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Palavra de Deus

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Experimentar e anunciar o Natal

IV Domingo de Advento - Ano C – 20.12.2015


 


Miqueias 5,1-4a


Salmo 79


Hebreus 10,5-10


Lucas 1,39-49


 


Reflexões


Às portas do Natal, a Palavra de Deus oferece-nos hoje as chaves para compreender, experimentar e anunciar aos outros o mistério que celebramos. Essas chaves são: Maria, a carne e a pequenez. Em primeiro lugar, Maria, que o evangelista nos apresenta na Visitação à parente Isabel (Evangelho). Em clima de fé e de alegria intensa, dá-se o encontro entre duas mulheres, que se tornaram mães gestantes por uma especial intervenção de Deus: Isabel em idade avançada, Maria na sua virgindade. Ambas estão repletas do Espírito Santo (v. 41; Lc 1,35), atentas em captar os sinais da sua presença, prontas a louvá-lo e a agradecer-lhe pelas suas obras maravilhosas (v. 42-45.46-48). Estes elementos fazem da Visitação um mistério de fé, alegria, serviço, anúncio missionário. Maria, apressada na viagem (v. 39), levando Jesus no seu seio, é imagem da Igreja missionária, que leva ao mundo o anúncio do Salvador.


«Bem-aventurada aquela que acreditou», exclama Isabel (v. 45). É a primeira bem-aventurança que aparece nos Evangelhos. Pela fé Maria concebeu no seu coração o Filho de Deus ainda antes de o gerar na carne. Acreditou, isto é, confiou, abandonou-se em Deus. As palavras de Maria: «eis a serva do Senhor: faça-se…» (v. 38) estão em sintonia com o «Sim» de Jesus, o qual, segundo o autor da carta aos Hebreus (II leitura), ao entrar no mundo, disse: «Eu venho, ó Deus, para fazer a tua vontade» (v. 7.9). Este é o único culto agradável a Deus, o culto dos verdadeiros adoradores do Pai «em espírito e verdade», como o próprio Jesus o revelará também à samaritana (Jo 4,23).


Desde há muito tempo – podemos dizer desde sempre – Deus não se compraz com o perfume dos incensos nem com o fumo das carnes dos animais imolados no templo, como repete a carta aos Hebreus (v. 6.8). Ele quer habitar num templo de carne, no coração das pessoas, tornar-se o centro de todos os pensamentos e de todos os interesses, a razão de todas as opções e decisões, a raiz de todas as alegrias. Só a este nível se pode falar de verdadeira conversão do coração, uma conversão que vai para além de gestos exteriores puramente rituais, de práticas superficiais e de fórmulas repetidas de cor.


Jesus é o verdadeiro adorador do Pai: desde o primeiro instante da sua entrada no mundo, não lhe oferece animais ou incenso (v. 5-6), mas apresenta-se a si mesmo, o seu corpo, como oferta de amor para santificar a todos (v. 10), sem excluir ninguém, porque Ele «não se envergonha de os chamar irmãos» (Heb 2,11). «Caro salutis est cardo» (a carne é o princípio da salvação), gostavam de repetir, com grande sentido teológico e antropológico, os Padres da Igreja nos primeiros séculos. Sublinhavam desse modo que Deus quis tornar manifesta e concreta a sua salvação, fazendo-a passar através da carne humana do Filho de Deus, o filho de Maria. Na escola de Maria, o Papa convida-nos a encontrar Jesus no Natal e na Eucaristia. (*)


Esta maravilhosa obra da salvação realiza-se através de sinais pequenos e pobres, pessoas e realidades humildes. Um exemplo bíblico é Belém (I leitura), pequena cidade mas berço de um senhor que «apascentará com o poder do Senhor», dará segurança e paz ao povo, «será exaltado até aos confins da terra» (v. 3). Belém é uma terra insignificante, mas Deus escolhe-a para aí fazer nascer aquele que é «a Notícia mais Graciosa» para todos os povos. Na origem de tal acontecimento, está Maria, que exulta e canta, consciente de que Deus «olhou para a humildade da sua serva» (v. 48).


Também hoje, Deus realiza as suas obras grandiosas por meio de instrumentos pobres, gestos humildes, situações humanamente desesperadas. Ocorre a pergunta: mas então, quem se salva? Salvam-se os que, com coração sincero e disponível, acolhem o mistério daquele Menino, nascido em Belém há mais de 2000 anos; os que dão ouvidos à sua mensagem, se fazem construtores da sua paz, portadores da sua alegria, missionários que o anunciam. Como Maria, como os pastores!


Palavra do Papa


(*) «Queridos amigos, entrámos no mistério do Natal, já muito próximo, através da porta da Eucaristia: na gruta de Belém adoramos o mesmo Senhor que no Sacramento eucarístico quis tornar-se nosso alimento espiritual, para transformar o mundo a partir de dentro, a partir do coração do homem. Entrai na escola da Virgem Maria, a primeira que contemplou a humanidade do Verbo incarnado. No Menino Jesus, com o qual mantinha infinitos e silenciosos colóquios, Ela reconhecia o Rosto humano de Deus, de tal modo que a Sabedoria do Filho se imprimiu na mente e no coração da Mãe».


Bento XVI


Aos estudantes universitários, Roma, 14 de Dezembro de 2006


No encalço dos Missionários


- 21/12: S. Pedro Canísio (1521-1597), jesuíta holandês, teólogo do Concílio de Trento, dinamizador da contrareforma na Europa central, autor de um catecismo; é doutor da Igreja.


- 21/12: Homilia do P. Antonio de Montesinos, frade dominicano espanhol, no IV domingo de Advento de 1511, na igreja de «La Española» (República Dominicana), em defesa dos direitos dos indígenas: «Porventura estes não são homens?».


- 22/12: S. Francisca Savério Cabrini (Lodi 1850-1917 Chicago), fundadora das Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, para a atenção aos migrantes, em favor dos quais deu vida a numerosas obras.


23/12: S. João de Kenty (1390-1473), teólogo polaco, mestre de numerosas gerações de sacerdotes; pároco exemplar pela oração e serviço da caridade.


- 23/12: S. Margarida de Youville (1701-1771), leiga canadiana do Quebeque, mãe de família, viúva, e mais tarde religiosa e fundadora.


- 23/12: S. António de Santana Galvão de França (1739-1822), franciscano do Brasil, dedicado à pregação e à penitência.


- 24/12: B. Bartolomeu Maria dal Monte (1726-1778), sacerdote de Bolonha, pregador assíduo de missões ao povo e ao clero em pelo menos 62 dioceses de Itália; criou a Obra Pia das Missões.


- 25/12: Nascimento de Jesus Cristo em Belém, Filho de Deus em carne humana, Salvador de toda a família humana. O seu nascimento é anúncio de grande alegria para todo o povo (cf. Lc 2, 10).


- 25/12: Chegada a Porto Rico (1512) de Mons. Alonso Manso, primeiro bispo de toda a América.


- 26/12: S. Estêvão, primeiro mártir (†34 ca.), diácono repleto de fé e de Espírito Santo, morreu perdoando e rezando pelos seus carrascos.


- 26/12: BB. Agnese Phila e Lúcia Khambang, das Irmãs «Amantes de Cruz», martirizadas juntamente com outras mulheres cristãs da Tailândia († 1940).


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»