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02 agosto 2021

África do Sul: bispos apelam ao diálogo

Tempo de leitura: 2 min
Na situação de crise que vive a África do Sul, os bispos do país apelam ao diálogo social e pedem ao Governo que atenda as necessidades dos mais pobres
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Os bispos da África do Sul condenam os actos de vandalismo no país (Foto: Lusa)

A economia da África do Sul, já duramente atingida pelas restrições para travar a pandemia, foi agravada pelos protestos populares, incluindo actos de pilhagem, que se seguiram à prisão do ex-presidente Jacob Zuma sob acusações de corrupção e desvio de fundos públicos.

Entretanto, cerca de 36 mil milhões de randes (aproximadamente 2,1 mil milhões de euros) foram atribuídos pelo governo sul-africano para apoiar empresas e indivíduos afectados pelas restrições da covid-19 e, mais importante ainda, pelos motins que devastaram partes do país nas últimas semanas.

Os bispos sul-africanos "condenaram veementemente os elementos criminosos que estão a tirar partido desta situação". "Instamos", escreveram os bispos na sua declaração, "aqueles que estão envolvidos no vandalismo a reflectir sobre o facto de que estão a pôr em perigo a subsistência de muitas pessoas ao destruírem os seus empregos. Devemos também lembrar que estamos no meio da pandemia de covid-19, que prospera em condições de desordem, e que quanto mais tempo estas condições prevalecerem, mais nos colocamos a nós próprios e aos outros em risco de um contágio que será ainda mais difícil de lidar".

Apelando ao diálogo, os bispos denunciam que "a nossa sociedade normalizou o uso da violência e do vandalismo para persuadir o governo a ouvir e a levar a sério as preocupações económicas dos pobres". "Precisamos de uma mudança de mentalidade, uma conversão colectiva do coração e da mente, que afirma que os protestos violentos e a destruição da propriedade nunca podem ser uma resposta justa às actuais dificuldades económicas e à injustiça económica. Reiteramos o apelo do Papa Francisco na Fratelli Tutti, recordando que, face aos problemas políticos e económicos, existe sempre a possibilidade de escolher um compromisso construtivo em vez da violência".

(Com informação de Fides)

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