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Palavra de Deus

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Ao fim, o trigo vencerá a cizânia

XVI Domingo do T.C. - Ano «A» - Domingo 20.7.2014


Sabedoria 12,13.16-19


Salmo 85


Romanos 8,26-27


Mateus 13,24-43


Reflexões


Proibido construir sebes e fazer separações entre bons e maus, entre santos e malvados! Porque existe o mal no mundo? De onde vem a cizânia? Jesus ensina-nos. Nas três parábolas do Evangelho (cizânia, grão de mostarda e fermento), emergem os ensinamentos da parábola do semeador (ver Domingo XV): a pequenez insignificante da semente comparada com a sua grande força interior; o dono do campo que espalha semente boa no campo, enquanto o inimigo espalha a cizânia; a impaciência vingativa dos servos, e a paciência tolerante do dono... (v. 25.28-29). Ao fim, na altura da colheita, chega o momento do balanço definitivo: os resultados são avaliados, com o correspondente prémio ou castigo (v. 30). Mais uma vez, Jesus oferece-nos a chave de interpretação da parábola, aplicada agora à vida à vida e à história da Igreja, que é chamada a viver imersa num mundo de violências e de injustiças, mas sempre animada pela esperança e pela paciência de Deus. Em todos os tempos e lugares, a Igreja missionária “deve prosseguir a sua peregrinação entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus” (S. Agostinho, De civitate Dei).


O Papa Karol Wojtyla, num dos seus últimos livros, deixou-nos um comentário de grande valor sobre o mysterium iniquitatis que se propaga no mundo e na história, e sobre a coexistência do bem e do mal, com uma referência explícita à parábola de hoje: “A maneira como o mal cresce e se desenvolve no bom terreno do bem, constitui um mistério. Mistério que é aquela parte do bem que o mal não foi capaz de destruir e que continua a propagar-se apesar do mal, avançando continuamente sobre o terreno. Imediata a referência à parábola evangélica do trigo e da cizânia... Com efeito, podemos tomar esta parábola como a chave de leitura de toda a história da humanidade. Nas várias épocas e em vários sentidos, o trigo cresce junto com a cizânia, e a cizânia junto com o trigo. A história da humanidade é o teatro da coexistência do bem e do mal. Isto quer dizer que, se o mal existe junto com o bem, o bem, porém, persevera junto ao mal e cresce, por assim dizer, no mesmo terreno, que é a natureza humana” (cf. Memória e Identidade, p. 14).


A ligação desta mensagem com o mundo missionário é imediata. Perante o mal que se propaga, ou o fechamento e a maldade de tantas pessoas, o missionário e o educador são frequentemente tentados a assumir o papel dos servos da parábola, que pretendem arrancar logo a cizânia (v.28). Frequentemente com a ilusão do aut-aut ( ou-ou), que exclui. Jesus, o divino semeador do trigo, convida a ter paciência e misericórdia, respeitando os tempos de Deus, o único juiz que sabe o que está no coração humano. A missão, mesmo se tem a força irresistível do Evangelho (v. 31.32), inicia sempre em situações de minoria e de fragilidade perante os dinamismos poderosos do maligno. O missionário é certamente portador de um fermento capaz de renovar o mundo a partir de dentro (v. 33), mas que opera com os tempos longos da paciência, da derrota provisória e da tolerância. Isso mesmo já tinha sido prefigurado no livro da Sabedoria (I leitura): Ó Deus, “o facto de seres senhor de todos, torna-te indulgente com todos” (v. 16). Ao contrário dos poderosos do mundo, que frequentemente excedem e abusam do próprio poder, Deus é sempre “senhor da força”, governa-nos “com muita indulgência” e exerce o seu poder quando quer (v. 19). Melhor, o Deus cristão manifesta a sua omnipotência sobretudo quando perdoa e usa de misericórdia. De facto, Ele dá aos seus filhos “a boa esperança” que, de pois dos pecados, concede o arrependimento (v.19). É esse o estilo de Jesus, que o discípulo e o missionário assumem como programa de vida e de acção.


Cada pessoa é um terreno de trigo bom misturado com cizânia, sob a pressão do maligno e os furores da intolerância. Como diz uma canção, “dentro de cada um há bem e mal; mas no fundo de cada coração há sempre um tesouro escondido”. É preciso que o Espírito (II leitura) venha ajudar a nossa debilidade (v.26), nos sustente no tempo da coexistência do bem e do mal, dê ânimo à nossa esperança, e nos eduque segundo o coração misericordioso de Deus ( v.27).


Palavra do Papa


 “Não é o poder que redime, mas o amor! Este é o sinal de Deus: Ele mesmo é amor. Quantas vezes nós desejaríamos que Deus se mostrasse mais forte. Que atingisse duramente, vencesse o mal e criasse um mundo melhor. Todas as ideologias do poder se justificam assim, justificando a destruição daquilo que se opõe ao progresso e à libertação da humanidade. Nós sofremos pela paciência de Deus. E de igual modo todos temos necessidade da sua paciência. O Deus, que se tornou cordeiro, diz-nos que o mundo é salvo pelo Crucificado e não por quem crucifica. O mundo é redimido pela paciência de Deus e destruído pela impaciência dos homens”.


Bento XVI


Homilia no início do seu Pontificado, Roma, 24 de Abril, 2005


Nas pegadas dos missionários


- 20/7: S. Apolinário, originário da Antioquia, primeiro bispo de Classe-Ravena, Itália, evangelizador da Emília -Romana, e mártir (sec. II).


- 20/7: S. Frumêncio (+ca.380), fundador da Igreja na Etiópia, primeiro bispo de Axum.


- 21(7: S. Lourenço de Brindisi (1559-1619), frade capuchinho, doutor da Igreja, percorreu muitas regiões da Europa pregando o Evangelho e realizando missões de reconciliação.


-21/7: S. Albérico Crescitelli (1863-1900), sacerdote italiano do PIME, missionário na China e mártir.


- 22/7: S. Maria Madalena: curada por Jesus, seguiu-o até ao Calvário; foi a primeira a vê-lo vivo e a anunciá-lo depois da sua ressurreição.


- 22/7: B. María Inés Teresa Arias Espinosa (1904-1981), mexicana, fundadora das Missionárias Clarisas do SSmo. Sacramento e dos Missionários de Cristo pela Igreja universal, institutos missionários ad gentes.


- 23/7: S. Brígida da Suécia (1302-1273), mãe de família, depois religiosa, mística e fundadora, peregrina em vários santuários; é padroeira da Europa.


- 23/7: B. Basílio Hopko (1904-1976), bispo auxiliar greco-católico de Preshov (Eslováquia) e mártir; foi encarcerado (1950-1964) e torturado pelo regime comunista.


- 23/7: B. Margarina Maria López de Maturana (1884-1934), religiosa espanhola, fundadora do instituto das Mercedárias Missionárias de Bérriz.


- 24/7: S. Sarbel (José) Makhluf (1828-1898), monge maronita do Líbano, depois eremita dedicado à oração e a privações austeras.


- 24/7: Recordação do P. Ezequiel Ramin, missionário comboniano, assassinado aos 32 anos (†1985) em Cacoal (Rondónia-Brasil), por ter acompanhado um grupo de camponeses que reclamavam as suas terras.


- 25/7: S. Tiago, Apóstolo, filho de Zebedeu, irmão de João; foi o primeiro mártir de entre os Apóstolos (†43-44). É patrono da Espanha.


- 25/7: BB. Rodolfo Aquaviva e outros 4 companheiros jesuítas, martirizados (†1583) em Salsete (Índia).


- 26/7: São Joaquim e Santa Ana, pais de Maria de Nazaré e avós de Jesus, patronos dos avós e idosos.


- 26/7: S. Bartolomeu Capitanio (†1833), que, juntamente com S. Vincenza Gerosa (†1847), fundou as Irmãs da Caridade de Maria Bambina.


- 26/7: S. Jorge Preca (La Valletta, Malta, 1880-1962), sacerdote dedicado à catequese das crianças, fundador da Sociedade da Doutrina Cristã.


- 26/7: B. Tito Brandsma (1881-1942), sacerdote carmelita holandês, intrépido defensor da Igreja e da dignidade humana, morto no campo de concentração de Dachau (Alemanha).


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»