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Palavra de Deus

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Natal missionário: boa-nova para todos os povos

Natal: 25.12.2014


 


Isaías 9,1-3.5-6; 52,7-10


Salmo 95, 96, 97


Tito 2,11-14; 3.4-7 – Hebreus 1,1-6


Lucas 2,1-14; 2,15-20 – João 1,1-18


 


Reflexões – Apontamentos


O Natal, tema familiar a todos, pode ser contemplado a partir de ângulos e experiências diversificados, com a certeza de que o mistério não se esgota, pelo contrário oferece a cada um – em cada fase da vida e da história – riquezas impensáveis, tesouros sempre novos a descobrir. Nesta ocasião, prefiro apresentar algumas reflexões soltas, que nos possam ajudar à contemplação missionária do mistério e abrir novas pistas para partilhar com outros – próximos ou distantes – a alegria do nascimento do Filho de Deus em carne humana. Com esta abertura de horizontes, a leitura missionária do Natal será mais próxima ao acontecimento histórico de Belém.


Deus em carne humana: para todos


Natal é «encarnação», significa Deus em carne humana. «Caro salutis est cardo» (a carne é sustentáculo-fundamento da salvação), como diziam os primeiros Padres da Igreja. Estamos na presença de um facto histórico: a nossa salvação passa através da carne de Cristo, do seu nascimento, paixão, morte, ressurreição, ascensão, Eucaristia… É a carne de Deus, a carne de Maria. Não é uma aparência de carne, como diziam os primeiros heréticos, os docetas, mas carne real, componente essencial da pessoa humana. A salvação de Deus chega-nos, historicamente, através da humanidade de Cristo Redentor; mas, ao mesmo tempo, passa necessariamente através da nossa humanidade: carne redimida e carne a redimir. É preciso falar com terminologia nua e crua da nossa carne em todas as suas situações e etapas: - é a carne forte dos anos juvenis e adultos (trabalho, actividades, viagens…); - é a carne bela (procura de beleza, modas, luxos, vaidade…); - é a carne frágil (débil, doente, sofredora, moribunda, morta…); - é a carne destinada à ressurreição, como dizemos no Credo. Sem distinção de cores: a salvação de Deus é a mesma para todos. A liturgia canta neste tempo: «toda a carne (isto é, todo o ser humano) verá a salvação de Deus». É esta a boa-nova, a grande alegria anunciada pelos anjos em Belém para todo o povo e para todos os povos (Lc 2,10).


De Belém ao Calvário


No tempo de Hitler, Edith Stein (Santa Teresa Benedita da Cruz) compôs a obra «O mistério do Natal», onde escreveu: «Os mistérios do cristianismo são um todo indivisível. Aquele que aprofunda um mistério, acaba por tocar todos os outros. Assim o caminho que começa em Belém avança irresistivelmente em direcção ao Calvário, vai do presépio à cruz». Basta ter presentes as palavras de Simeão no templo, a fuga para o Egipto, o massacre das crianças inocentes… Edith Stein consumou o seu holocausto em 1942 no campo de concentração de Auschwitz. Os factos repetem-se, hoje como ontem. No Egipto, no Iraque, em Orissa (Índia), na Indonésia, na Nigéria, no Sudão, na República Democrática do Congo, na China, em Itália (Turim, Florença…, Dezembro. 2011…), noutras partes do mundo, continua o martírio dos cristãos e de outros inocentes. Mas o Menino do presépio é o Ressuscitado. Por isso Edith Stein conclui: «Cada um de nós, a humanidade inteira chegará, juntamente com o Filho do Homem, através do sofrimento e da morte, à mesma glória». Palavras de uma mártir do nosso tempo.


Palavra do Papa


«Os pastores, depois de terem ouvido a mensagem do Anjo, disseram uns para os outros: “Vamos a Belém… Foram apressadamente» (Lc 2,15ss). «Apressaram-se», diz literalmente o texto grego. Aquilo que lhes tinha sido anunciado era tão importante que tinham de ir imediatamente. De facto, aquilo que lhes tinha sido dito ia totalmente para além do habitual. Mudava o mundo. Nasceu o Salvador… O Evangelho diz-nos: Deus tem a prioridade máxima… Deus é importante, a realidade mais importante sem sombra de dúvida na nossa vida. É precisamente essa prioridade que os pastores nos ensinam. Queremos aprender deles a não nos deixarmos esmagar por todas as coisas urgentes da vida quotidiana. Queremos apreender deles a liberdade interior de pôr em segundo plano outras ocupações – por muito importantes que sejam – para irmos ao encontro de Deus, para o deixar entrar na nossa vida e no nosso tempo. O tempo empregue para Deus e, a partir dEle, para o próximo nunca é tempo perdido. É o tempo em que vivemos verdadeiramente».


Bento XVI


Homilia na Missa da Meia-noite de Natal de 2009.


Palavra do Papa


O Natal revela-nos o amor imenso de Deus pela humanidade. Disto deriva também o entusiasmo, a esperança de nós cristãos, que na pobreza sabemos que somos amados, visitados e acompanhados por Deus; e olhamos para o mundo e para a história como o lugar no qual caminhar juntamente com Ele e entre nós, rumo aos novos céus e à nova terra. Com o nascimento de Jesus nasceu uma promessa nova, nasceu um mundo novo, mas também um mundo que pode ser renovado sempre. Deus está sempre presente a suscitar homens novos, a purificar o mundo do pecado que o envelhece, do pecado que o corrompe. Mesmo que a história humana e pessoal de cada um de nós possa estar marcada pelas dificuldades e fragilidades, a fé na Encarnação diz-nos que Deus é solidário com o homem e com a sua história. Esta proximidade de Deus ao homem, a cada homem, a cada um de nós, é um dom que nunca acaba! Ele está connosco! Ele é Deus connosco! E esta proximidade nunca acaba. Eis o alegre anúncio do Natal: a luz divina, que inundou os corações da Virgem Maria e de são José, e guiou os passos dos pastores e magos, brilha também hoje para nós.


Papa Francisco


Angelus, Domingo 5 de Janeiro de 2014


No encalço dos Missionários


- 25/12: Nascimento de Jesus em Belém, Filho de Deus em carne humana, Salvador de toda a família humana. O seu nascimento é anúncio de grande alegria para todo o povo (cf. Lc 2,10).


- 26/12: S. Estêvão, proto-mártir († 34 ca.), diácono cheio de fé e de Espírito Santo, morreu perdoando e rezando pelos seus assassinos.


- 26/12: BB. Inês Phila e Lúcia Khambang, das Irmãs «Amantes da Cruz», martirizadas juntamente com outras mulheres cristãs da Tailândia († 1940).


- 27/12: S. João, apóstolo e evangelista.


- 27/12: B. Francisco Spoto (1924-1964), mártir, sacerdote siciliano dos Missionários Servos dos Pobres, falecido na R D Congo na sequência das vexações infligidas por parte dos rebeldes simba.


- 28/12: Festa dos Santos Inocentes, testemunhas de Cristo com o sacrifício da vida.


- 28/12: S. Gaspar del Bufalo (Roma, 1786-1837), evangelizador de carroceiros e camponeses, dedicado às missões populares, propagou a devoção ao precioso sangue de Jesus.


- 29/12: S. Tomás Becket (1118-1170), chanceler do rei de Inglaterra, depois bispo de Cantuária, foi exilado em França durante seis anos; regressado à pátria, foi assassinado na sua catedral.


- 30/12: Recordação da encíclica social de João Paulo II Sollicitudo Rei Socialis (1987), no vigésimo aniversário da encíclica social de Paulo VI Populorum Progressio (1967).


- 31/12: Dia Internacional da Esperança.


- 1/1: Festa de Santa Maria, Mãe de Deus. – Fim de Ano. – Dia Mundial da Paz (desde 1968). Tema para 2015: «Já não escravos, mas irmãos».


Bom Natal! – O próximo comentário será para a Epifania e as outras epifanias do Senhor.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»