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Palavra de Deus

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Do medo à coragem de anunciar Cristo ressuscitado

V Domingo de Páscoa: Ano A – Domingo 14.5.2017


 


Actos 6,1-7


Salmo 32


1Pedro 2,4-9


João 14,1-12


 


Reflexões


As palavras do Evangelho têm o sabor e a emoção de um testamento, que Jesus confia aos discípulos depois da última ceia, nas horas prolongadas do adeus (Jo 13,31-17,26). São a herança que Jesus deixa aos seus discípulos como ensinamento precioso, poucas horas antes de entrar no seu caminho (v. 4.6): o caminho da cruz-morte-ressurreição. Testamento e herança que, comummente na vida de todos, tornam-se efectivos só depois da morte do testador. No caso de Jesus é diferente: não é o testamento de um morto, mas de um vivente. Com razão, portanto, a liturgia nos revela este testamento nos domingos depois da Páscoa de Jesus, fazendo assim com que o saboreemos como palavra viva do Ressuscitado. Em primeiro lugar, é uma palavra de conforto e de esperança para a comunidade dos crentes, para que não se deixem perturbar mas sejam fortes na fé (v. 1) e dispostos a seguir os passos do Mestre no mesmo caminho: o caminho em direcção à Páscoa, em direcção à casa do Pai. A casa do Pai, porém, não é imediatamente o paraíso, mas é antes de mais a comunidade dos crentes: onde há «muitas moradas»; onde Jesus nos precedeu e nos preparou um lugar (v. 2-3); onde os lugares, as funções e os serviços a desenvolver são muitos; onde o melhor lugar é aquele que permite servir mais e melhor os outros.


Ajudar-se uns aos outros como irmãos, lavar os pés uns aos outros (Jo 13,14), sem títulos de classe, honra, prestígio… Era esse o ideal e o firme testemunho da comunidade primitiva, na qual havia uma diferença, a única, reconhecida por todos desde o início: a diferença com base no serviço (ou ministério) requerido e prestado à comunidade. É um apaixonante tema missionário. A mensagem do Evangelho deste domingo e as experiências da primeira comunidade cristã (I e II leituras) contêm luzes preciosas para a missão da Igreja. O livro dos Actos (I leitura) apresenta um quadro de dificuldades missionárias concretas e frequentes: dizem respeito ao crescimento numérico, à pluralidade cultural da comunidade (v. 1: conflito entre helenistas e hebreus, com contornos sociais e económicos), a organização da assistência aos necessitados… Para a solução são empregues critérios que são fundamentais para o desenvolvimento da missão: ampla consultação no seio do grupo (v. 2), procura de pessoas cheias do Espírito e de sabedoria (v. 3.5), definição de ministérios (v. 3.4.6) dos diáconos (serviço das mesas) e dos Doze Apóstolos (oração e serviço da Palavra).


Hoje diríamos que a solução foi encontrada graças a um exercício sinodal e plural da autoridade: na colegialidade e na ministerialidade, que permitiram actuar com pluralismo cultural e com descentralização. A Igreja de Jerusalém saiu daquele incidente mais amadurecida, enriquecida de novas forças para o apostolado, mais aberta às exigências culturais dos vários grupos. Foi uma solução exemplar, que teve imediatos efeitos de irradiação missionária: «e a Palavra de Deus ia-se divulgando», com crescentes adesões à nova fé (v. 7).


Soluções daquela natureza destinam-se a um povo que São Pedro (II leitura) chama real, santo, eleito de Deus (v. 9), chamado a aproximar-se do «Senhor, pedra vida», e portanto, um povo formado por «pedras vivas» (v. 4.5). Voltamos aqui ao tema das funções ou serviços na casa de Deus: não é importante que se trate de pedras de fachada ou de pedras escondidas nos alicerces. São Daniel Comboni recomendava aos seus missionários para a África: «O missionário trabalha numa obra de altíssimo mérito, sim, mas muito árdua e laboriosa, para ser uma pedra escondida debaixo da terra que talvez nunca apareça à luz e que entra a fazer parte do cimento de um novo e colossal edifício, que só os vindouros verão despontar do solo» (Regras de 1871, Escritos, n. 2701). O que importa é ser parte da comunidade dos discípulos e ser activos no serviço à missão de Cristo Salvador, acolhedores e solidários para com as pessoas distantes, estrangeiras, sós… (*)


Jesus não veio evitar-nos o sofrimento, mas dar-nos força para enfrentar os medos profundos da doença, do futuro, da solidão, da morte… «Deus não veio explicar o sofrimento; veio enchê-lo da sua presença» (Paul Claudel). No diálogo com os discípulos (Evangelho), Jesus convida-os a não se deixarem perturbar pelo medo (v. 1). Exorta-os a acreditar nele, que é «o caminho, a verdade e a vida» (v. 6). Fala da sua unidade com o Pai, a ponto de dizer que quem o vê, vê o Pai (v. 9). Jesus é o primeiro missionário do Pai: revelou-o e anunciou-o com as palavras e as obras (v. 11). Surge aqui a pergunta fundamental para a missão de todos os tempos: hoje, a quem cabe revelar o Pai e revelar Jesus, que o Pai enviou como Salvador do mundo? O desafio permanente do cristão é poder dizer: quem vê a minha vida e ouve as minhas palavras, vê o Pai, vê Cristo! É aqui que se encontram as raízes e extensão da missionaridade de cada baptizado.


Palavra do Papa


(*) Cada discípulo missionário sente, no seu coração, esta voz divina que o convida a «andar de lugar em lugar» no meio do povo, como Jesus, «fazendo o bem e curando» a todos (cf. At 10, 38). Com efeito, já tive ocasião de lembrar que, em virtude do Batismo, cada cristão é um «cristóforo» ou seja, «um que leva Cristo» aos irmãos (cf. Francisco, Catequese, 30 de janeiro de 2016). Isto vale de forma particular para as pessoas que são chamadas a uma vida de especial consagração e também para os sacerdotes, que generosamente responderam «eis-me aqui, envia-me». Com renovado entusiasmo missionário, são chamados a sair dos recintos sagrados do templo, para consentir à ternura de Deus de transbordar a favor dos homens (cf. Francisco, Homilia na Missa Crismal, 24 de março de 2016). A Igreja precisa de sacerdotes assim: confiantes e serenos porque descobriram o verdadeiro tesouro, ansiosos por irem fazê-lo conhecer jubilosamente a todos (cf. Mt 13,44).


Papa Francisco


Mensagem para o 54º Dia Mundial de Oração pelas Vocações (2017)


No encalço dos Missionários


- 14/5: S. Matías, Apóstolo, chamado para os Doze (Hechos 1,15-26).


- 14/5: S. Teodora (Ana Teresa) Guérin (1798-1856), religiosa francesa, fundadora, missionária em Indianápolis (USA).


- 15/5: S. Isidro, labrador (Madrid, aprox. 1080-1130), esposo de Santa María dela Cabeza: fue ejemplo de trabajo y de confianza enla Providencia.


- 15/5: Jornada Internacional dela Familia, instituida por las Naciones Unidas en 1994.


- 16/5: B. Simón Stock (+1265), eremita inglés, entró enla Ordende los Carmelitas; impulsó la devoción mariana y la consolidación dela Orden; murió en Burdeos (Francia).


- 17/5: S. Pascual Bailón (1540-1592), franciscano español; por su especial amor y doctrina sobrela Eucaristía, León XIII lo proclamó Patrono de los Congresos Eucarísticos.


- 17/5: B. Iván Ziatyk (1899-1952), sacerdote ucraniano, redentorista; fue encarcelado, condenado a trabajos forzosos en el campo de Oserlag, cerca de Irkutsk (Siberia), donde murió.


- 19/5: S. María Bernarda Bütler (1848-1924), religiosa suiza y misionera en Ecuador y Colombia, fundadora.


- 20/5: S. Bernardino de Siena (1380-1444), sacerdote franciscano, infatigable misionero itinerante y predicador popular.


- 20/5: B. Josefa Stenmanns: con S. Arnoldo Janssen (15/1) y la B. María Elena Stollenwerk (3/2) fundó en Steyl (Holanda) la congregación de las Misioneras Siervas del Espíritu Santo.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»