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Palavra de Deus

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Dar vigor à fé: Promover os frutos da missão

XXVII Domingo do T.C. - Ano «A» - Domingo 5.10.2014


 


Isaías  5,1-7


Do Salmo  79


Filipenses  4,6-9


Mateus  21,33-43


 


Reflexões


A vinha tem o seu cantor. “A vinha do Senhor é o seu povo”, canta o salmo responsorial. Trata-se de uma vinha plantada com amor, cuidada e protegida com alegria e esperança, como canta o profeta Isaías (I leitura) num dos seus famosos cânticos poéticos, razão pela qual lhe chamam o “Dante da literatura bíblica”. Infelizmente, porém, a vinha – isto é o povo – foi infiel: chegado o tempo da colheita as esperanças deixam lugar a desilusões e amargura; em lugar de frutos de justiça e rectidão o povo produziu frutos de sangue e de opressão (v. 7). De facto, na parábola de Jesus, os vinhateiros, além de se apropriarem da colheita, tornam-se homicidas: espancam, lapidam e matam não só os enviados do dono da vinha, mas o seu próprio filho. Não é difícil ver a semelhança com os acontecimentos da morte de Jesus (v. 39). Mas Deus recupera ‘a pedra’ – Jesus! – pedra rejeitada por alguns construtores, e faz dela  o fundamento da salvação, para todos os povos. Só quem o aceita e permanece nele produz muito fruto, porque sem ele nada podemos fazer (cf Jn 15,5). Por isso mesmo, Deus não desiste, não cede perante a desilusão, volta a tentar depois de cada recusa, não renuncia aos frutos: Apresenta sempre a outros povos o mesmo Salvador para que, unidos a ele, dêem frutos de salvação (v 34.41.43).


A história das missões vai registando os acontecimentos e um contínuo suceder-se de povos que, uma época depois de outra, acolhem ou recusam o anúncio do Evangelho, com as respectivas consequências de bem ou de mal. Por certo que nenhum povo se pode definir como melhor do que os outros, mas sempre nos convida a uma séria reflexão missionária o facto do nascer e florescer de tantas comunidades cristãs que mais tarde desapareceram, em várias regiões do mundo. De tantas comunidades cristãs que em outros tempos floresciam no Norte de África e no Médio Oriente, hoje restam só os nomes. Entretanto, outros continentes se abriram ao Evangelho e continuam a dar frutos; enquanto que alguns povos que cresceram na fé agora dão sinais de cansaço e de decadência, com frutos que escasseiam. Como recuperar o vigor fresco da fé? É este o grande desafio para uma pastoral missionária eficaz.


Paulo, na carta aos Filipenses (II leitura) fala de uma comunidade que, a seu tempo, deu bons frutos. No texto de hoje ele oferece uma lista de oito frutos que urge cultivar e procurar: tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso, digno de louvor (v. 8), como garantia da paz dom Deus e uns com os outros (v.7.9). São valores que convidam a pensar positivamente, e que constituem as bases para os caminhos principais e mais urgentes da missão da Igreja no mundo:  o diálogo com as outras religiões, a inculturação, o diálogo ecuménico, a promoção da justiça, a defesa da criação...


Paulo recomenda estes valores humanos e religiosos aos cristãos da comunidade de Filipos, a primeira que ele mesmo fundou na Europa durante a sua segunda viagem missionária (nos anos 49-50); uma comunidade com a qual mantinha um relacionamento particularmente afectuoso. As origens desta comunidade de Filipos oferecem sugestões interessantes para a missão. Depois do concílio de Jerusalém, Paulo visitara de novo as comunidades do Médio Oriente, onde instituiu responsáveis de comunidade, e procurava novas zonas para evangelizar (Actos 16,6-7), até que uma vez, em Troas, a visão de um macedónio lhe abriu o caminho para entrar num mundo novo: “Passa à Macedónia e ajuda-nos!” (Actos 16,9.10). O mar a atravessar era estreito, mas ia ser uma passagem deveras significativa: para Paulo e os seus companheiros tratava-se da entrada na Europa; os projectos de Paulo apontavam já para Roma, a capital do império. Os inícios em Filipos e o convite do Macedónio (“Passa à Macedónia e ajuda-nos!”) constituem um facto emblemático e um chamamento missionário às comunidades eclesiais de todo o tempo e lugar, para que estejam atentas ao grito, claro ou silencioso, de tantos macedónios de hoje (pessoas, povos, acontecimentos e situações), sobretudo quando nos aproximamos do Dia Mundial das Missões.


A Palavra do Papa


«Se queremos crescer na vida espiritual, não podemos renunciar a ser missionários. A tarefa da evangelização enriquece a mente e o coração, abre-nos horizontes espirituais, torna-nos mais sensíveis para reconhecer a acção do Espírito, faz-nos sair dos nossos esquemas espirituais limitados… Só pode ser missionário quem se sente bem, procurando o bem do próximo, desejando a felicidade dos outros. Esta abertura do coração é fonte de felicidade... A missão no coração do povo não é uma parte da minha vida, ou um ornamento que posso pôr de lado; não é um apêndice ou um momento entre tantos outros da minha vida. É algo que não posso arrancar do meu ser, se não me quero destruir. Eu sou uma missão nesta terra, e para isso estou neste mundo. É preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta missão de iluminar, abençoar, vivificar, levantar, curar, libertar.»


Papa Francisco


Exortação apostólica Evangelii Gaudium (2013), n. 272-273


No encalço dos Missionários


- 5-19/10: III Assenbleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sob o tema: “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”.


- 5/10: SS. Froilano e Attilano, bispos espanhóis do século X, que deixaram a vida eremítica para se dedicarem à evangelização das regiões libertadas do domínio dos árabes muçulmanos.


- 5/10: S. Faustina Kowalska (1905-1938), religiosa polaca, destinatária de revelações especiais sobre a «Divina Misericórdia»: uma devoção que teve uma rápida difusão mundial.


- 5/10: Evocação de Annalena Tonelli (1943-2003), leiga missionária italiana no Quénia e Somália durante 30 anos, assassinada em Borama (Somália) por um desconhecido. Eis algumas das suas palavras: «Fiz uma escolha de pobreza radical». - «Um dia o bem triunfará».


- 6/10: S. Bruno (Alemanha 1030-1101 Itália), professor de teologia, depois eremita, fundador da “Grande Chartreuse” (Grenoble), promotor da vida monástica, eremítica e cenobítica.


- 6/10: B. Maria Rosa (Eulália) Durocher (1811-1849), canadiana do Quebeque, fundadora.


- 7/10: Festa de Nossa Senhora do Rosário: oração popular apta a fazer reviver os mistérios da vida de Cristo e de Maria, em sintonia com as alegrias, as esperanças e os problemas missionários do mundo inteiro.


- 8/10: S. João Calabria (1873-1954), sacerdote de Verona, fundador de duas Congregações da Divina Providência, a favor dos jovens, dos pobres e dos doentes.


- 9/10: S. João Leonardi (1541-1609), fundador dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus. Com o prelado espanhol G. B. Vives, fundou em Roma uma escola para futuros missionários ad gentes, precursora do Colégio de Propaganda Fide (1627).


- 9/10: S. Ludovico Bertrán (1526-1581), sacerdote dominicano espanhol, missionário na Colômbia, onde evangelizou os povos indígenas e tomou a sua defesa perante os opressores.


- 10/10: S. Daniel Comboni (1831-1881), primeiro bispo-Vigário apostólico da África Central; elaborou um Plano para «salvar a África por meio dos Africanos» e fundou dois institutos missionários. Morreuem Cartum (Sudão) aos 50 anos de idade.


- 11/10: B. João XXIII (Ângelo Giuseppe Roncalli, 1881-1963), o «papa-bom», que convocou (1959) e inaugurou o Concílio Vaticano II a 11 de Outubro de 1962.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»