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Palavra de Deus

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O Reino de um Deus crucificado, que não fracassa

XXXIV Domingo do Tempo Comum: Ano B – 22.11.2015


 


Solenidade de CRISTO REI do Universo


 


Daniel 7,13-14


Salmo 92


Apocalipse 1,5-8


João 18,33-37


 


Reflexões


Que estranho modo de se proclamar Rei! O Cristo da Paixão, em diálogo com o procurador romano (Evangelho), tem as insígnias de rei: uma coroa na cabeça, um manto vermelho, as saudações obsequiosas por parte dos soldados… Tudo sinais de um rei fracassado! Os chefes religiosos, a gente na rua, os soldados romanos estão convencidos disso: julgam que o venceram, que o aniquilaram: Pilatos fica perplexo diante da serenidade de um homem que, apesar de se encontrar naquelas condições, continua a dizer-se rei, ainda que um reino que não é deste mundo. Pilatos não é capaz de entender esta linguagem, e nem sequer o discurso sobre a verdade (v. 36-37). As suas perguntas inquisitórias têm um sentido político: basta-lhe ter compreendido que aquele sujeito, tão maltratado, não constitui uma ameaça para o império de Roma. Ainda hoje, está longe de ser uma ameaça o sinal do homem-Deus crucificado, pendurado numa parede. É antes um benefício objectivo! Compreende-o tranquilamente qualquer pessoa minimamente informada, que tenha um coração recto e livre de ideologias desviantes.


Será o próprio Pilatos, representante do império mais poderoso do mundo, a reconhecer a realeza de Cristo, com aquela tabuleta afixada à cruz: «Jesus Nazareno, Rei dos Judeus» (Jo 19,19). Jesus incarna o verdadeiro «filho do homem», aquela misteriosa figura – prelúdio de um novo povo! – anunciada pelo profeta (I leitura), que recebe de Deus poder e reino junto de «todos os povos, nações e línguas»: um reino que «jamais será destruído» (v. 14). O povo de Daniel, naquele momento, experimenta a opressão, mas não renuncia a sonhos grandiosos para o futuro. O povo do novo Reino terá como ponto de convergência o Cristo. Trespassaram-no, mas Ele é o Alfa e o Ómega» (II leitura).


Jesus não renuncia ao seu título de rei, mas esvazia-o das coisas vãs dos reinos deste mundo e enriquece-o de conteúdos novos, evangélicos: quem é o primeiro deve servir os outros; não se alia com os poderosos e ricos, mas escolhe estar do lado dos últimos; não dá ordens, mas obedece; não mata ninguém, mas morre Ele por todos; o importante não é ser servido, mas fazer-se servidor. (*)


Pilatos mostra a todos, o homem, o rei fracassado, coroado de espinhos… Jesus já proclamou várias vezes a sua identidade, o seu Evangelho. Quem o quis compreender, compreendeu. Agora Jesus está ali, diante de todos, aguarda em silêncio. Cada um tem de dar a sua resposta pessoal, fazer a sua escolha de vida: optar pela vida fácil do poder e das riquezas, ou triunfar fazendo-se discípulo humilde e pobre de um rei fracassado, crucificado e ressuscitado. Por amor! Seguir os passos de um rei vencido pode parecer um empreendimento votado ao fracasso, e todavia o Reino de Deus não fracassa! O Papa Bento XVI recordou-o aos bispos da Suiça (homilia 7.11.2006), ao comentar de forma ampla e criativa a parábola dos convidados para o grande banquete (cf. Lc 14,15-24). Apesar das contínuas recusas por parte da liberdade humana, Deus não se dá por vencido. Ele encontra sempre novos caminhos para realizar o seu plano de salvação para toda a família humana.


Nesta obra de salvação, Deus quer envolver muitos amigos e empenhá-los na Missão em todo o mundo. Os modos e os tempos de envolvimento são múltiplos. A par de iniciativas que dão visibilidade à obra evangelizadora (congressos, sínodos, documentos, publicações…), há um trabalho capilar e escondido de missionários e de missionárias; há a presença contínua de sacerdotes e de leigos educadores e catequistas; há os gestos generosos de crianças e jovens; há o apoio de oração e sofrimento oferecidos pelos doentes; há o empenho pela promoção da justiça e dos direitos das pessoas mais frágeis; e muitas outras iniciativas que, apesar de limitadas e discretas, contribuem para renovar e alimentar o ardor missionário pelo Reino de Deus.


Palavra do Papa


 (*) «Estai da parte daqueles que são marginalizados pela violência, pelo poder ou por uma riqueza que ignora aqueles aos quais falta quase tudo. A Igreja não pode separar o louvor a Deus do serviço aos homens. O único Deus Pai e Criador é aquele que nos constituiu irmãos: ser homem é ser irmão e guarda do próximo. Neste caminho, unida a toda a humanidade, a Igreja deve reviver e atualizar aquilo que Jesus foi: o Bom Samaritano, que vindo de longe se inseriu na história dos homens, nos elevou e se prodigalizou pela nossa cura».


Bento XVI


Homilia aos bispos mexicanos e outros bispos americanos, de León (México), 25.3.2012


No encalço dos Missionários


- 22/11: S. Cecília, mártir romana. – Dia Internacional da Música.


- 23/11: S. Columbano, abade (†615), nascido na Irlanda, missionário itinerante em França, Suiça e Itália, fundador de numerosos mosteiros.


- 23/11: B. Miguel Agostino Pró (1891-1927), jesuíta mexicano, martirizado durante a perseguição contra a Igreja. Juntamente com ele, recordam-se muitos outros mártires do mesmo período.


- 24/11: S. André Dung-Lac (†1839), sacerdote, e vários outros companheiros mártires no Vietname. João Paulo II em 1988 canonizou 117: bispos, sacerdotes e leigos martirizados em vários lugares, modos e tempos.


- 24/11: BB. Pedro Kibe Kasui (1587-1639), jesuíta japonês, e 187 companheiros mártires, martirizados entre 1603 e 1639; destes, quatro eram sacerdotes e todos os outros leigos, entre os quais também mulheres e crianças. É o terceiro grupo de mártires japoneses (depois dos de 1597 e 1622).


- 25/11: Primeira Viagem Apostólica do Papa Francisco ao Continente Africano. Viagem Apostólica do Santo Padre ao Quênia, Uganda e República Centro-Africana.


- 25/11: Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.


- 25/11: Dia pelas vítimas da estrada.


- 26/11: S. Leonardo, de Porto Maurício (1676-1751), sacerdote franciscano, itinerante, dedicado às missões populares. É o criador da Via-Sacra.


- 26/11: B. Tiago Alberione (1884-1971), fundador da Família Paulina (com uma dezena de instituições), para difundir o Evangelho com os meios de comunicação social e para promover as vocações.


- 26/11: Evocação do cardeal Charles Lavigerie (1825-1892), bispo francês de Algeri, fundador dos Missionários de África (Padres Brancos).


Colaboração e agradecimentos


Coordenação: P. Romeo Ballan - Missionários Combonianos (Verona)


Sítio Web: «Palavra para a Missão»