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Palavra de Deus

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Um projecto missionário, tão amplo como o coração de Deus

III Domingo do Tempo Comum - Ano B – 25.1.2015


 


Jonas 3,1-5.10


Salmo 24


1Coríntios 7,29-31


Marcos 1,14-20


 


Reflexões


Depois do Baptismo no Jordão e da experiência no deserto, Jesus inicia a sua vida pública com um anúncio essencial, que Marcos – o evangelista que se lê neste ano litúrgico – apresenta em quatro pontos (v. 15): cumpriu-se o tempo e está próximo o reino de Deus; é preciso converter-se e acreditar nesta boa-nova.


O Evangelho de Marcos, embora na sua brevidade e concisão, tem uma mensagem global e completa. «O catecúmeno no Evangelho de Marcos – os cristãos de hoje, cada um de nós – é convidado a compreender que Deus está a tomar posse da sua vida e vai ao seu encontro com uma misteriosa iniciativa, que ele é chamado a aceitar» (Carlos Maria Martini). Do início ao fim, uma pergunta insistente percorre os 16 capítulos de Marcos: «Quem é Jesus?» Os numerosos milagres de curas e uma doutrina nova ensinada com autoridade por um Mestre surpreendente (1,27), culminam na profissão de fé de duas testemunhas oculares coincidentes: o discípulo Pedro, que afirma: «Tu é o Cristo» (8,29) e o centurião pagão, que aos pés da cruz declara: «Verdadeiramente este homem era Filho de Deus» (15,39). Tais afirmações – colocadas no meio e no fim do Evangelho de Marcos – recebem confirmação imediata no acontecimento da ressurreição (16,6).


O núcleo da mensagem de Jesus é que a iniciativa de Deus para salvar o mundo já está em acto: com a encarnação do Filho, Deus pôs a sua tenda definitiva no meio dos homens;em Jesus Cristoo Reino atingiu a plenitude; a salvação de todos passa necessariamente através da Pessoa do Deus que assumiu carne humana. O acontecimento é de tal ordem que justifica plenamente quer os pedidos de Jesus: «Convertei-vos e acreditai no Evangelho» (v. 15), quer a decisão radical em segui-lo «de imediato» deixando de lado afectos e interesses pessoais (v. 18.20) A conversão comporta uma mudança radical de mentalidade relativamente ao modo de se relacionar com Deus, com o semelhante e com o mundo criado. Da parte de Deus não haverá outras propostas: o Evangelho já está todo presente em Jesus, não haverá outro. O Evangelho/Boa-Nova não é um livro de doutrina ou de teorias espirituais: é uma Pessoa, é o próprio Jesus. Os primeiros quatro discípulos (v. 16-20), e depois os outros, não seguem uma doutrina ainda que admirável, mas uma Pessoa. Sentem que podem confiar nele, abrem-lhe o fundo do coração, confiam-lhe o seu destino. Embora com alguma fragilidade, seguem-no a ponto de dar a vida por Ele!


O Mestre chama os discípulos, forma-os, transforma-os, envia-os. O seguimento conduz sempre à missão: Jesus faz deles pescadores de homens (v. 17), portadores de um novo projecto de vida, a Boa-nova por excelência. (*) A família humana tem extrema necessidade do Evangelho, para poder viver em plenitude, como explica São Paulo (II leitura), mesmo no meio de situações de precariedade, sem sucumbir às seduções dos ídolos do momento, uma vez que «o cenário deste mundo é passageiro!» (v. 31).


Deus ama todas as pessoas e quer-nos todos felizes: prova disso é o acontecimento que se chama Cristo! Levar esta mensagem até aos confins do mundo é tarefa de todos os seus seguidores, chamados a ser discípulos e missionários de coração grande, a exemplo do coração de Deus. Não pessoas mesquinhas, teimosas e ciumentas como Jonas (I leitura), profeta que, num primeiro momento, foge (Jn 1) para não realizar o mandato missionário de Deus que o envia aos povos pagãos de Nínive. Em seguida, Jonas efectua o anúncio só parcialmente, «durante um dia de caminho» (v. 3,4), sentando-se depois a protestar contra Deus, porque «é bom e misericordioso» para com os habitantes de Nínive, sempre pronto ao perdão, sobretudo para com os que estão longe (Jn 4). Esta universalidade é um valor fundamental a todos os níveis: pelo conteúdo da mensagem (o Evangelho), pelos destinatários do anúncio (todos os povos, todos os crentes em Cristo), pelos missionários e as missionárias, que o Senhor chama, também hoje, a ser portadores da Sua mensagem de salvação.


A festa da Conversão de São Paulo (25/1) e a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (18-25/1) oferecem pontos fecundos de reflexão missionária sobre a Palavra de Deus, a qual pede a cada pessoa uma mudança de mentalidade (conversão), abertura ao Evangelho de Jesus, disponibilidade a lançar sempre e a todos esta massagem de vida.


Palavra do Papa


(*) «São José Vaz ensina-nos a sair para as periferias, a fim de tornar Jesus Cristo conhecido e amado por toda a parte. Ele é também um exemplo de sofrimento paciente por causa do Evangelho, de obediência aos superiores, de solícito cuidado pela Igreja de Deus (cf. Act 20, 28)… São José oferece-nos um exemplo de zelo missionário. Embora tenha partido para o Ceilão a fim de assistir e apoiar a comunidade católica, na sua caridade evangélica ele veio para todos. Deixando para trás a sua casa, a sua família, o conforto dos lugares que lhe eram familiares, respondeu à chamada para ir mais longe, para falar de Cristo onde quer que se encontrasse… Somos chamados a ir mais longe com o mesmo zelo, com a mesma coragem… somos chamados a ser discípulos missionários.


Papa Francisco


Homilia na canonização do B. José Vaz, Colombo (Sri Lanka) – 14/01/2015


No encalço dos Missionários


- 18-25/1:Semana de oração pela Unidade dos Cristão, sob o tema sustentado no apelo feito por Jesus à mulher samaritana: «Dá-me de beber!» (João 4,7).


- 25/1: Conversão de São Paulo, apóstolo dos gentios. No caminho de Damasco nasceu não só um novo cristão, mas o maior missionário da história.


- 25/1: Jornada Mundial dos Doentes de Lepra, fundada por Raoul Follereau em 1954.


- 26/1: S. Timóteo e S. Tito, colaboradores de São Paulo, bispos, respectivamente, de Éfeso e de Creta.


- 26/1: B. José Gabriel Brochero (1840-1914), sacerdote argentino, pastor exemplar e viajante incansável: no lombo de uma mula (chamavam-no Cura Bochero) visitava de casa em casa os seus fiéis em regiões maltratadas. Morreu cego e leproso.


- 26/1: B. Gabriel Allegra (1907-1976), franciscano italiano, missionário na China, onde traduziu a Bíblia para o chinês e promoveu intensa atividade ecuménica; morreu em Hong Kong.


- 27/1: S. Ângela Merici (1474-1540), fundador da Companhia de Santa Úrsula (Ursulinas), pioneiras entre as mulheres de vida consagrada no mundo, fora dos tradicionais mosteiros conventuais.


- 27/1: Dia de evocação da Shoah.


28/1: S. Tomás de Aquino, doutor da Igreja; a sua Suma contra Gentiles é um dos primeiros manuais para missionários entre os não cristãos, em particular os muçulmanos.


Tema para a 59ª Jornada 2012: «Faz da tua vida algo que valha».


- 29/1: S. José Freinademetz (1852-1908), da Sociedade do Verbo Divino.


- 30/1: Memória de Mohandas Karamchand Gandhi, conhecido como «Mahatma» (alma grande) da Índia (1869-1948), líder da «não-violência-activa», assassinado em Deli.


- 31/1: S. João Bosco (1815-1888), fundador da família Salesiana; enviou os primeiros missionários salesianos para a Argentina.


- 31/1: B. Candelária de S. José (Susanna Paz-Castillo Ramírez). Nasceu e viveu na Venezuela (1863-1940) e fundou uma congregação ao serviço dos doentes e necessitados.


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»