandidos (Lc 10,34); e a casa de Paulo, que, chegado a Roma, vivia numa casa arrendada, onde acolhia a todos, anunciando e ensinando Jesus Cristo abertamente (Act 28, 30-31). Duas imagens que falam de acolhimento, pobreza e humildade…


A Igreja missionária oferece com frequência esta imagem de acolhimento, humildade e austeridade, sobretudo nos países pobres do planeta, mas também nos meandros das metrópoles industrializadas. Este estilo de vida e de missão, inaugurado por Jesus, é possível (II leitura) na medidaem que o Espíritode Deus habitaem nós. Graçasà sua presença, os frutos seguros serão a vida, a paz (v. 9.13). O profeta Zacarias (I leitura) apresenta o sonho de um rei justo, pacífico e humilde, que monta um burro (c.9), que fará desaparecer os carros e os cavalos de guerra, e terá um claro programa de paz: “O arco de guerra será despedaçado, anunciará a paz às nações”, o seu domínio será universal, e estende-se de mar a mar, até aos confins da terra (v.10). Nessa mesma linha,S. Agostinhoindica aos governantes um critério de máxima sabedoria: “É sinal de maior gloria matar as guerras com a palavra, do que os homens com as armas; e conquistar a paz com a paz, não com a guerra”. As obras de paz serão possíveis só a quem é habitado pelo Espírito de Deus (segunda leitura). Disso são testemunhas pessoas simples como Santa Josefina Bakhita (Sudão), a Beata Clementina Anuarite (RD Congo), S. Martinho de Porres (Peru), Beata Madre Teresa de Calcutá (Índia), S.João Maria Vianney(França).


Palavra do Papa


Os discípulos estavam cheios de alegria, entusiasmados com o poder de libertar as pessoas dos demónios. Jesus, porém, recomendou-lhes que não se alegrassem tanto pelo poder recebido, como sobretudo pelo amor alcançado, ou seja, «por estarem os vossos nomes escritos no Céu» (Lc 10, 20). Com efeito, fora-lhes concedida a experiência do amor de Deus e também a possibilidade de o partilhar. E esta experiência dos discípulos é motivo de jubilosa gratidão para o coração de Jesus. Lucas viu este júbilo numa perspectiva de comunhão trinitária: «Jesus estremeceu de alegria sob a acção do Espírito Santo», dirigindo-Se ao Pai e bendizendo-O. Este momento de íntimo júbilo brota do amor profundo que Jesus sente como Filho por seu Pai, Senhor do Céu e da Terra.


Papa Francisco


Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2014, nº 2.


No encalço dos Missionários


- 9/7: SS. Agostinho Zhao Rong (†1815) e numerosos companheiros mártires na China, que em lugares e tempos diversos (entre 1648 e 1930) deram testemunho do Evangelho de Cristo com a palavra e a vida.


- 9/7: S. Paulina (Amabile Wisintainer) do Coração Agonizante de Jesus (1865-1942), italiana, emigrou para o Brasil, onde se dedicou ao cuidado dos doentes e pobres, em favor dos quais fundou uma congregação.


- 10/7: BB. Emanuel Ruiz, sacerdote franciscano, e 10 companheiros mártires (7 missionários franciscanos e 3 leigos maronitas, irmãos de sangue), assassinados por muçulmanos em Damasco (Síria) em 1860.


- 11/7: S. Benedito de Norcia (480-547), abade, “Padre e Padroeiro da Europa”, fundador, patriarca dos monges no Ocidente.


- 13/7: S. Henrique II (973-1024), imperador romano e rei da Alemanha; com a esposa S. Cunegonda propagou a fé na Europa, fundou mosteiros e dioceses.


- 13/7: B. Mariano de Jesus Euse Hoyos (Colômbia 1845-1926), sacerdote diocesano, exemplar pela sua simplicidade, integridade de vida e zelo apostólico nas actividades paroquiais.


- 13/7: B. Carlos Manuel Rodrigues Santiago (1918-1963), leigo, primeiro beato de Porto Rico; apóstolo entre os jovens, dedicou-se à liturgia e à catequese.


- 14/7: S. Camilo de Lellis (1550-1640), sacerdote italiano, dedicou-se ao serviço dos incuráveis; fundador dos Ministros dos Enfermos (Camilianos).


- 14/7: S. Francisco Solano (1549-1610), franciscano espanhol, missionário no Panamá, Peru e Argentina.


- 14/7: B. Ghebre Michael (Etiópia, 1791-1855), lazzarista; convertido da Igreja Copto-ortodoxa, sofreu perseguição e martírio; é o primeiro sacerdote etiópico do Vicariato da Abissínia.


- 15/7: S. Vladimir (+1015), príncipe da Rússia de Kiev, converteu-se (988) e tornou-se o fundador do cristianismo na Ucrânia.


- 15/7: BB. Inácio de Azevedo, sacerdote, e outros 38 mártires jesuítas espanhóis e portugueses, mortos pelos piratas no alto mar (perto da ilhas Canárias, +1570), durante a viagem para o Brasil.


- 15/7: B. Ana M. Javouhey (1779-1851), francesa, fundadora das Irmãs de S. José de Cluny, para os necessitados e as missões.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»