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Palavra de Deus

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«Cristo Ressuscitado»: a boa notícia que muda a pessoa e a história humana

Domingo da Ressurreição - Ano A - Domingo 16.04.2017


 


Actos 10,34.37-43


Salmo 117


Colossenses 3,1-4


João 20,1-9


 


Reflexões


“No primeiro dia da semana” (Evangelho v.1), Jesus Ressuscitou! Explode a vida, inicia a nova história da humanidade, nada é como dantes, tudo tem um novo sentido, positivo, definitivo. O anúncio daquele facto histórico - que é o tesouro na origem da comunidade crente - ecoa de casa em casa, de igreja em igreja, em todas as latitudes, em todos os ângulos do mundo; torna-se ‘evangelho = bela notícia’ para todos os povos. “O sepulcro vazio torna-se berço do cristianismo” (S Jerónimo. O sepulcro vazio marcou o passo decisivo da fé para João: ele correu até ao sepulcro, “inclinou-se, viu os panos pousados lá, mas não entrou”; depois entrou juntamente com Pedro, “viu e acreditou” (v.4.5.8). Era o início da fé em Jesus ressuscitado, que mais tarde se reforçou quando o encontraram vivo. “O facto principal na história do cristianismo está num certo número de pessoas que afirmam terem visto o ressuscitado” (Sinclaire Lewis).


Desde sempre, a Igreja missionária dá início a novas comunidades de fiéis anunciando que Jesus Cristo é o Filho de Deus, crucificado e ressuscitado. É Ele o motivo principal e o fundamento da missão. O facto histórico da ressurreição de Cristo, que teve lugar por volta do ano 30 da nossa era, constitui o núcleo central que dá força a toda a mensagem cristã, enquanto que a catequese enriquece os seus conteúdos e inspira a sua metodologia. A missão é portadora da mensagem de vida que é o próprio Cristo: Aquele que Vive pela sua ressurreição, depois da paixão e da morte. Este é o Kerigma, anúncio essencial para aqueles que ainda não são cristãos; anúncio fundamental também para despertar e purificar a fé daqueles que se ficam quase só pela primeira parte do mistério pascal. Há cristãos, na verdade, que se concentram quase só em Cristo sofredor na paixão, e quase não chegam a dar o salto da fé em Cristo ressuscitado. Parece-lhes mais fácil e mais consolador identificar-se com o Cristo morto, sobretudo quando vivem em situações de sofrimento, depressão, pobreza, humilhação, luto... Na verdade, uma tal consolação seria só aparente; a verdadeira consolação adquire solidez só com a fé em Cristo ressuscitado. Amissão é um evento eminentemente pascal, porque afunda as suas raízes e os seus conteúdos na ressurreição de Cristo.


A fé é gradual: Maria de Magdala, Pedro e João correram ao sepulcro com a intenção de recuperar um cadáver desaparecido; estavam de todo impreparados para um acontecimento que não entrava nos seus cálculos; só mais tarde chegaram à fé no Senhor ressuscitado; e tornaram-se nas primeiras testemunhas e anunciadores corajosos (I leitura): “Nós somos testemunhas... testemunhas escolhidas de antemão por Deus... E mandou-nos anunciar ao povo e testemunhar... “(v. 39.41.42). Desde então, o caminho ordinário da transmissão da fé cristã é o testemunho de pessoas que acreditaram antes de nós. Por isso mesmo, nós professamos que a fé é apostólica: porque é radicada na fé dos apóstolos e no seu testemunho.


O testemunho, que une anúncio e coerência de vida, é a primeira forma de missão (cfr. AG 11-12; EN 21; RMi 42-44). As verdadeiras testemunhas do Ressuscitado são pessoas ‘contagiantes’. As pessoas transformadas pelo Evangelho de Jesus Cristo ressuscitado, que vivem os valores superiores do espírito (II leitura), são as únicas capazes de contagiar outras pessoas e interessá-las nos mesmos valores: tais como a aceitação e a serenidade no sofrimento, a esperança perante a morte, a oração como abandono nas mãos do Pai, a alegria no serviço aos outros; a honestidade a toda a prova, a humildade e o autocontrole, a promoção do bem dos outros, a atenção aos necessitados e aos últimos,  o testemunho do Invisível... Assim se compreende e se realiza a missão de maneira capilar, ainda antes e melhor do que através das estruturas hierárquicas. “Celebra a Páscoa com Cristo só quem sabe amar, sabe perdoar... com um coração grande como o mundo, sem inimigos, sem rancores”, como ensinava numa catequese o bispo Mons. Óscar Arnulfo Romero, morto em São Salvador, a 24 de Março de 1980.


Esta é a notícia bela de que o mundo precisa; o Evangelho que todos têm o direito de conhecer! E que a Igreja missionária deve levar a todos os povos.


Palavra do Papa


“Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos, suceda o que suceder. Que nada possa mais do que a sua vida que nos impele para diante!... Sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual… Os valores tendem sempre a reaparecer sob novas formas, e na realidade o ser humano renasceu muitas vezes de situações que pareciam irreversíveis. Esta é a força da ressurreição, e cada evangelizador é um instrumento deste dinamismo”.


Papa Francico


Exortação apostólica Evangelii Gaudium (2013) n. 3.276


Nas pegadas dos missionários


- 14/4: Sexta-feira Santa. - 16/4: Páscoa da Ressurreição de Jesus Cristo, Redentor e Salvador de todos os povos. Aleluia!


- 16/4: Santa Maria Bernardette Soubirous (1844-1879), a quem, aos 14 anos de idade, apareceu Nossa Senhora «Imaculada Conceição» em Lourdes (1858).


- 16/4: Jornada Mundial contra a escravatura infantil.


- 17/4: Beata Catarina Tekakwitha (1656-1680), virgem, indígena do Quebeque (Canadá); é a primeira beata “pele-vermelha” da América a ter sido elevada às honras dos altares (1980).


- 18/4: Recordação da abertura da I Conferência afro-asiáticaem Bandung (Indonésia, 1955), para a independência e a identidade dos Países do Terceiro Mundo.


- 19/4: B. Tiago Duckett († 1602), leigo casado, detido durante 9 anos e assassinado em Londres sob o reinado da rainha Isabel I, por ter vendido livros católicos. Em data próxima a esta, faz-se memória de muitos outros católicos martirizados na Inglaterra sob a mesma rainha e sob outros reis.


- 20/4: S. Marcelino († 374), bispo, nasceu em África e, juntamente com dois companheiros Vincenzo e Donnino, foi fervoroso evangelizador na França meridional.


- 21/4: S. Anselmo de Aosta (1033-1109), doutor da Igreja, monge beneditino e abade de Le Bec (França); nomeado bispo de Cantuária, combateu valorosamente pela liberdade da Igreja na Inglaterra.


- 21/4: Em 1957 Pio XII publicou a encíclica missionária Fidei Donum, sobre a situação das missões católicas, particularmente em África, em favor das quais lançou um enérgico apelo ao empenho missionário mesmo por parte dos sacerdotes diocesanos.


- 22/4: Dia da Terra por defesa da natureza (ONU 1970).


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»