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Palavra de Deus

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«Vós sois os ramos»: podados e fecundados para a Missão

V Domingo de Páscoa - Ano B – 03.5.2015


 


Actos 9,26-31


Salmo 21


1João 3,18-24


João 15,1-8


 


Reflexões


Jesus no Evangelho identifica-se com a videira: «Eu sou a verdadeira vide» (v. 1). A presente afirmação está ligada à série de definições que Jesus dá de si mesmo, reunidas pelo evangelista João: Eu sou a água fresca (Jo 4); «Eu sou o Pão vivo» (Jo 6); «Eu sou a luz do mundo» (Jo 9); «Eu sou o Bom Pastor» (Jo 10); «Eu sou a ressurreição e a vida» (Jo 11)… E hoje: «Eu sou a videira, vós os ramos» (v. 5). São afirmações que nos reportam à auto-definição do Deus do Êxodo: «Eu-Sou envia-me a vós» (Ex 3,14). Aparece de modo claro que as revelações de identidade de Deus, e de Jesus, são por si mesmas um Evangelho, uma boa notícia, e contêm uma missão, um mandato a levar a outros. É já depois da última ceia de Jesus com os discípulos, no contexto de despedida, já por si carregado de significado e de emoções, que se insere a passagem do Evangelho de hoje sobre «a videira e os ramos», onde assume a rica temática bíblica da videira, cantada pelos profetas (Isaías, Jeremias, Ezequiel…) e nos salmos (80). Ele é a videira verdadeira do novo Israel, que não desiludirá a expectativa divina, porque dará frutos.


No trecho da videira e dos ramos há uma revelação trinitária: O Pai é o agricultor (v. 1), o Filho é a verdadeira vide, o Espírito Santo é a seiva vital e amorosa no seio da Trindade e no coração dos discípulos, que são os ramos. Da alegoria da videira e dos ramos é possível, também, fazer uma leitura eclesial e eucarística: o primeiro «fruto da videira» é a Eucaristia da nova aliança no sangue de Jesus (Mt 26,29). Os outros frutos são pedidos àqueles que Ele chama a segui-lo: para que «deis muito fruto e vos torneis meus discípulos» (v. 8). Estes frutos encontram-se no campo que é o mundo, onde «a messe é grande, mas os operários são poucos» (Mt 9,37).


A condição indispensável para dar frutos está na união do ramo com a cepa. Quanto a este ponto, a experiência da vida agrícola não admite alternativas nem excepções. Daí a insistência de Jesus: «Permanecei em mim e eu permanecerei em vós» (v. 4). O verbo «permanecer» aparece por bem sete vezes no breve trecho de hoje. Não chega portanto uma presença qualquer, de passagem, com um voo de pássaro de planta em planta, ou de borboleta de uma flor em outra; ‘permanecer’ indica estabilidade, morada fixa, residência. Isto é, amizade, convivência, identificação, oração. (*) Uma amizade que se reforça na «poda», vivida como necessária passagem de purificação e de fecundidade, «para que deis mais fruto» (v. 2). É o que nos assegura Job, que de poda entendia bem: feliz o homem que é corrigido por Deus, cujas mãos ferem apenas para curar (Jb 5,17-18).


O convite a confiar sempre em Deus – mesmo nos meandros da dor – vem-nos de João (II leitura), porque «Deus é maior que o nosso coração e conhece todas as coisas» (v. 20). Ele deu-nos o Espírito Santo (v. 24), para nos ajudar a não amar apenas por palavras, «mas com obras e em verdade» (v. 18). Um testemunho de semelhante amor vem-nos da história de Paulo (I leitura): depois de ter perseguido os cristãos, descobre neles a presença daquele Senhor que lhe mudou a vida. No caminho de Damasco nasceu não apenas um cristão, mas o apóstolo, o grande missionário, que – graças à mediação de Barnabé que o apresentou aos apóstolos – pregava em Damasco e em Jerusalém com coragem, abertamente, no nome do Senhor Jesus (v. 27-28). É de sublinhar enormemente o papel de Barnabé como amigo, acompanhante, conselheiro e colega de Paulo na missão. Os receios e as suspeições sem relação a Paulo eram grandes, não só porque tinha sido perseguidor, mas sobretudo porque «Paulo manifestava uma forma e uma amplitude de visão que surpreendia e intimidava os cristãos que já se tinham habituado a uma vida sem o ímpeto missionário que o neo-convertido demonstrava. Ele pregava com coragem e a sua veemência criava-lhes problemas. Paulo tomava a sério aquilo que tanto nos custa: amar o próximo na sua situação concreta (Gustavo» Gutiérrez).


Em vez de se retirar para os seus problemas pessoais e seguir o seu caminho, Paulo, podado e fecundado no sofrimento, enfrenta incompreensões e divergências, aceita o confronto com os outros apóstolos, não se isola, mas procura e mantém a comunhão com o grupo. Um exemplo para aqueles que, também hoje, se dedicam com paixão à causa missionária do Evangelho e se deparam muitas vezes com incompreensões e contrastes mesmo no seio da comunidade eclesial. A tentação de abandonar pareceria a escapatória mais fácil. Paulo, pelo contrário, resistiu, renovou a Igreja a partir de dentro. Procurando sempre a comunhão. Com amor!


Palavra do Papa


(*) «O Espírito Santo infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (parresia), em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo contra-corrente. Invoquemo-Lo hoje, bem apoiados na oração, sem a qual toda a acção corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma. Jesus quer evangelizadores que anunciem a Boa Nova, não só com palavras mas sobretudo com uma vida transfigurada pela presença de Deus».


Papa Francisco


Exortação apostólica Evangelii Gaudium (2013) nº 259


No encalço dos Missionários


- 3/5: SS. Apóstolos Filipe de Betsaida e Tiago, o menor, primeiro bispo de Jerusalém.


- 3/5: B. Maria Leónia (Alodia) Paradis (1840-1912), religiosa canadiana, fundadora das Pequenas Irmãs da S. Família de Sherbroock, no Quebeque (Canadá).


- 3/5: B. João Martino Moyë (†1793), sacerdote da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris, missionário na China, fundador, falecidoem Treviri (Alemanha).


- 6/5: S. Pedro Nolasco (†1245 em Barcelona), fundador, juntamente com S. Raimundo de Peñafort e o rei Tiago I de Aragão, da Ordem das Mercês para o resgate e redenção moral dos escravos.


- 6/5: B. Francisco de Montmorency (1623-1708), missionário francês, bispo do Quebeque.


- 6/5: B. Rosa Gattorno (1831-1900), mãe de família e viúva, fundouem Piacenza o Institutodas Filhas de Santana, que bem depressa (1878) partiram como missionárias para outros continentes.


- 8/5: B. Maria Catarina Symon de Longprey (†1668), das Irmãs Hospitaleiras da Misericórdia, dedicada ao cuidado físico e espiritual dos doentes no Quebeque (Canadá).


- 8/5: S. Madalena de Canossa (Verona, 1774-1835), virgem; renunciou aos seus bens patrimoniais e fundou duas Congregações para a educação cristã da juventude.


- 8/5: Dia Internacional da Cruz Vermelha (desde 1929) e da Meia-lua Vermelha.


- 9/5: S. Pacómio (Alto Egipto, 347-348), pai do monaquismo cenobita cristão, autor de uma das primeiras Regras monásticas.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»