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Palavra de Deus

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Quarto Domingo de Páscoa - 7 de Maio de 2017

Domingo do Bom Pastor - Dia Mundial das Vocações


 


Leituras


Actos 2, 14ª. 36-41


Salmo 22, 1-3ª. 3b-4. 5. 6


1Pedro 2, 20b-25


João 10, 1-10


 


O «Bom Pastor» convida-nos a sermos «pastores»


O quarto Domingo de Páscoa, tradicionalmente, é chamado o «Domingo do Bom Pastor» pela passagem do Evangelho de João «o Bom Pastor» (o Belo Pastor) que a Igreja nos faz ler neste domingo.


A imagem do Bom Pastor é a primeira imagem usada pelos cristãos nas catacumbas para representar Jesus Cristo, muitos séculos antes do uso da imagem do crucifixo. A razão desta antiguidade reside na riqueza bíblica da imagem do «pastor» já no Antigo Testamento (Êxodo, Ezequiel, Salmos, etc).


Jesus identificou-se com o «pastor» e o evangelista João apresenta uma re-leitura da imagem em chave messiânica, com uma abundância de expressões que sublinham a relação vital entre o «pastor» (Jesus) e as ovelhas: entrar-sair; abrir; chamar-escutar; conduzir; caminhar-guiar; conhecer, apascentar… Até à identificação de Jesus também com a «porta» (versos 7.9): porta de salvação, que significa «vida em abundância».


Jesus, de facto, define-se como Bom Pastor que «oferece a vida pelas ovelhas» (verso 11). Note-se que o texto grego usa um sinónimo: o pastor «belo» (v 11.14); isto é, bom, perfeito, que une em si a perfeição ética e estética.


O «pastor belo» oferece a sua vida por todos: tem também outras ovelhas para atrair ao seu rebanho, para se formar um só rebanho com um só pastor (v 16). Ele não renuncia a nenhuma das ovelhas, mesmo que não o conheçam ou se encontrem longe: todas elas devem entrar pela porta que é Ele mesmo, porque é o único salvador.


A missão da Igreja move-se nestes parâmetros de oblação e de universalidade: vida oferecida por todos, o caminho para o único rebanho, a vida em abundância. Mesmo que o rebanho seja numeroso, ninguém se perde no anonimato, ninguém está de sobra. As relações são íntimas e pessoais: o pastor conhece as suas ovelhas, «chama as suas ovelhas, cada uma pelo seu nome» e leva-as às pastagens» (v 3).


A intensidade e o amor com que o Bom Pastor oferece a sua vida pelas ovelhas estão descritos tanto na pregação de Pedro no dia de Pentecostes, que nos é referida na primeira leitura de hoje e que convida à conversão, ao baptismo e ao acolhimento do dom do Espírito Santo; como na carta do mesmo apóstolo Pedro, que lemos na segunda leitura, que aparece como uma «cópia» do quarto canto do Servo de Deus, que encontram o sem Isaías 53. Cristo aparece aqui descrito com as atitudes do Servo Sofredor: sofreu por nós, deixando-nos o exemplo a seguir (v 21), curou-nos com as suas chagas. A família humana, dispersa e errante, por causa do pecado, encontra salvação e unidade em Cristo pastor e guardião da vida de todos (v 25).


Seguir as pegadas de Cristo Bom pastor é o convite que a Igreja também nos faz neste domingo em que se celebra a Jornada Mundial de oração pelas Vocações: O Senhor continua a chamar outros, homens e mulheres, para partilharem o seu destino e a sua missão para a vida da humanidade inteira. Este ano, o papa Bento XVI pede a cada comunidade cristã que assuma esta responsabilidade de promover as vocações de consagração.


Palavra do Papa


“Gostaria de me deter na dimensão missionária da vocação cristã... e levar a Boa Nova aos irmãos, através da evangelização e do serviço na caridade. Todos os cristãos são constituídos missionários do Evangelho. Com efeito… é tocado e transformado pela alegria de se sentir amado por Deus e não pode guardar esta experiência apenas para si mesmo: «a alegria do Evangelho, que enche a vida da comunidade dos discípulos, é uma alegria missionária» (EG 21). Por isso, o compromisso missionário não é algo que vem acrescentar-se à vida cristã como se fosse um ornamento, mas, pelo contrário, situa-se no âmago da própria fé: a relação com o Senhor implica ser enviados ao mundo como profetas da sua palavra e testemunhas do seu amor.


Papa Francisco


Mensagem para o 54º Dia Mundial de Oração pelas Vocações – 17 de Maio de 2017 – IV Domingo de Páscoa


No encalço dos Missionários


- 7/5: Jornada Mundial de Oração pelas Vocações, com o tema (2017): «Impelidos pelo Espírito para a missão»


- 8/5: B. Maria Caterina Symon de Longprey (+1668), das Irmãs Hospitaleiras da Misericórdia, dedicadas aos cuidados físicos e espirituais dos doentes de Quebec (Canadá).


- 8/5: Santa Madalena de Canossa (Verona, 1774-1835), virgem; renunciou aos seus bens e fundou duas congregações para a educação cristã da juventude.


- 8/5: Jornada Internacional da Cruz Vermelha (desde 1929) e do Crescente Vermelho.


- 9/5: São Pacómio (Alto Egipto, 347-348), fundador do monasticismo cenobita cristão, autor de uma das primeiras Regras monásticas.


- 10/5: São João de Ávila (1500-1569), dedicado às missões populares no sul da Espanha, um amigo e associado dos grandes reformadores do seu tempo; Doutor da Igreja e padroeiro dos sacerdotes diocesanos espanhóis.


- 10/5: B. Ivan Merz (1896-1928), leigo croata, humanista, engajado na vida social.


- 11/5: B. Zeferino Namuncurá (1886-1905), nascido na Argentina, membro da etinia mapuche da Araucania, e falecido em Roma; foi aspirante da família salesiana e modelo de virtudes cristãs.


- 11/5: Memória do P. Mateo Ricci (1552-1610), jesuíta italiano, missionário na China: morreu e foi enterrado em Beijing. Foi pioneiro de uma nova forma de presença cristã e missionária na China.


- 12 e 13/5: Visita do Papa Francisco ao Santuário de Fátima e canonização dos beatos Jacinta e Francisco Marto (pastorinhos de Fátima)


- 13/5: Aniversário das aparições da Virgem Maria em Fátima (Portugal, 1917).


- 13/5: Recordação da V Conferência Geral do Episcopado Latino americano, inaugurada (2007) em Aparecida (Brasil) pelo Papa Bento XVI.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»