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Palavra de Deus

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A Eucaristia, modelo e força de transformação do mundo

Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo


Ano B – Domingo 07.06.2015


 


Êxodo 24,3-8


Salmo 115


Hebreus 9,11-15


Marcos 14,12-16.22-26


 


Reflexões


A Eucaristia é o dom divino para que toda a família humana tenha vidaem abundância (Jo10,10); é o dom novo e definitivo que Cristo confia à Igreja peregrina e missionária no deserto do mundo; um dom a descobrir e a propor a outros: «se conhecesses o dom de Deus…» (Jo 4,10). A Eucaristia é fonte e sinal de unidade: sendo comunhão com o corpo e o sangue de Cristo, deve levar todos aqueles que nela participam a viver a comunhão fraterna. Da Eucaristia nasce necessariamente um generoso e criativo impulso ao encontro ecuménico e à actividade missionária, «para que uma só fé ilumine e uma só caridade congregue a humanidade espalhada por toda a terra» (Prefácio). A pessoa e a comunidade que fazem a experiência viva de Cristo na Eucaristia sentem-se motivadas a partilhar com outros o dom recebido. A missão, enquanto anúncio e presença de Cristo, nasce da celebração eucarística, encontra aqui a sua força e reúne todos à volta desta mesa.


A Eucaristia ensina e dá força para abater as barreiras que impedem ou dificultam o desenvolvimento da vida: primeiro, ensina a defender a vida de cada pessoa, na convicção de que «ninguém está a mais!» na aldeia global da humanidade; segundo, dá força para vencer a espiral de violência, mediante o diálogo, o perdão e o sacrifício; terceiro, impele a quebrar as cadeias do monopólio dos bens, promovendo a partilha, a solidariedade e relações mais justas entre as pessoas e os povos.


Numa palavra, a Eucaristia é motor e projecto de autêntico desenvolvimento, de promoção humana e cristã, de transformação das pessoas e da sociedade. De facto, Jesus institui a Eucaristia como dom de amor, precisamente na noite em que é traído, abandonado, condenado… A Eucaristia muda assim a própria morte em amor, a tal ponto que a morte é superada e vencida na ressurreição: o amor supera o ódio, o amor vence a morte, porque o amor transforma as pessoas a partir do interior. O Papa Bento XVI, comentando a instituição da Eucaristia (Evangelho), oferece-nos uma densa reflexão dobre a Eucaristia como força de transformação de cada pessoa e do mundo inteiro: «Somente esta íntima explosão do bem que vence o mal pode provocar depois a cadeia de transformação que pouco a pouco mudará o mundo. Todas as outras mudanças permanecem superficiais e não salvam». (*)


É certamente uma reflexão repleta de motivações para a actividade e para a espiritualidade missionária, abertas ao mundo! A aldeia global – que o mundo é hoje – não pode deixar de ter um banquete global, no qual todos os povos têm igual direito de tomar parte; uma mesa da qual ninguém deve ser excluído, discriminado ou rejeitado. É este, desde sempre, o projecto do Pai comum de toda a família humana (cf. Is 25,6-9). É este o sonho que Ele confia à comunidade dos crentes, para que o levem a cumprimento, uma vez que têm o «direito-dever» de celebrar a Eucaristia, fazendo memória da morte e ressurreição de Cristo. É este o banquete ao qual são convidados todos os povos. Unidos e animados pelo único Espírito!


Palavra do Papa


(*) «Fazendo do pão o seu Corpo e do vinho o seu Sangue, Jesus antecipa a sua morte, aceita-a no seu íntimo e transforma-a num gesto de amor. Aquilo que a partir do exterior é violência brutal – a crucifixão – a partir do interior torna-se gesto de amor que se dá totalmente. É esta a transformação essencial que se realizou no cenáculo e que era destinada a provocar um processo de transformações, cujo termo último é a transformação do mundo… Esta primeira fundamental transformação da violência em amor, da morte em vida, arrasta depois consigo as outras transformações… A este ponto porém a transformação não se deve deter; pelo contrário, é aqui que deve começarem pleno. O Corpo e o Sangue de Cristo são-nos dados para que nós mesmos sejamos transformados por nossa vez. Nós mesmos temos de nos tornar Corpo de Cristo, consanguíneos d’Ele. Todos comemos do único pão, e isso significa que entre nós nos tornamos uma só coisa».


Bento XVI


Homilia na Jornada Mundial da Juventude, Colónia, 21.8.2005


No encalço dos Missionários


- 7/6: SS. Corpo e Sangue de Cristo, pão vivo, para que todos tenham vida em abundancia.


- 8/6: B. Tiago Berthieu (1838-1896), sacerdote jesuíta francês, missionário durante mais de 20 anos em Madagáscar; morreu mártir em Ambiatibé.


- 8/6: B. Maria Teresa Chiramel Mankidiyan (1876-1926), religiosa carmelita do Kerala (Índia), fundadora das Irmãs da Sagrada Família, dedicadas a jovens e necessitados.


- 9/6: B. José de Anchieta (1534-1597), sacerdote jesuíta espanhol, nascido nas ilhas Canárias, missionário e apóstolo no Brasil, fundador da cidade de São Paulo.


- 11/6: S. Bernabé, apóstolo, foi um dos primeiros cristãos de Jerusalém, missionário em Antioquia, evangelizador de Chipre, amigo e colaborador de S. Paulo.


- 11/6: B. Ignacio Maloyan (1869-1915), bispo de Mardine dos Arménios e mártir, torturado e morto pelos turcos no início do holocausto arménio.


-12/6: Fiesta do Sagrado Coração de Jesús. Do Coração trespassado de Cristo Bom Pastor nasce a Igreja missionária. – Jornada Mundial para a Santificação dos Sacerdotes.


- 12/6: S. Gaspar Bertoni (Verona, 1777-1853), fundador dos Estigmatinos, “missionários apostólicos”.


- 12/6: B. Merced Maria de Jesús Molina (1828-1883), religiosa equatoriana, missionária entre os indígenas ‘jíbaros’, fundadora, morreu em Riobamba (Equador).


- 12/6: Dia Mundial contra o Trabalho dos Infantil, instituído pela ONU (2002).


- 13/6: S. Antonio de Pádua (1195-1231), sacerdote franciscano português; faleceu na tentativa de ir como missionário ao Marrocos, se converteu em um eficaz evangelizador em França e Itália; é doutor da Igreja.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»