A imagem do Aiatola Ali al-Sistani, líder espiritual dos xiitas, ao lado do Papa Francisco, não podia ser mais simbólica: um de negro, outro de branco, eles foram as vozes de um mesmo desejo: «Que o Iraque supere a violência, manifestando a esperança de que os cristãos vivam como todos os iraquianos, em segurança e na paz, e com pleno respeito pelos seus direitos constitucionais», expressava no final um comunicado do gabinete de Sistani.
Não houve declarações públicas nem sequer a assinatura de nenhum documento conjunto, como sucedeu há dois anos, com o líder da maior autoridade sunita, o outro ramo do islão. Nessa altura, em Abu Dhabi, Francisco e o xeque Al Tayyeb, imã de Al-Azhar (Cairo), assinaram o Documento sobre a Fraternidade Humana, que estaria depois na base da encíclica Fratelli Tutti (Todos irmãos), publicada pelo papa em Outubro. Mas o encontro com Sistani falou por si e ficaria como a imagem desta viagem única ao Iraque que decorreu entre 5 e 8 de Março.