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Palavra de Deus

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«Deus não falha»: quer todos no seu banquete!

XXVIII Domingo do Tempo Comum - Ano A – Domingo 12.10.2014


 


Isaías 25, 6-10


Salmo 22


Filipenses 4, 12-14.19-20


Mateus 22, 1-14


 


Reflexões


Hoje o convite é para um banquete de núpcias, para uma festa, para a vida; não só para trabalhar na vinha! Da vinha do Senhor ao banquete dos povos: depois de três domingos com o tema da vinha, hoje a mensagem das leituras bíblicas está centrada no banquete da vida, para o qual Deus convida todos os povos. Este projecto do Pai aparece claramente já no Antigo Testamento, desde a criação, quando Deus preparava um jardim para os seus filhos e filhas. O profeta Isaías (I leitura), com uma linguagem apocalíptica projectada para o futuro, fala de um banquete para todos os povos: «um banquete de vinhos deliciosos, de manjares suculentos, de vinhos puríssimos» (v. 6). Humilhação, morte, lágrimas, escravidão… serão coisas do passado! É apenas um sonho ou uma ilusão? Não! O projecto do Pai da vida, para todas as nações (v. 7), que se vai realizando gradualmente ao longo do caminho em direcção ao Reino definitivo: Por isso é forçoso alegrar-se e exultar pela salvação que nos vem de Deus (v. 9). Ainda que no meio de tribulações, Ele, que é o bom Pastor, não nos deixa faltar nada: assegura alimento e água, prepara uma mesa abundante para todos (Salmo).


O ícone do banquete é muito querido e familiar nas acções e ensinamentos de Jesus. Ele sabia jejuar e ser austero, mas gostava sobretudo de estar com as pessoas e fazer festa. Os seus sinais começam precisamente numa festa de núpcias em Caná; aceita os almoços oferecidos por Mateus e por Zaqueu, por Simão o leproso e pelo amigo Lázaro; as multiplicações dos pães, a última ceia, a mesa de Emaús, o pequeno-almoço nas margens do lago… E depois os ensinamentos de Jesus nos lugares à mesa, o jejum, a vigilância das virgens para entrar na festa de núpcias, e outras como a parábola do banquete de núpcias para o filho do rei (Evangelho).


No ícone do banquete (imagem e realidade) sobressai o projecto do Pai para a vida do mundo. O convite de Deus não é só a trabalhar na vinha (cf. as parábolas dos domingos anteriores), mas a entrar com alegria no banquete das núpcias do Filho: isto é, tornar-se filhos no Filho, irmãos e irmãs de todos, mediante o baptismo; participar no banquete da Eucaristia; tomar parte activa no projecto do Reino e levar a sua boa-nova também a outros numa partilha missionária. Tudo isso, antes de ser um empenho, é um dom, uma dignidade, uma festa. Ser cristãos, discípulos e missionários do Evangelho é muito mais que uma disciplina: é motivo de alegria e de esperança, é um serviço ao Reino, é vida.


Está tudo preparado (v. 8): o Filho chegou, está presente. O plano salvífico de Deus é para todos os povos. O seu Reino tem dimensões universais, sem restrições, como se deduz da parábola: o Pai convida todos, quer a casa cheia com todas as filhas e filhos, «bons e maus», atraídos de todos os caminhos do mundo (v. 9-10). Ele é sensível à recusa dos primeiros convidados, mas não se rende. «O plano de Deus não é interrompido, a oferta não se extingue, pelo contrário, ressoa com mais intensidade para personagens estranhas que o hebreu evitaria fazer aceder à sua mesa purificada e ritualmente irrepreensível. É todo um mundo de pobres, sofredores, marginalizados espalhados pelos caminhos do mundo. À altiva auto-suficiência daqueles que se sentiam depositários da eleição e da salvação… sucede a nova comunidade das Bem-aventuranças» (G. Ravasi). Deus não falha: não se rende perante as nossas recusas, procura novas vias. (*)


Para fazer parte da comunidade das Bem-aventuranças, é preciso, porém, a veste nupcial (v. 12). Uma exigência que parece em contraste com a amplitude e a pressa daquele recrutamento geral… Poderia tratar-se de uma parábola narrada por Jesus num contexto diferente. Em qualquer caso, a mensagem é coerente com a liberdade pessoal e a disponibilidade de cada um perante a chamada de Deus. São condições imprescindíveis: depor os hábitos do homem velho, renovar-se no espírito e revestir-se do homem novo (Ef 4, 22-24), segundo a exortação de Paulo (II leitura). Ele treinou-se em tudo e para tudo, «para ter fartura e a passar fome», confia inteiramente em Deus: «tudo posso naquele que me conforta» (v. 12-13). A veste nupcial é Cristo, é Ele o homem novo: «Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo», exorta ainda Paulo (Rm 13, 14). S. Gregório Magno comenta: «A caridade é a veste nupcial, porque o nosso Redentor estava revestido dela quando veio para unir a si como esposa a sua Igreja. É o amor de Deus que impele o Filho unigénito a unir a si os eleitos». Temos aqui uma mensagem que ilumina o empenho de cada cristão e de cada comunidade, também neste Outubro missionário. Somos nós os servos, que o Pai da Vida manda pelos caminhos do mundo a anunciar o Evangelho de Jesus, para que todos os membros da família humana se tornem comensais do banquete da vida nova, em Cristo.


Palavra do Papa


(*) «Deus não falha. Ou mais exactamente: no início Deus falha sempre, deixa existir a liberdade do homem, e esta diz continuamente "não". Mas a fantasia de Deus, a força criadora do seu amor é maior do que o "não" humano. Com cada "não" humano é acrescentada uma nova dimensão do seu amor, e Ele encontra um caminho novo, maior, para realizar o seu sim ao homem, à sua história e à criação... Por meio da cruz de Cristo, Deus aproximou-se das nações, saiu de Israel e tornou-se o Deus do mundo. E agora o mundo dobra os joelhos diante de Jesus Cristo, o que também nós podemos experimentar hoje de maneira maravilhosa: em todos os continentes, até nas cabanas mais humildes, o Crucificado está presente. O Deus que tinha "falhado", agora, através do seu amor, leva deveras o homem a dobrar os joelhos, e assim vence o mundo com o seu amor».


Bento XVI


Homilia aos Bispos da Suiça, Roma, 7.11.2006


No encalço dos Missionários


- 5-19/10: III Assenbleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos sob o tema: “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”.


- 12/10: Santa Missa de Agradecimento pela canonização “equivanten” dos santos franceses, missionários de Québec (Canadá): o bispo de Québec, D. Francisco de Laval (1623-1708) e a Irmã Maria da Incarnação (1599-1672), fundadora de um mosteiro das Ursulinas na cidade de Québec.


- 12/10/1492: Chegada de Cristovão Colombo à América, início da conquista colonial do continente e da evangelização do Novo Mundo.


- 12/10: Memória de 4966 mártires e confessores (†483) durante a perseguição dos Vândalos do rei ariano Unerico na África setentrional.


- 12/10: Festa de Nossa Senhora «Aparecida», padroeira do Brasil, imagem particularmente querida aos afro-brasileiros.


- 12/10: Evocação de Simon Kimbangu (†1951), fundador da Igreja independente kimbanguista no Kongo.


- 15/10: S. Teresa de Jesus (Ávila, 1515-1582), reformadora do Carmelo e fundadora de novos mosteiros; é doutora da Igreja pela sua profunda experiência mística do mistério de Deus.


- 16/10: S. Margarida Maria Alacoque (1647-1690), do mosteiro francês da Visitação, em Paray-le-Monial, onde teve aparições especiais do S. Coração, e cuja Festa também promoveu.


- 16/10: B. Agostinho Thevarparampil (1891-1973), sacerdote da Índia, conhecido com o nome popular de «Kunjachan» (pequeno padre). Baptizou mais de 5000 «dalits» (intocáveis), os últimos no sistema das castas na Índia.


- 16/10: Dia Mundial da Alimentação, organizada pela ONU-FAO (1945).


- 17/10: S. Inácio de Antioquia, bispo e mártir, condenado pelo imperador Trajano ad bestias, em Roma (†107).


- 17/10: Dia Mundial da Rejeição da Miséria.


- 18/10: S. Lucas, autor do terceiro Evangelho e dos Actos dos Apóstolos, companheiro de Paulo na missão na Macedónia e depois noutras partes (Actos 16,10s.).


 


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»