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Palavra de Deus

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Missão Pascal é: anúncio do Perdão dos pecados

III Domingo de Páscoa: Ano B – 19.4.2015


 


Actos  3,13-15.17-19


Salmo  4


1João  2,1-5


Lucas  24,35-48


 


Reflexões


A história dos dois discípulos de Emaús acabou de modo surpreendente! A presença de Jesus, que acompanhava os dois discípulos a caminho de Emaús (Lc 24,13s), terminou com a identificação daquele misterioso viajante, que lhes explicava tão bem as Escrituras, que aquecia o seu coração e que partiu o pão… «Então abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no. Mas Ele desapareceu da sua presença… Partiram sem demora e regressaram a Jerusalém» (Lc 24,31.33). É neste ponto que inicia o texto hodierno de Lucas (Evangelho) com os Onze apóstolos e os Dois de Emaús que trocam entre si a experiência acerca das aparições de Jesus Ressuscitado (v. 34-35). Finalmente, ao cair daquele dia – o primeiro do novo calendário da história humana! – Jesus em pessoa aparece a todo o grupo e diz: «A paz esteja convosco!» (v. 36).


A experiência pascal dos discípulos, que vêem e reconhecem o Senhor ressuscitado, torna-se anúncio, melhor, transforma-se no próprio fundamento da missão dos apóstolos e da Igreja de todos os tempos e lugares. O presente texto de Lucas é todo ele um anúncio pascal e missionário: os Dois de Emaús falam do seu encontro com o Ressuscitado e os Onze são enviados por Jesus a pregar «a todos os povos a conversão e o perdão dos pecados» (v. 47).


Os apóstolos não eram lorpas, tiveram dificuldadeem aceitar que Jesustivesse ressuscitado. Lucas mostra isso com insistência: primeiro dizendo que estavam espantados, medrosos, perturbados, duvidosos, julgavam-no um fantasma (v. 37-38); e depois, procura dar provas concretas da corporeidade do Ressuscitado. Jesus, por seu lado, insiste em dizer: «Sou Eu mesmo!» (v. 39). E dá provas palpáveis de que é mesmo Ele, o próprio Jesus em “carne e osso”: come diante deles uma posta de peixe assado (v. 42), convida-os a observar e a tocar mãos, pés, lado (v. 39). Por fim os discípulos rendem-se e acreditam: as chagas da paixão são os sinais visíveis e tangíveis de que há identidade e continuidade entre o Cristo histórico e o Cristo ressuscitado.


Normalmente, salvo circunstâncias e exames especiais, as pessoas são identificadas pelo seu rosto. Jesus ao contrário quer que os discípulos – Tomé, em particular – o reconheçam pelas mãos, pelos pés e pelo lado. «A chamada de atenção vai para as chagas impressas pelos pregos e pela cruz, ápice de uma vida gasta por amor. Mesmo como ressuscitado, o corpo de Jesus conserva os sinais do dom total de si… Também o cristão será reconhecido pelas mãos e pelos pés… O anúncio da ressurreição de Cristo só é eficaz e credível se os discípulos puderem, como o Mestre, mostrar aos homens as suas mãos e os seus pés marcados por obras de amor» (F. Armellini).


As três leituras neotestamentárias deste domingo pascal têm um fio condutor comum: a conversão e o perdão dos pecados. Ambos – conversão e perdão – têm a sua raiz na Páscoa de Jesus e são parte essencial do anúncio missionário da Igreja. Pedro (I leitura) declara-o na praça pública no dia de Pentecostes: «Arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados» (v. 19). E João (II leitura) exorta amorosamente os “filhos” a não pecar, mas se tal acontecesse, há sempre uma tábua de salvação: «temos um advogado… Jesus Cristo, o Justo… vítima de propiciação pelos pecados de todo o mundo» (v. 1-2).


Esta boa notícia da salvação é-nos oferecida como dom do Espírito Santo, que, para Lucas e para João, está ligado ao perdão dos pecados. Tal ligação é posta em evidência também na nova fórmula de absolvição sacramental, como também numa oração da Missa, onde se invoca o Espírito Santo, porque «Ele é a remissão de todos os pecados (cf. oração sobre as ofertas, no sábado antes do Pentecostes). Desde que Jesus ressuscitou, a vida é mais forte do que a morte! (*)


No Evangelho de João, a instituição do sacramento da reconciliação para o perdão dos pecados acontece precisamente no dia de Páscoa: «àqueles a quem perdoados os pecados ser-lhes-ão perdoados» (Jo 20,23). O perdão dos pecados é, portanto, um presente pascal de Jesus. Com razão, o grande teólogo de moral Bernard Häring, chama a confissão o sacramento da alegria pascal. Para Lucas «a conversão e o perdão dos pecados» são a boa notícia que os discípulos deverão pregar «a todas as gentes», no nome, isto é, por mandato de Jesus (Lc 24,47). São os sinais do Crucificado-Ressuscitado, os sinais da Missão.


Palavra do Papa


 


(*) Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai. O mistério da fé cristã parece encontrar nestas palavras a sua síntese. Tal misericórdia tornou-se viva, visível e atingiu o seu clímax em Jesus de Nazaré… Precisamos sempre de contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o acto último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida… Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes.


Papa Francisco -  Misericordiae Vultus


Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, 11/04/2015


No encalço dos Missionários


- 19/4: B. Tiago Duckett (†1602), leigo casado, preso durante nove anos e assassinado em Londres sob a rainha Isabel I, por ter vendido livros católicos. Em datas próximas a esta, faz-se memória de muitos outros católicos martirizados em Inglaterra sob a mesma rainha e sob outros reis.


- 19/4: Aniversário da eleição do Papa Bento XVI (2005).


- 20/4: S. Marcelino (†374), bispo, nasceu em África e, juntamente com dois companheiros Vicente e Donino, foi incansável evangelizador na França meridional.


- 21/4: S. Anselmo de Aosta (1033-1109), doutor da Igreja, monge beneditino e abade de Bec (Normandia); nomeado bispo de Cantuária, lutou e sofreu muito pela liberdade da Igreja em Inglaterra.


- 21/4: Em 1957 Pio XII publicou a encíclica missionária Fidei Donum, sobre a situação das missões católicas, particularmente em África, lançando um forte apelo ao empenho missionário mesmo por parte do clero diocesano.


- 22/4: Dia da Terra para a defesa da Natureza (ONU 1970).


- 23/4: S. Jorge (séc. IV, na Palestina), santo popular pela luta contra o dragão; mártir venerado desde a antiguidade pelas Igrejas do Oriente e do Ocidente.


- 23/4: S. Adalberto (Vojtech), bispo de Praga e mártir (956-997), intrépido missionário na Polónia e junto dos povos eslavos.


- 23/4: B. Maria Gabriela Sagheddu (1914-1939), nascida na Sardenha e falecida como monja trapistaem Grottaferratta (Roma), ofereceu a sua vida pela unidade dos cristãos.


- 24/4: S. Fiel de Sigmaringa (Sul de Alemanha, 1578-1622), sacerdote capuchinho, missionário, assassinado na Récia (Suiça). É protomártir da Congregação da Propagação da Fé (fundada em 1622) e da então incipiente Ordem dos Capuchinhos.


- 25/4: S. Marcos, evangelista, discípulo de Paulo e de Pedro, considerado o fundador da Igreja de Alexandria do Egipto.


- 25/4: S. Pedro de Betancur (1626-1667), irmão da ordem terceira franciscana, missionário espanhol na Guatemala, chamado «homem de caridade» pela sua dedicação a órfãos, mendigos e doentes.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»