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Palavra de Deus

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Olhos fixos em Jesus e na sua missão

III Domingo do Tempo Comum - Ano C – 24.1.2016


 


Neemias 8, 2-4a.5-5.8-10


Salmo 18


1Coríntios 12, 12-30


Lucas 1, 1-4; 14-21


 


Reflexões


O evangelista Lucas afirma claramente que não pretende escrever um romance, mas um livro de história, com base em factos reais e verificáveis. Quer dar aos seus leitores uma garantia total acerca da figura central do livro que se prepara para escrever. Não pretende inventar factos, cenas ou mensagens; quer relatar (Evangelho) apenas «acontecimentos que se realizaram entre nós» (v. 1), transmitidos por pessoas «que foram disso testemunhas oculares desde o início e se tornaram testemunhas da Palavra» (v. 2). Para o evangelista são os factos que inspiram as palavras; os ministros da Palavra partem dos factos. Com documentos na mão, depois de ter «investigado cuidadosamente tudo desde as origens», Lucas está em condições de redigir um «resumo ordenado» assente na vida de Jesus. Com rigor e honestidade, com base em testemunhos oculares e credíveis, Lucas assegura aos seus leitores a «solidez dos ensinamentos» que receberam (v. 3-4).


Lucas tem um claro projecto catequético e missionário: reforçar a fé de quem já acredita e dar certezas a todos os que andam à procura, àqueles que se estão a aproximar e estão a caminhar em direcção a Jesus, como figura histórica e fulcro da fé. O Evangelho de Jesus está fundado em factos reais; nos quais não há espaço para invenções humanas, ou criações mitológicas. «A fé bíblica não é a adesão a uma série abstracta de teoremas teológicos, mas a aceitação da irrupção de Deus e da sua palavra no tecido histórico dos acontecimentos humanos, na “casa” de carne das nossas genealogias, na “tenda” de carne da incarnação de Cristo… Cristo é o centro e a explicação do nó intrincado das nossas gerações, das nossas esperanças, das nossas vicissitudes» (G. Ravasi). Esta centralidade de Cristo foi ilustrada por João Paulo II (*) e por Bento XVI, que nos confirma na fé: «Hoje, como ao tempo de Jesus, o Natal não é uma lenda para crianças, mas a resposta de Deus ao drama da humanidade à procura da verdadeira paz… Cabe a nós abrir, escancarar as portas para o acolher» (20.12.2009).


Com as explicações acerca do método de investigação, a intenção do autor e a finalidade da obra, Lucas oferece um guia de leitura do seu Evangelho e introduz-nos no programa de vida e na mensagem do seu protagonista, Jesus de Nazaré. Precisamente na sinagoga da sua aldeia de infância e de juventude, aos trinta anos Jesus inaugura a sua missão pública, assumindo em primeira pessoa o programa profético de Isaías (61, 1-2): também Ele, «com o poder do Espírito» (v. 14), sente-se mandatado para levar aos pobres a boa nova» aos oprimidos a libertação e a todos um ano de graça (v. 18-19). São as linhas programáticas da missão de Jesus: depois, serão os milagres de cura, as palavras de misericórdia, o acolhimento aos pecadores e aos excluídos… a definir nos factos o rosto humano de um Deus que é misericordioso palra além de qualquer medida.


Jesus enche completamente a cena na sinagoga: como anota Lucas, os olhos e os ouvidos de todos «estavam fixos sobre Ele». Jesus não se detém a comentar o texto de Isaías, mas proclama a sua plena realização. É o momento do hoje de Deus para o cumprimento das Escrituras (V. 20-21). É legítimo pensar que, quando Jesus pronunciou a palavra “hoje”, tenha efectuado também o gesto que indicava o seu corpo, a sua pessoa, como lugar do cumprimento de todas as Escrituras: hoje, aqui, em mim, perante vós que me fixais nos olhos… Para Jesus, foi um momento de plena identificação como enviado-missionário do Pai! O ano de graça já começou. De ora em diante os sinais da misericórdia e da proximidade de Deus ao lado de quem precisa, estarão sempre patentes. A começar por Jesus, para prosseguir depois na história missionária da Igreja por toda a parte e em todas as épocas.


Também o povo de Israel fez a experiência da actualidade permanente da Palavra de Deus, quando a redescobriu depois do exílio e esta foi proclamada solenemente perante toda a assembleia (I leitura) na praça pública, provocando conversão e alegria. Hoje, a eficácia e a visibilidade da Palavra são exigidas de forma urgente em campo ecuménico (II leitura), para que todos os crentes em Jesus, convocados pela Palavra e alimentados por um só Espírito» (v. 13). Formem o único corpo de Cristo, rico de múltiplos dons, unidos em harmoniosa vitalidade, animados pelo ímpeto missionário, «para que o mundo acredite» (Jo 17, 21).


Palavra do Papa


(*) «Cristo não se limita a falar “em nome de Deus” como os profetas, mas é o próprio Deus que fala no seu Verbo eterno feito carne. Tocamos aqui, o ponto essencial onde o cristianismo se diferencia das outras religiões, nas quais se foi exprimindo, desde o início, a busca de Deus por parte do homem. No cristianismo, o ponto de partida está na Encarnação do Verbo. Aqui, não é apenas o homem a procurar Deus, mas é Deus que vem em pessoa falar de Si ao homem e mostrar-lhe o caminho por onde é possível segui-lo… O Verbo Encarnado é o cumprimento do anelo presente em todas as religiões da humanidade… Em Cristo, a religião deixa de ser um “procurar Deus como que às apalpadelas” (Act 17, 27), para se tornar resposta de fé a Deus que se revela… Cristo é o cumprimento da aspiração de todas as religiões do mundo, constituindo por isso mesmo o seu único e definitivo ponto de chegada».


João Paulo II


Carta Apostólica Tertio Millennio Adveniente, (10 de novembro de 1994), n. 6


No encalço dos Missionários


- 18-25/1: Semana de oração pela Unidade dos Cristãos. A unidade é finalizada à missão. Tema para 2010: «Cristo hoje: “Vós sois as testemunhas destas coisas” (Lc 24,48)».


- 20/1: B. Cipriano Miguel Iwene Tansi (1903-1964), sacerdote diocesano de Onitsha (Nigéria) e depois monge trapista, iniciador de tal vida contemplativa para a África.


- 20/1: Recordação do P. Alexandre Valignano (1539-1606), grande missionário na Ásia e superior provincial dos jesuítas no Extremo Oriente (Índia, China, Japão…), falecido em Macau.


- 22/1: S. Vicente Pallotti (1795-1850), fundador dos Pallottinos e, promotor das missões e do apostolado dos leigos, chamado por Pio XI: «Precursor da Acção Católica».


- 22/1: B. Laura Vicuña, nascida no Chile e falecida na Argentina aos 13 anos de idade (†1904).


- 23/1: S. Ildefonso, bispo de Toledo (607-667), escritor sagrado; deu solidez à Igreja em Espanha, promovendo a liturgia e a devoção mariana.


- 23/1: B. Mariana Cope (1838-1918), religiosa franciscana alemã, emigrou para os USA e foi missionária durante dezenas de anos entre os leprosos das ilhas Havai e em Molokai.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»